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    SÃO BERNARDO

     

    image São Bernardo nasceu no Castelo de Fontaine, próximo de Dijon na França no ano de 1090, o terceiro de seis irmãos. Tescelino, pai de Bernardo, ficou consternado quando, ainda muito jovem, ele decidiu tornar-se monge no convento cistercienses, fundado por São Roberto, em 1098: um após outro, os filhos abandonavam o conforto do castelo para seguir Bernardo: Guido, o primogênito, deixou até a esposa, que também se fez monja; Nissardo, o mais novo, também optou por abandonar os prazeres do mundo, seguido pela única irmã, Umbelina e pelo tio Gaudry, que despiu a pesada armadura para vestir o hábito branco; também Tescelino entrou no mosteiro onde estava praticamente toda a família. Um êxodo tão completo como este nunca se verificou em toda história da Igreja. Por terem muitos outros jovens desejado tornar-se cistercienses, foi necessário fundar outros mosteiros. São Bernardo, então, deixou Citeaux, abraçando uma pesada cruz de madeira e seguido de doze religiosos que cantavam hinos e louvores ao Senhor.

    Experientes trabalhadores, como todos os beneditinos, os monges logo levantaram um novo mosteiro, dando-lhe o nome de Claraval. A antiga regra beneditina era aí observada com todo rigor: oração e trabalho, sob a obediência absoluta ao abade. São Bernardo sempre preferiu os caminhos do coração: "Amemos - ele dizia a seus monges - e seremos amados. Naqueles que amamos encontraremos repouso, e o mesmo repouso oferecemos a todos os que amamos. Amar em Deus é ter caridade; procurar ser amado por Deus é servir a caridade."

    Por 38 anos foi guia de uma multidão de monges; cerca de 900 religiosos fizeram votos em sua presença. Para abrigar todos os monges foram construídos mais de 343 mosteiros.

    São Bernardo depois de laboriosas jornadas retirava-se para a cela para escrever obras cheias de optimismo e de doçura, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos que é uma declaração de amor a Maria. É também o compositor do belíssimo hino Ave Maris Stella. Também é sua a invocação: " Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria" da salve-rainha. Foi chamado pelo Papa Pio XII "O último dos Padres da Igreja, e não o menor".

    Morreu no dia 20 de agosto do ano 1153.

    Paz e Bem!

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    O CÊNTRUPLO

    São Pedro Damião (1007-1072), eremita e posteriormente bispo, Doutor da Igreja

    Sermão 9; PL 1, 54-553 (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p.499)

    «Receberá cem vezes mais agora, no tempo presente» (Mc 10, 30)

    Temos de viver desligados das coisas que possuímos e da nossa própria vontade, se quisermos seguir Aquele que não tinha «onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58), que veio, não para fazer a Sua vontade, mas, como disse, «a vontade d'Aquele que Me enviou» (Jo 6, 38). [...]. Conheceremos assim por experiência própria o que a Vontade promete a todo aquele que tudo abandona e que caminha seguindo os Seus passos: «Receberá cem vezes mais agora [...] e no tempo futuro, a vida eterna» (Mc 10, 30). De fato, o dom do cêntuplo é grande conforto para a nossa caminhada, e a posse da vida eterna será a felicidade infinita na pátria celeste.

    Mas o que é este cêntuplo? É, simplesmente, o consolo do Espírito doce como mel, as visitas que nos faz e os seus primeiros frutos. É o testemunho da nossa consciência, é a feliz e muito alegre espera dos justos, é a memória da bondade generosa de Deus, é também, na verdade, a imensidão da sua doçura.

    Os que experienciaram estes dons não precisam que deles lhes falemos; mas como descrevê-los, por simples palavras, a quem por eles não passou? Fica aqui um convite à estes para experimentá-lo em si. “Provai e vede quão suave é o Senhor; feliz de quem nele encontra o seu refúgio”. (Sl 33,9).

    Paz e Bem!

