Joshuavida's profileJESUS EU CONFIO EM VÓSPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
Ó SENHOR, NÃO FIQUEIS LONGE DE MIM!Sábado, 31 de março de 2007 5ª Semana da Quaresma e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Ó Senhor, não fiqueis longe de mim! Ó minha força, correi em meu socorro! Sou um verme, e não um homem, opróbrio dos homens e rebotalho da plebe (Sl 21, 20.7) Orar é sempre entrar em comunhão; é entrar em união com todos os homens e com todas as coisas. (Pedro Finkler) Oração: Ó Deus, vós sempre cuidais da salvação dos homens e nesta Quaresma nos alegrais com graças mais copiosas. Considerai com bondade aqueles que escolhestes, para que a vossa proteção paterna acompanhe os que se preparam para o batismo e guarde os que já foram batizados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Leitura: Ezequiel (Ez 37, 21-28) FAREI COM ELES UMA ALIANÇA DE PAZ [21]Assim diz o Senhor Deus: "Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda a parte e reconduzi-los para a sua terra. [22]Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações, nem tornarão a dividir-se em dois remos. [23]Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo o pecado que cometeram em sua infidelidade, e os purificarei. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus. [24]Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. [25]Habitarão no país que dei a meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. [26]Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. [27]Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. [28]Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre." Palavra do Senhor! Comentando a Leitura (1) FAREI DELES UMA NAÇÃO ÚNICA A utopia de Ezequiel permitiu ao povo de Deus não desesperar e depois reconstruir o templo. Paulo VI, na Octogesima adveniens (n. 37), reconhece que o apelo à utopia é "muitas vezes um cômodo pretexto para quem quer encobrir as tarefas concretas e refugiar-se em um mundo imaginário... porém, às vezes, estimula a imaginação em perspectiva, apta a perceber no presente as possibilidades ignoradas aí inscritas e orientá-las a um futuro novo". "O Espírito do Senhor - continua - que anima o homem renovado em Cristo subverte sem descanso os horizontes em que sua inteligência gosta de encontrar segurança, e desloca os limites nos quais de preferência se encerraria sua ação; esse homem é habitado por uma força que solicita a ultrapassar todo sistema e toda ideologia... Animado pelo poder do Espírito de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e sustentado pela esperança, o cristão se entrega à construção de uma cidade humana, pacifica, justa e fraterna, que seja uma oferta agradável a Deus". Em que se transformaria o mundo, se não possuísse homens capazes de acolher esta mensagem e de crer seriamente que este nosso mundo é chamado a uma transfiguração? O verdadeiro nome da utopia cristã é "esperança". Cântico: Jr 31, 10.11-12ab.13 (R/.cf.10d) O SENHOR NOS GUARDARÁ QUAL PASTOR A SEU REBANHO Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: "Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!" Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor: Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. Evangelho: João (Jo 11, 45-56) CAIFÁS PROFETIZOU QUE JESUS IRIA MORRER PELA NAÇÃO Naquele tempo, [45]muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. [46]Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. [47]Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: "Que faremos? Este homem realiza muitos sinais. [48]Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação". [49]Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: "Vós não entendeis nada. [50]Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?" [51]Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. [52]E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. [53]A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. [54]Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. [55]A Páscoa dos judeus estava próxima. Multa gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. [56]Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: "Que vos parece? Será que ele não vem para a festa?" Palavra da Salvação! Comentando o Evangelho (2) MUITOS ACREDITARAM EM JESUS O testemunho de Jesus e a adesão que ele suscitava colocavam em risco a estrutura religiosa de sua época. O contexto religioso de rígido tradicionalismo, de hierarquias e privilégios, de conflitos de facções, de jogos de interesses tornava-se vulnerável diante da postura do Mestre. Não que Jesus fosse respaldado pelo prestígio de uma escola rabínica ou de famílias ou grupos importantes. O perigo consistia no fato de muitas pessoas darem crédito às suas palavras e aderirem ao grupo, sempre crescente, que se formava ao redor dele. As autoridades religiosas demonstravam ter uma preocupação política. O movimento de Jesus poderia ser entendido pelos romanos como uma provocação. E as conseqüências disto seriam trágicas para a nação. Se não fosse contido a tempo, haveria o perigo de "todos" crerem nele, e os romanos virem e destruírem o templo e a nação. A solução apresentada por Caifás parecia ser bastante prudente: "É melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer!". Acolhida esta sugestão, decretou-se a morte de Jesus. Com esta finalidade, iniciou-se uma verdadeira caçada para prendê-lo. Todavia, o motivo verdadeiro da condenação à morte foi de caráter religioso. Isto ficará patente no fato de Pilatos, autoridade romana, não se mostrar interessado em condenar Jesus. A