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    ESCUTA SENHOR ESTA MINHA ORAÇÃO

    ESCUTA SENHOR

    Escuta Senhor esta minha oração...

    E dá-me a graça de te ouvir sempre...

    Não quero viver só por viver...

    Tu, Senhor, me fizeste nascer

    para proclamar tua vontade...

    e fazer brilhar tua Glória

    que é Infinita...

     

    Que nada me atraia ou me prenda neste mundo...

    Quero viver a liberdade dos teus filhos...

    Quero ser tão somente o que queres que eu seja...

    Assim estarei em constante comunhão contigo...

    que me livras do castigo de não te amar,

    de não te encontrar aqui e na eternidade...

    Quanta necessidade tenho de Ti Senhor...

    Tamanha é a minha sede e fome do teu amor...

    Que desfaleço ao menor sentimento de tua ausência...

    Por isso, clemência de mim que nada sou...

    Clemência Senhor...

    És tão Generoso, Poderoso e Santo...

    Que me espanto de mim mesmo poder falar-te...

    Poder dirigir-te a palavra e não sucumbir...

     

    Porque aqui neste vale de lágrimas...

    Ao que parece, só buscamos o que passa...

    aquilo que perece e nunca nos satisfaz...

    Por isso, Senhor, misericórdia...

    é o que suplico, como refúgio, como abrigo...

    contra o castigo que virá...

    sobre esse nosso mundo enfermo de ingratidão...

    Da falta de amor e de perdão...

    Pois todos estamos mergulhados no nada do pecado...

    que tenta tirar de nós o poder ver-te um dia...

     

    Somente um coração que sabe escutar a Deus é que sabe também falar inspirado por Ele, visto que se deixa inebriar por sua Sabedoria.

    Nada mais profundo nesta terra do que a escuta do Senhor e nada se compara às suas palavras eternas; pois elas são fonte de iluminação das almas santas.

    Portanto, escuta, escuta e deixa-te tomar pelo alento eterno do Senhor que nos criou para a santidade.

    Paz e Bem!

    A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

    A VIDA E SUAS INTERPELAÇÕES

    Quando a vida te interpelar não fiques te lamentando ou inseguro, como é costume em nosso meio, mas busca respostas que atendam aos seus anseios. Porque quem te fala à consciência é Deus que te criou e se faz presente em todos os movimentos do teu ser. Aprende a escutá-lo no mais íntimo do teu viver, assim poderás ser conduzido por ele que te ama com amor eterno.

    Eu sei que deveríamos nos questionar sempre, sobretudo no que diz respeito ao bem viver, mas não só basta pormos questões, é preciso que tenhamos respostas convincentes, capazes de nos ater seguros quanto à realidade que estamos vivendo. A vida, enquanto dom de Deus, continua a nos interpelar, seja por aquilo que empreendemos, seja por aquilo que outros empreendem; certamente na eternidade seremos, de fato, cobrados pelo muito que recebemos de Deus nesse dom.

    Deus, porém, não é um fiscal carrancudo que nos diz a todo instante: “olha, vou te cobrar por isso”... Ao contrário, Ele é o nosso Pai amoroso e maior incentivador; é Ele quem nos sustenta pela mão e nos faz viver o seu Mistério, seja pela fé consciente, seja pela nossa naturalidade imatura, insegura ou coisa assim. O importante é vivermos em sua companhia amorosa, conduzidos pelas inspirações do Espírito Santo, como viverem todos santos e santas de nossa fé católica, como bem nos ensinou nossa Senhora, a Virgem mãe do Salvador: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”.

    Sabemos que vivemos em meio ao mistério da iniqüidade, pois, não é possível constatarmos tanta maldade em nosso meio e não reconhecermos que o maligno se faz presente em todas essas ações pecaminosas. Porém, a melhor maneira de combater o mal é não lhe dá ouvidos; para isso, precisamos escutar o Senhor que nos fala por meio dos Mandamentos, pelo Seu Filho Jesus Cristo e pelo exemplo de todos aqueles que viveram essa interação com o Senhor que nos dá a vida eterna.

    De uma coisa temos certeza, só o bem que vem de Deus é que prevalece, porque Deus nunca esquece aqueles que o amam, por isso, os acompanha sempre nessa trajetória rumo ao Seu Reino de Amor, a Nova Criação. E quando a vida te interpelar, corre para os braços do Senhor por meio de tua oração e encontrarás as respostas de que precisas para teus anseios; assim compreenderás melhor qual é o sentido de tua vida e qual a missão que Deus te dá, para seres feliz aqui e eternamente em Sua Glória.