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    UM SANTO DO DESERTO

    Santo Atanásio (295-373), Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja

    Vida de Santo Antão, pai dos monges, 2-4

    «Terás um tesouro no céu»

    Após a morte de seus pais, tinha Antão entre dezoito e vinte anos [...], entrou certo dia numa igreja no momento da leitura do evangelho, e ouviu o Senhor dizer a um jovem rico: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-Me». Antão teve a impressão de que esta leitura tinha sido para ele. Saiu imediatamente do templo e entregou às gentes da aldeia as suas propriedades de família. Depois de ter vendido todos os seus bens móveis, distribuiu pelos pobres o dinheiro dessa venda, reservando apenas uma pequena parte para sua irmã.

    Doutra vez em que entrou na igreja, ouviu o Senhor dizer no evangelho: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã» (Mt 6, 34). Compreendendo que não podia reservar fosse o que fosse, também isso distribuiu pelos pobres. Confiou sua irmã ao cuidado de umas virgens conhecidas e fiéis, que viviam juntas numa casa, para nela ser educada. E consagrou-se desde então, perto de sua casa, ao labor da vida ascética. Vigiando sobre si mesmo, perseverava numa vida austera. [...]

    Trabalhava manualmente, porque tinha ouvido esta recomendação: «Se algum não quer trabalhar, que também não coma» (2 Tess 3, 10). Comprava o seu pão de cada dia com uma parte daquilo que ganhava, distribuindo o resto pelos indigentes. Rezava sem cessar, porque tinha aprendido que é preciso «orar sem desfalecer» (Lc 21, 36) em privado. Estava de tal maneira atento à leitura, que nada perdia da Escritura, antes dela tudo retendo; a seguir, substituía os livros pela memória. Todos os habitantes da aldeia, e as gentes de bem que a frequentavam habitualmente, vendo-o viver daquela maneira, lhe chamavam amigo de Deus. Uns amavam-no como filho, outros como irmão.

    Paz e Bem!

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    SOBRE VIRGINDADE

    Virgindade religiosa

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Virgindade religiosa, denominada também de Virgindade sacra, Sagrada Virgindade ou Santa Virgindade, é um conceito importante na tradição cristã, especialmente no que diz respeito à Virgem Maria que ocupa um lugar central no dogma cristão católico e ortodoxo. Votos de castidade e celibato são necessários para entrar na vida monástica ou no sacerdócio.

    A sagrada virgindade e a perfeita castidade, considera a Igreja Católica, quando consagrada ao serviço de Deus, um dos mais "preciosos tesouros" deixados por Cristo à sua Igreja. Afirma ainda a Doutrina Católica que a santa virgindade é mais excelente que o matrimônio, isto no Concílio de Trento.

    Sobre o tema afirma João Paulo II na Exortação Apostólica Familiaris consortio (n. 16):

    Permanecendo no celibato, o homem pode entregar a Deus um coração indiviso, segundo o modelo do seu Filho, Jesus Cristo, que ao Pai entregou o amor exclusivo e total do seu coração. É então que o homem conquista o supremo cume, o vértice do testemunho cristão: "Tornando livre de um modo singular o coração humano (...) a virgindade testemunha que o Reino de Deus e a sua justiça são aquela pérola que devemos preferir a qualquer outro valor."

    Muitos são os documentos da Igreja que louvam a sagrada virgindade e a castidade perfeita pelo "Reino dos Céus". Pio XII, na Encíclica Sacra virginitas sobre a sagrada virgindade afirma ser esta o mais belo florão da Igreja (...) e que a virgindade bem merece o nome de virtude angélica.

    Paz e Bem!

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Virgindade_religiosa

    ENCONTRO COM O SENHOR – O VALOR DA PALAVRA

    ENCONTRO COM O SENHOR – O VALOR DA PALAVRA

    Nos últimos tempos eu tenho me colocado com seriedade a pergunta sobre o que é essencial na espiritualidade. Há um tempo atrás, depois do Sínodo sobre a Vida Consagrada, foi publicada a Exortação Apóstolica Vita Consecrata, pelo Papa João Paulo II. Ao longo do texto ela diz que o essencial, o característico da vida consagrada é a confissão da Trindade, o sinal da fraternidade o serviço da caridade. Contudo, devemos reconhecer que isto não é peculiaridade da vida consagrada, mas o ideal da vida de qualquer pessoa.

