Joshuavida's profileJESUS EU CONFIO EM VÓSPhotosBlogListsMore Tools Help

Joshuavida Silva

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Procuro ser em Cristo Jesus, manso e humilde de coração. "O homem é o que é aos olhos de Deus e nada mais." (São Francisco de Assis)

"Teu pior inimigo és tu mesmo, vence-te a ti mesmo e vencerás todos os inimigos visíveis e invisíveis." (São Francisco de Assis).

JESUS EU CONFIO EM VÓS

Confiar no Senhor é amá-LO acima de todas as coisas, é pertencer inteiramente a Ele!

AS DIMENSÕES DO HUMANO E A PRÁTICA DA FÉ

AS DIMENSÕES DO HUMANO E A PRÁTICA DA FÉ


O sentido da vida, diz respeito ao que somos aqui para a eternidade; porque o que vivemos aqui é o que viveremos na eternamente, ou seja, se aqui vivemos o amor de Deus para com todos, certamente viveremos esse amor por todo o sempre. Então é bom desde já sermos fiéis nas pequenas coisas para recebermos o nosso galardão nas grandes (nos céus)...
A vida só tem sentido quando vivida por amor a Deus, quem o encontra tem a liberdade, realidade que o conduz ao céu; porque do mundo nada se leva, porque no mundo, sem a graça de Deus, tudo é ilusão, visto que aqui e eternamente só Deus é a única felicidade, fora Dele nada há...


EIS AS DIMENSÕES DO HUMANO


Dimensão espiritual: é aquilo que diz respeito à nossa alma, ou seja, somos eternos (cf. Gn 1,26) e tudo o que fazemos, para a eternidade é que fazemos, como escrevi acima. Por isso precisamos fazer para Deus porque tudo o que fazemos tem a sua recompensa: quem ama tem a recompensa do amor; quem perdoa tem a recompensa do perdão; quem compreende tem a recompensa da compreensão, etc. Se, porém, falharmos nisso, teremos como recompensa o produto nefasto dos nossos erros, que chamamos de perdição, infelicidade, maldição, etc.


Ensinando sobre isto são Paulo escreve: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé.” (Gal. 6,7-10).


A Dimensão Biológica: é tudo o que diz respeito ao nosso corpo, ou seja, somos templos do Espírito Santo e temos que nos amar como templos do Espírito Santo; não somos objetos sexuais como a sociedade escrava dos instintos prega; somos lugares sagrados onde Deus habita e precisamos viver como tais. (cf. 1Cor 3,16-17)


Dimensão Psicológica: é tudo o que diz respeito ao nosso psique, ou seja, nossos pensamentos de onde nascem? Veja o que São Paulo nos ensina: "Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos". (Fl 4,8).


Dimensão Moral: a palavra moral vem de “mors” que em Latim significa: lei, ordem. Ora, uma vida desordenada é uma vida bagunçada, sem nexo, sem sentido; pelo contrário uma pessoa moralmente equilibrada é, de fato, uma pessoa conduzida pelo Espírito Santo. Vede o que São Paulo escreve a este respeito:


“Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz. Porque o desejo da carne é hostil a Deus, pois a carne não se submete à lei de Deus, e nem o pode. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus”.


“Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em verdade, está morto pelo pecado, mas o Espírito vive pela justificação.” (Rom 8,5-10).


EIS A PRÁTICA DA FÉ


Para vivermos mais perfeitamente a nossa vida de fé, precisamos da oração pessoal e comunitária; da meditação da Palavra de Deus e da contemplação dos mistérios de sua paixão, morte e ressurreição, como exercícios da alma que nos ajuda a crescer na graça, na sabedoria e no amor do Senhor.


Todavia, não podemos esquecer as obras da fé, porque... “Somos obras de Deus, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos”. (Ef 2,10).  De fato, precisamos trabalhar para o Reino de Deus nos engajando em algum movimento ou comunidade da Igreja, tais como: Grupo de Jovem, Renovação Carismática, Liturgia, Ministério de Música, Pastoral do Batismo e tantos outros.


Paz e Bem!


Frei Fernando,OFMConv.

CERTEZA ABSOLUTA

CERTEZA ABSOLUTA

De uma coisa nós temos certeza absoluta, não estamos parados no tempo nem aqui é o nosso lugar definitivo, mesmo que queiramos. Nenhum ser natural existe e si e por si mesmo, essa é outra máxima que constatamos em nós por causa de nossa dependência mútua. Estamos no tempo, mas não somos do tempo, podemos até ser com o tempo, porém, devido à nossa realidade passageira, sabemos que ele é escasso e por isso não podemos perder tempo.

A vida que palpita em nós, nos impulsiona a crê e aceitar que nossa origem é divina, por isso mesmo, é para essa origem que nos dirigimos a cada instante que passa; a cada palpitar do coração; a cada sensação vivida na intimidade de nossas almas. A única coisa que não passa em nosso meio são os valores eternos, porque eles nos perpetuam à medida que os cultivamos; assim sendo, a verdade, o amor, a bondade, etc. nos fazem viver a realidade em que estamos de maneira tão transparente que transpomos os limites de nossa contingência. Isto se dá porque esses valores vêem de Deus e nos une a Ele que nos faz, por seu Filho Jesus Cristo, participantes de sua natureza divina.

Discorrendo sobre o plano de Deus para a nossa salvação, são Paulo escreve: “Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação”.

“Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”.

“Há bem pouco tempo, sendo vós alheios a Deus e inimigos pelos vossos pensamentos e obras más, eis que agora ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai. Para isto, é necessário que permaneçais fundados e firmes na fé, inabaláveis na esperança do Evangelho que ouvistes, que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro”. (Col 1,12-23).

Caríssimos, não podemos esquecer que Deus é Amor; e quando vivemos o seu amor e praticamos o bem que Ele nos dá a praticar (cf. Ef 2,8-10), revelamos com o nosso proceder a presença do Seu Reino no meio de nós; “porque é em Deus que nós vivemos, nos movemos e somos” (At 17,28); sabemos, porém, que o nosso mundo não correspondeu e nem está correspondendo a esse amor de Deus por nós; por isso, o Senhor enviou o seu Filho para nos tirar da celeuma que causamos a nós mesmos, com o nosso modo de ser, de pensar e agir muito distante do seu propósito eterno; porque, de fato, nossa humanidade está vivendo como se Deus não existisse, como tudo se resumisse à loucura que atualmente presenciamos na face da terra.

Portanto, nós que vivemos a fé em Cristo Jesus e cultivamos a esperança na vida eterna, temos que manter viva essa nossa fé católica, porque como disse o Senhor: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo”. (Mt 24,11-13). Ora, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Heb 11,1). De fato, não vemos ainda, mas é Deus mesmo quem nos dá experimentar a Ressurreição do seu Filho como nossa ressurreição, fazendo-nos conhecer que somente a sua Vontade prevalece para sempre e que toda maldade tem um fim escatológico, ou seja, “o tanque de fogo e enxofre, a segunda morte”. (cf. Apo 21,8).