    Paz e Bem!

    “TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME”

    Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa

    A expiação mística / Amor à cruz, 24/11/1934 (trad. a partir de Source Cachée, 1999, p. 234)

    «Tome a sua cruz e siga-Me»

    A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do Seu Reino.

    Assim, a predileção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira Santa e cumprida a obra da Redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora.

    Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf. Col 3, 1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.

    Paz e Bem!

    ©Evangelizo.org 2001-2009

    NUNCA TOME DECISÕES ENCONLERIZADO

    Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (norte de África) e Doutor da Igreja

    Explicação do Sermão da Montanha , 19, 63 (a partir da trad. DDB 1978, p.133)

    A palha e o argueiro

    Nesta passagem, o Senhor previne-nos contra os juízos temerários e injustos, pois pretende que ajamos com um coração simples, olhando sempre só para Deus. Dado que ignoramos o motivo de muitas ações, seria temerário da nossa parte julgá-las. Os mais dispostos a fazer juízos temerários e a condenar os outros são aqueles que preferem condená-los a corrigi-los e trazê-los ao bem, uma atitude que denota orgulho e mesquinhez. [...]

    Por exemplo, um homem peca por cólera, e tu repreende-o com ódio. Entre a cólera e o ódio vai a mesma distância que separa a palha do argueiro. O ódio é uma cólera inveterada que, com o tempo, assumiu proporções tais, que bem merece o nome de argueiro. Pode acontecer que te encolerizes quando pretendias corrigir, mas não deves nunca deixar-te levar pelo ódio. [...] Afasta primeiro o ódio para longe de ti, e poderás depois corrigir aquele que amas.

    Nunca tome decisões encolerizado, porque seria um mal a mais...um alma mansa e humilde segue sempre o caminho do senhor que é manso e humilde de coração...

    Paz e Bem!

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    E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA

    Santo André de Creta (660-740), monge e bispo
    Homilia 1, para a Natividade da Santa Mãe de Deus; PG 97, 805 (a partir da trad. do breviário francês)

    Hoje desponta a aurora da salvação

    Já não vivemos sob a escravidão dos elementos do mundo, como diz o apóstolo Paulo. Já não estamos submetidos à letra da Lei (Col 2, 8; Rom 7, 6). Com efeito, é nisto que consiste o essencial das graças de Cristo; é aqui que o mistério se manifesta e que a natureza é renovada: Deus fez-se homem e a humanidade assim assumida é divinizada.

    Foi, portanto, necessário que a esplêndida habitação de Deus, tão visível entre os homens, fosse precedida por uma introdução à alegria, de que decorreria para nós o magnífico dom da salvação. Tal é o objeto da festa que celebramos: o nascimento da Mãe de Deus inaugura o mistério que tem por conclusão e termo a união do Verbo com a carne. [...]

    Agora que a Virgem acaba de nascer e se prepara para ser Mãe do Rei universal de todos os séculos [...], é o momento em que recebemos do Verbo uma dupla mercê: somos conduzidos à verdade e libertados da vida de escravidão sob a letra da Lei. Como? Por que forma? Sem dúvida nenhuma, porque as sombras se desvanecem com a chegada da luz, porque a graça faz com que a liberdade substitua a letra. A festa que celebramos está nesta fronteira, porque faz a ligação entre a verdade e as imagens que a prefiguram, substitui o que era velho por coisas novas. [...]

    Que toda a criação cante e dance e dê o seu melhor contributo para a alegria deste dia! Que o céu e a terra formem hoje uma única assembleia! Que tudo o que está no mundo e acima do mundo se una no mesmo concerto de festa. Com efeito, hoje o santuário criado eleva-se até onde residirá o Criador do universo. E uma criatura é preparada, por esta disposição inteiramente nova, para oferecer ao Criador uma morada santa.

    Paz e Bem!