    Quando falo de espiritualidade, não penso que ela seja apenas um elo que me liga a Deus, mas algo que dá sabor a toda a existência. Podemos pensar que um sorvete sem sabor se torna apenas um punhado de gelo, assim é a vida sem espiritualidade: podemos fazer tudo, mas não tem sabor. Torna-se como o sal sem gosto ou a luz que não ilumina. Ou seja, a espiritualidade dá sentido a tudo aquilo que somos e que temos; dá um norte ao nosso pensar e ao nosso querer; dá uma unicidade à nossa mente, coração, psique e corpo.

    Sem espiritualidade não é possível construir uma relação com Deus, uma fraternidade ou uma vida apostólica, seria uma ilusão. E aqui está justamente o risco da pessoa que se julga de fé: se afadigar por outros valores, justificando sempre que está trabalhando por Deus. Daí que devemos ter sempre um modo de como acrisolar, purificar, medir a nossa verdadeira opção por Deus.

    Acredito que temos dois modos de evitar este perigo: a direção espiritual, que não entendo necessariamente como diálogo com um sacerdote, mas como partilha de vida com alguém de espírito, e que para isto não basta a confissão; contudo tem um meio que acredito ainda mais: a Lectio Divina – leitura orante da Palavra de Deus.

    A Palavra de Deus, diferentemente dos sacramentos, é acessível a todos. Os sacramentos sem a Palavra se tornam idolatria, pois não encontram um terreno fértil em nós. A leitura da Palavra dá a oportunidade de se escutar, de falar com o Senhor e, o mais difícil, de escutar o Senhor. Em outras palavras: é oração – fundamento de uma verdadeira espiritualidade.
    A vocação de Francisco de Assis, para citar um santo entre muitos, começa justamente com o encontro com a Palavra e é esta palavra que vai dando sentido à vida de Francisco: “É isto que eu quero, isso que procuro, é isso que desejo fazer de todo o coração.”

    Um abraço e bênçãos para todos.

    Autor: Frei João Benedito,OFMConv.

    Fonte: (06/08/09) http://frjoaobenedito.blogspot.com/

    A CONFISSÃO DOS PECADOS

    São César de Arles (470-543), monge e bispo

    Sermão ao povo, n° 59 (a partir da trad. de Soleil Levant 1962 rev.; cf. SC 330, p. 43)

    «Tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu»

    Para nosso bem e nossa salvação, a Sagrada Escritura aconselha-nos a que confessemos os nossos pecados, incessantemente e com humildade, não somente perante Deus, mas também perante um homem santo e temente a Deus. É assim que o Espírito Santo nos recomenda pela voz do apóstolo Tiago: «Confessai, pois, os pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados» (5, 16) [...]; e o salmista diz: «Confessarei os meus erros ao Senhor; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado» (Sl 31, 5).

    Ferimo-nos com os nossos pecados; por isso, devemos recorrer sempre ao medicamento da confissão. Com efeito, se Deus quer que nós confessemos os nossos pecados, não é que Ele não os saiba, mas é porque o diabo deseja encontrar forma de nos acusar perante o tribunal do Juízo Eterno; por isso, quer que pensemos mais em desculpá-los do que em acusá-los.

    O nosso Deus, pelo contrário, porque é bom e misericordioso, quer que os confessemos neste mundo, de modo a que não sejamos confundidos sobre eles no outro. Assim, ao confessarmo-nos, Ele mostra-se clemente; se os reconhecemos, perdoa-nos. [...] E nós, irmãos, somos realmente os vossos médicos espirituais; procuramos com solicitude curar as vossas almas.

    Paz e Bem!

