Joshuavida's profileJESUS EU CONFIO EM VÓSPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
SE O GRÃO…5º Domingo da Quaresma - Ano B Livro de Jeremias 31,31-34. Dias virão em que firmarei uma nova aliança com a casa de Israel e a casa de Judá – oráculo do Senhor. Não será como a aliança que estabeleci com seus pais, quando os tomei pela mão para os fazer sair da terra do Egipto, aliança que eles não cumpriram, embora Eu fosse o seu Deus – oráculo do Senhor. Esta será a Aliança que estabelecerei, depois desses dias, com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Imprimirei a minha lei no seu íntimo e gravá-la-ei no seu coração. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Ninguém ensinará mais o seu próximo ou o seu irmão, dizendo: ‘Aprende a conhecer o Senhor!’ Pois todos me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, porque a todos perdoarei as suas faltas, e não mais lembrarei os seus pecados» – oráculo do Senhor. Livro de Salmos 51(50),3-4.12-13.14-15. — Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido! — Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão de vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa! — Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! — Dai-me de novo a alegria de ser salvo/ e confirmai-me com espírito generoso!/ Ensinarei vosso caminho aos pecadores,/ e para vós se voltarão os transviados. Carta aos Hebreus 5,7-9. Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu Evangelho segundo S. João 12,20-33. Entre os que tinham subido a Jerusalém à Festa para a adoração, havia alguns gregos. Estes foram ter com Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e pediam-lhe: «Senhor, nós queremos ver Jesus!» Filipe foi dizer isto a André; André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna. Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de Eu dizer? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente para esta hora é que Eu vim! Pai, manifesta a tua glória!» Veio, então, uma voz do Céu: «Já a manifestei e voltarei a manifestá-la!» Entre as pessoas presentes, que escutaram, uns diziam que tinha sido um trovão; outros diziam: «Foi um Anjo que lhe falou!» Jesus respondeu: «Esta voz não veio por causa de mim, mas por amor de vós. Agora é o julgamento deste mundo; agora é que o dominador deste mundo vai ser lançado fora. E Eu, quando for erguido da terra, atrairei todos a mim.» Dizia isto dando a entender de que espécie de morte havia de morrer. Comentário ao Evangelho do dia feito por «Se o grão de trigo morrer, dá muito fruto» Cristo, primícias da nova criação [...], depois de ter vencido a morte, ressuscitou e sobe para o Pai como oferenda magnífica e esplendorosa, como as primícias do género humano, renovado e incorruptível. [...] Podemos considerá-Lo o símbolo do feixe das primícias da colheita que o Senhor exigiu a Israel que oferecesse no Templo (Lev 23, 9). O que representa este sinal? Podemos comparar o género humano às espigas de um campo, que nascem da terra, ficam à espera de crescer e, depois de amadurecerem, são apanhadas pela morte. Era por isso que Cristo dizia aos Seus discípulos: «Não dizeis vós que, dentro de quatro meses, chegará o tempo da ceifa? Pois bem, Eu digo-vos: erguei os olhos e vede. Os campos estão brancos para a ceifa. O ceifeiro já recebe o salário e recolhe o fruto para a vida eterna» (Jo 4, 35-36). Ora, Cristo nasceu entre nós, nasceu da Virgem Santa como as espigas brotam da terra. Aliás, não hesita em dizer de Si próprio que é o grão de trigo: «Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.» Deste modo, ofereceu-Se por nós ao Pai, à maneira de um feixe e como primícias da terra. Porque a espiga de trigo, como aliás nós próprios, não pode ser considerada isoladamente. Vemo-la num feixe, constituído por numerosas espigas de um mesmo braçado. Cristo Jesus é único, mas aparece-nos como um feixe, e constitui efectivamente uma espécie de braçado, no sentido em que contém em Si todos os crentes, em união espiritual, evidentemente. Se assim não fosse, como poderia São Paulo escrever: «Com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar lá nos céus» (Ef 2, 6)? Com efeito, uma vez que Se fez um de nós, nós formamos com Ele um mesmo corpo (Ef 3, 