        ©Evangelizo.org 2001-2009

    VIVA O POVO BRASILEIRO

     

    A DOUTRINA DA GRAÇA

    O Catecismo define a Graça como sendo “uma participação na Vida de DEUS.Ela nos introduz na intimidade da Vida Trinitária, do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO”. É um dom gratuito e sobrenatural que o CRIADOR outorga as pessoas para a salvação das almas, pelos méritos de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

    Alcançar uma Graça significa receber um favor do PAI ETERNO, um socorro que o SENHOR nos concede. Ela é-nos dada objetivando capacitar-nos a responder ao convite Divino e procurarmos viver em santidade, exercitando em plenitude o “dom” de ser Filhos de DEUS, que recebemos no Sacramento do Batismo. Podemos dizer ainda, que a “Graça” é um favor ou uma aceitabilidade de DEUS, de acordo com a citação extraída no Antigo Testamento:

    “Mas Noé encontrou graça aos olhos do SENHOR”. (Gn 6, 8)

    Também no Novo Testamento, onde a citação mostra que a “Graça” é uma dádiva espontânea de DEUS, pela qual uma pessoa se torna aceita por ELE ou é por ELE auxiliada a fazer algo que seja agradável ao próprio DEUS. São Paulo dizia:

    “Pela Graça de DEUS sou o que sou”. (1 Cor 15, 10)

    A Graça é na realidade uma preciosa vocação para a Vida Eterna e por isso mesmo, depende integralmente da iniciativa de DEUS, pois somente ELE pode SE revelar ou SE dar a SI Mesmo.

    A NECESSIDADE DA GRAÇA

    Todas as pessoas são dotadas de inteligência e vontade e com uma natural inclinação para a verdade e o bem, apesar da interferência do maligno. Todavia, a verdade e o bem podem pertencer a duas esferas distintas: a natural e a sobrenatural, de acordo se for uma manifestação própria à natureza humana ou se pertencer a Vontade de DEUS.

    Apesar do pecado Original e de suas conseqüências, a criatura humana pode conhecer, só com sua razão natural, as verdades naturais e a existência de DEUS. Mas evidentemente, para ter uma reta convicção, fugindo do erro e da heresia, é necessário o auxílio da Revelação Divina através da “Graça”. Isto porque, a Revelação é a autoridade de DEUS que infunde a fé, e como sabemos, a fé é um dom sobrenatural procedente da “Graça Divina”. Significa dizer que a “Graça” é imprescindível na vida de cada pessoa e absolutamente necessária à salvação eterna.

    As pessoas recebem de DEUS pela primeira vez a “Graça Santificante” através do Sacramento do Batismo. Por essa razão, a Igreja recomenda que as crianças sejam Batizadas o mais cedo possível, a fim de que recebam desde o início do nascimento, as graças necessárias a sua vida.

    SIGNIFICADO DA GRAÇA

    Podemos inicialmente definir que a “Graça” tem dois significados: “Graça Santificante” e a “Graça Atual”.

    A “Graça Santificante” é uma qualidade permanente que DEUS dá a alma, e que permanecerá nela, desde que ela não a destrua pelo pecado mortal. Este dom transforma a alma e a eleva a um plano sobrenatural, de tal modo que, uma pessoa em “estado de graça” tem preciosas prerrogativas:

    1 – É santo e agradável a DEUS. (Hb 12,28)

    2 – É chamado filho de DEUS. (1 Jo 3,1)

    3 – É templo do ESPÍRITO SANTO. (1 Cor 3, 16)

    4 – E em conseqüência, tem o privilégio de entrar no Céu.

    Assim sendo, podemos afirmar que a “Graça Santificante” é uma nova vidadada por DEUS à alma. Uma vez que esta nova vida é uma participação criada pelo próprio DEUS, pode-se dizer que a alma com a Graça Santificante participa da Natureza Divina. (2 Pdr 1,4)

    Também podemos afirmar que a Graça é o dom do ESPÍRITO SANTO que nos justifica e santifica, que nos faz agradável a DEUS e nos convida ao serviço da Caridade, e por conseguinte, nos torna participantes da Vida Divina.

    A “Graça Atual” é um dom transitório, ou seja, é como se fosse uma “luz” para a mente ou uma “força”, um “estimulo” para a vontade, a fim de que a pessoa faça o bem e evite o pecado. Não é um dom permanente como a Graça Santificante. É um “impulso Divino” que ajuda cada um a fazer ações acima de suas forças naturais.

    Como exemplo externo de “Graça Atual” pode-se mencionar: uma boa mãe, um lar cristão, um bom conselho de um confessor, um bom livro, no sentido de que, sob a providência de DEUS, as mencionadas citações ocasionam a prática de boas ações.

    Além dos dois significados abordados acima, há que se considerar: a “Graça Sacramental” , a “Graça Habitual” e os “Carismas” ou “Graças Especiais”.

    A “Graça Sacramental” é aquela recebida através de um Sacramento. É a Graça própria de um Sacramento e que só por ele pode ser conferida. Assim, cada um dos Sete Sacramentos, tem a sua Graça Especial. Para que o fiel receba os benefícios de uma Graça Santificante em plenitude, é necessário que ele esteja em “Estado de Graça”. Assim, ele deve recorrer ao Sacramento da Penitência, arrependendo-se de suas transgressões, para ser purificado pelos dons do ESPÍRITO SANTO.