verdade é que a liderança religiosa já não podia mais suportar o comportamento do Mestre por ser religiosamente perigoso. SÃO BENEDITO (3) Há alguns anos atrás, este glorioso santo era comemorado no dia 4 de abril, mas houve uma mudança no calendário. Descendentes de escravos - filho de um casal de extraordinária piedade levados para Sicília, era o primogênito e foi libertado por um professor siciliano chamado Manasseri. Desde os dez anos de idade tinha vocação à penitência e à solidão. Guardador de rebanhos, entregava-se à oração. Por ser preto, pobre, recebia maltratos dos companheiros o que fez com que se aproximasse ainda mais de Jesus, fonte de toda consolação. Aos 18 anos ajudava a outros pobres. Certa vez, quando tinha 21 anos, um jovem senhor, Jerônimo Lanza, vendo sua bondade, convidou-o a visitar o eremitério em que vivia. A vida de Benedito se transformou em um exercício contínuo de todas as virtudes e Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Isto fez com que os eremitas precisassem deixar o eremitério e fossem para os rochedos de Montepelegrino, perto de Palermo. Após a morte de Jerônimo, escolheram a são Benedito como superior. Mas por humildade, e conseguindo a autorização do Papa Júlio III, Benedito dirigiu-se aos frades Menores da Observância no Convento de Santa Maria de Jesus, onde foi recebido como um simples irmão leigo, sendo enviado para o Convento de Sant'Ana de Giuliana, onde viveu por três anos. Retornou depois para Santa Maria de Jesus onde passou o resto de sua vida. Assim que chegou foi enviado pelo superior para cuidar da cozinha. Mesmo ali, Deus realizou por seu intermédio, muitos milagres. Nomearam-no em 1578, Guardião. Benedito dizendo-se ser um simples analfabeto suplicou que afastassem dele este cargo. Mas por obediência cedeu à escolha dos superiores. Todos os noviços vinham nele um pai, um guia seguro, cheio de ternura, doçura, prudência e um excelente mestre das Escrituras. São Benedito tinha o dom da Ciência infusa e era um extraordinário conselheiro. Tinha o dom de penetrar nos corações e ler a alma das pessoas. Terminado o prazo de seu cargo, retornou à cozinha felicíssimo por poder ficar obscuro e oculto. Em 1589 ficou doente gravemente e Deus lhe revelou que seu fim estava próximo. Na recepção dos sagrados sacramentos experimentou diante de todos os que o cercavam o antegozo das alegrias celestiais 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas 3 www.asj.org.brTENDE PIEDADE DE MIM, SENHOR.Sexta-feira, 30 de março de 2007 5ª Semana da Quaresma e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Tende piedade de mim, Senhor, a angústia me oprime. Libertai-me das mãos dos inimigos e livrai-me daqueles que me perseguem. Não serei confundido, Senhor, porque vos chamo. (Sl 30, 10.16.18) Seja o vosso compromisso e vosso programa amar a Jesus com um amor sincero, autêntico e pessoal. (Papa João Paulo II) Oração: Perdoai, ó Deus, nós vos pedimos, as culpas do vosso povo. E, na vossa bondade, desfazei os laços dos pecados que em nossa fraqueza cometemos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Jeremias (Jr 20, 10-13) CONFISSÕES DE JEREMIAS [10]Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: "Denunciai-o, denunciemo-lo". Todos os amigos observam minhas falhas: "Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele". [11]Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! [12]Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. [13]Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus. Palavra do Senhor. Comentando a I Leitura (1) O SENHOR ESTÁ NO MEU LADO, COMO FORTE GUERREIRO Em meio aos ataques injustos dos inimigos (versículo 10), Jeremias nutre uma fé vitoriosa (versículos de 11 a 13) e experimenta que Deus "está com ele", é um "Deus forte", que vê, "sonda os rins e o coração"; vale a pena deixar-se seduzir por ele, "confiar-lhe a própria causa". Deus, o "destemido", sustenta seu profeta enquanto os adversários, com as armas da vileza, procuram tirar-lhe a tenra de sob os pés e cavar-lhe a sepultura. É um sistema antigo denunciar os que causam incômodo e criar para si a consciência de viver retamente, de pertencer à categoria dos "bons". Só que a bondade de Deus é muito diferente: não consiste em colocar-se na classe dos "bons", mas em lutar em favor de quem é marginalizado, excomungado, condenado. O salmo 17, por sua vez, descreve a paixão e furor com que Deus combate contra os inimigos para salvar o inocente perseguido. A bondade de Deus não pode ser aprisionada em nenhuma categoria, nem é monopólio de nenhuma classe ou casta. Habitualmente, ela permanece dentro do curso dos acontecimentos; contudo, quem é pobre, abandonado, calcado por todos, constatará seu poder e eficácia. Salmo: 17 (18), 2-3a.3bc-4.5-6.7 (R/.cf.7) AO SENHOR EU INVOQUEI NA MINHA ANGÚSTIA E ELE ESCUTOU A MINHA VOZ [2]Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! [3b]Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, [3c]minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! [4]Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo! [5]Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; [6]os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes! [7]Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito. Evangelho: João (Jo 10, 31-42) A FESTA DA DEDICAÇÃO Naquele tempo, [31]os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. [32]E ele lhes disse: "Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?" [33]Os judeus responderam: "Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!" [34]Jesus disse: "Acaso não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: vós sois deuses'? 