6). [...] Aliás, é Ele quem dirige estas palavras a Seu Pai: «Que todos sejam um como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21). O Senhor constitui, pois, as primícias da humanidade, que está destinada a ser armazenada nos celeiros do céu. Paz e Bem! ©Evangelizo.org 2001-2009 ONDE ESTÁS?Sexta-feira da 4ª semana da Quaresma Livro de Sabedoria 2,1.12-22. Dizem, com efeito, nos seus falsos raciocínios: «Breve e triste é a nossa vida, não há remédio algum quando chega a morte. E também não se conhece ninguém que tenha regressado do mundo dos mortos. Armemos laços ao justo porque nos incomoda, e se opõe à nossa forma de actuar. Censura-nos as transgressões da Lei, acusa-nos de sermos infiéis à nossa educação. Ele afirma ter o conhecimento de Deus e chama-se a si mesmo filho do Senhor! Ele tornou-se uma viva censura para os nossos pensamentos; só o acto de o vermos nos incomoda, pois a sua vida não é semelhante à dos outros e os seus caminhos são muito diferentes. Ele considera-nos como escória e afasta-se dos nossos caminhos como de imundícies. Declara feliz a sorte final do justo e gloria-se de ter a Deus por pai. Vejamos, pois, se as suas palavras são verdadeiras, e que lhe acontecerá no fim da vida. Porque, se o justo é filho de Deus, Deus há-de ampará-lo e tirá-lo das mãos dos seus adversários. Provemo-lo com ultrajes e torturas para avaliar da sua paciência e comprovar a sua resistência. Condenemo-lo a uma morte infame, pois, segundo ele diz, Deus o protegerá.» Estes são os seus pensamentos, mas enganam-se porque os cega a sua malícia. Livro de Salmos 33,17-18.19-20.21.23. — Do coração atribulado está perto o Senhor. — O Senhor volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. — Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. — Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera. Evangelho segundo S. João 7,1-2.10.25-30. Depois disto, Jesus continuava pela Galileia, pois não queria andar pela Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo. Estava próxima a festa judaica das Tendas. Contudo, depois de os seus irmãos partirem para a festa, Ele partiu também, não publicamente, mas quase em segredo. Então, alguns de Jerusalém comentavam: «Não é este a quem procuravam, para o matar? Vede como Ele fala livremente e ninguém lhe diz nada! Será que realmente as autoridades se convenceram de que Ele é o Messias? Mas nós sabemos donde Ele é, ao passo que, quando chegar o Messias, ninguém saberá donde vem.» Entretanto, Jesus, ensinando no templo, bradava: «Então sabeis quem Eu sou e sabeis donde venho?! Pois Eu não venho de mim mesmo; há um outro, verdadeiro, que me enviou, e que vós não conheceis. Eu é que o conheço, porque procedo dele e foi Ele que me enviou.» Procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe deitou a mão, pois a sua hora ainda não tinha chegado. Comentário ao Evangelho do dia feito por «Procuravam, então, prendê-Lo, mas ninguém Lhe deitou a mão» Onde Te escondeste, meu Bem-Amado, «Onde Te escondeste?» É como se a alma dissesse: «Verbo, Esposo meu, mostra-me o lugar da Tua morada.» O que equivale a pedir-Lhe que manifeste a Sua divina essência, porque «o lugar da morada do Filho de Deus», diz-nos São João, «está no seio do Pai» (Jo 1,18) ou, falando noutros termos, é a essência divina, invisível a todo o olhar mortal, impenetrável a todo o entendimento humano. Isaías, dirigindo-se a Deus, diz-Lhe: «Na verdade Vós sois um Deus escondido» (Is 45, 15). Por isso, é de notar que, por muito íntimas que sejam as comunicações, por muito sublime que possa ser o conhecimento que uma alma tenha de Deus nesta vida, o que ela percebe não é a essência de Deus e nada tem de comum com Ele. Na realidade, Deus está sempre escondido da nossa alma. Quaisquer que sejam as maravilhas que lhe sejam desveladas, a alma deve sempre tê-Lo por escondido e procurá-Lo em sua morada, dizendo: «Onde Te escondeste?» De facto, nem a comunicação sublime nem a presença sensível são testemunho seguro da favorável presença de Deus numa alma, nem a secura e a carência de tais dons serão um indício da Sua ausência. É o que nos diz o profeta Job: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo» (Job 9, 11). Devemos daqui tirar um ensinamento. Se uma alma for favorecida com sublimes comunicações, conhecimentos e sentimentos espirituais, não deve nunca persuadir-se de que possui a Deus ou que vê clara e essencialmente a Deus, nem que esses dons signifiquem ter mais a Deus ou estar mais em Deus do que os outros; da mesma forma, se todas estas comunicações sensíveis e espirituais vierem a faltar-lhe deixando-a na aridez, nas trevas e no desamparo, não deve ela nunca pensar que nesse estado Deus lhe falta [...]