    “Graça Batismal” – É o conjunto de Graças recebidas pela alma do fiel no Batismo: a Graça Santificante, os dons do ESPÍRITO SANTO e as Virtudes Infusas (Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade); a Remissão de todos os pecados mortais e a santificação do batizando acompanham a Graça Santificante. Também redime todos os pecados veniais e a pena temporal devida aos pecados atuais; e ainda, o batizando recebe uma apreciável quantidade de Graças Atuais necessárias a poder cumprir os compromissos que assume ao receber o Sacramento, além de ser investido do caráter sacramental de “filho de DEUS”.

    Na “Confirmação ou Crisma” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante que ajuda a aumentar a fé e dá mais força, maior disposição e vontade ao fiel, ajudando a defendê-lo das insídias do maligno ao longo de sua existência.

    Na “Eucaristia” – o ESPÍRITO SANTO nutre a alma do fiel com o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do próprio DEUS Sacramentado, unindo-a ao SENHOR e infundindo nela a “Graça Maior” da presença Divina, propiciando uma indizível alegria interior e fazendo aumentar a fé, do mesmo modo que concedendo-lhe mais sabedoria, inteligência e disposição para o fiel continuar cumprindo dignamente a sua missão existencial.

    Na “Confissão ou Penitência” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante do perdão através do sacerdote, revigorando a energia e a fé, para que o fiel tenha mais perseverança e coragem de não transgredir a Lei de DEUS.

    Na “Unção dos Enfermos” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante, através da “Benção” e do “Santo Viático” (Sagrada Comunhão ministrada aos doentes e idosos); caso o enfermo não esteja em estado grave ou terminal, esse Sacramento liberta e cura; caso esteja, ele ajuda a superar as tentações da hora derradeira além de preparar a alma para sua entrada no Céu.

    No “Sacramento da Ordem” – o ESPÍRITO SANTO derrama a Graça Santificante que confere a Ordenação Presbiteral, ajudando ao recém Ordenado-Sacerdote exercer convenientemente o culto Divino e a administrar os Sacramentos.

    “Sacramento do Casamento ou Matrimônio” – o ESPÍRITO SANTO infunde a Graça Santificante nos esposos, ajudando-os a permanecerem fieis e a cumprirem com retidão os deveres do estado conjugal e a criarem cristãmente os seus filhos.

    “Graça Habitual” – É outro nome dado a Graça Santificante, porque é uma Graça que permanece e habita na alma. Significa dizer que ela induz as ações se tornarem um hábito e não uma atividade isolada, ou apenas um impulso Divino para uma determinada ação. Por isso dizemos, quem tem a “Graça Habitual” está em “estado de Graça”. Exemplos: rezar o Terço ou o Rosário todos os dias; ir a Santa Missa todos os domingos; ler trechos da Bíblia Sagrada diariamente; etc.

    Deve-se distinguir a “Graça Habitual”, que é uma disposição permanente para viver e agir conforme o chamado de DEUS, das “Graças Atuais”, que designam as intervenções Divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra de santificação de cada pessoa.

    “Carismas” ou “Graças Especiais” - São graças do ESPÍRITO SANTO que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (Catecismo da Igreja)

    Existe uma grande quantidade de Carismas, os quais ajudam de maneira efetiva e preponderante a vida dos fieis e das Comunidades Eclesiais. Na primeira Carta aos Coríntios São Paulo apresenta um exemplo bem elucidativo e completo:

    “Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o SENHOR é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo DEUS que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o ESPÍRITO para a utilidade de todos. A um o ESPÍRITO dá a mensagem da sabedoria; a outro a palavra da ciência segundo o mesmo ESPÍRITO; a outro, o mesmo ESPÍRITO dá a fé; a outro ainda o único e mesmo ESPÍRITO concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de interpretá-las. Mas, isso tudo, é o único e mesmo ESPÍRITO que o realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme LHE apraz”. (1Cor 12, 4-11).

    Paz e Bem!

    Fonte: http://www.angelfire.com/nv/novaes/dougra.html

    NÃO TENHAS RECEIO

    Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja

    Sermões para o Domingo e as festas dos santos (a partir da trad. de Bayart, Eds. franciscanas 1944, p. 187 rev.)

    «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.»

    «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos obtém-se, não através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...]

    «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as Tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...]

    «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes.