35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, [36]por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? [37]Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. [38]Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai". [39]Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. [40]Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. [41]Muitos foram ter com ele, e diziam: "João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade". [42]E muitos, ali, acreditaram nele. Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho (2) UM HOMEM FAZENDO-SE DEUS? Embora, Jesus jamais tivesse afirmado "Eu sou Deus!", seus adversários acusavam-no de, sendo apenas um homem, pretender passar por Deus. E chegavam a esta conclusão, não por causa de uma declaração peremptória de Jesus, e sim pelo modo como ele falava e agia. Suas palavras tinham uma autoridade desconhecida, e pareciam ir de encontro a tudo quanto, até então, era ensinado como Palavra de Deus. Esta liberdade diante da tradição religiosa revelava, no pensar dos inimigos, que Jesus estava pretendendo ocupar o lugar de Deus. Quanto aos sinais que realizava, eram de tal modo portentosos que só das mãos de Deus poderiam provir. Quem, a não ser Deus, pode curar os doentes, ressuscitar os mortos, transformar a água em vinho? Este poder criador é prerrogativa divina. Essas falsas acusações foram rebatidas com dois argumentos. O primeiro foi tirado das Escrituras, precisamente do Salmo que, referindo-se aos juízes deste mundo, declara: "Vocês são deuses!". Eles, ao julgar, exercem um poder divino. Se as Escrituras fazem tal declaração, é possível aplicá-la também a Jesus. O segundo é tirado da própria pregação do Mestre. Suas palavras exatas foram "Eu sou o Filho de Deus". Esta consciência de ser Filho era o pano de fundo de tudo quanto fazia e ensinava. Sem isto, suas palavras cairiam no vazio e seriam sem sentido. Ele é, sim, o Filho santificado e enviado ao mundo para fazer as obras do Pai. E elas são as primeiras a testemunhar em seu favor. SÃO JOÃO CLÍMACO (3) Distinto, culto, jovem, bate à porta de um mosteiro do Monte Sinai, buscando reclusão nesse lugar sagrado. Por três anos ali permaneceu servindo a comunidade na qualidade de noviço. Ordenando-se padre, despojou-se dos direitos adquiridos e se instalou em uma gruta próxima. Queria viver como eremita. E assim o fez., dedicando-se quarenta anos à oração, à penitência, ao estudo, ao trabalho, comendo pouco e dormindo menos ainda, suportando as variações climáticas com alegria e espírito de sacrifício. Logo a fama de sua santidade se espalha por toda a região e multidões sem fim vem perturbar aquela paz que tanto buscara! Então lhes prega com simplicidade e consegue muitas conversões. O abade do convento do Monte Sinai falece e os monges vem à sua procura pedindo-lhe que substitua o falecido. Quis resistir mas aceitou o cargo. João escreve então uma preciosa obra literária, compêndio de todas suas experiências ascéticas: "Escada do Paraíso". Entre tantas frases, encontram-se estas: " Caríssimos amigos, na hora da morte o juiz soberano nos lançará à face o não haver realizado milagres, o não haver sabido utilizar matérias elevadas de teologia, como também o não haver chegado a um grau elevado de contemplação e não ter chorado os nossos pecados, de modo a merecermos perdão". ------------ 1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brCRISTO É O MEDIADOR DE UMA NOVA ALIANÇA.Quinta-feira, 29 de março de 2007 5ª Semana da Quaresma e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Cristo é o mediador de uma nova aliança, para que, por meio de sua morte, recebam os eleitos a herança eterna que lhes foi prometida. (Hb 9,15) As três coisas mais difíceis na vida são: manter um segredo, esquecer-se das injúrias, fazer bom uso das horas livres . (Quilon) Oração: Assisti, ó Deus, aqueles que vos suplicam e guardai com solicitude os que esperam em vossa misericórdia, para que, libertos dos nossos pecados, levemos uma vida santa e sejamos herdeiros das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Gênesis (Gn 17, 3-9) ALIANÇA DO SENHOR COM ABRAÃO Naqueles dias, [3]Abrão prostrou-se com o rosto por terra. [4]E Deus disse: "Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. [5]Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. [6]Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. [7]Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. [8]A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o pais de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes". [9]Deus disse a Abraão: "Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre". Palavra do Senhor. Comentando a I Leitura (1) FAREI DE TI O PAI DE UMA MULTIDÃO DE NAÇÕES Achamo-nos diante do pacto com que se iniciou a história da salvação. Os protagonistas são Deus e Abraão. Este é um nômade prostrado com a face em terra, dobrado em atitude de adoração e submissão ao peso da bênção que deverá transmitir a "nações" e reis (versículo 6). Doravante terá um novo nome, Abraão, pai de muitos povos; e Deus, por sua vez, será o Deus de Abraão. Por força deste pacto Deus e Abraão (e sua descendência) fazem causa comum: a obra da salvação será levada sob a direção, o auxilio e a proteção de Deus. Deste acontecimento decisivo para a humanidade não se indica o lugar nem o tempo; o verdadeiro teatro da história da salvação não está ligado a lugar e a tempo. É Abraão, é o homem. Aí se decide a salvação, no encontro da Palavra de Deus com a fé do