    ©Evangelizo.org 2001-2009

    A PALAVRA PARA VIVER

    A oração de um Monge, intimo e assíduo na meditação das Escrituras, ajuda-nos a entrar na escuta da Palavra de Deus a partir do exemplo de Maria: «Nós te pedimos, Senhor, que nos faças conhecer aquele que amamos, pois nada procuramos fora de Ti. Tu és tudo para nós: a nossa vida, a nossa luz, a nossa salvação, o nosso alimento, a nossa bebida, o nosso Deus. Eu te suplico, ó Jesus, inspira os nossos corações com o sopro do teu Espírito e trespassa com teu amor nossas almas para que cada um de nós possa dizer com toda a verdade: faz-me conhecer aquele que minha alma ama; estou na verdade ferido por teu amor.

    Oh Senhor como desejo que elas fiquem impressas em mim. Feliz a alma trespassada pela caridade! Ela procurará a nascente e aí beberá. Bebendo-a, sempre terá sede. Matando a sede, almejará ardentemente aquele de quem sempre tem sede, embora dele beba continuamente. Deste modo o amor é sede para a alma que sempre o procura com ânsia, é ferida que cura» (S. Columbano, Istruzione 13 su Cristo fonte de vita, 2-3, Opera, Dublino 1957, 118-120).

    Só o amor abre ao conhecimento do Amado: «Podia compreender o sentido das palavras de Jesus, somente aquele que repousou sobre o peito de Jesus» (Origene, In Joannem 1,6:Pg 14,31). Apóia também tu a cabeça sobre o peito do Senhor, como o discípulo amado na Ultima Ceia (cf. Jo 13, 25) e escuta as Suas palavras, deixando que o Seu coração fale ao teu! È quanto peço a Deus para ti, enquanto «te confio ao Senhor e à Palavra da Sua graça que tem o poder de edificar e de te conceder a herança com todos os santos» (cf. Act 20,32). Ámen!

    Bruno Forte, Arcebispo de Rieti-Vasto

    [tradução de Mário Rui de Oliveira]

    Fonte: http://o-bom-pastor.blogspot.com/2007_01_01_archive.html

    DE QUE ADIANTA?

    DE QUE ADIANTA?

    O que existe de mais precioso que a vida? No entanto, poucos são os que dão conta disso; no mais das vezes ela não passa de objeto de manipulação para aqueles que só pensam em tirar vantagem material de tudo, mesmo que façam da vida um inferno para si e para os outros.

    Para estes o que conta mesmo é a ânsia de possuir, ainda que tenha de destruir a vida natural ou dos semelhantes, contanto que atinjam a satisfação da própria vontade, não importando os meios para isto. O resultado é o desequilíbrio a que chegamos em nosso habitat natural, a ponto de vivermos os últimos dias de nosso planeta, que agonizante, pede socorro antes que atinja o caos total em todos os sentidos.

    “Escutai, povos todos; atendei, todos vós que habitais a terra, humildes e poderosos, tanto ricos como pobres”. (Sl 48,2-3). “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9,25). “Nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate. Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte, porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens”. (Sl 48,8-11).

    “O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome, pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate. Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada”. (Sl 48,12-15).

    O bem mais útil à vida é o amor de Deus, pois nele tudo se afirma e tudo cresce e tudo rejuvenesce a cada instante; portando, é no amor a Deus e entre nós que devemos alicerçar a casa de nossa existência, porque o amor não acaba nunca.

    Paz e Bem!

    RAINHA DA PAZ, ROGAI POR NÓS

    Uma alma verdadeiramente católica deve exultar ao tomar conhecimento de dons especialíssimos concedidos por Deus a nossa Mãe celeste

    Práticas Iniciais

    CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA

    Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço e me dou todo a Vós. E em prova da minha devoção para conVosco, eu vos consagro neste dia (nesta noite), os meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Assim Seja.