. O principal intento da alma, neste verso, não é pois pedir devoção afectuosa e sensível, que não dá certeza nem evidência da posse do Esposo nesta vida: ela reclama a presença e a clara visão da Sua essência, que quer fruir, de maneira firme e segura, na outra vida. Paz e Bem! ©Evangelizo.org 2001-2009 SENTIMENTO & AMORSENTIMENTO & AMOR
Puro sentimento é aquele que nasce da nossa comunhão com Deus; quando na vida buscamos preencher os vazios de nossas almas com o perceptível aos nossos olhos, no mais das vezes, ficamos como que a ver navios, porque nossos sentidos são falhos e todo sentimento gerado pelo perceptível aos nossos olhos passam mais que depressa.
Fora da graça de Deus, não existe sentimento bom duradouro, porque só Deus é Bom e Fonte de todo Bem. Assim como a luz não se acendo sem estar ligada à fonte geradora que alimenta o brilho de sua iluminação; de igual modo, sem a graça santificante do amor de Deus nada podemos, somos apenas lâmpadas sem brilho algum. “Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. (Jo 8.12).
Todo sentimento precisa de cultivo e cuidado adequados para perdurar; não podemos esquecer que a Fonte Geradora da vida é Deus e somente Ele: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado”. (Jo 15,1-3).
“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15,4-5).
Os sentimentos passam, o amor não; então, nunca confundamos amor com sentimentos, porque o amor vai muito mais além, visto que o amor é a razão de ser da vida, pois o amor é imortal, nasce de Deus e se confunde com o próprio Deus. Quando amamos conforme Deus nos ensina, significa dizer que Deus mesmo alimenta esse amor; por isso, precisamos amar a Deus acima de todas as coisas e com todas as nossas forças; e amar-nos uns aos outros como a nós mesmos.
VEJAMOS AS FORMAS DE AMOR
AMOR CONJUGAL
O amor conjugal é vocação, chamado que Deus faz aos seus filhos e filhas para se unirem por meio de sua benção e assim se tornarem uma só carne. Ora, esse "amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa - apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade; O amor conjugal dirige-se a uma unidade profundamente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, conduz a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade". (CIC § 1643). Embora esse amor seja temporal, isto é, até que a morte os separe, os frutos que dele brotam perduram no tempo e por toda a eternidade na prole gerada pela união física-sacramental.
AMOR AMIZADE
O amor amizade é fruto dos laços afetivos que cultivamos junto àqueles com quem convivemos; é amor sem apego ou exigências, não é preenchimento de carências ou algo sufocante, pelo contrário ele é solidário e serviçal, pronto até pra dar a vida por seus amigos em defesa de suas vidas e do seu bem estar. Vejamos o que diz a Sagrada Escritura sobre esse amor: “O amigo ama em todo o tempo: na desgraça, ele se torna um irmão”. (Pr 17,17).
E ainda: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante”. (Eclo 6,14-17).
AMOR CARITATIVO-FRATERNAL
É esse amor vivido e praticado nas mais diversas camadas de nossa sociedade; seja nas campanhas solidárias diante das inúmeras tragédias que se abatem sobre nossa frágil humanidade; seja também pelos mais diversos órgãos ou instituições que assistem os mais necessitados em suas deficiências de ordem material, médica-psicológica e até mesmo jurídica. Seja ainda em nossas comunidades religiosas nas mais diversas pastorais solidárias. É como São Paulo ensina: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,9-10).
E tem mais, em todas assas formas nas quais o amor se revela, tem que sobressair o respeito mútuo profundo como força motriz vinda do próprio Amor, impregnando nossos sentimentos, nos dando a certeza da abundante felicidade que nos une.
