Joshuavida's profileJESUS EU CONFIO EM VÓSPhotosBlogListsMore Tools Help

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    O SENHOR SE TORNOU O MEU APOIO, LIBERTOU-ME DA ANGÚSTIA E ME SALVOU PORQUE ME AMA.

    Segunda-feira, 28 de maio de 2007

    7ª Semana do Tempo Comum (ano impar), 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

    O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17, 19-20)

    Sabemos que Deus é Amor e a nossa confiança em Deus é a nossa luz. (M. Raritain)

    Oração do Dia: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranqüila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Eclesiástico (Eclo 17, 20-28)

    O QUE MAIS AGRADA A DEUS É A GRATIDÃO

    [20]Aos arrependidos Deus concede o caminho de regresso, e conforta aqueles que perderam a esperança, e lhes dá a alegria da verdade. [21]Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, [22]suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas. [23]Volta ao Altíssimo, desvia-te da injustiça e detesta firmemente a iniqüidade.

    [24]Conhece a justiça e os juízos de Deus e permanece constante no estado em que ele te colocou, e na oração ao Deus altíssimo. [25]Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus. [26]Não te demores no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte; o morto, como quem não existe, já não louva.

    [27]Louva a Deus enquanto vives; glorifica-o enquanto tens vida e saúde, louva a Deus e glorifica-o nas suas misericórdias. [28]Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o seu perdão para com todos aqueles que a ele se convertem! Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    VOLTA AO ALTÍSSIMO E CONHECE A JUSTIÇA E OS JUÍZOS DE DEUS

    A gratidão, o louvor, a glória de Deus são a mais alta função de nossa passagem pela terra dos vivos. Por isso, nós, em cuja vida a luz e eficácia profunda do Evangelho não transparecem com a evidência exigida por nosso caráter de batizados, crismados ou ainda de sacerdotes e religiosos, temos necessidades de contínua conversão. Com efeito, no início de cada celebração eucarística, apresentamos-nos ao Senhor como "arrependidos", que oram humildemente para que ele ofereça de novo e sempre "a possibilidade do retorno". A conversão não é somente romper com o pecado e observar a lei de deus. É, sobretudo, a constante e progressiva vontade de perseverar (= conversão contínua)

    Encontro com responsáveis por Folhetos Litúrgicos Enfoque litúrgico do evangelho de São Mateus, Campanha da Fraternidade de 2008 e comentários apresentados pelos Folhetos Litúrgicos. Esses são os três pontos de pauta previstos para o encontro com os responsáveis pela elaboração dos folhetos litúrgicos nos dias 2 e 3 de julho, em Aparecida (SP).

     Promovido pela CNBB desde 1979, o encontro é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia que estipulou o final de abril como data limite para a inscrição dos interessados. Para assessoria está confirmada a professora Maria de Lourdes Zavarez. Os interessados devem entrar em contato com Pe. Carlos Gustavo Haas, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia- Telefone (61) 2103 8300 - E-mail:liturgia @ cnbb.org.br

    Salmo: 31 (32), 1-2.5.6.7 (R/.11a)

    Ó JUSTOS, ALEGRAI-VOS NO SENHOR!

    Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!

    Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: "Eu irei confessar meu pecado!" E perdoastes, Senhor; minha falta.

    Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.

    Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar; e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.

    Evangelho: Marcos (Mc 10, 17-27)

    VENDE TUDO O QUE TENS E SEGUE-ME!

    Naquele tempo, [17]quando Jesus saiu a caminhar; veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: "Bom mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" [18J]esus disse: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. [19]Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!" [20]Ele respondeu: "Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude". [21]Jesus olhou para ele com amor e disse: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!"

    [22]Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. [23]Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no reino de Deus!" [24]Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: "Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! [25]É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus!" [26]Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?" [27]Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível". Palavra da Salvação.

    Comentário o Evangelho (2)

    A DEUS TUDO É POSSÍVEL

    A dura constatação de Jesus deixou pasmos os discípulos: 'Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!" E ainda, "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus". A salvação pareceu-lhes um ideal inatingível. A situação do homem piedoso, porém apegado à sua riqueza, não dava margem para dúvidas.

     Ele havia observado os mandamentos, desde jovem, e se preocupava com a vida eterna. Todavia, quando Jesus lhe propôs um gesto radical de ruptura, por meio do qual daria prova insofismável de sua confiança na Providência divina, preferiu optar pela posse dos bens.

    O Mestre reconheceu que ninguém é capaz de manter-se livre diante das riquezas e, portanto, salvar-se, sem a ajuda divina. Dai sua declaração: "Aos seres humanos isto é impossível". Só Deus possibilita a salvação dando forças às pessoas para se libertarem da escravidão da riqueza, por amor ao Reino. Com as próprias forças, ninguém será capaz de realizar um gesto de tal envergadura.

    Porque "a Deus tudo é possível", quem se mantiver aberto à ação da graça terá acesso á salvação, embora seja tentado a apegar-se às riquezas. Se os discípulos se predispuserem a confiar na Providência divina, poderão ter fundadas esperanças de obter a salvação.

    SÃO GERMANO DE PARIS (3)

    São Germano viveu no século VI. Morreu em Paris no dia 28 de maio de 576. O início de sua vida foi atribulado. Sua mãe tentou abortá-lo. Uma tia quis envenená-lo, mas os planos frustraram-se. Isto graças à criada que se equivocou. Em vez de dar a Germano o copo de vinho envenenado, deu-o a Estratídio, seu primo e filho da mandante. Em 531, foi ordenado sacerdote e, mais tarde, tornou-se abade do mosteiro de São Sinforiano de Autun.

    Em conseqüência de sua austeridade, os monges destituíram-no do cargo. Em 555 foi eleito bispo de Paris. Fortunato, bispo de Poitiers, contemporâneo seu, descreve o seu amor incondicional pelos pobres: A voz de todo povo, reunindo-se numa só, nem assim exprimiria qual pródigo era ele em esmolas: freqüentemente, contentando-se com uma túnica, cobria com o resto das vestes um pobre nu, assim que, enquanto o pobre se sentia quente, o bem-aventurado padecia frio. Ninguém pode dizer em quantos lugares e em que quantidade libertou cativos ... Quando nada lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa ...

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    1 Missal Cotidiano, © Paulus

    2 O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998

    3 OS SANTOS DE CADA DIA, José Benedito Alves. ©Paulinas, 1997

    "Desde a infância você conhece as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de lhe comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra" (2Tm 3,15-17).

    Ó VINDE ESPÍRITO CRIADOR...

     

    Domingo, 27 de maio de 2007 Pentecostes (Ofício Solene), 4ª Semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica Vermelha

    O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia! (Rm 5,5;10,11)

    Hoje: Dia das Comunidades Eclesias de Base e dia do Profissional Liberal

    Santo: Agostinho de Cantuária (bispo, monge romano, memória facultativa), Ranulfo, Nossa Senhora de Caravaggio (padroeira da diocese de Caxias do Sul, RS), Ranulfo, Júlio e dois companheiros (mártires), Eutrópio (Bispo de Orange), Bruno (bispo de Wurzburg, Alemanha), Restituta de Sora (Virgem e mártir), Júlio (e seus companheiros, mártires), João I (Papa e mártir), Melângela (ou Monacela, virgem), Benvenuto de Recanati (beato confessor franciscano, 1ª ordem).

    Oração: Ó Deus, que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora, no coração dos fiéis, as maravilhas que operastes no início da pregação do evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    1ª Leitura: Atos (At 2, 1-11)

    TODOS FICARAM CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO E COMEÇARAM A FALAR

    [1]Quando chegou o dia de pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. [2]De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. [3]Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. [4]Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. [5]Moravam em Jerusalém judeus devotos de todas as nações do mundo. [6]Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.

    [7]Cheios de espanto e de admiração, diziam: "Esses homens que estão falando não são todos galileus? [8]Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? [9]Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, [10]da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; [11]judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!" Palavra do Senhor!

    Leituras alternativas: Rm 5,5;10,11; Ex 19, 3-8a.16-20b; Ex 37, 1-14; Jl 3, 1-5 (Cf. Missal Dominical)

    Salmo 103 (104), 1ab e 24ac.29bc-30.31 e 34 (+30)

    ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO, SENHOR, E DA TERRA TODA A FACE RENOVAI

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

    Se tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde vieram. Enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face renovais.

    Que a glória do Senhor perdure sempre, e alegre-se o Senhor em suas obras! Hoje seja-lhe agradável o meu canto, pois o Senhor é a minha grande alegria!  

    II Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 12, 3b-7.12-13)

    FOMOS BATIZADOS NUM ÚNICO ESPÍRITO

    Irmãos, [3b]ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. [4]Há diversidade de dons; mas um mesmo é o Espírito. [5]Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. [6]Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. [7]A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum.

    [12]Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. [13]De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. Palavra do Senhor!

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    Leitura alternativa para o Ano "C": Rm 8, 8-17

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    Evangelho: João (Jo 20, 19-23)

    ASSIM COMO O PAI ME ENVIOU, TAMBÉM EU VOS ENVIO

    [19]Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". [20]Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. [21]Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio". [22]E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. [23]A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos". Palavra da Salvação!

    Nota: Leituras da Missa da Vigília (Pentecostes): Antífona: Rm 5,5; 10,11; I Leitura: Gn 11, 1-9 (ou Ex 19, 3-8ª.16-20b ou Ex 37, 1-14 ou Jl 3, 1-5) Salmo: 103 (104), 1 e 2a.24 e 35c.27-28.29bc-30 (+30). II Leitura: Rm 8, 22-27. Evangelho: Jo 7, 37-39. 