    PAI ETERNO

    Pai Eterno, eu Vos ofereço pelas mão de Maria Santíssima o preciosíssimo sangue de Vosso Filho. Ofereço-Vos também as lágrimas de Nossa Senhora pela purificação da Terra e conversão dos homens, pela fidelidade dos vossos escolhidos, pela vitória da Santa Madre Igreja e triunfo do Imaculado Coração de Maria, extinção das heresias, derrota do comunismo e pela restauração da Santa Igreja.

    SALVE RAINHA

    Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de Lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre Virgem Maria.

    V - Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
    R - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

    Introdução

    Um dos temas que mais atrai a ira dos protestantes é a devoção devida a Nossa Senhora. Incompreensões e calúnias de todo gênero circulam a esse propósito.

    Maria, pela missão que lhe foi confiada por Deus na história da salvação; pelo seu sim incondicional à Vontade do Senhor; pela ação do Espírito Santo em sua vida e por tudo o que ela representa na profissão da fé católica; é e sempre será modelo perfeito de humildade e de entrega a Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38).

     

    Buscar viver em conformidade com a Vontade do Pai, a exemplo da Virgem de Nazaré, é um privilégio para nós católicos que procuramos imitar suas virtudes heróicas no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

     

    Portanto, a nossa devoção nada mais é do que a nossa adesão filial àquela que o Salvador nos deu como a Nova Eva, a mãe de toda a humanidade e mãe da Nova Criação. (Cf. Jo 19,27).

     

    Paz e Bem!

    1º Ato de Meditação

    O primeiro privilégio, do qual decorrem muitos outros, é a Imaculada Conceição, mediante a qual Nossa Senhora foi preservada do pecado original. Convinha que a Mãe de Deus fosse isenta de qualquer mancha de pecado.

    Desse privilégio decorre a ausência da inclinação para praticar o mal. A Mãe de Deus não experimentava nenhuma das más inclinações que podem levar ao pecado, e, graças à sua fidelidade, não cometeu jamais a mínima imperfeição.

    Igualmente — e este é o terceiro privilégio — Nossa Senhora teve um parto miraculoso e sem dor. Quando Adão e Eva pecaram, Deus disse a Eva: “Darás à luz com dor os filhos” (Gen 3,16). Sendo Nossa Senhora isenta do pecado original, compreende-se que o parto d´Ela não pagasse tributo à dor. O que é explicável, pois não convinha que a vinda do Salvador — alegria do Universo — ocorresse em meio à dor, mas sim numa atmosfera de júbilo.

    (05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)

    2º Ato de Meditação

    Um quarto privilégio foi sua santa morte. A morte é fruto do pecado original. Disse Deus a Adão: “Tu és pó e em pó te hás de tornar” (Gen 3,19). Como a Virgem Santíssima foi concebida sem pecado original, não havia razão para Ela morrer. Poderia ir diretamente para o Céu, sem passar pela morte. Entretanto, Nossa Senhora desejou não ficar isenta dessa provação, pela qual até seu Divino Filho tinha passado. Por isso faleceu, mas de morte tão suave que, na linguagem católica, fala-se em Dormição da Beatíssima Virgem Maria. Sua morte não foi causada por doença ou velhice. Dominava-a tal amor de Deus, que Ela morreu mais propriamente devido a esse amor.

    Um quinto privilégio: Seu corpo não se corrompeu no túmulo. A perda da vida acarreta a destruição da matéria, mas no caso d´Ela a morte não teve poder sobre a matéria. Nada se alterou, nada se perdeu. Por isso sua morte é comparada ao sono, à Dormição.

    Um sexto privilégio é a plenitude das graças recebidas. Deus é grandioso, generoso, porquanto cria sem nenhuma necessidade de criar, fazendo-o porque assim o quer. E, ao criar, Deus decidiu que ao menos uma mera criatura recebesse tudo o que é possível a um ente criado receber. Assim, recebeu Ela já no primeiro instante de seu ser todas as graças possíveis.

    (05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)

    3º Ato de Meditação

    Então manifesta-se um sétimo privilégio. Em tese, seria possível Ela a receber e rejeitar. Mas Nossa Senhora foi inteiramente fiel à graça, que A preservou de toda imperfeição.