Portanto, sentimento é sentimento; mais que sentimento, o amor purifica todo o nosso ser e tudo o que somos, para que os nossos sentimentos sejam sempre nobres e capazes de todo o bem.
Paz e Bem! Frei Fernando,OFMConv.
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O ROSÁRIO – ORIGEM E IMPORTÂNCIA DESSA ORAÇÃOO ROSÁRIO – ORIGEM E IMPORTÂNCIA DESSA ORAÇÃO A oração sempre foi e sempre será o melhor meio pelo qual nos achegamos a Deus mais rapidamente, assim nos mostrou Jesus, Maria e todos os santos e santas em todos os tempos. “O Rosário da Virgem Maria (Rosarium Virginis Mariae), que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério da Igreja”. (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa João Paulo II). “A piedade medieval do Ocidente desenvolveu a oração do Rosário como alternativa popular à Oração das Horas,” (CIC 2678), que comumente chamamos Ofício Divino ou Breviário. “Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria”. (Acidigital). “No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios”. (Acidigital). “A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas'. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário, a rosa de todas as devoções, é, portanto, a mais importante delas.” (Acidigital).
“O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal. No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar vinte dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário”. (Acidigital). “A meditação de cada mistério acha sua base na Sagrada Escritura. Em sua maioria, os as leituras são dos Evangelhos, mas também há trechos do Antigo Testamento que ajudam a compreender o que se passa na ocasião, ou comentários doutrinários sobre elas contidos nas epístolas. Os dois últimos mistérios (Assunção e coroação) não estão no Evangelho, mas profetizados: por exemplo, no Livro de Judite, uma mulher salva o povo; nos Salmos, há freqüentes elogios a uma figura feminina, presentes também no Cântico dos Cânticos; e, definitivamente, no Apocalipse, um sinal nos céus apresenta uma mulher como Rainha, que a Tradição Apostólica, desde os primeiros tempos, afirmou tratar-se de Maria”. (Wikipedia). Assim são compostos os Mistérios: Mistérios Gozosos (segundas e sábados). O tema é a concepção, nascimento e infância de Jesus Cristo. Mistérios Luminosos (quintas-feiras); São aqueles acrescentados há pouco tempo (16/10/2002) pelo Papa João Paulo II e abordam a vida do Filho de Deus, seus milagres, pregações e feitos importantes. Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras) Neles medita-se a Paixão e Morte do Senhor; e, Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos), onde meditamos a glorificação de Jesus e Maria.
“A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual (com exceção dos Mistérios Luminosos) em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados”. (Acidigital). Portanto, Maria é a mulher-oração perfeita, porque ela é também aquela que sabe ouvir a Deus em seu silêncio sagrado e nesse silêncio se une ao Altíssimo com todo o seu querer para fazer somente aquilo que é do seu agrado. Em outras palavras, a Virgem mantém-se em perfeita comunhão com a vontade de Deus Pai, pois, seu Filho amado é o elo perfeito que a introduz pelo Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade; desse modo, ela absorve tudo o que pertence à Trindade; como a planta que vive da seiva que recebe da fecundidade do solo e dá frutos no tempo devido; por isso, ela é nossa intercessora por se encontrar plenamente em Deus Uno, dando frutos em nosso favor, que são as graças que por seu intermédio recebemos. Paz e Bem! Frei Fernando,OFMConv. PS: Fontes: Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa João Paulo II; CIC – Catecismo da Igreja Católica; Acidigital - http://www.acidigital.com/rosario/; Wikipedia -http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Rosário É NECESSÁRIO…Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, Doutor da Igreja «É necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que Nele crê tenha a vida eterna» Quando o povo pecou no deserto (Nm 21, 5ss.), Moisés, que era profeta, ordenou aos israelitas que fixassem uma serpente a uma cruz, ou seja, que matassem o pecado. [...] Eles tinham de olhar para a serpente, porque fora por meio de serpentes que os filhos de Israel tinham sido castigados. E por que razão o foram por meio de serpentes? Porque tinham renovado a conduta dos nossos primeiros pais. Adão e Eva tinham ambos pecado, comendo o fruto da árvore; os israelitas tinham murmurado por causa da comida. Proferir queixas porque não se tem legumes é o cúmulo da murmuração. O salmo atesta: «Eles revoltaram-se contra o Altíssimo no deserto» (Sl 77, 17). Ora, também no Paraíso tinha sido a serpente a dar início à murmuração. [...] Os filhos de Israel aprenderiam assim que a mesma