    A IGREJA VIVE NO ESPÍRITO DE CRISTO (1)

    A solenidade de Pentecostes celebra um acontecimento capital para a Igreja: a sua apresentação ao mundo, o nascimento oficial com o batismo no Espírito. Complemento da Páscoa, a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração e na atividade dos discípulos; início da expansão da Igreja e princípio da sua fecundidade, ela se renova misteriosamente hoje para nós, como em toda assembléia eucarística e sacramental, e, de múltiplas formas, na vida das pessoas e dos grupos até o fim dos tempos.

    A "plenitude" do Espírito é a característica dos tempos messiânicos, preparados pela secreta atividade do Espírito de Deus que "falou por meio dos profetas" e inspira em todos os tempos os atos de bondade, justiça e religiosidade dos homens, até que encontrem em Cristo seu sentido definitivo.

    O Espírito da aliança universal e definitiva

    Não se pode deixar de ligar o acontecimento do Sinai com ode Jerusalém; a assembléia das doze tribos corresponde à dos apóstolos, novo Israel; fogo e vento manifestam a presença do Deus vivo; é dada a lei da aliança, lei de liberdade que qualifica os filhos de Deus. A aliança, não mais limitada a um povo escolhido para dar a conhecer o verdadeiro Deus, é aberta a todos os povos e a todas as raças; não mais caracterizada por um sinal na carne (a circuncisão), ela é espiritual e se exprime pela fé e o batismo (também o de desejo); não mais renovada por homens mortais no decorrer da história, é ela fundada sobre Cristo "que permanece eternamente".

    E precisamente por ser espiritual e definitiva, sua encarnação atual na Igreja do nosso tempo com suas instituições e nas diversas igrejas esparsas por toda a terra, com suas peculiaridades, tem valor sacramental (isto é, traz verdadeiramente a salvação), mas também relativo e caduco. E preciso, pois, não considerar absoluto e definitivo algo que não seja o próprio Espírito, realidade profunda e inexaurível de tudo o que constitui a vida da Igreja no tempo: ações sacramentais, hierarquia, ministérios e carismas, templos e lugares. (Podem-se reler diversos textos do Concílio a propósito do pluralismo na Igreja, da tradução da mensagem cristã nas diversas culturas, da adaptação litúrgica, da variedade de expressão artística).

    O Espírito da fidelidade e da coragem

    O batismo no Espírito ilumina a comunidade dos amigos de Cristo sobre seu mistério de Messias, Senhor e Filho de Deus; faz com que compreendam sua ressurreição como a plenificação dos planos de salvação de Deus, não só para o povo de Israel, mas para todo o mundo; leva-os a anunciá-lo em todas as línguas e circunstâncias, sem temer perseguições nem morte. Como os apóstolos, os mártires e todos os cristãos, que ouviram profundamente a voz do Espírito de Cristo, tornam-se testemunhas do que viram, do que foi transmitido e que experimentaram em sua existência. No mundo de hoje toda a nossa comunidade é chamada a colaborar com o Espírito da nova vida para renovar o mundo: tanto na atividade cotidiana como nas vocações extraordinárias. E isto, sem perder a coragem, porque "o Espírito vem em auxílio

    da nossa fraqueza" (Rm 8,26), corrige e incentiva nosso esforço, faz convergir tudo para o bem comum (2ª leitura), porque todo dom (todo carisma) vem dele, único Espírito do Pai e do Filho.

    Toda a nossa vida de cristãos está, portanto, sob o sinal do Espírito que recebemos no batismo e na crisma, nosso Pentecostes; nela devemos amadurecer os "frutos do Espírito" (Gl 5,22): amor, paz, alegria, paciência, espírito de serviço, bondade, confiança nos outros, mansidão, autodomínio...

    O Espírito da novidade em Cristo

    "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos.

    Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo ressuscitado está presente, o evangelho se faz força do Reino, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se deifica" (Atenágoras).

    Recomeça o Tempo Comum

    Inicia-se com a 8ª Semana do Tempo Comum. "A tônica dos domingos do tempo comum é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Neste tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas)"

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    [1] Missal Dominical ©Paulus, 1995"Desde a infância você conhece as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de lhe comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra" (2Tm 3,15-17).

    REPOUSA SOBRE MIM O ESPÍRITO DO SENHOR...

     

    Sábado, 26 de maio de 2007

    São Felipe (Presbítero), Ofício de Memória, e 3ª do Saltério (Livro II), cor Branca

    Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar boa nova aos pobres e curar os corações feridos, aleluia! (Lc 4, 18)

    Na tranqüilidade do Espírito realiza-se toda a boa obra. (Santo Antonio de Pádua)

    Hoje: Dia do Revendedor Lotérico e dia do Seresteiro.

    Oração do Dia: Ó Deus, que não cessais de elevar à glória da santidade os vossos servos fiéis e prudentes, concedei que nos inflame o fogo do Espírito Santo que ardia no coração de São Felipe Néri. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Atos dos Apóstolos (At 28, 16-20.30-31)

    PAULO, MESMO PRESO, CONTINUA A SUA MISSÃO

    [16]Quando entramos em Roma, Paulo recebeu permissão para morar em casa particular, com um soldado que o vigiava. [17]Três dias depois, Paulo convocou os lideres dos judeus. Quando estavam reunidos, falou-lhes: "Irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra as tradições de nossos antepassados. No entanto, vim de Jerusalém como prisioneiro e, assim, fui entregue às mãos dos romanos.

    [18]Interrogado por eles no tribunal e não havendo nada em mim que merecesse a morte, eles queriam me soltar. [19]Mas os judeus se opuseram e eu fui obrigado a apelar para César, sem nenhuma intenção de acusar minha nação. [20]É por isso que eu pedi para ver-vos e falar-vos, pois estou carregando estas algemas exatamente por causa da esperança de Israel".

    [30]Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, [31]pregando o reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    PAULO FICOU EM ROMA PREGANDO O REINO DE DEUS

    A chegada de Paulo a Roma é para Lucas um marco decisivo em sua vida de missionário. A verdadeira missão aos pagãos começa realmente em Roma: as portas do ocidente estão para abrir-se ao cristianismo. Não que isto dizer que esteja terminada a carreira apostólica de Paulo. Ele será libertado e empreenderá nova viagem missionária (à Espanha?), e voltará segunda vez a Roma, onde será preso e martirizado, acrescentando assim o testemunho do sangue ao inesgotável fecundo testemunho da palavra, dos escrito, das viagens e dos contínuos sofrimentos.

    Nestes últimos tópicos dos Atos, Lucas põe em relevo a constante preocupação de Paulo: evangelizar em qualquer situação em que se encontre. A palavra de Deus não pode ser acorrentada (2Tm 2,9); até a prisão lhe oferece novas possibilidades (Fl 1, 12). Com esta visão de novos horizontes abertos à expansão do evangelho, encerram-se os Atos e verifica-se a promessa de Jesus no dia da Ascensão: "Sereis minhas testemunhas... até os últimos confins da terra" (At 1, 8) 

    Salmo: 10(11), 4.5 e 7 (R/.cf 7b)

    Ó SENHOR, QUEM TEM RETO CORAÇÃO HÁ DE VER A VOSSA FACE

    Deus está no templo santo, e no céu tem o seu trono; volta os olhos para o mundo, seu olhar penetra os homens.

    Examina o justo e o ímpio, e detesta o que ama o mal. Porque justo é nosso Deus, o Senhor ama a justiça. Quem tem reto coração há de ver a sua face.

    Evangelho: João (Jo 21, 20-25)

    JOÃO MOSTRA O TESTEMUNHO DO DISCÍPULO AMADO.

    Naquele tempo, [20]Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: "Senhor, quem é que te vai entregar?" [21]Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: "Senhor, o que vai ser deste?" [22]Jesus respondeu: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa isso? Tu, segue-me!"

    [23]Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" [24]Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. [25]Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos. Palavra da Salvação!

    Comentando o Evangelho (2)

    NAS MÃOS DO SENHOR

    A profissão de fé no Ressuscitado exige do discípulo entregar-se totalmente em suas mãos. Este não se julga dono da própria vida. Ela pertence ao Senhor, a quem compete determinar-lhe os rumos. Pode-se definir o discípulo como aquele que coloca toda a sua existência nas mãos do Senhor, deixando-se guiar por ele com total docilidade, e buscando, em tudo, realizar o seu projeto. O querer do discípulo confunde-se com o querer do Senhor, não lhe sendo pesado carregar este fardo.

    A experiência de Pedro e do discípulo amado ilustram muito bem este tema. O impulsivo Pedro queria conhecer o destino reservado ao discípulo amado. E foi recriminado pelo Senhor: "Não lhe interessa saber o que reservei para ele; cuide você de fazer o que ordenei". A Pedro caberia uma sorte diferente. Bastava-lhe confiar ao Senhor os rumos de sua vida, e pôr-se a segui-lo.

    Depois de optar pelo Mestre Jesus, o discípulo torna-se dócil e se deixa guiar por ele, quanto aos caminhos a serem trilhados, as tarefas a serem cumpridas, o Evangelho a ser proclamado, o testemunho a ser dado, as batalhas a serem travadas. O Senhor garante o destino do discípulo, junto do Pai, e, para lá, o conduz. E tudo isso o discípulo acolhe com alegria, feliz por estar em boas mãos.

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    Leituras da Missa da Vigília (Pentecostes): Antífona: Rm 5,5; 10,11; I Leitura: Gn 11, 1-9 (ou Ex 19, 3-8ª.16-20b ou Ex 37, 1-14 ou Jl 3, 1-5) Salmo: 103 (104), 1 e 2a.24 e 35c.27-28.29bc-30 (+30). II Leitura: Rm 8, 22-27. Evangelho: Jo 7, 37-39.