Quanto à salvação eterna dos justos, escreve São João no Apocalipse: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. (Apo 21,1-5). “Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,20).

“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor 13,13).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

AINDA BEM…

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AINDA BEM...

 

A vida em sua formosura...

É ternura de Deus para conosco...

É beleza infinda...

Porque só Deus conhece a vida como ela é...

Porém, nos dá a viver esse Seu Mistério...

para que participemos do Infinito de Sua Liberdade...

 

Porém, aqui nesse nosso mundo...

os homens, infelizmente, ainda não entenderam...

as intenções do nosso divino autor...

Por esse motivo a vida para eles não vale nada...

Trocam-na por paixões depravadas...

Trocam-na por migalhas de emoções...

Sentimentos banais e más intenções...

E por isso vivemos em uma sociedade de marginais...

Onde impera a mentira e a violência...

Como se fôssemos seres irracionais...

 

É triste constatar tudo isso...

É triste ver os homens em precipício...

desperdiçando tantos dons excepcionais...

É triste ver criaturas tão lindas...

perdidas nas esquinas da vida...

mergulhadas em terríveis vícios...

Sem contar outros atitudes infernais...

 

E o que dizer da natureza que está sendo vilipendiada?

Essa destruição resulta da ganância exacerbada...

que dilacera dia e noite, noite e dia...

Nossas matas...

Nossos rios...

pelo simples desvario...

de criaturas que foram criadas somente para amar...

mas, por causa da cegueira espiritual...

não percebem o mal que fazem...

 

O que fazer, então?

Porque ao que parece não há mais solução...

para que haja salvação nesse nosso habitat natural...

Visto que,

os homens lhe causam tanta mal e desperdício...

que não sabemos como contê-los...

nesse intento perverso e destruidor...

 

Pensando bem, realmente estamos perdidos...

porque deixamos as Leis de Deus de lado...

para cultivarmos o pecado como única herança...

Logo...

não há mais bonança...

que possa nos salvar...

 

Senhor, socorre-nos em teu amor...

Porque, infelizmente, a vida não é mais vida...

Ela parece mais uma coisa esquecida...

Que foi posta de lado por causa da ganância...

e de todo pecado que se comete cá em nosso meio...

como seres em agonia terminal...

por fazerem tanto mal a si mesmos...

e a toda a criação...

 

Não quero ser pessimista...

Não quero lançar oráculos escatológicos...

Mas tenho que ser realista...

Esse nosso mundo está em vias de dar o último suspiro...

 

E o que dizer de tudo isso?

Ainda bem, caso contrário,

não sobraria ninguém de nós para a Nova Criação...

que está prestes a emergir...

com fruto do resto dos justos...

que ainda está aqui...

 

Paz e Bem!

 

Frei Fernando,OFMConv.


A CHAVE DA ORAÇÃO

CRIANÇA

A CHAVE DA ORAÇÃO

A oração é um dos pilares da vida cristã; ela é um dom de Deus posto em nossa alma que nos dá acesso a todas as suas graças e bênçãos sempre que a vivemos em conformidade com sua vontade eterna. Assim sendo, a oração nos faz incidir nas mais diversas situações da vida de tal forma, que vemos o seu resultado quase que ou mesmo de imediato, dependendo da situação que estamos vivendo.

A chave que abre o coração humano para o exercício legítimo da oração é o dom do perdão; pois assim nos ensinou Jesus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”. (Mt 6,14-15). Logo, quem perdoa o faz seguindo a determinação do Senhor.

Por isso, oração é condição de vida e é por meio dessa condição que comungamos com o querer de Deus e o realizamos plenamente como plano de nossa salvação, isto porque a oração nos faz alçar vôos para além das fronteiras de nossa natureza. Rezar, pois, é, antes de tudo, manter a vigilância e a piedade interior na prática da fé visando à perfeição e a santidade que Deus nos oferece.

Por isso, “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto”. (Is 55,6). “Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face”. (Sl 104, 3-4).

Por fim, nos ensina São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,4-7).

Destarte, “reza sempre a Deus com o coração puro”, como escreveu São Francisco de Assis (RB 10,10); porque quem reza assim, permanece na presença do Senhor, contempla pela fé a Sua Divina Face e goza de todas as suas graças.

A HUMILDADE

“Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus”. (Fil 2,1-5).

A virtude da humildade nos ensina qual é o nosso verdadeiro lugar na vida, pois ela é virtude santificante que nos leva a cultivar a Vontade de Deus em nosso viver. Os humildes não procuram os primeiros lugares nem interesses próprios, mas estão sempre abertos às inspirações divinas para que se realize o Plano da Salvação.

O humilde enxerga nos outros, o que ele experimenta da parte do Senhor em si mesmo e se alegra com isso. Sente-se bem porque vê o bem que os outros estão vivendo e fazendo. E quando percebe o mal, recolhe-se em oração e não divulga o mal percebido, mas intercede ao Senhor para que esse mal seja extinto.

Em toda pessoa humilde se constata a ação do Espírito Santo com mais evidência. Creio que seja por isso que São Paulo escreveu: “Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo e não satisfareis os desejos da carne.” (Gl 5,16).

Por isso, “Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes (Pr 3,34). Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno.” (1Ped 4,5b-6).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

SIMPLESCIDADE E CONVIVÊNCIA

A UNIVERSIDADE E O MICRO-VESTIDO

Pe. Zezinho, scj

Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores.

Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.

Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.

Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.

Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.

Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse:

- Assim, sim!

Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

Referência: Qualquer coisa de novo - Pe. Zezinho


DESPERTA, TU QUE DORMES (Ef 5,14)

São Bento (480-547), monge
Regra, Prólogo, 8-22

«Desperta, tu que dormes» (Ef 5, 14)

Levantemo-nos pois; a Escritura não cessa de nos despertar dizendo: «Já é hora de despertardes do sono» (Rom 13, 11). Abramos os olhos à luz divina. Escutemos com um ouvido atento a voz possante de Deus que cada dia nos apressa dizendo: «Não torneis duros os vossos corações» (Sl 94, 8). E ainda: «Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas» (Ap 2, 7). E que diz Ele? «Vinde, Meus filhos, ouvi-Me, Eu vos ensinarei o temor do Senhor» (Sl 33, 12). «Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam» (Jo 12, 35).