serpente que tinha conspirado para levar a morte a Adão conspirara igualmente para os matar a ele. Por isso, Moisés suspendeu-a de um madeiro, a fim de que, ao vê-la, eles fossem conduzidos, por semelhança, a recordarse da árvore. Com efeito, aqueles que para ela voltavam os seus olhos eram salvos, não por causa da serpente, naturalmente, mas por se terem convertido. Olhando para a serpente, recordavam-se dos seus pecados. Por terem sido mordidos, arrependiam-se e voltavam a ser salvos. A sua conversão transformava o deserto em morada de Deus; o povo pecador tornava-se, pela penitência, uma assembleia eclesial e, melhor ainda, apesar de si mesmo, adorava a cruz. Paz e Bem! O SACERDÓCIO MINISTERIALBento XVI adverte contra tentação de desvalorizar sacerdócio ministerial «Sem os sacerdotes não haveria Eucaristia nem, portanto, Igreja», afirma Por Inma Álvarez CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 16 de março de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI ratificou hoje a importância do sacerdócio ministerial na Igreja, contra as tentações de uma «interpretação errônea» das justas reivindicações dos leigos, e exigiu uma maior atenção à formação do clero. Assim o expressou durante a audiência concedida aos participantes da Plenária da Congregação para o Clero, ato durante o qual anunciou também sua intenção de convocar um ano jubilar sacerdotal para o próximo dia 19 de junho, por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura d'Ars. O Papa advertiu em primeiro lugar sobre a confusão entre sacerdócio batismal e ministerial, afirmando que ambos «diferem ontologicamente, e não só em grau», já que o segundo «nasce da configuração sacramental com Cristo Cabeça». Esta adesão «traz consigo, como consequência, uma adesão cordial e total àquela que a tradição eclesial reconheceu como a apostolica vivendi forma», ou seja, a participação em uma vida nova espiritualmente entendida, a esse ‘novo estilo de vida’ que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e que foi assumido pelos Apóstolos». Bento XVI exortou os bispos a velarem para que as «novas estruturas» ou organizações pastorais «não estejam pensadas para um tempo no qual se deveria desvalorizar o ministério ordenado, partindo de uma interpretação errônea da justa promoção dos leigos», porque isso significaria «a ulterior dissolução do sacerdócio ministerial». Também os convidou a cultivar uma relação «verdadeiramente paternal» com os sacerdotes, e a preocupar-se «por sua formação permanente, sobretudo no perfil doutrinal». Visibilidade O Papa insistiu na importância do ministério, sem o qual «a Eucaristia, e a própria Igreja, não existiriam», e recordou que a missão do sacerdote «tem suas raízes de modo especial em uma boa formação, levada a cabo em comunhão com a Tradição eclesial ininterrupta, sem rupturas nem tentações de descontinuidade». «Neste sentido, é importante favorecer nos sacerdotes, sobretudo nas jovens gerações, uma correta recepção dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II, interpretados à luz de toda a bagagem doutrinal da Igreja», explicou. Falou também sobre a urgência de que os presbíteros sejam «presentes, identificáveis e reconhecíveis» pelos fiéis, o que inclui «o juízo da fé, as virtudes pessoais» e inclusive a vestimenta, que deve distinguir o sacerdote «nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração da missão da Igreja». A missão do sacerdote é, por sua vez, «eclesial, de comunhão, hierárquica e doutrinal», aspectos que não devem separar-se, explicou o Papa. «A missão é ‘eclesial’ porque ninguém anuncia ou leva a si mesmo, mas dentro e através de sua própria humanidade, todo sacerdote deve ser bem consciente de levar Outro, Deus, ao mundo. Deus é a única riqueza que, em definitivo, os homens desejam encontrar em um sacerdote», explicou. «A missão é ‘de comunhão’ porque acontece em uma unidade e comunhão que só de forma secundária tem também aspectos relevantes de visibilidade social. Estes, por outro lado, derivam essencialmente daquela intimidade divina na qual o sacerdote está chamado a ser especialista, para poder conduzir, com humildade e confiança, as almas a ele confiadas ao próprio encontro com o Senhor.» «Finalmente, as dimensões ‘hierárquica’ e ‘doutrinal’ sugerem reafirmar a importância da ‘disciplina’ (o termo está unido com ‘discípulo’) eclesiástica e da formação doutrinal, não só teológica, inicial e permanente», acrescentou. O Papa concluiu exortando os presentes a descobrirem a centralidade de Jesus Cristo, que dá sentido e valor ao sacerdócio ministerial. «Como Igreja e como sacerdotes, anunciamos Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado, Soberano do tempo e da história, na alegre certeza de que esta verdade coincide com as esperanças mais profundas do coração humano», acrescentou. Paz e Bem!