    SÃO FILIPE NÉRI (3)

    Foi o Apóstolo de Roma, ali tendo fundado a Congregação dos Padres do Oratório, com o objetivo de fazer apostolado entre os católicos leigos da Cidade Eterna. Era conhecido pelo bom humor e pela forma original e vivaz, muito adequada ao público italiano, com que pregava e ensinava. Amigo de vários Papas, nunca quis aceitar a dignidade cardinalícia. São Filipe Neri é considerado como o santo da jovialidade, da simplicidade infantil, que ignora a si mesmo.

    Reunia os moleques mias arteiros e os educava divertindo-os. E dizia: "Contanto que não pratiquem o mal, ficaria satisfeito até se me quebrassem paus na cabeça". Para ajudar os mais necessitados não hesitava em pedir esmolas. Certa vez um indivíduo sentindo-se importunado deu-lhe um soco. São Filipe disse; "Este é para mim". E agora dê-me uma esmola para meus meninos".

    Uma de suas frase; "É possível restaurar as instituições com a santidade e não restaurar a santidade com as instituições". Após os 75 anos de idade limitou-se ao confessionário e à direção espiritual. Antes de morrer dizia sentir-se culpado por estar em uma caminha macia enquanto Cristo havia morrido numa cruz. Os sacerdotes do oratório vivem vida comum sob um superior eleito trienalmente e buscam a santificação na observância dos conselhos evangélicos.

    1 Missal Cotidiano, © Paulus

    2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

    CRISTO NOS AMOU E NOS LIBERTOU DOS PECADOS PELO SEU SANGUE...

     

    Sexta-feira, 25 de maio de 2007

    7ª Semana da Páscoa e 3ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Cristo nos amou e nos lavou dos pecados com seu sangue, e fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai, aleluia! (Ap 1,5-6)

    A fé é o pássaro que sente a luz quando o alvorecer ainda é noite. (Rabindranath Tagore)

    Hoje: Dia do Industrial, dia da Costureira, dia do Massagista e dia Nacional da Adoção.

    Oração do Dia: Ó Deus, pela glorificação do Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 25, 13b-21)

    É PELO TESTEMUNHO QUE PAULO SERÁ DECAPITADO

    Naqueles dias, [13b]o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia e foram cumprimentar Festo. [14]Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: "Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. [15]Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. [16]Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação.

    [17]Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. [18]Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. [19]Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. [20]Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. [21]Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César". Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    JESUS QUE JÁ MORREU, MAS QUE PAULO AFIRMA ESTAR VIVO

    Paulo é cidadão romano. Hebreu e fariseu, opta por este privilégio, por ter visto no império maior respeito à dignidade pessoa humana (v. 16) e encontrando maior possibilidade de universalismo do que no particularismo judaico. Ora, dignidade da pessoa e universalismo são exatamente os dois pólos, os dois pressupostos humanos em que se apóia a evangelização. Os antigos Padres viram na realidade e na estrutura exterior do império romano um desígnio providencial para a difusão e fecundidade da mensagem cristã.

    Os profetas e pregadores modernos vêem na nova consciência da dignidade e dos direitos do homem, na redescoberta dos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, nos esforços pela paz, na luta contra a opressão, a miséria, a injustiça, um fecundo terreno para a semente da palavra de Deus e uma válida aproximação para um diálogo e colaboração entre os homens, a fim de realizar os desígnios de Deus.

    Salmo: 102 (103), 1-2.11-12. 19-20ab (R./19a)

    O SENHOR PÔS O SEU TRONO LÁ NOS CÉUS

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

    Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

    O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.

    Evangelho: João (Jo 21, 15-19)

    APASCENTA OS MEUS CORDEIROS E MINHAS OVELHAS

    Jesus manifestou-se aos seus discípulos [15]e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?" Pedro respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Jesus disse: "Apascenta os meus cordeiros". [16]E disse de novo a Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas?" Pedro disse: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Jesus disse-lhe: "Apascenta as minhas ovelhas".

    [17]Pela terceira vez, perguntou a Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas?" Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo". Jesus disse-lhe: "Apascenta as minhas ovelhas. [18]Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir". [19]Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: "Segue-me". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    TU ME AMAS?

    Todo cristão deveria se defrontar com a tríplice pergunta que o Ressuscitado dirigiu a Pedro. Ela é bem precisa: "Tu me amas?", e não pode ser respondida com evasivas ou sem convicção. É sim ou não, com as respectivas conseqüências, tanto em termos pessoais - conversão interna -, quanto em termos sociais - testemunho público e seus riscos.

    A melhor maneira de expressar nosso amor a Jesus é amar o próximo. E o ápice deste amor está em não poupar nada de si, quando se trata de servir, como fez Jesus.

    Portanto, a pergunta do Ressuscitado poderia ser respondida assim: "Tu sabes que eu nutro profundo amor pelo meu próximo; podes ver como minha vida é toda vivida como doação; podes, igualmente, verificar como minha existência é tecida de gestos concretos de oblação. Esta é a prova de que, realmente, eu teu amo".

    O Mestre não pode confiar no discípulo, cujo amor não é entranhado. Por isso, antes de confiar a Pedro a missão de presidir a comunidade dos cristãos, quis se assegurar do seu amor. Este procedimento de Jesus é plenamente acertado. O exercício do ministério, na Igreja, pressupõe o amor que ele exigiu de Pedro, quando lhe confiou a missão de conduzir o seu rebanho. Arrisca-se a descambar para a tirania a liderança de quem se põe à frente da Igreja sem amar, autenticamente, a Jesus.

    SÃO GREGÓRIO VII (3)

    São Gregório VII era de família humilde. Nasceu na Toscana em 1028. Chamava-se Hildebrando. Ao ser eleito papa, tomou o nome de Gregório VII. Seu pontificado foi marcado pela luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, abades e dos próprios pontífices. Lutou incansavelmente pela restauração da disciplina eclesiástica.

    Em 1075 escrevia ele ao amigo São Hugo, abade de Cluny: Estou cercado de uma grande dor e de uma tristeza universal, porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular. (Apud Mário Sgarbossa, op. cit., p. 164.) Esta decadência era conseqüência direta das investiduras, que consistiam no ato jurídico pelo qual o rei ou nobre confiava a uma autoridade eclesiástica um cargo da Igreja com jurisdição sobre um território.

    Em virtude do sistema feudal, os eclesiásticos eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao rei ou aos nobres. (Cf. Pe. Luís Palacin, op. cit., p. 69.) O símbolo desta luta foi a humilhação a que se obrigou Henrique IV, imperador da Alemanha. e para que o Papa lhe retirasse a pena de excomunhão, apresentou-se ao Pontífice vestido de saco, descalço, com uma corda no pescoço e ajoelhou-se diante dele. A luta não terminou ali. Henrique IV vingou-se. Fez-se coroar por um antipapa e marchou contra Roma. Abandonado por todos, até pelos cardeais, São Gregório morreu no exílio, pronunciando as célebres palavras: Amei a justiça e odiei a iniqüidade, e por isso morro no exílio.

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    1 Missal Cotidiano, © Paulus

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 OS SANTOS DE CADA DIA, José Benedito Alves. ©Paulinas, 1997"Desde a infância você conhece as Sagradas Escrituras; elas têm o poder de lhe comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo. Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra" (2Tm 3,15-17).

    GUARDAI-ME Ó DEUS, PORQUE EM VÓS ME REFUGIO!

     

    Quinta-feira, 24 de maio de 2007

    7ª Semana da Páscoa e 3ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Aproximemo-nos confiantes do trono da graça, a fim de conseguirmos misericórdia e encontrar-nos auxílio em tempo oportuno, aleluia! (Hb 4, 16)

    A grande solidão interior: ir a si mesmo e não encontrar, por horas, ninguém ali. (Rainer Rilke)

    Hoje: Dia do Telegrafista, dia da Infantaria, dia do Datilógrafo, dia do Café e dia do Vestibulando.

    Oração do Dia: Nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso Espírito nos transforme com a força dos seus dons, dando-nos um coração capaz de agradar-vos e de aceitar a vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 22, 30; 23, 6-11)

    PAULO SABE QUE O SENHOR ESTÁ COM ELE

    Naqueles dias, [30]querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.

    [23,6]Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: "Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos". [7]Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu.

    [8]Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. [9]Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: "Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?"

    [10]E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. [11]Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: "Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma". Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    É PRECISO QUE TU SEJAS TAMBÉM MINHA TESTEMUNHA EM ROMA

    Podemos pensar que Paulo haja interpretado a palavra do Senhor. "Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, serás também minha testemunha em Roma", como o anúncio de uma nova missão de pregação e de grandes conversões, na capital do mundo então conhecido. Após haver evangelizado meio mundo, estava na lógica das coisas aportar a Roma, para concluir com chave de outro.

    Outros, porém, são os planos do Senhor. Paulo irá, sim, a Roma mas acorrentado. Dará testemunho do evangelho, não tanto com a palavra e com a ação, mas sobretudo com a prisão e o derramamento do próprio sangue. O Espírito é sempre imprevisível e soberanamente livre. Subverte os planos humanos, inclusive os de Paulo, que deu tudo de si a serviço do evangelho.

    É como um fogo devorador que entra na vida de cada um de nós e não deixa para nós um ângulo sequer ou uma dobra do nosso espírito. Só assim, porém, quando formos traspassados pelo fogo do Espírito, nos tornamos transparentes à sua palavra e toda a nossa vida se torna testemunho.

    Salmo: 15 (16), 1-2a e 5. 7-8. 9-10. 11 (R/. 1)
    GUARDAI-ME, Ó DEUS, PORQUE EM VÓS ME REFUGIO!

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: "Senhor vós sois meu Senhor". Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!

    Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

    Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranqüilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.

    Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

    Evangelho: João (Jo 17, 20-26)

    PARA QUE ELES CHEGUEM À UNIDADE PERFEITA

    Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: [20]"Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; [21]para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim. e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.

    [22]Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: [23]eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. [24]Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória. glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo.

    [25]Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. [26]Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    PERFEITOS NA UNIDADE

    A unidade foi o tema polarizador da pregação de Jesus, na etapa final do seu ministério. Esta preocupação é facilmente compreensível. Ele conhecia bem o coração humano, e sua tendência para a divisão, os conflitos, e a visão distorcida da realidade. Sintoma do pecado, a ausência de comunhão coloca-se no extremo oposto do ideal de Jesus. Foi este o alvo de sua ação redentora: arrancar o ser humano do egoísmo, que perverte o coração e o afasta de Deus e do próximo, levando a converter-se à unidade.

    O modelo de unidade vislumbrado por Jesus é a comunhão trinitária. Portanto, ao apelar para a unidade, sua intenção foi levar os seres humanos a viver de modo semelhante, como vivem o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É o mesmo projeto, fundado na comunhão, que Jesus propõe para a humanidade, a começar pelo grupo restrito dos discípulos.

    Para Jesus, a comunhão dos discípulos reforçaria a credibilidade de sua condição de enviado. Se implantou uma forma de amor-comunhão, diferente das até então conhecidas, é porque ele, de alguma forma, a tinha previamente experimentado na comunhão com o Pai e o Espírito Santo. Esta experiência prévia, no seio da Trindade, possibilitou a Jesus mostrar aos seres humanos o que seria melhor para eles. Sem amor-comunhão, só existe frustração. Não existe salvação possível. É próprio do discípulo cultivar o ideal de ser perfeito na unidade.

    São João Batista de Rossi

    João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva.

    A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo.

    Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la.

    Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado.

    O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual.

    Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos.

    Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

    A FÉ NATURAL VERSUS FÉ DOM DE DEUS

     

    O ato de crê é profundamente natural, todos têm fé; mesmo os que se dizem ateus, são crentes; pois, no momento que fazem tal afirmação de seu ateísmo, o fazem porque crêem nele. A diferença da fé natural para a fé dom de Deus, é a liberdade na aceitação da graça que nos santifica e nos faz viver de acordo com o plano da salvação, ou seja, a ressurreição.

    Assim sendo, crer é viver o que acreditamos com coerência e determinação. Quando digo: creio no amor de Deus, tenho necessariamente que ser e viver esse amor nas intenções, sentimentos, pensamentos, atos e palavras; pois, mais do que uma afirmação, "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê". (Hb 11,1)

    Enfim, por meio da fé crescemos na graça e no conhecimento das coisas eternas; por ela alçamos vôos rumo à perfeição, à plenitude do Amor do Senhor.

    "O mundo precisa de vidas limpas e almas claras. Que nós vivamos o amor de Deus em nossas vidas e nos sintamos Filhos de Deus através de sua Paternidade Divina". (Trecho da Homilia do Papa Bento XVI na Missa de Canonização de Frei Galvão).

     

    Paz e Bem!

    A SABEDORIA HUMANA E SEUS LIMITES

    A sabedoria humana é contingente (limitada) e suas conclusões nascem da especulação racional, também limitada por seus métodos e pesquisas. Assim, junta tudo o que sabe e chama de teoria – muito distante da realidade espiritual que somos – é por isso que a teoria da evolução e seus seguidores são céticos, destituídos da verdade e sem ligação com o eterno, ou seja, é fria, racional e sem respostas convincentes ou dignas de crédito. Na verdade ela se acaba no tempo e com o próprio tempo. 

    No que diz respeito à obra da criação não podemos tratar a Deus como se fosse um manipulador, pois não temos razão para isto. “Porque é em Deus que vivemos, nos movemos e somos”; uma vez que todas as coisas são passageiras e nada existe sem a sua graça. Devemos reverenciá-LO, honrá-LO, adora-LO e amá-LO acima de todas as coisas, até mesmo de nossa condição mortal, visto que sem Ele nada existe, pois até para negá-LO o humano precisa Dele.

    “Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém”.

    Portanto, não tomemos como base de nossa vida o que é meramente racional e passageiro, mas sim, aquilo que nos faz eternos, como está escrito: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo". (Mt 6,33)

     

    Paz e Bem!

    REGOZIJAR-SE EM MEIO A DOR...

     

    O cristão é aquele(a) que sabe por onde vai e para onde vai porque segue a Cristo. Os valores que cultiva são os valores do Reino dos Céus, porque este é o destino que o espera por viver em Cristo e de Cristo. Por isso, faz uma antecipação do Reino vivendo em conformidade com seus valores.

     

    É próprio dos filhos e filhas de Deus a marca da perseverança em meio às tribulações e desafios de sua fé, porque sabem que Deus não permite que sejamos tentados acima de nossas forças naturais e com as tentações nos dará as graças necessárias para nos atermos seguros e confiantes Nele.

     

    As coisas que diz respeito ao Reino de Deus supera em muito aquilo que o mundo e suas concupiscências nos oferece. É por isso que, quem vive para este mundo mesmo não sendo deste mundo, perde o sentido da vida, deixa de ser testemunha da ressurreição e passa a viver sob o jugo do pecado e da morte que ele gera.

     

    Quem carrega a sua cruz seguindo Cristo e permanece fiel e justo sem murmuração alguma, encontra em Cristo as forças necessárias que o fará sorrir e regozijar-se em meio a dor do calvário que nos leva à ressurreição dos mortos.

     

    Ninguém é santo por si mesmo porque é de Cristo que brota toda santidade como fonte a jorrar no deserto deste mundo saciando nossa sede de salvação.

     Paz e Bem

    ALEGREMO-NOS, EXULTEMOS E DEMOS GLÓRIA A DEUS...

    Terça-feira, 15 de maio de 2007

    6ª Semana da Páscoa e 2ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo poderoso tomou posse do seu reino aleluia (Ap 19, 7.6)

    Quando em um lar, reina o amor, chamam-se anjos os seus habitantes e paraíso a casa. (São Vicente Palotti)

    Hoje: Dia do Assistente Social e Dia Internacional da Família

    Santos: Joana; Nereu e Aquiles (mártires, memória facultativa), Pancrácio (mártir, memória facultativa), Epifânio (judeu da Palestina convertido, Bispo de Chipre, monge), Modoaldo (Bispo de Tréveris), Rictrudes (viúva), Germano (Patriarca de Constantinopla), Domingos da Calçada, Francisco Patrizzi, Gema de Solmona (Beata), Joana de Portugal (Beata), João Stone (beato, mártir), Inácio de Laconi (Confessor franciscano da 1ª Ordem).

    Oração: Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. Alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperamos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Atos (At 16, 22-34)

    DEUS LIBERTA PAULO E SILAS PUNIDOS INJUSTAMENTE

    Naqueles dias, [22]a multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas. E os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. [23]Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. [24]Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco.

    [25]À meia-noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. [26]De repente, houve um terremoto tão violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram. [27]O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar.

    [28]Mas Paulo gritou com voz forte: "Não te faças mal algum! Nós estamos todos aqui". [29]Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. [30]Conduzindo-os para fora, perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" [31]Paulo e Silas responderam: "Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família".

    [32]Então Paulo e Silas anunciaram a palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua família. [33]Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto com todos os seus familiares. [34]Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado em Deus. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    CRÊ NO SENHOR JESUS, E SEREIS SALVOS TU E TODOS OS DE TUA FAMÍLIA

    Na segunda parte dos Atos Lucas freqüentemente parece preocupado em estabelecer um paralelismo entre Pedro e Paulo; o episódio da prisão e da libertação miraculosa de Paulo em Filipos lembra o caso análogo de Pedro (At 12, 1-19). Aqui, porém, é mínima a insistência sobre a intervenção de Deus (o terremoto), tanto que nos poderíamos perguntar se o carcereiro não foi mais atingido pelo comportamento de Paulo do que pelo prodígio do terremoto libertador.

    A conduta clara, fraca e serena dos verdadeiros discípulos do evangelho abre fendas de dúvida na indiferença de quem vive no ateísmo prático na superficialidade. Exatamente por estas aberturas é que entre a fé, a um só tempo tranqüilizadora e inquietante.

    Apesar de rápida, a conversão do carcereiro relembra as etapas essências do catecumenato de então: a questão prática: "Que devo fazer?"; a exposição do evangelho; o rito do batismo; a refeição (eucarística?) que tudo encerra na alegria.

    Salmo: 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 7c-8 (R/.7c)

    Ó SENHOR, ME ESTENDEIS O VOSSO BRAÇO E ME ALUDAIS

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

    Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre!

    Evangelho: João (Jo 16, 5-11)

    SE EU NÃO FOR, NÃO VIRÁ ATÉ VÓS O DEFENSOR

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [5]"Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta 'para onde vais?' [6]Mas porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. [7]No entanto, eu vos digo a verdade, é bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o defensor; mas, se eu for, eu vo-lo mandarei.

    [8]E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: [9]o pecado, porque não acreditaram em mim; [10]a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; [11]e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado". Palavra da Salvação!

    Comentando o Evangelho m(2)

    O ESPÍRITO E O MUNDO

    O Evangelho sublinha a total oposição existente entre o Espírito Santo e o mundo, entendido como as forças contrárias a Jesus e ao Reino anunciado por ele. Não existe acordo entre ambos. Antes, uma luta sem tréguas.

    O Espírito Santo tem a missão de julgar o mundo, de forma a revelar sua impiedade. Em primeiro lugar, no tocante ao pecado. O Espírito Santo desmascarará a atitude insensata de quem rejeita Jesus, numa atitude de aberta incredulidade. Considerando as chances oferecidas, trata-se de culpa injustificável. Tinha tudo para acolher Jesus, na fé, mas acabou por se tornar seu inimigo.