Procurando o seu trabalhador entre a multidão de pessoas a quem lança este apelo, o Senhor diz ainda: «Qual o homem que ama a vida e deseja largos dias para que possa gozar da prosperidade?» (Sl 33, 13). Se, ao ouvires isto, responderes: Eu, Deus diz-te: Queres ter a verdadeira vida, a vida eterna? Então «guarda a tua língua do mal e os teus lábios das palavras enganosas; afasta-te do mal e faz o bem, procura a paz e conserva-a» (Sl 33, 14-15). Quando tiverdes feito isso, pousarei os olhos em vós e darei ouvido às vossas orações e «antes mesmo de me terdes chamado, dir-vos-ei: Eis-me aqui» (Is 58, 9).

Que pode ser mais doce, irmãos bem-amados, que esta voz do Senhor que nos convida? Eis que, na sua ternura, o Senhor nos indica o caminho da vida. Cingidos com a fé e a prática das boas acções, e guiados pelo evangelho, vamos então pelos caminhos que Ele nos traça para sermos admitidos a ver Aquele que nos chamou ao Seu reino (1Tes 2, 12). Se queremos habitar na morada do Seu reino, avancemos pelas boas ações, senão nunca lá chegaremos.

Paz e Bem!

    ©Evangelizo.org 2001-2009

PENSAMENTOS, PALAVRAS E ATOS

As palavras são todas iguais e compostas das mesmas letras. O que as difere, no entanto, são o conteúdo e a fonte que o inspirou; assim, elas precisam de um motivo nobre para que, de fato, não sejam apenas palavras, mas, verdade. Pois, somos os únicos seres na face da terra que temos consciência de nossos atos e os praticamos deliberadamente conforme nossas decisões.

“Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento”. (Tiag 2,12-13).

A Palavra da Verdade vem ao nosso coração como um profundo alento, renovando todo nosso interior e nos fazendo compreender qual é o destino eterno que nos espera. Porque aqui com o nosso viver, escrevemos o livro de nossa vida e ao chegar diante de Deus faremos a leitura de suas páginas conforme foram vividas; se, porém, algumas páginas foram mal escritas, é necessário que as reescrevamos, por meio do arrependimento e do perdão sacramental antes do dia do nosso julgamento (Cf. Heb 9,27), para que a sua leitura seja agradável ao Senhor. “Então cada um receberá de Deus o louvor que merece”. (1Cor 4,5d).

Paz e Bem!

Frei Fenando,OFMConv.

SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS...

 

"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram". (Hb 11,6).

De uma coisa fiquemos certos, todos nós humanos temos fé, somos portadores do dom de acreditar. Ora, esse dom é inerente ao ser humano, ninguém que existe neste mundo é isento de crer, todos já nascem com esse dom especial. Uns creem e crescem naquilo que acreditam; outros não acreditam em nada e crescem nesse seu “ateísmo” formal.

Porém, verdade seja dita, somos o que acreditamos porque fomos criados para crer. Assim sendo, nos tornamos vítimas ou cooperadores daquilo em que pusemos a fé do nosso coração. Se damos créditos ao amor nos tornamos amor em plenitude; se ao contrário, abrimos espaços para o ódio, nos tornamos vítimas da violência e desperdiçamos nosso modo de ser alimentando vinganças, medos e mortes atrozes que neutralizam nosso existir.

Então o que é crer realmente? Crer é ser aquilo que somos aos olhos de Deus e aos olhos de Deus nós somos seus filhos eternos, santos, justos e misericordiosos. Vejamos o que São João nos ensina a esse respeito: “Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,2-3).

Portanto, quando digo: creio em Deus, o digo não por dizer ou como algo isolado, ou como uma afirmação somente; mais o digo precisamente como expressão da comunhão que tenho com o Senhor que me deu em seu amor liberdade para crer, pois, O carrego em minha alma de batizado como Mistério santificante, que revelo a cada instante pelas virtudes vividas para o bem de todos; desse modo, a fé que professo com os lábios é fruto do Espírito Santo que habita em minha alma e que me faz viver professando uma fé genuína, realizadora da Vontade de Deus em todos os sentidos; infinitamente longe, de todo fanatismo ou embuste subjetivista; de todo individualismo ou sectarismo infernal.

Destarte, “a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. Por ela vivemos na presença de Deus Altíssimo e é Ele mesmo quem a alimenta em nós.

EIS O RESUMO DA NOSSA FÉ CATÓLICA:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
Criador do Céu e da Terra,
De todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos Céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria.
e se fez homem.

Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há de vir em sua glória
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e vida do mundo que há de vir. Amém.


Paz e Bem!

A SABEDORIA DE DEUS

 

“há nela, com efeito, um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, penetrante, puro, claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo, livre, benéfico, benévolo, estável, seguro, livre de inquietação, que pode tudo, que cuida de tudo, que penetra em todos os espíritos, os inteligentes, os puros, os mais sutis”.

“mais ágil que todo o movimento é a sabedoria, ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. ela é um sopro do poder de deus, uma irradiação límpida da glória do todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela. é ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de deus, e uma imagem de sua bondade”.

“embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de deus, porque deus somente ama quem vive com a sabedoria! é ela, com efeito, mais bela que o sol e ultrapassa o conjunto dos astros. comparada à luz, ela se sobreleva, porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a sabedoria, o mal não prevalece”. (sab 7,22-30).

“O temor do senhor é o começo da sabedoria; sábios são aqueles que o adoram, sua glória subsiste eternamente”. (sl 110,10).

“A boca do justo fala sabedoria e a sua língua exprime a justiça”. (sl 30,36).

paz e bem!

Ó ETERNA VERDADE…

Do Livro das "Confissões", de Santo Agostinho, bispo (Lib. 7, 10, 18; 10, 27; CSEL 33, 157-163. 255)

"Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te fizeste meu auxílio".

Entrei e vi com olhos da alma, acima destes olhos, acima de minha mente, a luz imutável — não esta luz vulgar e evidente para toda a carne nem como do mesmo gênero, apenas mais forte e que fosse muito e muito mais brilhante e iluminasse e enchesse tudo com o seu tamanho. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de todas estas. Também não estava acima da minha mente como o óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu elevaste-me para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez da minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força; e eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo a tua voz lá do alto: "Eu sou o alimento dos grandes; cresce e comer-me-ás. Não me mudarás em ti, como o alimento do teu corpo, mas tu te mudarás em mim".

E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei "o mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito pelos séculos"; ele chamava-me e dizia: "Eu sou o caminho da verdade e da vida"; e o pão, que eu não era capaz de receber, uni à minha carne, "porque o

Verbo se fez carne", para dar à nossa infância o leite da tua sabedoria, pela qual tudo criaste.

Paz e Bem!

DE QUE ADIANTA?

DE QUE ADIANTA?

O que existe de mais precioso que a vida? No entanto, poucos são os que dão conta disso; no mais das vezes ela não passa de objeto de manipulação para aqueles que só pensam em tirar vantagem material de tudo, mesmo que façam da vida um inferno para si e para os outros.