    Um oitavo privilégio foi a maternidade divina. Deus é a Sabedoria, e tudo o que faz decorre de uma razão altíssima. Qual seria o sentido de existir uma criatura a mais perfeita possível, isenta do pecado original e cheia de graça, e não lhe tocar uma vocação superior? Seria como uma obra de arte que não fosse exposta ao público e permanecesse fechada num cofre. Nossa Senhora é a obra-prima da criação, sendo lógico, portanto, que recebesse uma vocação proporcional à sua especialíssima situação. E que vocação pode haver mais alta do que a de ser Mãe de Deus?

    Tratemos de um nono privilégio. Deus quis que sua Mãe fosse Virgem. Por quê? Não é regra comum da vida que maternidade e virgindade sejam incompatíveis? A virgindade não é apenas algo físico, mas corresponde também a um estado de alma. Quis Deus que as mães votem um amor especial, do ponto de vista natural, pelos seres que geraram. Mas para Nossa Senhora Ele almejava mais. Ela devia ser dotada de todo o amor possível de Mãe, mas concomitantemente, de todo desapego das coisas do mundo que a virgindade produz nas almas. E Nossa Senhora, a mais perfeita das mães, devia ter alma de Virgem, a fim de fazer o mais perfeito sacrifício possível e praticar o supremo desapego: entregar seu próprio Filho para ser imolado, com vistas a redimir nossos pecados.

    (05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)

    4º Ato de Meditação

    Um décimo privilégio de Nossa Senhora: sua Assunção aos céus, em corpo e alma. Compreende-se igualmente que, segundo o plano divino, um ser tão perfeito deveria receber um prêmio perfeito. Em contraste com os outros seres mortais, Ela está no Céu em corpo e alma.Tendo-a chamado a Si, de forma tão privilegiada, compreende-se que Deus A tenha coroado como Rainha do Céu e da Terra. Este é o décimo-primeiro privilégio.

    Finalmente, o décimo-segundo: a onipotência (a onipotência suplicante) que Jesus Cristo lhe concedeu, estabelecendo-a como dispensadora de todas as graças. Tal privilégio, altíssimo sem dúvida alguma, é também um extraordinário prêmio para todos nós. Afinal, quem se beneficia dele? Nossa Senhora recebe todas as graças para as distribuir aos outros. Ela é a dispensadora, Aquela que entrega.

    (05 min de meditação - transcorridos 1 Pai - Nosso, 3 Ave - Marias, 1 Glória, Ó meu Jesus ...)

    Conclusão

    Voltemos ao início da meditação. Poderia alguém, com espírito de fé, lamentar tais privilégios? Posso eu sentir-me diminuído pelo fato de ser Ela a dispensadora de todas as graças? Como não ficar jubiloso ao saber que tão perfeita Mãe dispõe do poder de espargir entre seus filhos as graças divinas? Peçamos então o poderoso auxílio d’Ela. E rezemos pela conversão daqueles a quem o orgulho cega, não querendo entender a beleza de uma Mãe tão cheia de privilégios, que a todos eleva. Por isso S. Pio V quando teve a revelação por Maria Santíssima que os cruzados haviam ganhado a batalha em Lepanto, disse um jaculatória que mais tarde foi acrescentada à ladainha de Nossa Senhora, e que devemos dizer sempre com garbo e sentimento: Auxílium Christanórum, Ora pro nobis!

    HINO

    Salve Rainha, Mãe de Deus,
    És Senhora nossa Mãe,
    Nossa doçura, nossa luz,
    Doce Virgem Maria.
    Nós a Ti clamamos,
    Filhos exilados,
    Nós a Ti voltamos,
    Nosso olhar confiante.

    Volta para nós Oh! Mãe,
    Teu semblante de Amor.
    Dá-nos Teu Jesus, Oh! Mãe,
    Quando a noite passar.

    Salve Rainha, Mãe de Deus,
    É auxilio dos cristãos,
    Oh! Mãe Clemente, Mãe Piedosa,
    Doce Virgem Maria.