Fonte: ZP09031609 - 16-03-2009 TUDO É POSSÍVEL AO QUE AMASegunda-feira da 2ª semana da Quaresma Livro de Daniel 9,4-10. Supliquei ao Senhor, meu Deus, e fiz-lhe a minha confissão nestes termos: «Ah! Senhor, Deus grande e temível, que és fiel à Aliança e que manténs o teu favor para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. Todos nós pecámos, prevaricámos, praticámos a iniquidade, fomos revoltosos, afastámo-nos dos teus mandamentos e das tuas leis. Não escutámos os teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos chefes, aos nossos pais e a todo o povo da nação. Para ti, Senhor, a justiça; para nós, a infâmia, como é hoje para as gentes de Judá, para os habitantes de Jerusalém e para todo o Israel, para aqueles que estão perto e aqueles que estão longe, em todos os países por onde os espalhaste, em consequência das iniquidades que cometeram contra ti. Sim, ó Senhor, para nós a vergonha, para os nossos reis, para os nossos chefes, para os nossos pais, porque pecámos contra ti. No Senhor, nosso Deus, a misericórdia e o perdão, pois nos revoltámos contra Ele. Recusámos escutar a voz do Senhor, nosso Deus; não seguimos as leis que nos propunha pela boca dos seus servos, os profetas. Livro de Salmos 79,8.9.11.13. — O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas. — Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. — Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados! — Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer! — Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos. Evangelho segundo S. Lucas 6,36-38. Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.» «Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco.» Comentário ao Evangelho do dia feito por «Sede misericordiosos como o vosso Pai» Quem tem amor em Cristo, cumpra os mandamentos de Cristo. Quem poderá explicar em que consiste o vínculo do amor de Deus? Quem será capaz de exprimir a grandiosidade de sua beleza? As alturas aonde o amor nos conduz são indizíveis. O amor une-nos a Deus; ele «cobre uma multidão de pecados» (1Ped 4,8). [...] Foi no amor que o Senhor nos fez vir até Si. Foi por causa de Seu amor por nós, que Jesus Cristo Nosso Senhor deu o Seu sangue por nós, segundo o desígnio de Deus, oferecendo a Sua carne pela nossa carne, a Sua vida pelas nossas vidas. Vede, caríssimos, como o amor é qualquer coisa de grandioso e admirável; é impossível explicar a sua perfeição. Quem poderá alcançá-lo, senão aqueles que Deus tornou dignos disso? Rezemos, portanto, e supliquemos a sua misericórdia, a fim de nos encontrarmos no amor, sem fazer acepção de pessoas, irrepreensíveis. Desde Adão até aos nossos dias, todas as gerações desapareceram; mas aqueles que, pela graça de Deus, se tornaram perfeitos no amor permanecem no lugar dos santos, que se tornarão manifestos quando Cristo aparecer no seu Reino. [...] Somos felizes, caríssimos, se praticamos os mandamentos de Deus na concórdia que vem do amor, a fim de que, pelo amor, os nossos pecados sejam perdoados. Paz e Bem! PEDI E RECEBEREIS…Quinta-feira da 1ª da Quaresma Livro de Ester C,12.14-16.23-25. Leitura do Livro de Ester. Naqueles dias, a rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor. Prostrou-se por terra desde a manhã até o anoitecer, juntamente com suas servas, e disse: “Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, pois eu mesma me expus ao perigo. Senhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até o fim, todos os que te são caros. Agora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus. Vem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. E livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”. Livro de Salmos 138(137),1-2.2-3.7-8. — Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor! — Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me. — Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma. — Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! Evangelho segundo S. Mateus 7,7-12. «Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir. Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.» «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.» Comentário ao Evangelho do dia feito por «Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós» (Est 14, 3) No Evangelho, Jesus convida-nos à oração: «pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á». Estas palavras de Jesus são preciosíssimas, porque exprimem a verdadeira relação entre Deus e o homem, e porque respondem a um problema fundamental de toda a história das religiões e da nossa vida pessoal: será justo e bom pedir alguma coisa a Deus? Ou a única resposta correspondente à transcendência e à grandeza de Deus consiste em glorificá-Lo, adorá-Lo, dar-Lhe graças, numa oração que será por conseguinte desapegada? [...] Jesus ignora este receio. Jesus não ensina uma religião para elites, totalmente desinteressada. A ideia de Deus que Jesus nos ensina é diferente: o seu Deus é muito humano; esse Deus é bom e poderoso. A religião de Jesus é muito humana, muito simples, é a religião dos simples: «Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11, 25). Os pequeninos, os que têm necessidade da ajuda de Deus e o dizem, compreendem muito melhor a verdade do que os inteligentes que, recusando a oração de súplica e aceitando apenas o louvor desinteressado de Deus, constroem uma auto-suficiência do homem que não corresponde à sua indigência, tal como é expressa nas palavras de Ester: «Assisti-me no meu desamparo» (Est 14, 3). Por detrás desta nobre atitude que não quer incomodar Deus com os nossos pequenos males, esconde-se a seguinte dúvida: terá Deus o poder de responder às realidades da nossa vida, poderá Deus mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrestre? [...] Se Deus não actua, se ele não tem poder sobre os acontecimentos concretos da nossa vida, como é que continua a ser Deus? E se Deus é amor, o amor não encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor não seria o poder maior deste mundo. Paz e Bem! ©Evangelizo.org 2001-2009 “O JEJUM QUE ME AGRADA…”Quarta-feira da 1ª semana da Quaresma Livro de Jonas 3,1-10. A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos: «Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te ordenar.» Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer. Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.» Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor. A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza. Em seguida, foi publicado na cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas não comam nada, não sejam levados a pastar nem bebam água. Os homens e animais cubram-se de roupas grosseiras, e clamem a Deus com força; converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se Deus não se arrependerá e acalmará o ardor da sua ira, de modo que não pereçamos?» Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez. Livro de Salmos 50,3-4.12-13.18-19. — Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido! — Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! — Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! — Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! Evangelho segundo S. Lucas 11,29-32. Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lheserá dado sinal algum, a não ser o de Jonas. Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.» Comentário ao Evangelho do dia feito por «O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injus¬tamente, [...] quebrar toda a espécie de opres¬são» (Is 58,6) Os Ninivitas jejuaram com rigor, um jejum puro e verdadeiro, quando Jonas lhes pregou a conversão [...]. Eis o que está escrito: «Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que ti¬nha resolvido fazer-lhes, não lho fez» (Jon 3,10). Não é dito: «Vive em abstinência de pão e de água, vestido de saco e coberto de cinzas», mas «Que eles regressem dos maus caminhos e da malvadez das suas obras». Pois o rei de Nínive tinha dito: «Converta-se cada um do seu mau ca¬minho e da violência que há nas suas mãos» (v.8). Foi um jejum puro, e foi aceite. [...] Porque, meu amigo, quando se jejua, a melhor abstinência é sempre a da maldade. É melhor do que a abstinência de pão e de água, melhor que «curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza», como diz Isaías (58,5). De facto, quando o homem se abstém de pão, de água ou de qualquer alimento que seja, quando se cobre de saco e de cinzas e se atormenta, é amado, é belo aos olhos de Deus e aprovado. Mas o que mais agrada a Deus é «[...] libertar os que foram presos injus¬tamente, livrá-los do jugo que levam às costas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opres-são» (v.6). Para o homem que se abstém da maldade, «a luz surgirá como a aurora [...]