    Em segundo lugar, no tocante à justiça. Trata-se da veracidade do testemunho de Jesus, Filho de Deus. Nesta condição, coloca-se como juiz do mundo. Recusando-se a aceitar Jesus, o mundo torna-se culpado e merecedor de castigo.

    Em terceiro lugar, no tocante ao juízo. Quando o mundo pensava ter julgado Jesus, ele é quem estava se colocando sob o peso do julgamento. Na cruz, o Filho foi exaltado pelo Pai, de modo a poder triunfar sobre seus adversários e submetê-los ao juízo divino. Na medida em que o Espírito Santo revelar o verdadeiro significado da morte de Jesus, o mundo estará incorrendo em juízo.

    É desta forma que o mundo é vencido pelo Espírito de Jesus.

    SANTO ISIDORO (3)

    Era um modesto lavrador e trabalhava como empregado em terras que não lhe pertenciam. Sem se importar com sua pobreza, cumpria rigorosamente os deveres de empregado, conseguindo conciliá-los com a oração e contemplação contínuas, atos sublimes de caridade. Levanta-se ao cantar do galo para assistir a Missa antes de iniciar seu trabalho. As vezes se retirava um pouco para rezar e os colegas, movidos pela inveja e ciúme, caluniavam-no dizendo que não gostava de trabalhar.

    E então redobrava seu empenho. Sempre aceitou a maledicência de outros trabalhadores sem protestar. Tinha sempre algo para dar aos necessitados e até aos passarinhos. Ia com seu burrinho espalhando trigo para eles, e o milagre acontecia: nunca diminuía o peso! Atingiu por esse meio grande santidade. Sua vida é cheia de fatos maravilhosos. Felipe II atribuiu a sua intercessão a sua cura, dele levando várias relíquias. Canonizado em 1622 e é padroeiro da cidade de Madri.

    1 Missal Cotidiano, © Paulus

    2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    PRINCIPAIS FRASES DO PAPA BENTO XVI

    "Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do sacramento do matrimônio. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras" (estádio do Pacaembu, 10/05)

     

    - "É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento" (Campo de Marte, 11/05)

     

    - "Ataca-se impunemente a santidade do matrimônio e da família, iniciando-se por fazer concessões diante de pressões capazes de incidir negativamente sobre os processos legislativos; (...) atenta-se contra a dignidade do ser humano; alastra-se as feridas dos divórcios e das uniões livres" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    Drogas:

     

    - "Vocês devem ser os embaixadores da esperança! O Brasil possui estatísticas das mais relevantes no que diz respeito às drogas e entorpecentes" (Fazenda da Esperança, 12/05)

     

    - "Justamente aqui na Fazenda da Esperança, onde estão tantas pessoas, principalmente jovens, que procuram superar o problema das drogas (...) testemunha-se o Evangelho de Cristo no meio de uma sociedade consumista afastada de Deus" (Fazenda da Esperança, 12/05)

     

    - "Digo aos que comercializam a droga que pensem no mal que estão provocando a uma multidão de jovens e de adultos de todos os segmentos da sociedade: Deus vai-lhes exigir satisfações" (Fazenda da Esperança, 12/05)

     

    Aborto:

     

    - "Estou certo que em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio" (Base Aérea de Guarulhos, 09/05)

    - "(...) Justificam que alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    Povo brasileiro:

     

    - "Sei que a alma deste povo (brasileiro), bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados" (Base Aérea de Guarulhos, 09/05)

     

    - "O Brasil ocupa um lugar muito especial no meu coração" (Base Aérea de Guarulhos, 09/05)

     

    - "Conto com vocês e com suas orações!" (Mosteiro de São Bento, 09/05)

     

    - "Esta acolhida tão calorosa comove o Papa!" (Mosteiro de São Bento, 09/05)

     

    - "Um grande abraço bem brasileiro a todos vós" (estádio do Pacaembu, 10/05)

     

    - "Grazie (obrigado, em italiano) pela vossa presença, pelo vosso entusiasmo. Um abraço 'per tutti' (para todos, em italiano)" (Mosteiro de São Bento, 10/05)

     

    - "Tenham certeza de que o Papa os ama. E os ama porque Cristo os ama" (Campo de Marte, 11/05)

     

    - "Agradeço a acolhida e a hospitalidade do povo brasileiro. Desde que aqui cheguei fui recebido com muito carinho. As várias manifestações de apreço e saudações demonstram o quanto vós quereis bem, estimais e respeitais o sucessor do apóstolo Pedro. Meu predecessor, o servo de Deus papa João Paulo II referiu-se várias vezes à vossa simpatia e espírito de acolhida fraterna. Ele tinha toda razão" (Basílica Nacional de Aparecida, 12/05)

     

    - "Nossas preces vão dirigidas também à comunidade afro-brasileira, que comemora neste domingo a abolição da escravatura do Brasil. Possa essa recordação estimular a consciência evangelizadora desta realidade sociocultural de grande importância na terra de santa cruz" (Santuário Nacional de Aparecida, 13/05)

     

    Jovens:

     

    - "O amanhã depende muito de como estais vivendo o hoje da juventude" (estádio do Pacaembu, 10/05)

    - "Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens" (estádio do Pacaembu, 10/05)

    Meio ambiente:

    - "Nossos bosques têm mais vida, não deixeis que se apague esta chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em nossos lábios" (estádio do Pacaembu, 10/05)

     

    Vida religiosa:

     

    - "Quando o valor do compromisso sacerdotal é questionado como entrega total a Deus, através do celibato apostólico e como disponibilidade total para servir as almas, dando-se preferências às visões ideológicas e políticas, inclusive partidárias, à estrutura da consagração total a Deus começa a perder o seu significado mais profundo" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    - "Para saber complementar a dimensão espiritual, psico-afetiva, intelectual e pastoral em jovens maduros e disponíveis ao serviço da Igreja. Um bom e assíduo acompanhamento espiritual é indispensável para favorecer o amadurecimento humano e evita o risco de desvios no campo da sexualidade" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    - "Um sacerdócio bem vivido dignifica a Igreja e suscita a admiração nos fiéis" (Basílica Nacional de Aparecida, 12/05)

     

    Santo Antônio de Sant'Anna Galvão:

     

    - "A canonização do frei Galvão e a inauguração da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribe serão marcos históricos para a Igreja" (Mosteiro de São Bento, 09/05)

     

    - "Este nosso santo entregou-se de modo irrevogável. Que belo exemplo deixou-nos frei Galvão. Como soam atuais para nós que vivemos em uma época cheia de hedonismo" (Campo de Marte, 11/05)

     

    - "Agradeço ainda por Deus nos ter concedido a graça da canonização do frei Antônio de Sant´Ana Galvão" (Campo de Marte, 11/05)

     

    - "Tive grande satisfação de presidir a celebração eucarística na qual foi canonizado santo Antônio de Sant'Anna Galvão, presbítero e religioso franciscano, primeiro nascido no Brasil. Ao seu lado, outro testemunho admirável de consagrada é santa Paulina, fundadora das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Teria muitos outros exemplos para citar. Que todos eles vos sirvam de estímulo para viverdes uma consagração total" (Basílica Nacional de Aparecida, 12/05)

     

    Política:

     

    - "Deve-se trabalhar incansavelmente para a formação dos políticos, dos brasileiros que têm algum poder decisório, grande ou pequeno e, em geral, de todos os membros da sociedade, de modo que assumam plenamente as próprias responsabilidades e saibam dar um rosto humano e solidário à economia" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    - "Queridos irmãos e irmãs, este é o rico tesouro do continente latino-americano. Este é o seu patrimônio mais valioso: a fé em Deus amor (...) Esta é a fé que faz da América Latina o continente da 'esperança'. Não é uma ideologia política nem um movimento social. Como tampouco um sistema econômico; é a fé em Deus amor crucificado, morto e ressuscitado em Cristo, o autêntico fundamento da esperança que produz frutos tão magníficos desde a primeira evangelização até hoje" (Santuário Nacional de Aparecida, 13/05)

     

    Outras religiões e seitas:

     

    - "As pessoas mais vulneráveis ao proselitismo agressivo da seita - que é motivo de justa preocupação - incapazes de resistir às investidas do agnosticismo, do relativismo e do laicismo, são geralmente os batizados, mas não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata" (Catedral da Sé, 11/05)

     

    - "Na Igreja Católica, temos tudo o que é bom, tudo o que é motivo de segurança e consolo" (Basílica Nacional de Aparecida, 12/05)

     

    Redação Terra

    RESSUSCITADOS COM CRISTO NO BATISMO, FOSTES TAMBÉM RSSUSCITADOS COM ELE...

    Sábado, 12 de maio de 2007

    5ª Semana da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Sepultados com Cristo no batismo, fostes também ressuscitados com ele, porque crestes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos, aleluia! (Cl 2, 12)

    O coração de mãe é um col aconchegante, onde repousam todas as esperanças de um filho amado. (Beth Guedes)

    Hoje: Dia da Enfermagem e dia do Enfermeiro

    Santos: Joana; Nereu e Aquiles (mártires, memória facultativa), Pancrácio (mártir, memória facultativa), Epifânio (judeu da Palestina convertido, Bispo de Chipre, monge), Modoaldo (Bispo de Tréveris), Rictrudes (viúva), Germano (Patriarca de Constantinopla), Domingos da Calçada, Francisco Patrizzi, Gema de Solmona (Beata), Joana de Portugal (Beata), João Stone (beato, mártir), Inácio de Laconi (Confessor franciscano da 1ª Ordem).