    Poema em honra de Maria Santíssima (por Helano Eugênio):

    Porta do Céu

    Se a dor te toma por demais,
    Se o mundo não te crê jamais.
    Sabe, pois, que há alguém por ti,
    Orando, Intercedendo, há sim!

    Puro esplendor e amor de Mãe,
    Sacrário vivo de Deus Pai.
    Em Ti, Maria, eu encontrei,
    A vida que pra mim eu quis,
    Imaginei como seria o paraíso de Jesus,
    Com paz e harmonia em nossos corações.
    Pra sempre então seria eterno em louvor,
    Aquele que um dia veio e nos salvou.

    Ó Mãe Santíssima, me leva a Deus,
    E pra sempre exultarei com cantos,
    Tenros de louvor, buscando a salvação.
    E nesta hora em que eu te rogo aqui,
    Dentro, em meu peito está a vontade,
    De te conhecer, Maria, Tu que és Porta do Céu! (bis).

    Súplica (J. Lima)

    Oh! Maria, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Divino Espírito Santo, em suma Serva da Trindade Santíssima, aqui me encontro com os olhos voltados para os Vossos privilégios, me traz na alma o sentimento de alegria e de seguir em tudo o Vosso Filho, adorando-o e servindo-o em tudo, quero ter uma intima amizade com o Divino Espírito Santo, Dizer com Vós, e como Vós, sempre "Sim" à Deus Pai. Pois Tu disseste "SIM"; quando podia ter dito "NÃO", e o arcanjo Gabriel buscaria outra, e nenhum pecado haveria aos olhos do Senhor, pois Deus conhece a fundo a fraqueza de seus filhos, mas Tu Oh, Mãe disseste:
    "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo quando sentiu que recebia junto com as palavras do anjo, toda a dor e sofrimento do seu destino; e os olhos do seu Coração puderam enxergar o Filho amado saindo de casa, as pessoas que o seguiam e depois o negariam, mas "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo quando, no momento mais sagrado da vida de uma mulher, teve que se misturar aos animais de um estábulo para dar à luz, porque assim queriam as Escrituras, "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo quando, aflita, procurava seu menino pelas ruas de Jerusalém, lembrando-se da profecia do profeta Simeão, já sentindo uma espada de dor em sua alma, o encontrou no templo. E Ele pediu que não o atrapalhasse, porque precisava cumprir outros deveres e outras tarefas, guardou este fato em seu Coração, meditando-o, mesmo assim "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo sabendo que continuaria a buscá-lo pelo resto de seus dias, com o coração transpassado pelo punhal de dor, temendo a cada minuto por Sua vida, sabendo que Ele estava sendo perseguido e ameaçado, temia que o que acontecera com o Batista pudesse acontecer com o Filho de suas entranhas,  "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo que, ao encontrá-Lo no meio da multidão, não tenha conseguido chegar perto, para acaricia-Lo, ver se tudo estava bem, contemplar mais uma vez o seu divino rosto, "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo que, quando pediu a alguém para avisá-Lo que estava ali, o Filho tenha mandado dizer que: "minha mãe e meus irmãos são estes que estão comigo",  "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo que todos tenham fugido no final, e só Tu, outra mulher, e um deles - o discípulo que Ele mais amava - tenha ficado aos pés da Cruz, agüentando o riso dos inimigos e a covardia dos amigos, "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo depois ter visto, seu Filho amado, pedindo água e recebendo vinagre, vindo no peito a imensa vontade de subir na Cruz e de deitar água em seus lábios. Vendo que Ele, num último momento de forças, se preocupava com Ela entregando aos cuidados do discípulo amado, ter expirado, "seja feita a Vossa Vontade!"

    Mesmo com Ele em seus maternos braços, ficando se perguntando: "o que Ele fez para merecer tamanha crueldade? Ele só pregou o amor! E agora o vejo morto em meus braços". Vendo ser deitado no sepulcro, "seja feita a Vossa Vontade!".