homem. Convém lembrar outro encontro da Palavra de Deus com a fé, verificado em Maria Santíssima, cujo fruto é Cristo salvador; verdadeiro tronco das nações, de que Abraão era figura. Ele iniciará a nova e eterna aliança, sancionada em seu sangue. Jesus, no evangelho de hoje, legítima esta aproximação: "Abraão exultou na esperança de ver o meu dia; viu-o e rejubilou-se" (Jo 8,56). O pacto de aliança continua a vigorar; realiza-se no batismo e no encontro de fé com a Palavra de Deus que, em Cristo e por Cristo, é dirigida a cada um de nós. Salmo: 104 (105), 4-5.6-7.8-9 (R/.8a) O SENHOR SE LEMBRA SEMPRE DA ALIANÇA! [4]Procurai o Senhor teu Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! [5]Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! [6]Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, [7]ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. [8]Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; []da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. Evangelho: João (Jo 8, 51-59) ANTES DE ABRAÃO Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: [51]"Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte". [52]Disseram então os judeus: "Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'. [53]Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?" [54]Jesus respondeu: "Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. [55]No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. [56]Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se". [57]Os judeus disseram-lhe então: "Nem sequer cinqüenta anos tens, e viste Abraão!" [58]Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou". [59]Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho (2) O SENHOR DA VIDA A origem e o destino de Jesus foram motivo de controvérsia com os judeus. Por um lado, o Mestre proclamava: "Se alguém guarda a minha palavra, jamais verá a morte". Por outro, afirmava: "Antes que Abraão existisse, Eu sou". Seus adversários raciocinavam de maneira aparentemente lógica. Os personagens mais veneráveis do povo, como Abraão e os profetas, morreram. Acreditava-se na volta do profeta Elias, que fora arrebatado ao céu numa carruagem de fogo. Não se tinha, porém, notícia de alguém que não iria experimentar a morte. Com Jesus, não haveria de ser diferente. Quanto à sua origem, era suficiente considerar sua idade bastante jovem – "Ainda não tens cinqüenta anos ..." – para se dar conta da falsidade de sua afirmação.Este modo de pensar estava em total descompasso com a real intenção de Jesus. Referindo-se à morte, pensava em algo muito mais radical que a pura morte física. Suas palavras abririam caminho para a vida eterna, na comunhão plena com o Pai, para além das vicissitudes desta vida terrena. Ao referir-se à sua origem, não estava pensando no seu nascimento carnal, historicamente determinável, e sim na sua vida prévia, no seio do Pai. Neste sentido, pode-se dizer anterior ao patriarca Abraão, por possuir uma existência eterna. Os inimigos de Jesus eram demasiado terrenos para compreender esta linguagem. SÃO RAIMUNDO LÚLIO (3) Fundador de um colégio de línguas orientais para formar apóstolos, aos 30 anos trocou a vida da corte para dedicar-se à contemplação, ao estudo e a uma ativa peregrinação pela Europa, Ásia e África, na finalidade de evangelizar através de sua Arte Magna que visava esclarecer à racionalidade do dogma cristão que supera a todas as objeções opostas, através da metafísica, Recebeu acolhimento dos franciscanos, passando a pertencer a Ordem Terceira, em 1295. Porém grande foi sua decepção quando em Paris sua Arte Magna não foi aceita e nem compreendida. Passou então a escrever sobre o amor. Mostrando-se um Lúlio místico conseguiu total sucesso em suas publicações, sendo a principal delas, "Árvore de Filosofia de Amor". Outro foi "O Cântico do Amigo e do Amado", outra das jóias da literatura universal. No "Livro da Contemplação" também de sua autoria destacava-se estas frases: "Bem-aventurados são, Senhor, aqueles que neste mundo se vestem de cor vermelha e de vestiduras rubras, semelhantes as que vestistes no dia de Vossa morte. Esta bem-aventurança e essa graça espera vosso servo, todos os dias, em Vós". 1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brVÓS ME LIVRAIS, SENHOR, DE MEUS INIMIGOS.Quarta-feira, 28 de março de 2007 5ª Semana da Quaresma e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Vós me livrais, Senhor, de meus inimigos; vós me fazeis suplantar o agressor e do homem violento me salvais. (Sl 17 48-49) Quem não tem fé não ama. Quem não ama está morto. O que nos dá a verdadeira via é o amor. (Pe. Tabir Rodrigues Teixeira) Hoje: Dia do Diagramador e Dia do Revisor Oração: Ó Deus de misericórdia, iluminais nossos corações purificados pela penitência. E ouvi com paternal bondade aqueles a quem dais afeto filial. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Daniel (Dn 3, 14-20.24.49a.91-92.95) ENVIOU SEU ANJO E LIBERTOU SEUS SERVOS Naqueles dias, [14]o rei Nabucodonosor tomou a palavra e disse: "É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? [15]E agora, quando ouvirdes tocar trombeta, flauta, citara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?" [16]Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: "Não há necessidade de respondermos sobre isto: [17]se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. [18]Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer". [19]A estas palavras, Nabucodonosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente. [24]Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. [49ª]Mas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros. [91]O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus ministros: "Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio fogo?" Responderam ao rei: "E verdade, ó rei". [92]Disse este: "Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus". [95]Exclamou Nabucodonosor: "Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro Deus que não fosse o seu Deus." Palavra do Senhor. Comentando a I Leitura (1) ENVIOU SEU ANJO E LIBERTOU SEUS SERVOS A proteção de Deus não é sempre visivelmente maravilhosa e magnífica como na história dos três jovens. Mas é necessário dar tempo ao desígnio de Deus, a fim de poder vê-lo em seu conjunto, quer com relação a nós pessoalmente, quer na vida da Igreja. Então, aquilo que parecia casual, repetitivo, falho, provisório, assume seu posto e seu valor. Então, também de nossos corações pode prorromper, sincero e festivo, o cântico de louvor a Deus. Ele já estava presente, já agia e nos libertava, quando parecia inexistente, insignificante. Às vezes Deus "manda seu anjo", ou seja, faz perceber exteriormente sua intervenção, mas sempre e em toda parte os acontecimentos, em seu impulso fundamental, procedem dele e a ele conduzem por caminhos misteriosos. Esta foi a fé dos três jovens e de todos os mártires. Esta deve ser a nossa fé. Cântico: Dn 3, 52.53.54.55.56 (R/.52b) A VÓS LOUVOR, HONRA E GLÓRIA ETERNAMENTE! [52]Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente! [53]No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! [54]E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente! [55]Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. Avós louvor, honra e glória eternamente! [56]Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória eternamente! [57]Obras todas do Senhor, glorificai-o A ele louvor, honra e glória eternamente! Evangelho: João (Jo 8, 31-42) A VERDADE LIBERTA Naquele tempo, [31]Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: "Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, [32]e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". [33]Responderam eles: "Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: 'Vós vos tomareis livres'?" [34]Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. [35]O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. [36]Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. [37]Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. [38]Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai". [39]Eles responderam então: "Nosso pai é Abraão". Disse-lhes Jesus: "Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! [40]Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. [41]Vós fazeis as obras do vosso pai". Disseram-lhe, então: "Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus". [42]Respondeu-lhes Jesus: "Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou". Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2_ A VERDADE QUE LIBERTA No confronto com os judeus, Jesus apresentou-se como a única verdade que pode trazer libertação. Com isto, punha em xeque a prática religiosa judaica na qual fora educado e que era a base da fé de seus discípulos e de seus interlocutores. Em que sentido o ensinamento de Jesus era diferente, a ponto de proporcionar uma libertação impossível de ser alcançada por outras vias? A força libertadora da verdade ensinada pelo Mestre está ligada à sua origem: ele ensinava o que havia visto junto do Pai. Suas palavras tinham uma força única de colocar os discípulos em contato com o desígnio do Pai e estabelecer uma profunda comunhão de amor com ele. A libertação resultava da presença amorosa do Pai no coração do discípulo. Presença capaz de banir toda forma de egoísmo escravizador e estabelecer relações fraternas com o próximo. Presença suficientemente forte para arrancar o discípulo das trevas do pecado e introduzi-lo no reino da luz. Presença humanizadora e plenificadora. Jesus considerava a doutrina dos judeus demasiadamente contaminada por elementos espúrios, nem sempre compatíveis com o querer divino. De fato, de tanto se intrometer na Lei de Deus, os judeus acabaram por desvirtuar-lhe o sentido. As palavras de Jesus serviam de alerta para quem desejava tornar-se discípulo. Urgia deixar-se libertar pela verdade proclamada por ele. SANTA GISELA (3) Filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1996 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para a alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que houvera se consagrado a Deus no íntimo de seu coração não teve como mudar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu tão cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção de nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria sucedê-la ao trono rela, também faleceu. Mais tarde ele foi canonizado pela sua santidade. Em 15 de agosto de 1038, festa da Assunção de Nossa Senhora, dia em que consagrara anos atrás, a Hungria a Maria, seu esposo faleceu, e tal o filho foi canonizado. Após tantas mortes, indefesa, passou a receber tratamentos hostis do povo pagão húngaro. Confiscaram-lhe os bens, proibiram-na de se corresponder com parentes de paises estrangeiros, prenderam-na e a maltrataram. Depois de vários anos de prisão, foi libertada por Henrique III, em 1042. Voltou a Baviera e se fez beneditina no Mosteiro de Niederburg, o qual Henrique II elevara à categoria de abadia. Prudente e sábia foi eleita abadessa, governando a abadia até 7 de maio de 1065. Foi enterrada na capela de Parz e logo após sua morte, vinham romeiros de todos os recantos do mundo. 