    Paz e Bem!

    ©Evangelizo.org 2001-2009

    O DESERTO

    Santo Eucher (? - c. 450), Bispo de Lião
    O Elogio do Deserto (a partir da trad. da Irmã Isabelle de la Source, Lire la Bible, t. 2, p. 109)

    «Saiu e retirou-Se para um lugar solitário»

    Não poderemos nós com razão adiantar que o deserto é o templo sem limites do nosso Deus? Aquele que mora no silêncio deve certamente gostar de locais retirados. Foi aí que muitas vezes Se manifestou aos Seus santos; foi graças à solidão que Ele Se dignou vir ter com os homens.

    Foi no deserto que Moisés, com a face banhada de luz, viu a Deus. [...] Lá foi-lhe permitido conversar familiarmente com o Senhor. Palavra puxa palavra, dialogou com o Senhor do universo como um homem costuma falar com o seu semelhante. Foi lá que recebeu a vara de prodigiosos poderes. Entrou no deserto como pastor de ovelhas, saiu dele como pastor de povos (Ex 3; 33, 11; 34).

    Também o povo de Deus, quando foi resgatado do Egipto e libertado dos trabalhos forçados, foi conduzido a locais retirados, refugiando-se no isolamento. Sim, foi no deserto que se aproximou deste Deus que o arrancou à servidão. [...] E o Senhor fez-Se chefe do Seu povo, ao guiar os seus passos através do deserto. Pelo caminho, dia e noite, manifestava-Se numa coluna, numa chama ardente, numa nuvem relampejante, em sinais vindos do céu. [...] Os filhos de Israel puderam assim ver o trono de Deus e ouvir a Sua voz durante o tempo em que viveram na solidão do deserto. [...]

    Será necessário acrescentar que só chegaram à terra dos seus sonhos após a permanência no deserto? Para que o povo entrasse um dia na posse da terra onde corria leite e mel, foi necessário primeiro passar por locais áridos e não cultivados. É sempre através dos acampamentos no deserto que nos encaminhamos para a verdadeira pátria. Quem quer «vir a contemplar a bondade do Senhor, na terra dos vivos» [Sl 27 (26), 13] vá habitar uma região inabitável. Quem quer tornar-se cidadão dos céus faça-se hóspede do deserto.

    Paz e Bem!

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    O PODER DE DEUS CONTRA O MAL

    Diádoco de Foticeia (c. 400-?), bispo
    Cem Capítulos Sobre o Conhecimento, 78-80, da Filocalia (tradução a partir da de Bellefontaine 1987, t. 8, p. 159 rev.)

    «Cala-te e sai desse homem!»

    O Batismo, banho de santidade, lava as manchas do pecado, mas não altera a dualidade da nossa vontade e não impede que os espíritos do mal nos combatam ou nos enredem nas suas ilusões. [...] Mas a graça de Deus tem a sua morada na profundidade da alma, ou seja, no entendimento. Com efeito, diz-se que a filha do rei e as donzelas suas amigas «avançam com alegria e júbilo e entram com alegria no palácio real» (Sl 44, 16): entram para o interior, não se mostram aos demônios.

    Por isso, quando nos recordamos de Deus com fervor, sentimos brotar o desejo do divino do fundo do nosso coração. Mas, nessa altura, os espíritos malignos atacam os sentidos corporais e aí se ocultam, aproveitando o relaxamento da carne. [...] Desta forma, o nosso interior, como diz o divino apóstolo Paulo, rejubila continuamente na lei do Espírito (Rom 7, 22), mas os sentidos desejam deixar-se levar pela propensão para os prazeres [...].

    «A luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam» (Jo 1, 5) [...]: o Verbo de Deus, verdadeira Luz, no Seu incomensurável amor pelo Homem, considerou oportuno manifestar-Se à Criação em carne e osso, acendendo em nós a luz do Seu conhecimento divino. O espírito do mundo não acolheu o desígnio de Deus, isto é, não O reconheceu. [...]

    No entanto, como maravilhoso teólogo, o evangelista João acrescenta: «O Verbo era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não O reconheceu. Veio para o que era Seu e os Seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que Nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (vv. 9-12). [...]

    Quando diz que o mundo não recebeu a verdadeira Luz, o evangelista não se refere a Satanás, que lhe é estranho, visto que A rejeitou desde o início. Com esta afirmação, São João acusa justamente os homens que compreendem os poderes e as maravilhas de Deus mas, devido aos corações obscurecidos, não se querem aproximar da claridade do Seu conhecimento.

    Paz e Bem!

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