    Seja feita a Vossa Vontade, Senhor. Porque Tu conheces a fraqueza do coração dos Teus filhos, e só entregas a cada um o fardo que pode carregar. Peço-Vos a graça necessária para não mais cometer os erros que tenho cometido, e que desejo sinceramente corrigir-me. Mas "seja feita a Vossa Vontade!". Ó Maria ajudai-me, a seguir com o meu corpo casto, minha alma pura e minha esperança unicamente no Senhor dos senhores, no Rei dos reis, o Mestre dos mestres, Vosso Filho diletíssimo, seu Senhor e Mestre. Ajudai-me oh, Virgem das virgens, Mãe da Divina Graça, Mãe dos Cristãos, e Auxílio nosso, ouvi os meus rogos e, se for da vontade de Vosso Filho, atendei esta minha súplica.

    Nos Cum Prole Pia, Benedicta Virgo Mariæ!

    Ladainha de Nossa Senhora

    Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
    Jesus Cristo, tende piedade de nós, Jesus Cristo, tende piedade de nós
    Senhor, tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós
    Jesus Cristo, ouvi-nos, Jesus Cristo, ouvi-nos,
    Jesus Cristo, atendei-nos, Jesus Cristo, atendei-nos,
    Pai Celeste, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
    Filho, redentor do mundo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
    Espírito Santo, que sois Deus, Tende Piedade de nós.
    Santíssima Trindade, que sois um só Deus, Tende Piedade de nós

    Santa Maria, rogai por nós.
    Santa Mãe de Deus, rogai por nós
    Santa Virgem das virgens, rogai por nós
    Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós
    Mãe da Divina Graça, rogai por nós

    Mãe puríssima, rogai por nós
    Mãe castíssima, rogai por nós
    Mãe intacta, rogai por nós
    Mãe intemerata, rogai por nós
    Mãe imaculada, rogai por nós

    Mãe amável, rogai por nós
    Mãe admirável. rogai por nós
    Mãe do bom conselho, rogai por nós
    Mãe do Criador, rogai por nós
    Mãe do Salvador, rogai por nós

    Mãe da Igreja, rogai por nós
    Virgem prudentíssima, rogai por nós
    Virgem venerável, rogai por nós
    Virgem louvável, rogai por nós
    Virgem poderosa, rogai por nós

    Virgem clemente, rogai por nós
    Virgem fiel, rogai por nós
    Espelho de justiça, rogai por nós
    Sede da sabedoria, rogai por nós
    Causa de nossa alegria, rogai por nós

    Vaso espiritual, rogai por nós
    Vaso honorífico, rogai por nós
    Vaso insigne de devoção, rogai por nós
    Rosa mística, rogai por nós
    Torre de Davi, rogai por nós

    Torre de marfim, rogai por nós
    Casa de ouro, rogai por nós
    Arca da Aliança, rogai por nós
    Porta do Céu, rogai por nós
    Estrela da manhã, rogai por nós

    Saúde dos enfermos, rogai por nós
    Refúgio dos pecadores, rogai por nós
    Consoladora dos aflitos, rogai por nós
    Auxílio dos cristãos, rogai por nós
    Rainha dos Anhos, rogai por nós

    Rainha dos Patriarcas, rogai por nós
    Rainha dos Profetas, rogai por nós
    Rainha dos Apóstolos, rogai por nós
    Rainha dos Mártires, rogai por nós
    Rainha dos Confessores, rogai por nós

    Rainha das Virgens, rogai por nós
    Rainha de todos os santos, rogai por nós
    Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós
    Rainha assunta ao Céu, rogai por nós
    Rainha do Sacratíssimo Rosário, rogai por nós

    Rainha da paz, rogai por nós

    Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
    Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
    Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

    V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.

    R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

    OREMOS _ Concedei a vossos servos, nós Vos pedimos, Senhor nosso Deus, que gozemos perpétua saúde de alma e de corpo; e que pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

    LEMBRAI – VOS DE SÃO BERNARDO

    Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguns daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorando a vossa assistência e reclamado o vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja.

    Paz e Bem!