Para estes o que conta mesmo é a ânsia de possuir, ainda que tenha de destruir a vida natural ou dos semelhantes, contanto que atinjam a satisfação da própria vontade, não importando os meios para isto. O resultado é o desequilíbrio a que chegamos em nosso habitat natural, a ponto de vivermos os últimos dias de nosso planeta, que agonizante, pede socorro antes que atinja o caos total em todos os sentidos.

“Escutai, povos todos; atendei, todos vós que habitais a terra, humildes e poderosos, tanto ricos como pobres”. (Sl 48,2-3). “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9,25). “Nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate. Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte, porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens”. (Sl 48,8-11).

“O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome, pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate. Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada”. (Sl 48,12-15).

O bem mais útil à vida é o amor de Deus, pois nele tudo se afirma e tudo cresce e tudo rejuvenesce a cada instante; portando, é no amor a Deus e entre nós que devemos alicerçar a casa de nossa existência, porque o amor não acaba nunca e para quem ama a vida já é eterna como o próprio amor.

“Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. (Ap 21,5).

Paz e Bem!

<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/2.5/br/88x31.png" /></a><br /><span xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type">FREI FERNANDO, VIDA, F&#201; E POESIA</span> by <a xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#" href="www.freifernando.net" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL">Frei Fernando,OFMConv.</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">Creative Commons Atribui&#231;&#227;o-Uso N&#227;o-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licen&#231;a 2.5 Brasil License</a>.

A MEDALHA MILAGROSA

 

MEDALHA MILAGROSA

A MEDALHA MILAGROSA

Na criação e ao longo da história da salvação humana, o Senhor sempre se fez presente emitindo seus sinais; quer falando diretamente ao coração do homem, quer por meio de sua criação; uma vez que o homem se escondeu dele no pecado e só mediante a fé o poderá encontrar. Vejamos, pois. Na narração do Gênesis, quando do seu ato criador, o primeiro sinal emitido pelo Senhor foi a visibilidade de sua obra; depois, com a criação do homem em estado de graça, foi a possibilidade de vê-LO face a face, e ainda, a liberdade de administrar a obra de suas mãos.

Com o advento do pecado e a degradação dos valores eternos recebidos pelos nossos primeiros pais, os sinais da presença divina ficaram escassos; muito embora, presentes pela manutenção da vida e pela graça do arrependimento do homem e a reconciliação com o Senhor. Assim, no dilúvio, com Noé e o sinal do arco Iris, Deus firmava sua promessa e a vida dos homens e das outras criaturas; de igual modo, na aliança feita com Abraão, suas promessas se confirmaram pela vocação do povo eleito à filiação divina e pelo sinal da circuncisão. Em Moisés, vemos a aliança confirmada com as Tábuas da Lei e a partida de volta para a terra prometida; já nos profetas Deus emite seus sinais pela confirmação da promessa da vinda iminente do Messias, a Nova Aliança Eterna e a consumação de tudo na glória do seu Reino.

Com a vinda de Jesus, o Filho amado, na plenitude dos tempos, Deus cumpriu, pela consumação da revelação, o seu plano de amor para com a humanidade e toda a criação. Logo, a partir de Jesus Cristo, o doce Rabi da Galiléia, o sinal da presença divina tornou-se perene mediante a ação do Espírito Santo na Igreja pela Eucaristia, sinal perpétuo da visibilidade divina no meio de nós, confirmadas nas palavras de Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Cf. Mt 28,20b).

Nos tempos atuais Deus tem emitido seus novos sinais também por meio dos santos e santas, em especial a Virgem Maria, que seguiram os passos de Jesus pelo caminho da cruz; esses sinais se multiplicam dia a dia em favor de todos os fiéis que creem e esperam sua páscoa e a segunda vinda gloriosa do Salvador de toda a humanidade. Dentre os novos sinais da graça de Deus a nosso favor, temos no sacramental, a Medalha Milagrosa, um lugar de destaque devido ao motivo pelo qual foi emitido: a cessação da lepra do pecado que assola a nossa humanidade. Desse modo, pela emissão desse sinal na aparição da Virgem Santíssima à santa Catarina de Labouré, Deus nos aponta o caminho da conversão pessoal e da devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, como meios para recebermos suas graças inefáveis e podermos viver neste mundo conforme a sua santa vontade.

A “Medalha Milagrosa” que a VIRGEM MARIA mandou a Irmã Catarina Labouré cunhar em 1830, tem sua fama de milagrosa pelos sinais e prodígios acontecidos logo após sua confecção e ao logo do tempo, conforme a promessa da Santa Mãe de Deus à santa Catarina:

“Fazei cunhar uma medalha conforme o modelo que te mostrei. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

DESCRIÇÃO DA MEDALHA MILAGROSA

A Medalha tem na frente a imagem de NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS como habitualmente conhecemos, derramando de suas mãos abertas “raios de Graças” sobre toda humanidade. No verso da Medalha, encontramos outro apelo, que na verdade é um discreto e carinhoso convite a humanidade, para cultivar a “Devoção Conjunta aos Dois Sagrados Corações de JESUS e de MARIA”.

Aparece um “M” do nome “MARIA”, que é uma alusão ao reconhecimento que todas as gerações devem ter à nossa MÃE SANTÍSSIMA por sua permanente intercessão junto a DEUS em beneficio de todos nós. Isto, lembrando o auxílio, o zelo e os preciosos cuidados que maternalmente e repleta de amor, Ela sempre dedica a todos os seus filhos, principalmente àqueles que buscam a sua inefável e tão querida proteção. Em cima do “M” temos a gloriosa “CRUZ DE CRISTO”, que assumindo os pecados da humanidade, nela consolou o PAI ETERNO e redimiu todas as gerações, abrindo as portas da Salvação para todos, independentemente de nossa vontade pessoal, num gesto supremo e sublime, de Sua Caridade Divina.

Embaixo do “M” de “MARIA”, estão os “Dois Corações”, representando o “Sagrado Coração de JESUS” e o “Imaculado Coração de MARIA”. O “Coração de JESUS” está envolto por uma coroa de espinhos, nos recordando todos os pecados e transgressões praticados contra Ele; o “Coração de MARIA” está atravessado por um punhal, que representa a decepção e a dor lancinante sentida por nossa MÃE, pelas maldades e por todos os crimes que mancham e destroem as almas, afastando-as de DEUS. Então, na riqueza de benefícios da Medalha encontramos também esta apresentação que pela primeira vez vem sugerir a todos nós, a necessária e filial preocupação de consolar com nossas orações e nossa vida, os “Dois Sagrados Corações Unidos no Amor”, colocando em prática uma carinhosa Devoção conjuntamente aos “Corações de JESUS e de MARIA”.