. A sua justiça irá à sua frente. Será como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis» (v.8-11). Não se assemelhará aos hipócritas que mostram «um ar sombrio [...], que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam» (Mt 6,16). Paz e Bem! ESCUCATI Ó DEUS O MEU CLAMOR…1º Domingo da Quaresma - Ano B Livro de Génesis 9,8-15. A seguir, Deus disse a Noé e a seus filhos: «Vou estabelecer a minha aliança convosco, com a vossa descendência futura e com os demais seres vivos que vos rodeiam: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, todos aqueles que saíram da arca. Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio e não haverá jamais outro dilúvio para destruir a Terra.» E Deus acrescentou: «Este é o sinal da aliança que faço convosco, com todos os seres vivos que vos rodeiam e com as demais gerações futuras: coloquei o meu arco nas nuvens, para que seja o sinal da aliança entre mim e a Terra. Quando cobrir a Terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens, recordar-me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da Terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as criaturas. Livro de Salmos 25(24),4-5.6-7.8-9. — Verdade e amor,/ são os caminhos do Senhor. — Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação. — Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia,/ e sois bondade sem limites, ó Senhor! — O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina seu caminho. 1ª Carta de S. Pedro 3,18-22. Também Cristo padeceu pelos pecados, de uma vez para sempre –o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morto na carne, mas vivificado no espírito.Foi então que foi pregar também aos espíritos cativos,outrora incrédulos, no tempo em que, nos dias de Noé, Deus os esperava pacientemente enquanto se construía a Arca; nela poucas pessoas – oito apenas – se salvaram por meio da água. Isto era uma figura do baptismo, que agora vos salva, não por limpar impurezas do corpo, mas pelo compromisso com Deus de uma consciência honrada, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo,que, tendo subido ao Céu, está sentado à direita de Deus, e a Ele se submeteram Anjos, Dominações e Potestades. Evangelho segundo S. Marcos 1,12-15. Em seguida, o Espírito impeliu-o para o deserto. E ficou no deserto quarenta dias. Era tentado por Satanás, estava entre as feras e os anjos serviam-no. Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»
Comentário ao Evangelho: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja Discursos sobre os Salmos, PS 60; CCL 39, 766 (trad. Brésard, 2000 anos C, p. 88) «Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4, 15) «Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração! [...] Dos confins da terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido.» (Sl 60, 2-3). Dos confins da terra, ou seja, de toda a parte. [...] Não é só uma pessoa que fala assim; e, no entanto, é uma só pessoa, porque não há senão um só Cristo do qual somos os membros (Ef 5,23). [...] Aquele que grita dos confins da terra está na angústia, mas não está abandonado. Porque fomos nós, ou seja, o Seu corpo, que o Senhor quis prefigurar no Seu próprio corpo. [...] Simbolizou-nos na Sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás. Lê-se no Evangelho que Nosso Senhor, o Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a Sua humanidade para te dar a Sua salvação, de ti tomou a Sua morte para te dar a Sua vida, de ti sofreu os Seus ultrajes para te dar a Sua honra. Foi portanto de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a Sua vitória. Se somos tentados n'Ele, n'Ele também triunfaremos do diabo. Reconheces que Cristo foi tentado, e não reconheces que alcançou a vitória? Reconhece-te como tentado n'Ele, reconhece-te como vencedor n'Ele. Ele poderia ter impedido o diabo de se aproximar d'Ele; mas, se não tivesse sido tentado, como nos teria ensinado a maneira de vencer a tentação? Eis por que motivo não é de espantar que, atormentado pela tentação, Ele grite dos confins da terra segundo este salmo. Mas por que não é vencido? O salmo continua: «Conduzi-me ao rochedo». [...] Recorda o Evangelho: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18). Assim, é a Igreja, que Ele quis construir sobre a pedra, que grita dos confins da terra. Mas quem se tornou rochedo, para que a Igreja pudesse ser construída sobre a rocha? Ouçamos São Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Co 10, 4). É pois sobre Ele que nós somos edificados. Eis por que razão a pedra sobre a qual somos construídos foi a primeira a ser batida pelos ventos, pelas torrentes e pelas chuvas, quando Cristo foi tentado pelo diabo (Mt 7, 25). Eis a fundação inabalável sobre a qual Ele te quis edificar. |
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