1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brESPERA NO SENHOR E SÊ CORAJOSO! FORTIFIQUE-SE O TEU CORAÇAÕ E ESPERA NO SENHOR.Terça-feira, 27 de março de 2007 5ª Semana da Quaresma e 1ª do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Espera no Senhor e sê corajoso! Fortifique-se teu coração; espera no Senhor. (Sl 26,4) Esquecer é ao mesmo temp uma caridade e um perigo. (Theodor Heuss) Hoje: Dia Mundial do Circo Oração: Concedei-nos, ó Deus, perseverar no vosso serviço para que, em nossos dias, cresça em número e santidade o povo que vos serve Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Leitura: Números (Nm 21, 4-9) A PRESENÇA DE UMA IMAGEM DE SERPENTE NO TEMPLO Naqueles dias, [4]os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, [5]e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: "Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável". [6]Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. [7]O povo foi ter com Moisés e disse: "Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes". Moisés intercedeu pelo povo, [8]e o Senhor respondeu: "Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá". [9]Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. Palavra do Senhor! Comentando a Leitura (1) AQUELE QUE FOR MORDIDO E OLHAR PARA A SERPENTE DE BRONZE VIVERÁ Penso no olhar cheio de confiança de quem se voltava para a serpente para obter a cura: aquele olhar era uma vida voltada para a salvação. Penso no olhar de quantos no Calvário contemplavam Jesus erguido entre o céu e a terra pela salvação do mundo; nos olhares que diariamente se voltam para o crucifixo. E penso no olhar que Jesus, no Calvário, pousou sobre todos e cada um dos presentes, com que abraçou toda a humanidade e continua hoje a olhar-nos, no desejo de cruzar com o nosso olhar para lhe transfundir a riqueza infinita de seu amor E um olhar rico de todos os matizes que pode assumir a vida no concreto de suas manifestações, e que não pousa em vão sobre aqueles que se voltam para ele na fé e no amor. Salmo: 101 (102), 2-3.16-18.19-21 (R/.15b) OUVI, SENHOR, E ESCUTAI MINHA ORAÇÃO E CHEQUE ATÉ VÓS O MEU CLAMOR Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor! De mim não oculteis a vossa face no dia em que estou angustiado! Inclinai o vosso ouvido para mim, ao invocar-vos atendei-me sem demora! As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados. Evangelho: João (Jo 8, 21-30) QUANDO TIVERDES ELEVADO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO SABEREIS QUE EU SOU Naquele tempo disse Jesus aos fariseus: [21]"Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir". [22]Os judeus comentavam: "Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'?" [23]Jesus continuou: "Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. [24]Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados". [25]Perguntaram-lhe pois: "Quem és tu, então?" Jesus respondeu: "O que vos digo, desde o começo. [26]Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo". [27]Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. [29]Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado". [30]Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele. Palavra da Salvação! NOTA: Contexto desta leitura: Discussão sobre o testemunho que Jesus dá de si mesmo. (Jo 8, 13-30) Comentando o Evangelho (2) JESUS REVELA SUA IDENTIDADE Os diálogos entre Jesus e seus adversários eram pontilhados de mal-entendidos. As palavras do Mestre eram tomadas numa conotação indevida, acabando por alterar-lhes o sentido. Quando Jesus evocava sua próxima volta para o Pai, eles pensavam em suicídio. O Mestre afirmava que era do Alto e não deste mundo. Seus adversários, no entanto, não percebiam do que se tratava. Sua mente obtusa não lhes permitia captar o sentido de qualquer afirmação de Jesus. Ao falar de si mesmo, como "Eu Sou", Jesus retomava o nome divino revelado a Moisés na teofania da sarça ardente. "Eu sou", dito de Jesus, portanto, colocava-o no mesmo nível da divindade, afirmando sua unidade profunda com Deus tanto no ser quanto no agir. Os adversários do Mestre eram incapazes de dar este salto de qualidade. Seu horizonte teológico era insuficiente para isto. A conjugação do "Eu Sou" vétero-testamentário com a pessoa de Jesus de Nazaré supunha uma abertura de mente impossível de ser encontrada no âmbito do farisaísmo. O monoteísmo monolítico de sua fé não lhes permitia aceitar a pessoa do Messias, sem causar rupturas. Este, porém, ao revelar sua unidade com o Pai, não tinha nenhuma intenção de negar a fé monoteísta de seu povo. Simplesmente, ele sabia que Javé não era um Deus solitário. Junto com ele, estava seu Filho querido. SÃO RUPERTO (4) Nasceu na Áustria (Salisburgo) e foi o primeiro bispo local. Sua imagem é representada com um saleiro às mãos, pois a palavra Salisburgo significa sal. Festejado nas regiões de língua alemã e na Irlanda, é considerado modelo aos monges irlandeses. Foi o primeiro bispo de Salisburgo (Áustria) e pertencia a família de condes (Robertini), No ano 700 foi para Baviera e fundou a 120 quilômetros de Salisburgo, uma igreja em honra a são Pedro, apóstolo, apoiado pelo conde Teeldo de Baviera, desejando fundar ali um convento. Porém vendo que o lugar que não era assim tão próprio, pediu ao conde um novo terreno perto do rio Salzach, nas proximidades de Juvavum, antiga cidade romana. O mosteiro também dedicado a são Pedro é o mais antigo da Áustria e seu progresso de seu a doze conterrâneos seus, dois deles (Cunialdo e Gislero mais tarde considerados como santos). São Ruperto é reconhecido como fundador da Nova Salisburgo. Partiu para a eternidade a 27 de março de 718 e suas relíquias são conservadas na belíssima catedral de Salisburgo, construída no século XVI.