    Oração: Deus eterno e todo-poderoso, vós nos fizestes participar de vossa própria vida pelo novo nascimento do batismo; conduzi à plenitude da glória aqueles a quem concedestes, pela justificação, o dom da imortalidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 16, 1-10)

    DEUS ACABAVA DE NOS CHAMAR PARA PREGAR-LHES O EVANGELHO

    Naqueles dias, [1]Paulo foi para Derbe e Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia, crente, e de pai grego. [2]Os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho de Timóteo. [3]Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o consigo e circuncidou-o, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois todos sabiam que o pai de Timóteo era grego.

    [4]Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo transmitiam as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado. E recomendavam que fossem observadas. [5]As igrejas fortalecem-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número. [6]PauIo e Timóteo atravessaram a Frigia e a região da Galácia, pois o Espírito Santo os proibira de pregar a palavra de Deus na Ásia. [7]Chegando perto da Mísia, eles tentaram entrar na Bitinia, mas o Espírito de Jesus os impediu. [8]Então atravessaram a Mísia e desceram para Trôade.

    [9]Durante a noite, Paulo teve uma visão: na sua frente, estava de pé um macedônio que lhe suplicava: 'Vem à Macedônia e ajuda-nos!" [10]Depois dessa visão, procuramos partir imediatamente para a Macedônia, pois estávamos convencidos de que Deus acabava de nos chamar para pregar-lhes o evangelho. Palavra do Senhor!

    Comentando a Leitura (1)

    VEM À MACEDÔNIA E AJUDA-NOS!

    Paulo, que se mostrara rígido nas questões de princípio, mostra-se dúctil e disponível na aplicação e na práxis concreta. Manifestara-se inflexível em rejeitar toda volta às observâncias mosaicas; agora não hesita um instante em submeter Timóteo ao rito inútil e superado da circuncisão. Não há nenhuma contradição no modo de agir de Paulo. Lá, estava em jogo a própria identidade do cristianismo; aqui, ao contrário, trata-se apenas de um gesto de boa vontade, um sinal de compreensão e condescendência para com homens de consciência ainda débil e imatura.

    Numa situação semelhante verificada na Igreja de Corinto, a das carnes oferecidas aos ídolos, Paulo procederá no mesmo modo: a fim de não ser motivo de escândalo para um irmão de consciência frágil e incerta, nunca comerá carne (1Cor 8,13)

    Salmo: 99(100), 2.3.5 (R/.2a)

    ACLAMAI O SENHOR, Ó TERRA INTEIRA

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.

    Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!

    Evangelho: João (Jo 15, 18-21)

    NÃO SOIS DO MUNDO, PORQUE EU VOS ESCOLHI E APARTEI DO MUNDO

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [18]"Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. [19]Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia. [20]Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: 'O servo não é maior que seu senhor'. Se me perseguiram, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. [21]Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou" Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    ESCOLHIDOS DO MEIO DO MUNDO

    O evangelho refere-se ao "mundo" como se fosse uma pessoa. Neste sentido, pode-se falar em ódio e perseguição, bem como amor por parte do mundo. Ou então, que os discípulos foram escolhidos do meio do mundo. Pode ainda referir-se à possibilidade de o mundo guardar a palavras de Jesus e as dos discípulos.

    O vocábulo "mundo", neste caso, engloba o conjunto das pessoas incrédulas que foram incapazes de reconhecer Jesus como Filho de Deus, enviado pelo Pai com a missão de salvar a humanidade. Mas estas pessoas odiaram-no ferozmente, a ponto de decidirem eliminá-lo sem piedade. Optaram pelas trevas e rejeitaram a luz oferecida por Deus, persistindo no pecado, mesmo diante da abundância das graças divinas.

    Os discípulos foram arrancados deste mundo. Por causa do nome de Jesus, caminham na contramão do mundo. Esse confronto resulta sempre em ódio e perseguição. O destino do servo não difere daquele do seu Senhor. É por isso que os discípulos deverão contar com toda sorte de adversidade, sem excluir a possibilidade de morrer, como aconteceu com seu Mestre.

    A palavra "mundo", na linguagem figurada, tem referenciais bem concretos. No tempo de Jesus, podia significar certas alas do farisaísmo e outros grupos de judeus. Contudo, em cada época e em cada circunstância, é preciso reconhecer com que roupagem o "mundo" se apresenta.

    SANTA JOANA (3)

    Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou os encargos do governo da casa real. Filha primogênita do rei D. Afonso V, possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão D. João (futuro D. João II) que desejavam um casamento vantajoso para ela. Embora pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luis XI da França, para espanto de todos, em 1471 recolheu-se temporariamente no mosteiro de Odívelos. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua frágil saúde viu-se impedida.

    Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservando o hábito religioso; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem. Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava freqüentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Conservava um livro onde ela anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola.

    Por ocasião da semana santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e as presenteava com roupas, alimentos e dinheiro. Dali foi para o mosteiro de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de maio de 1490 e foi beatificada em 1693.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    O CORDEIRO IMOLADO É DIGNO DE RECEBER, O PODER, A DIVINDADE, A SABEDORIA, A FORÇA E A HONRA, ALELUIA!

    Sexta-feira, 11 de maio de 2007

    6ª Semana da Páscoa, 1ª Semana do Saltério (II Volume), cor litúrgica branca

    O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra, aleluia! (Ap 5,12)

    Oração: Preparai, ó Deus, nossos corações para vivermos dignamente os mistérios pascais a fim de que esta celebração realizada com alegria nos proteja por sua força inesgotável e nos comunique a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 15, 22-31)

    DECIDIMOS, O ESPÍRITO SANTO E NÓS, NÃO VOS IMPOR NENHUM FARDO, ALÉM DAS COISAS INDISPENSÁVEIS

    Naqueles dias, [22]pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. [23]Através deles enviaram a seguinte carta: "Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia.

     [24]Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. [25]Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, [26]homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. [27]Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem.

    [28]Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: [29]abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!"

    [30]Depois da despedia, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembléia e entregaram a carta. [31]A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia. Palavra do Senhor!

    Comentando a Leitura1

    NÃO IMPOR NENHUM FARDO, ALÉM DAS COISAS INDISPENSÁVEIS

    As decisões do concílio de Jerusalém, contidas na carta enviada aos irmãos de Antioquia, constituem o epílogo de uma controvérsia de que sai a Igreja reforçada na comunhão, purificada na prática; mais dinâmica e eficiente na ação apostólica. O encontro da Igreja com os pagãos (de ontem e de hoje) obriga-a sempre a um esforço de purificação, de busca do essencial; numa palavra, de fidelidade a seu Senhor e fundador.

    Só uma Igreja missionária é viva, criativa fiel a si mesma. Uma Igreja que defende suas posições internas sem ardor nem audácia é uma Igreja em decomposição. A presença constante e ativa do Espírito preserva a Igreja desse processo de morte, e impele-a sempre a novas direções. A consciência da Igreja de ter consigo o Espírito (v. 28) não supõe nem pretende para ela o monopólio da verdade (notar certo conceito material de infalibilidade), mas a certeza de que, entre os erros e deficiências, ele permanece substancialmente fiel à mensagem de Cristo, seu fundador.

    Salmo: 56(57), 8-9.10-12 (R/.10a)

    VOU LOUVAR-VOS, SENHOR, ENTRE OS POVOS

    Meu coração está pronto, meu Deus, está pronto o meu coração! Vou cantar e tocar para vós: desperta, minha alma, desperta! Despertem a harpa e a lira, eu irei acordar a aurora!

    Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, dar-vos graças, por entre as nações! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade! Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra!

    Evangelho: João (Jo 15, 12-17)

    ESTE É O MEU MANDAMENTO: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [12]"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. [13]Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. [14]Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. [15]Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

    [16]Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. [17]lsto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    COMO EU VOS AMEI!

    O mandamento que Jesus deixou aos seus discípulos, por ocasião de sua partida para o Pai, consiste no amor mútuo, a exemplo do que ele mesmo praticara.

    Como foi este amor?

    Foi um amor livre e gratuito. Jesus amou os discípulos, acolhendo livremente a iniciativa do Pai, em cujas mãos entregara a sua vida. Seu amor foi gratuito. Não dependeu do reconhecimento dos discípulos para se tornar efetivo. Apesar das infidelidades, da dureza de coração e dos contínuos mal-entendidos, o amor de Jesus por eles se manteve inalterado.

    Foi, também, um amor oblativo. Doou-se aos discípulos, partilhando com eles tudo quanto possuía - seus conhecimentos, sua missão, sua filiação divina -, sem nada reter. Toda a existência de Jesus pode ser definida como uma total doação.

    Foi um amor radical. Jesus não ficou a meio-caminho, nem colocou limites à sua disposição de amar. Por isso, dispôs-se a dar a maior prova de amor que consiste em entregar a própria vida em favor do próximo. Sua morte de cruz deixou patente a radicalidade de seu amor pela humanidade.

    Foi, enfim, um amor divino e humano. Os gestos de amor de Jesus eram a encarnação do amor de Deus pela humanidade. Contemplando sua maneira de amar, chega-se a compreender como o Pai nos ama.

    SANTOS ABADE DE CLUNY (3)

    Entre 926 e 1156, a célebre Abadia de Cluny, na França, foi governada quase ininterruptamente por santos abades: Santos Odon (926-942), Majolo (965-994), Odilon (998-1048), Hugo (1049-1109) e Pedro, o Venerável (+1156). Nesse período Cluny espalhou sua influência benéfica por toda a Europa, chegando a coordenar mais de 2000 mosteiros fervorosos, revigorando espiritualmente toda a Cristandade e produzindo também na ordem temporal excelentes efeitos.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    RESSUSCITOU O BOM PASTOR! ALELUIA!

    Terça-feira, 8 de maio de 2007

    5ª Semana da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas, e quis morrer pelo rebanho, aleluia!