No Brasil, como em muitos países NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA é conhecida com o nome de NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

FRANCISCO DE ASSIS: PLENAMENTE HUMANO

Nestes dias estamos comemorando o Pobrezinho de Assis, uma pessoa tão reconciliada consigo mesmo, com Deus e com as criaturas que acaba por extrapolar os confins do mundo católico, para ser atrativo a outros cristãos e a outras pessoas.

Gosto sempre de recordar como fiquei impressionado quando visitei Assis pela primeira fez. Era o ano 1996 e eu fiquei estupefato com o grande número de budistas que estavam em oração silenciosa na tumba de Francisco. Enquanto os cristãos faziam barulho nas basílicas superiores, eles estavam lá, não para encontrar-se com a arte, mas para se encontrarem com Francisco.

Depois, ao longo dos anos, eu fui me deixando atrair sempre mais por esta figura. Primeiramente, foi lendo os Fioretti que fiquei encantado por Francisco, a ponto de pedir para entrar no postulantado do Jardim da Imaculada. Depois, sobretudo a formação do noviciado, me moveram para aceitar plenamente este homem e sua espiritualidade. Acredito que a isto eu devo ter suportado uma série de coisas.

É interessante porque quando se lê as biografias medievais, elas tendem a fazer uma imagem do santo tão angelical que acabam produzindo no leitor o sentimento de que é impossível chegar a ser assim. Devemos reconhecer que esta tendência está presente na hagiografia de Francisco, mas ao mesmo tempo deixa escapar um Francisco muito humano, simpático, dócil, terno e vigoroso. Francisco é um santo simpático, não é como alguns que nos provocam uma distância quando queremos conhecer a sua vida.

A sua grandeza nos coloca diante do imenso desafio que é atualizar o seu carisma no mundo de hoje. Na verdade penso que diante de pessoas grandes tendemos somente a repetir os gestos e formas, pois é muito difícil conseguirmos entender o essencial da sua vida. Aqui está o desafio, sempre mais instigante, para os filhos de Francisco: fazer com que a nossa vida transpareça o carisma de Francisco, sem aprisionar este carisma, que pode e deve ser vivido fora das instituições franciscanas.

Se pensarmos nos grandes desafios da modernidade: ecumenismo, diálogo, ecologia, justiça, paz, etc., e nos eternos sonhos da humanidade: encontro com Deus, auto-reconciliação, fraternidade, etc., veremos que no Irmão de Assis encontraremos uma resposta, uma direção a ser seguida, e que após tantos séculos permanece valida para nós hoje.

Que o Santo de Assis e do mundo todo nos ajude na vocação comum de seguir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Frei João Benedito,OFMConv.

Fonte: http://frjoaobenedito.blogspot.com/

E A NOSSA SOCIEDADE ESTÁ SENDO ENVENENADA

CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA AO "FORRÓ ATUAL"

'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, das moças, levantam a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.


Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:

Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),

Zé Priquito (Duquinha),

Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),

Chefe do puteiro (Aviões do forró),

Mulher roleira (Saia Rodada),

Mulher roleira a resposta (Forró Real),

Chico Rola (Bonde do Forró),

Banho de língua (Solteirões do Forró),

Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),

Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),

Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),

Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),

Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta 'esculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo.

E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.

Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção.

Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

O recado tá dado.. reflitam, assistam seus filho...

ESCUTA SENHOR ESTA MINHA ORAÇÃO

ESCUTA SENHOR

Escuta Senhor esta minha oração...

E dá-me a graça de te ouvir sempre...

Não quero viver só por viver...

Tu, Senhor, me fizeste nascer

para proclamar tua vontade...

e fazer brilhar tua Glória

que é Infinita...

 

Que nada me atraia ou me prenda neste mundo...

Quero viver a liberdade dos teus filhos...

Quero ser tão somente o que queres que eu seja...

Assim estarei em constante comunhão contigo...

que me livras do castigo de não te amar,

de não te encontrar aqui e na eternidade...

Quanta necessidade tenho de Ti Senhor...

Tamanha é a minha sede e fome do teu amor...

Que desfaleço ao menor sentimento de tua ausência...

Por isso, clemência de mim que nada sou...

Clemência Senhor...

És tão Generoso, Poderoso e Santo...

Que me espanto de mim mesmo poder falar-te...

Poder dirigir-te a palavra e não sucumbir...

 

Porque aqui neste vale de lágrimas...

Ao que parece, só buscamos o que passa...

aquilo que perece e nunca nos satisfaz...

Por isso, Senhor, misericórdia...

é o que suplico, como refúgio, como abrigo...

contra o castigo que virá...

sobre esse nosso mundo enfermo de ingratidão...

Da falta de amor e de perdão...

Pois todos estamos mergulhados no nada do pecado...

que tenta tirar de nós o poder ver-te um dia...

 

Somente um coração que sabe escutar a Deus é que sabe também falar inspirado por Ele, visto que se deixa inebriar por sua Sabedoria.

Nada mais profundo nesta terra do que a escuta do Senhor e nada se compara às suas palavras eternas; pois elas são fonte de iluminação das almas santas.

Portanto, escuta, escuta e deixa-te tomar pelo alento eterno do Senhor que nos criou para a santidade.

Paz e Bem!

A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

Quando a vida te interpelar não fiques te lamentando ou inseguro, como é costume em nosso meio, mas busca respostas que atendam aos seus anseios. Porque quem te fala à consciência é Deus que te criou e se faz presente em todos os movimentos do teu ser. Aprende a escutá-lo no mais íntimo do teu viver, assim poderás ser conduzido por ele que te ama com amor eterno.

Eu sei que deveríamos nos questionar sempre, sobretudo no que diz respeito ao bem viver, mas não só basta pormos questões, é preciso que tenhamos respostas convincentes, capazes de nos ater seguros quanto à realidade que estamos vivendo. A vida, enquanto dom de Deus, continua a nos interpelar, seja por aquilo que empreendemos, seja por aquilo que outros empreendem; certamente na eternidade seremos, de fato, cobrados pelo muito que recebemos de Deus nesse dom.

Deus, porém, não é um fiscal carrancudo que nos diz a todo instante: “olha, vou te cobrar por isso”... Ao contrário, Ele é o nosso Pai amoroso e maior incentivador; é Ele quem nos sustenta pela mão e nos faz viver o seu Mistério, seja pela fé consciente, seja pela nossa naturalidade imatura, insegura ou coisa assim. O importante é vivermos em sua companhia amorosa, conduzidos pelas inspirações do Espírito Santo, como viverem todos santos e santas de nossa fé católica, como bem nos ensinou nossa Senhora, a Virgem mãe do Salvador: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”.

Sabemos que vivemos em meio ao mistério da iniqüidade, pois, não é possível constatarmos tanta maldade em nosso meio e não reconhecermos que o maligno se faz presente em todas essas ações pecaminosas. Porém, a melhor maneira de combater o mal é não lhe dá ouvidos; para isso, precisamos escutar o Senhor que nos fala por meio dos Mandamentos, pelo Seu Filho Jesus Cristo e pelo exemplo de todos aqueles que viveram essa interação com o Senhor que nos dá a vida eterna.