1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997 3 Bispo emérito de Assis EIS-ME AQUI, Ó PAI, PARA FAZER A TUA VONTADE!Segunda-feira, 26 de março de 2007 Anunciação do Senhor (Ofício Solene), 1ª Semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, par fazer a tua vontade. (Hb 10, 5.7) Se a intenção é reta então a consciência estará satisfeita. (Xavier Leon-Dufour) Hoje: Dia do Mercosul e dia do Cacau Oração: Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Isaías (Is 7, 10-14; 8,10) O PRÓPRIO SENHOR VOS DARÁ UM SINAL Naqueles dias, [10]o Senhor falou com Acaz, dizendo: [11]"Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu". [12]Mas Acaz respondeu: "Não pedirei nem tentarei o Senhor". [13]Disse o profeta: "Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? [14]Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, [8,10]porque Deus está conosco." Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) EIS QUE EU VENHO, Ó DEUS, PARA FAZER A TUA VONTADE "A vontade do Pai jamais foi a morte do seu Filho. Tal atitude seria própria de um Deus sanguinário, que só se aplacaria com o sangue de um ente querido. Nem se trata da obediência à lei, porque esta já caducou (versículos de 1-4). Na realidade, o desígnio de Deus foi tornar seu próprio Filho participante da condição humana, com todo aquele amor necessário para que tal condição fosse transfigurada. Ora, a existência humana supõe a morte, e o Pai não a excluiu da sorte de seu Filho, a fim de que sua fidelidade à condição de homem só tivesse como limite sua fidelidade ao amor do Pai. Com algumas variantes introduzidas no salmo ("um corpo me preparastes' - diz Jesus - "ao entrar no mundo" com a encarnação), o autor insere nas relações trinitárias e preexistentes à encarnação a intenção sacrifical de Cristo... que a cruz fez apenas selar" (Maertens). Em Jesus não há dissociação entre rito e vida; sua morte é sacrifício espiritual, porque dom total de si na liberdade e no amor. Salmo: 39 (40), 7-8a. 8b-9.10.11 (R/.8a e 9a) EIS QUE VENHO FAZER, COM PRAZER, A VOSSA VONTADE, SENHOR! Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: "Eis que venho!" Sobre mim está escrito no livro: "Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!" Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la' no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembléia. II Leitura: Hebreus (Hb 10, 4-10) SOMOS SANTIFICADOS PELA OFERENDA DO CORPO DO SENHOR Irmãos, [4]é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. [5]Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: "Tu não quiseste vitima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. [6]Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. [7]Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade". [8]Depois de dizer: Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado" - coisas oferecidas segundo a Lei – [9]ele acrescenta: "Eu vim para fazer a tua vontade". Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo.[10]E graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. Palavra do Senhor! Evangelho: Lucas (Lc 1, 26-38) FAÇA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA Naquele tempo, [26]o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, [27]a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. [28]O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!". [29]Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. [30]o anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. [31]Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. [32]Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. [33]Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim". [34]Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" [35]O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. [36]Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, [37]porque para Deus nada é impossível". [38]Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se. Palavra da Salvação! Comentando o Evangelho (2) ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA A saudação do anjo Gabriel surpreendeu Maria. Quem era ela senão uma humilde habitante de Nazaré, cidade sem importância das montanhas da Galiléia? Mulher sem maiores pretensões do que a de ser fiel a Deus; uma virgem já prometida em casamento a José, mas sem viver conjugalmente com ele, conforme as tradições de seu povo? Afinal, que méritos tinha para ser uma agraciada", "plena da graça" divina? Maria estava longe de compreender o projeto de Deus a seu respeito. Sua humildade de mulher simples do interior não lhe permitia pensar grandes coisas a respeito de si mesma. Quiçá tenha sido este o motivo por que fora escolhida por Deus para ser mãe do Messias. Livre de toda forma de orgulho e auto-suficiência, Maria podia abrir seu coração para receber a graça de Deus que haveria de torná-la templo do Espírito Santo. Ela tornou-se objeto da atenção divina, no seu anseio de salvar a humanidade. Deus queria contar com alguma pessoa disposta a se tornar "escrava do Senhor", e permitir que a vontade divina acontecesse em sua vida, sem objeções. Foi para Maria que se voltaram os olhares de Deus! Tudo quanto o anjo comunicara a Maria era grande demais para o seu entendimento, e superava sua capacidade de pô-lo em prática. Abriu-se para ela uma perspectiva nova, ao lhe ser prometida a assistência do Espírito Santo. Este seria a força que lhe permitiria levar a bom termo a