    A guerra atemoriza e destrói, enquanto o amor pacifica e constrói. (Sônia Marina Durão)

    Hoje: Dia da Cruz Vermelha, dia do Pintor e do Artista Plástico, dia da Vitória (fim da II Guerra Mundial)

    Santos: Vítor (mártir), Bonifácio IV (Papa), Agácio, Desiderato, Bento II (papa), Virão e seus companheiros (Holanda), Vitor (o Mouro, mártir), Acácio (ou Ágato, mártir), Gibriano, Desiderato (Bispo de Bourges), Viro (bispo), Plequelmo (bispo), Pedro (Arcebispo de Tarentaise), Waldo (Bem-Aventurado, confessor franciscano, 1ª Ordem).

    Oração: Ó Deus, que pela ressurreição do Cristo nos renovais par a vida eterna, daí ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 14, 19-28)

    O FERVOR MISSIONÁRIO DE PAULO, APESAR DAS TRIBULAÇÕES

    Naqueles dias, [19]de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. [20]Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. [21]Depois de terem pregado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. [22]Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: "É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no reino de Deus".

    [23]Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. [24]Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. [25]Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. [26]Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. [27]Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. [28]E passaram então algum tempo com os discípulos. Palavra do Senhor!

    Comentando a Leitura (1)

    CONTARAM-LHE TUDO O QUE DEUS FIZERA POR MEIO DELES

    Paulo põe à testa da Igreja grupos de anciãos, a fim de a governarem colegialmente. Sua preocupação não é tanto de caráter organizativo-hierárquico, mas sobretudo de ordem eclesial e de comunhão. De fato, a instituição de um grupo de anciãos corresponde a uma praxe judaica. No caso de Paulo, porém, os anciãos não são eleitos pela comunidade, mas designados pelo Apóstolo. E isto não por preocupação ou fins "dirigistas", mas para garantir a comunhão e vinculação com a Igreja universal.

    Por outro lado, a constituição de uma hierarquia "local" é sinal de grande respeito à autonomia das diversas comunidades, das quais não se pretende a sujeição a um governo centralizado, enquanto se oferece o instrumento que assegure o laço de uma fé comum e de uma disciplina favorecedora do encontro e do diálogo. Por este vínculo com a Igreja universal, a Igreja local vence a tentação do individualismo e particularismo. A hierarquia, por força de sua origem, torna-se sinal de comunhão e servido de caridade.

    Salmo: 144 (145), 10-11.12-13ab.21 (R/. cf. 12a)

    Ó SENHOR, VOSSOS AMIGOS ANUNCIEM VOSSO REINO GLORIOSO

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

    Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

    Evangelho: João (Jo 14, 27-31a)

    A MINHA PAZ VOS DOU

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: [27]"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. [28]Ouvistes que eu vos disse: 'Vou, mas voltarei a vós'. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

    [29]Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. [30]Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, [31]amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    UMA PAZ DIFERENTE

    Jesus é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto!

    A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa a ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.

    Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.

    A paz do mundo é bem outra coisa. Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. É uma paz que conduz à morte!

    O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. De posse dela, estará preparado para enfrentar todos os contratempos da vida, sem se deixar abater.

    SÃO VITOR (3)

    São Vítor era soldado africano, proveniente da Mauritânia, Pertencia à famosa Guarda Pretoriana. Recusou-se a sacrificar aos deuses pagãos e por isso sofreu vários tormentos, sendo por fim decapitado. Encontrava-se em Milão juntamente com Nabor e Félix quando foi preso e levado perante o tribunal. Declarando-se cristão, foi metido em uma prisão, onde passou seus dias sem comer e beber. Como ainda persistisse em se confessar cristão, foi flagelado e lançado outra vez na prisão. Ali foi torturado atrozmente com chumbo derretido derramado sobre as suas chagas.

    Mesmo assim conseguiu fugir, mas foi descoberto e decapitado (303). Seu corpo ficou sem ser sepultado durante uma semana, quando São Materno o encontrou viu-o intacto e vigiado por duas feras! Deu-lhe uma suntuosa sepultura. São Vítor é um dos santos mais populares de Milão. Ele é o patrono dos prisioneiros e dos exilados e um dos santos mais amados pelos milaneses.

    DIA DA CRUZ VERMELHA

    "No dia 08 de maio comemora-se o Dia da Cruz Vermelha Internacional, que marca o aniversário do seu fundador, Henry Dunant. A instituição, constituída basicamente por voluntários e presente em 171 países, vem prestando inúmeros serviços à humanidade, dando assistência aos feridos de guerra e vítimas de catástrofes naturais além de promover os Direitos Humanos".

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    RESSUSCITOU O BOM PASTOR!

    Segunda-feira, 7 de maio de 2007

    5ª Semana da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas, e quis morrer pelo rebanho, aleluia!

    Hoje: Dia do Oftalmologista e dia do Silêncio

    Oração: Deus eterno e todo-poderoso, fazei-nos viver sempre mais o mistério pascal para que, renovados pelo santo batismo, possamos, por vossa graça, produzir muitos frutos e chegar às alegrias da vida eterna. Que convosco vive e reina, na unidade dói Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Atos (At 14, 5-18)

    PAULO E BARNABÉ, INSTRUMENTOS DE DEUS

    Naqueles dias, em Icônio [5]pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. [6]Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e seus arredores. [7]Aí começaram a anunciar o evangelho.

    [8]Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. [9]Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, [10]disse em alta voz: 10disse "Levanta-te direito sobre os teus pés". O homem deu um salto e começou a caminhar.

    [11]Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: "Os deuses desceram entre nós em forma de gente!" [12]Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. [13]Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios.

    [14]Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: [15]"Homens, o que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe.

    [16]Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. [17]No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações". [18]E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício. Palavra do Senhor!

    Comentando a Leitura (1)

    ANUNCIAMOS QUE VOS CONVERTAIS DESSES ÍDOLOS

    Até em sua brevidade e forma esquemática, o sermão de Paulo aos habitantes de Listra é um exemplo de como a pregação dos apóstolos sempre se adapta ao auditório. Ela envia os judeus à Escritura para que nelas descubram as profecias, realizadas por Cristo, e se arrependam de não o haverem conhecido. Envia os pagãos à leitura dos sinais da presença de Deus na natureza. Os pagãos estavam dispostos a ler esses sinais, porque acreditavam em Deus; apenas se enganavam em identificá-lo. Eram fundamentalmente (naturalmente) religiosos.

    Bem diverso é o discurso que se há de fazer ante o ateísmo do mundo moderno. Como falariam hoje os apóstolos a um auditório ateu, parra quem os sinais criados já não falam de Deus? Descobrir os sinais que possam falar de Deus ao ateu de hoje é o grande problema da evangelização e da reflexão teológica. Num mundo secularizado, o sinal será talvez o de uma Igreja despojada, pobre, a inteiro serviço do homem, purificada de todo conceito demasiado materialista de Deus... Poderão ser sinais os cristãos engajados na construção d euma cidade mais humana e fraterna, pacífica e justa.

    Salmo: 113B (115), 1-2.3-4.15-16 (R/. 1)

    NÃO A NÓS, Ó SENHOR, NÃO A NÓS, AO VOSSO NOME, PORÉM, SEJA A GLÓRIA

    Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória, porque sois todo amor e verdade! Por que hão de dizer os pagãos: "Onde está o seu Deus, onde está?"

    É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.

    Abençoados sejais do Senhor, do Senhor que criou céu e terra! Os céus são os céus do Senhor, mas a terra ele deu para os homens.

    Evangelho: João (Jo 14, 21-26)

    O DEFENSOR, O ESPÍRITO SANTO, VÓS ENSINARÁ TUDO

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: [21]"Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele". [22]judas, não o Iscariotes, disse-lhe: "Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?" [23]Jesus respondeu-lhe: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.

    [24]Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. [25]Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. [26]Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    AMAR E OBSERVAR OS MANDAMENTOS

    O discurso de despedida de Jesus visava suscitar sentimentos positivos no coração dos discípulos, num momento de desespero e angústia. E o Mestre o faz apelando para a importância de amá-lo de fato, pautando a vida por seus ensinamentos. Jesus percebia a fragilidade do amor dos discípulos, e a não-adesão radical à sua pessoa. Sem esta adesão amorosa, qualquer ação futura ficaria impossibilitada. Seria inútil contar com eles! Isto poderia comprometer o projeto de construção do Reino que lhes fora entregue como missão.

    As palavras de Jesus são um apelo aos discípulos para uma vida de comunhão com ele. Daí sua insistência no tema do amar e pôr em prática os mandamentos. O amor supõe vínculos tão estreitos de relação com o Mestre, a ponto de permear e transformar a vida do discípulo. Porque ama Jesus, recusa-se a dar guarida ao egoísmo e ao pecado que rompem a comunhão.

    O discípulo que ama é fiel aos mandamentos do Mestre. Portanto, o amor não se reduz a teorias. É uma contínua busca de conformidade com o modo de ser e o querer de Jesus. Seus mandamentos são uma expressão de seu modo de ser. Por isso, Jesus ordenou que os discípulos fizessem o mesmo que ele fez, propondo-lhes seu próprio projeto de vida. Assim, a melhor escola de amor é o testemunho de vida de Jesus.

    SANTO AGOSTINHO ROSCELLI (3)

    Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.

    Aos dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade.

    É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão.

    Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.

    Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração.

    Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.

    Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo.

    Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes.

    A vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.

    1 Missal Cotidiano, © Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.paulinas.org.br

    VÓS NOS RESGATASTES, SENHOR, PELO VOSSO SANGUE...