De uma coisa temos certeza, só o bem que vem de Deus é que prevalece, porque Deus nunca esquece aqueles que o amam, por isso, os acompanha sempre nessa trajetória rumo ao Seu Reino de Amor, a Nova Criação. E quando a vida te interpelar, corre para os braços do Senhor por meio de tua oração e encontrarás as respostas de que precisas para teus anseios; assim compreenderás melhor qual é o sentido de tua vida e qual a missão que Deus te dá, para seres feliz aqui e eternamente em Sua Glória.

Paz e Bem!

“TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME”

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa

A expiação mística / Amor à cruz, 24/11/1934 (trad. a partir de Source Cachée, 1999, p. 234)

«Tome a sua cruz e siga-Me»

A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do Seu Reino.

Assim, a predileção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira Santa e cumprida a obra da Redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora.

Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf. Col 3, 1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.

Paz e Bem!

©Evangelizo.org 2001-2009

NUNCA TOME DECISÕES ENCONLERIZADO

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (norte de África) e Doutor da Igreja

Explicação do Sermão da Montanha , 19, 63 (a partir da trad. DDB 1978, p.133)

A palha e o argueiro

Nesta passagem, o Senhor previne-nos contra os juízos temerários e injustos, pois pretende que ajamos com um coração simples, olhando sempre só para Deus. Dado que ignoramos o motivo de muitas ações, seria temerário da nossa parte julgá-las. Os mais dispostos a fazer juízos temerários e a condenar os outros são aqueles que preferem condená-los a corrigi-los e trazê-los ao bem, uma atitude que denota orgulho e mesquinhez. [...]

Por exemplo, um homem peca por cólera, e tu repreende-o com ódio. Entre a cólera e o ódio vai a mesma distância que separa a palha do argueiro. O ódio é uma cólera inveterada que, com o tempo, assumiu proporções tais, que bem merece o nome de argueiro. Pode acontecer que te encolerizes quando pretendias corrigir, mas não deves nunca deixar-te levar pelo ódio. [...] Afasta primeiro o ódio para longe de ti, e poderás depois corrigir aquele que amas.

Nunca tome decisões encolerizado, porque seria um mal a mais...um alma mansa e humilde segue sempre o caminho do senhor que é manso e humilde de coração...

Paz e Bem!

©Evangelizo.org 2001-2009

E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA

Santo André de Creta (660-740), monge e bispo
Homilia 1, para a Natividade da Santa Mãe de Deus; PG 97, 805 (a partir da trad. do breviário francês)

Hoje desponta a aurora da salvação

Já não vivemos sob a escravidão dos elementos do mundo, como diz o apóstolo Paulo. Já não estamos submetidos à letra da Lei (Col 2, 8; Rom 7, 6). Com efeito, é nisto que consiste o essencial das graças de Cristo; é aqui que o mistério se manifesta e que a natureza é renovada: Deus fez-se homem e a humanidade assim assumida é divinizada.

Foi, portanto, necessário que a esplêndida habitação de Deus, tão visível entre os homens, fosse precedida por uma introdução à alegria, de que decorreria para nós o magnífico dom da salvação. Tal é o objeto da festa que celebramos: o nascimento da Mãe de Deus inaugura o mistério que tem por conclusão e termo a união do Verbo com a carne. [...]

Agora que a Virgem acaba de nascer e se prepara para ser Mãe do Rei universal de todos os séculos [...], é o momento em que recebemos do Verbo uma dupla mercê: somos conduzidos à verdade e libertados da vida de escravidão sob a letra da Lei. Como? Por que forma? Sem dúvida nenhuma, porque as sombras se desvanecem com a chegada da luz, porque a graça faz com que a liberdade substitua a letra. A festa que celebramos está nesta fronteira, porque faz a ligação entre a verdade e as imagens que a prefiguram, substitui o que era velho por coisas novas. [...]

Que toda a criação cante e dance e dê o seu melhor contributo para a alegria deste dia! Que o céu e a terra formem hoje uma única assembleia! Que tudo o que está no mundo e acima do mundo se una no mesmo concerto de festa. Com efeito, hoje o santuário criado eleva-se até onde residirá o Criador do universo. E uma criatura é preparada, por esta disposição inteiramente nova, para oferecer ao Criador uma morada santa.

Paz e Bem!

    ©Evangelizo.org 2001-2009

VIVA O POVO BRASILEIRO

 

A DOUTRINA DA GRAÇA

O Catecismo define a Graça como sendo “uma participação na Vida de DEUS.Ela nos introduz na intimidade da Vida Trinitária, do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO”. É um dom gratuito e sobrenatural que o CRIADOR outorga as pessoas para a salvação das almas, pelos méritos de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Alcançar uma Graça significa receber um favor do PAI ETERNO, um socorro que o SENHOR nos concede. Ela é-nos dada objetivando capacitar-nos a responder ao convite Divino e procurarmos viver em santidade, exercitando em plenitude o “dom” de ser Filhos de DEUS, que recebemos no Sacramento do Batismo. Podemos dizer ainda, que a “Graça” é um favor ou uma aceitabilidade de DEUS, de acordo com a citação extraída no Antigo Testamento:

“Mas Noé encontrou graça aos olhos do SENHOR”. (Gn 6, 8)

Também no Novo Testamento, onde a citação mostra que a “Graça” é uma dádiva espontânea de DEUS, pela qual uma pessoa se torna aceita por ELE ou é por ELE auxiliada a fazer algo que seja agradável ao próprio DEUS. São Paulo dizia:

“Pela Graça de DEUS sou o que sou”. (1 Cor 15, 10)

A Graça é na realidade uma preciosa vocação para a Vida Eterna e por isso mesmo, depende integralmente da iniciativa de DEUS, pois somente ELE pode SE revelar ou SE dar a SI Mesmo.

A NECESSIDADE DA GRAÇA

Todas as pessoas são dotadas de inteligência e vontade e com uma natural inclinação para a verdade e o bem, apesar da interferência do maligno. Todavia, a verdade e o bem podem pertencer a duas esferas distintas: a natural e a sobrenatural, de acordo se for uma manifestação própria à natureza humana ou se pertencer a Vontade de DEUS.

Apesar do pecado Original e de suas conseqüências, a criatura humana pode conhecer, só com sua razão natural, as verdades naturais e a existência de DEUS. Mas evidentemente, para ter uma reta convicção, fugindo do erro e da heresia, é necessário o auxílio da Revelação Divina através da “Graça”. Isto porque, a Revelação é a autoridade de DEUS que infunde a fé, e como sabemos, a fé é um dom sobrenatural procedente da “Graça Divina”. Significa dizer que a “Graça” é imprescindível na vida de cada pessoa e absolutamente necessária à salvação eterna.