    Sexta-feira, 4 de maio de 2007

    4ª Semana da Páscoa e do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia! (Ap 5, 9-10)

    A dor é uma advertência. Assim como os pequenos prejuízos nos negócios, nos ensina a ser prudentes. (Henry Ford)

    Oração: Deus, a quem devemos a liberdade e a salvação, fazei que possamos viver por vossa graça e encontrar em vós a felicidade eterna, pois nos remistes com o sangue do vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade dói Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Atos (At 13, 26-33)

    TU ÉS O MEU FILHO, EU HOJE TE GEREI

    Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: [26]"Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. [27]Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se lêem todos os sábados. [28]Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto.

    [29]Depois de realizarem tudo o que a escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. [30]Mas Deus o ressuscitou dos mortos [31]e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galiléia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo. [32]Por isso, nós vos anunciamos este evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, [33]ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: 'Tu és o meu filho, eu hoje te gerei'".

    Comentando a Leitura (1)

    DEUS CUMPRIU A PROMESSA QUANDO RESSUSCITOU JESUS

    Se Cristo está no centro da história, a Páscoa é o coração do mistério nosso de Cristo. A ressurreição não é vista como um fato extraordinário, mas isolado; porém como o desaguar inesperado, mas previsto, de uma cadeia de acontecimentos (história da salvação!) cujo primeiro elo é a vocação e a promessa feita a Abraão, ou antes a criação do primeiro Adão, figura e tipo de Cristo. Este, segundo Adão, tornou-se Páscoa senhor e juiz do universo.

    Contudo, como a história passada é toda voltada para a ressurreição, a história atual e a futura provêm da Páscoa, de que são como a irradiação e a extensão. Na vida do cristão tudo é mistério pascal. A Páscoa adquire, assim, uma dimensão cósmica e torna-se o princípio formal para compreendermos todas as coisas.

    Salmo: 2, 6-7.8-9.10-11 (+.7)

    TU ÉS MEU FILHO, E EU HOJE TE GEREI!

    "Fui eu mesmo que escolhi este meu rei e em Sião, meu monte santo, o consagrei". O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: "Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei". Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila.

    E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito.

    Evangelho: João (Jo 14, 1-6)

    EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: [1]"Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tendes fé em mim também. [2]Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, [3]e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. [4]E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". [5]Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" [6]Jesus respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim". Palavra da Salvação!

    Comentando o Evangelho (2)

    VOU PREPARAR-VOS UM LUGAR

    Embora convocasse os discípulos para se empenharem na prática do amor e da justiça, Jesus lhes descortinava, também, um horizonte para além dos limites da História. Ele lhes propunha uma meta a ser alcançada no fim da peregrinação terrena: a casa do Pai, com muitas moradas, espaço de acolhida para todos.

    As palavras do Mestre visam estimular os discípulos a seguirem em frente, sem se deixarem abater pelas adversidades. Mas, seria injusto considerá-las como incentivo à passividade e à alienação. Elas só têm sentido para o discípulo que se lança à ação.

    A meta da caminhada dos discípulos é a comunhão plena e eterna com o Pai. Comunhão esta preparada pela morte e ressurreição de Jesus que, desta forma, os precede e lhes promete ter para sempre consigo, na casa paterna.

    O caminho para se chegar à casa do Pai é o próprio Jesus, que se definiu "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Jesus é o Caminho na medida em que é a Verdade pela qual a Vida é comunicada a quem o escolhe para chegar ao Pai. A casa do Pai é alcançada na medida em que o discípulo pauta seu agir pela Verdade proclamada por seu Mestre.

    E assim usufrui a Vida cuja plenitude encontra-se no término do Caminho, que é o mesmo Jesus. Importa apenas que o discípulo siga fielmente esse Caminho que é guia seguro para se chegar à casa do Pai.

    SÃO RICARDO REYNOLDS (3)

    Data consagrada a todos os mártires. da Inglaterra. Um deles: São Ricardo Reynolds foi um desses mártires no tempo do cisma de Ricardo VIII e nesse dia aconteciam os primeiros martírios. Ricardo nasceu em 1488/89. Foi aceito como noviço na ordem de santa Brígida em 1512, passou alguns anos da universidade e fez seus votos perpétuos em 1513. Obtendo bacharelado em teologia pela Universidade de Cambridge foi contratado como pregador na universidade.

    Os mosteiros de santa Brígida eram formados por duas comunidades; uma para homens e outra para as mulheres, porém a abadessa era a superiora de ambas. São Ricardo era o único monge inglês que conhecia bem o latim, o hebraico, o grego e escreveu 94 obras. Em 1535 foi preso na torre de Londres porque haver se recusado a prestar juramento de supremacia ao rei, ato considerado como grande traição.

    Quando lhe perguntaram porque se negava, respondeu que preferia ficar com o resto da Igreja com sua tradução do que com a opinião do parlamento de um só reino. Pediu alguns dias para se preparar para morte e lhe foi concedido. No dia 4 de maio com mais 4 missionários foram enforcados em Tybum. Ricardo assistiu a morte dos outros e, em seguida, foi enforcado.

    1 Missal Cotidiano, © Paulus, 1997

    2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    OS SENTIDOS SÃO PORTAS...

    Os olhos não se cansam de olhar, os ouvidos de ouvir e assim os demais sentidos porque é por eles que nos vêem as sensações naturais que sentimos; no entanto, não podemos deixar que eles sejam portas para o mal entrar em nossa existência, nos fazendo sentir apenas prazeres instintivos, momentâneos; nos privando do  verdadeiro prazer de amar e servir a Deus.

     

    Se tenho olhos para olhar aquilo que é de Deus, por que vou emprestá-los para ver os pecados deste mundo? Se tenho ouvidos para ouvir a Palavra de Deus, por que vou entrega-los às mentiras e calunias e toda espécie de futilidade que se espalha ao meu redor? Se tenho os demais sentidos para acolher as graças que me santificam e me fazem digno do céu, por que vou cede-los às sensações fugazes que nada acrescentam o meu ser?

     

    “Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte".

     

    "Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados". (Tg 1,16)

     

    Paz e Bem!

    SÃO JOSÉ, ROGAI À DEUS POR NÓS!

    Terça-feira, 1º de maio de 2007

    4ª Semana da Páscoa e do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

    Alegremo-nos, exultemos, e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia. (Ap 19, 7.6)

    Na ociosidade existe tristeza, mas no trabalho feito com amor colhe-se alegria. (Frei Anselmo Fracasso)

    Hoje: Dia do Trabalhador

    Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Atos (At 11, 19-26)

    OS SEGUIDORES DE JESUS SÃO CHAMADOS PELA PRIMEIRA VEZ DE "CRISTÃOS"

    Naqueles dias, [19]aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão, chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a palavra a ninguém que não fosse judeu. [20]Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a boa nova do Senhor Jesus. [21]E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no evangelho e se converteram ao Senhor.

    [22]A notícia chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. [23]Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. [24]É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor.

    [25]Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. [26]Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela igreja e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos. Palavra do Senhor!

    Comentando a Leitura (1)

    COMEÇARAM A PREGAR TAMBÉM AOS GREGOS

    A perseguição que se abate sobre a Igreja de Jerusalém (At 8,1), longe de estancar no nascedouro a experiência cristã, torna-se paradoxalmente (ou providencialmente?) uma das causas de sua difusão e dinamismo missionário. Com efeito, ela obriga a comunidade dos apóstolos a sair dos acanhados limites geográficos e ideológicos do judaísmo.

    Em Antioquia, nasce um novo modelo de Igreja. Nova, não só porque inteiramente formada de pagãos convertidos, mas especialmente porque supera um perigo mortal da Igreja de Jerusalém. Esta, fiel às práticas judaicas, corria o risco de esvaziar a novidade da mensagem cristã, tornando-se uma seita judaica. Esta mudança não se efetua com a chancela da oficialidade e o estímulo da hierarquia eclesial, mas como por acaso, por obra de fiéis "da base", que lêem os sinais dos tempos e compreendem, antes dos pastores da Igreja, o impulso do Espírito.

    De fato, nem sempre é a hierarquia que lê antecipadamente os sinais dos temos; a ela pertence, porém, a tarefa de reconhecer; experimentar; verificar e aprovai; tarefa que não é só fiscalizadora e jurídica, mas sobretudo criadora de caridade e comunhão eclesial, sinal visível de comunhão com Cristo.

    Salmo: 86(87), 1-3.4-5.6-7 (R/.Sl 116[117], 1a)

    CANTAI LOUVORES AO SENHOR, TODAS AS GENTES

    O Senhor ama a cidade que fundou no monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da cidade do Senhor.

    Lembro o Egito e a Babilônia entre os meus veneradores. Na Filistéia ou em Tiro ou no pais da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: "Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança".

    Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: "Foi ali que estes nasceram". E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: "Estão em ti as nossas fontes!"

    Evangelho: João (Jo 10, 22-30)

    EU E O PAI SOMOS UM

    [22]Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da dedicação do templo. Era inverno. [23]Jesus passeava pelo templo, no pórtico de Salomão. [24]Os judeus rodeavam-no e disseram: "Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o messias, dize-nos abertamente". [25]Jesus respondeu: "Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; [26]vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. [27]As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. [28]Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.

    [29]Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. [30]Eu e o Pai somos um". Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    UMA INCÓGNITA SOBRE JESUS

    O modo de proceder de Jesus bem como os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos prodigiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus, que tinham tudo para reconhecê-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes "dissesse abertamente" quem ele era.

    A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos.

    Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai.

    A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhecê-lo como Messias.

    SÃO JOSÉ OPERÁRIO (3)

    Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de são José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta.

    Foi no dia 1o de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinqüenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Em homenagem a eles é que se consagrou este dia.

    São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

    Proclamando são José protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.

    Muito acertada mais esta celebração ao homem "justo" do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.paulinas.org.br