As pessoas recebem de DEUS pela primeira vez a “Graça Santificante” através do Sacramento do Batismo. Por essa razão, a Igreja recomenda que as crianças sejam Batizadas o mais cedo possível, a fim de que recebam desde o início do nascimento, as graças necessárias a sua vida.

SIGNIFICADO DA GRAÇA

Podemos inicialmente definir que a “Graça” tem dois significados: “Graça Santificante” e a “Graça Atual”.

A “Graça Santificante” é uma qualidade permanente que DEUS dá a alma, e que permanecerá nela, desde que ela não a destrua pelo pecado mortal. Este dom transforma a alma e a eleva a um plano sobrenatural, de tal modo que, uma pessoa em “estado de graça” tem preciosas prerrogativas:

1 – É santo e agradável a DEUS. (Hb 12,28)

2 – É chamado filho de DEUS. (1 Jo 3,1)

3 – É templo do ESPÍRITO SANTO. (1 Cor 3, 16)

4 – E em conseqüência, tem o privilégio de entrar no Céu.

Assim sendo, podemos afirmar que a “Graça Santificante” é uma nova vidadada por DEUS à alma. Uma vez que esta nova vida é uma participação criada pelo próprio DEUS, pode-se dizer que a alma com a Graça Santificante participa da Natureza Divina. (2 Pdr 1,4)

Também podemos afirmar que a Graça é o dom do ESPÍRITO SANTO que nos justifica e santifica, que nos faz agradável a DEUS e nos convida ao serviço da Caridade, e por conseguinte, nos torna participantes da Vida Divina.

A “Graça Atual” é um dom transitório, ou seja, é como se fosse uma “luz” para a mente ou uma “força”, um “estimulo” para a vontade, a fim de que a pessoa faça o bem e evite o pecado. Não é um dom permanente como a Graça Santificante. É um “impulso Divino” que ajuda cada um a fazer ações acima de suas forças naturais.

Como exemplo externo de “Graça Atual” pode-se mencionar: uma boa mãe, um lar cristão, um bom conselho de um confessor, um bom livro, no sentido de que, sob a providência de DEUS, as mencionadas citações ocasionam a prática de boas ações.

Além dos dois significados abordados acima, há que se considerar: a “Graça Sacramental” , a “Graça Habitual” e os “Carismas” ou “Graças Especiais”.

A “Graça Sacramental” é aquela recebida através de um Sacramento. É a Graça própria de um Sacramento e que só por ele pode ser conferida. Assim, cada um dos Sete Sacramentos, tem a sua Graça Especial. Para que o fiel receba os benefícios de uma Graça Santificante em plenitude, é necessário que ele esteja em “Estado de Graça”. Assim, ele deve recorrer ao Sacramento da Penitência, arrependendo-se de suas transgressões, para ser purificado pelos dons do ESPÍRITO SANTO.

“Graça Batismal” – É o conjunto de Graças recebidas pela alma do fiel no Batismo: a Graça Santificante, os dons do ESPÍRITO SANTO e as Virtudes Infusas (Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade); a Remissão de todos os pecados mortais e a santificação do batizando acompanham a Graça Santificante. Também redime todos os pecados veniais e a pena temporal devida aos pecados atuais; e ainda, o batizando recebe uma apreciável quantidade de Graças Atuais necessárias a poder cumprir os compromissos que assume ao receber o Sacramento, além de ser investido do caráter sacramental de “filho de DEUS”.

Na “Confirmação ou Crisma” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante que ajuda a aumentar a fé e dá mais força, maior disposição e vontade ao fiel, ajudando a defendê-lo das insídias do maligno ao longo de sua existência.

Na “Eucaristia” – o ESPÍRITO SANTO nutre a alma do fiel com o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do próprio DEUS Sacramentado, unindo-a ao SENHOR e infundindo nela a “Graça Maior” da presença Divina, propiciando uma indizível alegria interior e fazendo aumentar a fé, do mesmo modo que concedendo-lhe mais sabedoria, inteligência e disposição para o fiel continuar cumprindo dignamente a sua missão existencial.

Na “Confissão ou Penitência” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante do perdão através do sacerdote, revigorando a energia e a fé, para que o fiel tenha mais perseverança e coragem de não transgredir a Lei de DEUS.

Na “Unção dos Enfermos” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante, através da “Benção” e do “Santo Viático” (Sagrada Comunhão ministrada aos doentes e idosos); caso o enfermo não esteja em estado grave ou terminal, esse Sacramento liberta e cura; caso esteja, ele ajuda a superar as tentações da hora derradeira além de preparar a alma para sua entrada no Céu.

No “Sacramento da Ordem” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante que confere a Ordenação Presbiteral, ajudando ao recém Ordenado-Sacerdote exercer convenientemente o culto Divino e a administrar os Sacramentos.

“Sacramento do Casamento ou Matrimônio” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante nos esposos, ajudando-os a permanecerem fieis e a cumprirem com retidão os deveres do estado conjugal e a criarem cristãmente os seus filhos.

“Graça Habitual” – É outro nome dado a Graça Santificante, porque é uma Graça que permanece e habita na alma. Significa dizer que ela induz as ações se tornarem um hábito e não uma atividade isolada, ou apenas um impulso Divino para uma determinada ação. Por isso dizemos, quem tem a “Graça Habitual” está em “estado de Graça”. Exemplos: rezar o Terço ou o Rosário todos os dias; ir a Santa Missa todos os domingos; ler trechos da Bíblia Sagrada diariamente; etc.

Deve-se distinguir a “Graça Habitual”, que é uma disposição permanente para viver e agir conforme o chamado de DEUS, das “Graças Atuais”, que designam as intervenções Divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra de santificação de cada pessoa.

“Carismas” ou “Graças Especiais” - São graças do ESPÍRITO SANTO que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (Catecismo da Igreja)

Existe uma grande quantidade de Carismas, os quais ajudam de maneira efetiva e preponderante a vida dos fieis e das Comunidades Eclesiais. Na primeira Carta aos Coríntios São Paulo apresenta um exemplo bem elucidativo e completo:

“Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o SENHOR é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo DEUS que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o ESPÍRITO para a utilidade de todos. A um o ESPÍRITO dá a mensagem da sabedoria; a outro a palavra da ciência segundo o mesmo ESPÍRITO; a outro, o mesmo ESPÍRITO dá a fé; a outro ainda o único e mesmo ESPÍRITO concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de interpretá-las. Mas, isso tudo, é o único e mesmo ESPÍRITO que o realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme LHE apraz”. (1Cor 12, 4-11).

Paz e Bem!

Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/dougra.html

NÃO TENHAS RECEIO

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja

Sermões para o Domingo e as festas dos santos (a partir da trad. de Bayart, Eds. franciscanas 1944, p. 187 rev.)

«Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.»

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos obtém-se, não através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...]

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as Tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...]

«Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes.

Paz e Bem!

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O DESERTO

Santo Eucher (? - c. 450), Bispo de Lião
O Elogio do Deserto (a partir da trad. da Irmã Isabelle de la Source, Lire la Bible, t. 2, p. 109)

«Saiu e retirou-Se para um lugar solitário»

Não poderemos nós com razão adiantar que o deserto é o templo sem limites do nosso Deus? Aquele que mora no silêncio deve certamente gostar de locais retirados. Foi aí que muitas vezes Se manifestou aos Seus santos; foi graças à solidão que Ele Se dignou vir ter com os homens.

Foi no deserto que Moisés, com a face banhada de luz, viu a Deus. [...] Lá foi-lhe permitido conversar familiarmente com o Senhor. Palavra puxa palavra, dialogou com o Senhor do universo como um homem costuma falar com o seu semelhante. Foi lá que recebeu a vara de prodigiosos poderes. Entrou no deserto como pastor de ovelhas, saiu dele como pastor de povos (Ex 3; 33, 11; 34).

Também o povo de Deus, quando foi resgatado do Egipto e libertado dos trabalhos forçados, foi conduzido a locais retirados, refugiando-se no isolamento. Sim, foi no deserto que se aproximou deste Deus que o arrancou à servidão. [...] E o Senhor fez-Se chefe do Seu povo, ao guiar os seus passos através do deserto. Pelo caminho, dia e noite, manifestava-Se numa coluna, numa chama ardente, numa nuvem relampejante, em sinais vindos do céu. [...] Os filhos de Israel puderam assim ver o trono de Deus e ouvir a Sua voz durante o tempo em que viveram na solidão do deserto. [...]

Será necessário acrescentar que só chegaram à terra dos seus sonhos após a permanência no deserto? Para que o povo entrasse um dia na posse da terra onde corria leite e mel, foi necessário primeiro passar por locais áridos e não cultivados. É sempre através dos acampamentos no deserto que nos encaminhamos para a verdadeira pátria. Quem quer «vir a contemplar a bondade do Senhor, na terra dos vivos» [Sl 27 (26), 13] vá habitar uma região inabitável. Quem quer tornar-se cidadão dos céus faça-se hóspede do deserto.

Paz e Bem!

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O PODER DE DEUS CONTRA O MAL

Diádoco de Foticeia (c. 400-?), bispo
Cem Capítulos Sobre o Conhecimento, 78-80, da Filocalia (tradução a partir da de Bellefontaine 1987, t. 8, p. 159 rev.)

«Cala-te e sai desse homem!»

O Batismo, banho de santidade, lava as manchas do pecado, mas não altera a dualidade da nossa vontade e não impede que os espíritos do mal nos combatam ou nos enredem nas suas ilusões. [...] Mas a graça de Deus tem a sua morada na profundidade da alma, ou seja, no entendimento. Com efeito, diz-se que a filha do rei e as donzelas suas amigas «avançam com alegria e júbilo e entram com alegria no palácio real» (Sl 44, 16): entram para o interior, não se mostram aos demônios.

Por isso, quando nos recordamos de Deus com fervor, sentimos brotar o desejo do divino do fundo do nosso coração. Mas, nessa altura, os espíritos malignos atacam os sentidos corporais e aí se ocultam, aproveitando o relaxamento da carne. [...] Desta forma, o nosso interior, como diz o divino apóstolo Paulo, rejubila continuamente na lei do Espírito (Rom 7, 22), mas os sentidos desejam deixar-se levar pela propensão para os prazeres [...].

«A luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam» (Jo 1, 5) [...]: o Verbo de Deus, verdadeira Luz, no Seu incomensurável amor pelo Homem, considerou oportuno manifestar-Se à Criação em carne e osso, acendendo em nós a luz do Seu conhecimento divino. O espírito do mundo não acolheu o desígnio de Deus, isto é, não O reconheceu. [...]

No entanto, como maravilhoso teólogo, o evangelista João acrescenta: «O Verbo era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não O reconheceu. Veio para o que era Seu e os Seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que Nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (vv. 9-12). [...]

Quando diz que o mundo não recebeu a verdadeira Luz, o evangelista não se refere a Satanás, que lhe é estranho, visto que A rejeitou desde o início. Com esta afirmação, São João acusa justamente os homens que compreendem os poderes e as maravilhas de Deus mas, devido aos corações obscurecidos, não se querem aproximar da claridade do Seu conhecimento.

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SÃO BERNARDO

 

image São Bernardo nasceu no Castelo de Fontaine, próximo de Dijon na França no ano de 1090, o terceiro de seis irmãos. Tescelino, pai de Bernardo, ficou consternado quando, ainda muito jovem, ele decidiu tornar-se monge no convento cistercienses, fundado por São Roberto, em 1098: um após outro, os filhos abandonavam o conforto do castelo para seguir Bernardo: Guido, o primogênito, deixou até a esposa, que também se fez monja; Nissardo, o mais novo, também optou por abandonar os prazeres do mundo, seguido pela única irmã, Umbelina e pelo tio Gaudry, que despiu a pesada armadura para vestir o hábito branco; também Tescelino entrou no mosteiro onde estava praticamente toda a família. Um êxodo tão completo como este nunca se verificou em toda história da Igreja. Por terem muitos outros jovens desejado tornar-se cistercienses, foi necessário fundar outros mosteiros. São Bernardo, então, deixou Citeaux, abraçando uma pesada cruz de madeira e seguido de doze religiosos que cantavam hinos e louvores ao Senhor.

Experientes trabalhadores, como todos os beneditinos, os monges logo levantaram um novo mosteiro, dando-lhe o nome de Claraval. A antiga regra beneditina era aí observada com todo rigor: oração e trabalho, sob a obediência absoluta ao abade. São Bernardo sempre preferiu os caminhos do coração: "Amemos - ele dizia a seus monges - e seremos amados. Naqueles que amamos encontraremos repouso, e o mesmo repouso oferecemos a todos os que amamos. Amar em Deus é ter caridade; procurar ser amado por Deus é servir a caridade."

Por 38 anos foi guia de uma multidão de monges; cerca de 900 religiosos fizeram votos em sua presença. Para abrigar todos os monges foram construídos mais de 343 mosteiros.

São Bernardo depois de laboriosas jornadas retirava-se para a cela para escrever obras cheias de optimismo e de doçura, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos que é uma declaração de amor a Maria. É também o compositor do belíssimo hino Ave Maris Stella. Também é sua a invocação: " Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da salve-rainha. Foi chamado pelo Papa Pio XII "O último dos Padres da Igreja, e não o menor".

Morreu no dia 20 de agosto do ano 1153.

Paz e Bem!

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