missão divina que lhe fora comunicada pelo anjo. SÃO BRÁULIO DE SARAGOÇA (3) Aos 20 anos entrou na abadia de santa Engrácia, assim como seu irmão Fruminiano e sua irmã que se tornou abadessa. Somente uma de suas irmãs se casou. Seu pai, Gregório e seu irmão mais velho, João, foram bispos. Nessa abadia são Bráulio fez os estudos elementares, ajudado pelo seu irmão João, na vida ascética. Dez anos após foi para Sevilha (Espanha) aperfeiçoar-se com santo Isidoro. As grandes obras de são Isidoro foram compostas por solicitação de são Bráulio e que no final recebeu o encargo de completá-la em 637. Retornou a Saragoça em 625 e quando em 631 faleceu o bispo João, foi nomeado arcediácono e lhe confiaram a administração dos negócios eclesiásticos. E num tempo terrível de pestes, flagelos, carestias, Bráulio, pedindo conselhos e ajuda foi superando tanta crise. Tomou parte de três concílios de Toledo (633,636,638). Correspondia com o Papa Honório I. Por volta dos anos 650 estava praticamente cego e esgotado e morreu no ano seguinte. São Bráulio foi o melhor escritor espanhol de seu tempo, depois de são Isidoro de Sevilha. Um grande bispo, nascido numa família de santos que ajudou e muito na consolidação da Igreja no reino espanhol. ANUNCIAÇÃO DO SENHOR (4) Hoje a liturgia omite a comemoração dos santos para celebrar o mistério da Anunciação do anjo à Virgem Maria, pelo qual se deu o início oficial da nossa Redenção. Esta festa teve tanta aceitação na religiosidade popular que, por muitos séculos, foi dia santo de guarda. A festa que à primeira vista parece Mariana, pois é Maria que recebe o anúncio, tem como tema central o Cristo: "O Verbo de Deus se fez carne no seio puríssimo da Virgem Maria". O Verbo é o protagonista deste mistério, pois é Deus que escolhe a mãe do seu Filho Unigênito, na jovem israelita de Nazaré. Maria, descendente da família de Davi. Maria é o instrumento, é a serva do Senhor que aceita a proposta divina, se torna disponível, como escada pela qual Cristo desce até nós. E sempre tão suave reler a página evangélica deste episódio, insuperável em sua beleza e simplicidade. "O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando o anjo, disse-lhe: 'Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo'. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: 'Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó; e o seu reino não terá fim'. Maria perguntou ao anjo: 'Como se fará isso, pois não conheço homem?' Respondeu-lhe o anjo: 'O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso o Ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis também Isabel tua parenta concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril: pois a Deus nenhuma coisa é impossível'. Então, disse Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim conforme a tua Palavra'" (Lc 1,26-38). 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brSALVAI-ME, Ó DEUS, POR VOSSO NOME, LIBERTAI-ME POR VOSSO PODER.Sexta-feira, 23 de março de 2007 4ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Salvai-me, ó Deus, por vosso nome, libertai-me por vosso poder. Deus, ouvi a minha oração, escutai as palavras que vos digo. (Sl 53,3) As injúrias são as razões dos que não têm razão. (Jean-Jacques Rousseau) Hoje: Dia Mundial da Meteorologia Oração: Ó Deus, que preparastes para nossa fraqueza os auxílios necessários à nossa renovação, dai-nos recebê-los com alegria e vê-los frutificar em nossa vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Sabedoria (Sb 2, 1a.12-22) A NORMA DO DIREITO SEJA A NOSSA FORÇA [1ª]Dizem entre si, os ímpios, em seus falsos raciocínios: [12]"Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. [13]Ele declara possuir o conhecimento de Deus e chama-se 'filho de Deus'. [14]Tornou-se uma censura aos nossos pensamentos e só o vê-lo nos é insuportável; [15]sua vida é muito diferente da dos outros, e seus caminhos são imutáveis. [16]Somos comparados por ele à moeda falsa e foge de nossos caminhos como de impurezas; proclama feliz a sorte final dos justos e gloria-se de ter a Deus por pai. [17]Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. [18]Se, de fato, o justo é 'filho de Deus', Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. [19]Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; [20]vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro". [21]Tais são os pensamentos dos ímpios, mas enganam-se; pois a malícia os torna cegos, [22]não conhecem os segredos de Deus, não esperam recompensa para a santidade e não dão valor ao prêmio reservado às vidas puras. Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) VAMOS CONDENÁ-LO À MORTE VERGONHOSA Os ímpios de que fala a perícope são israelitas de Alexandria, que assimilaram uma mentalidade materialista e hedonista que os levou à apostasia. Assim se explica o escárnio contra o justo, cuja vida é para os ímpios uma censura insuportável. A mais impressionante realização destas páginas verifica-se em Cristo. Basta confrontá-las com os evangelhos, por exemplo, os versículos 13.16 com Jo 5,18; o versículo 18 com Mt 27,40-43; o versículo 13a com Jo 15,15; Mt 11,27; etc. Também na Igreja esta página tem sua atualidade. As perseguições mais ou menos cruentas e as oposições sistemáticas que ela sempre encontra (mesmo em ambientes cristãos) tem sua verdadeira explicação no fato de ela constituir uma reprovação para seus opositores, a quem resta apenas o recurso à violência, às afrontas. Pode-a mesma motivação no espírito sectário com que se combatem e criticam homens, gestos e instituições da Igreja, sob o enganoso pretexto secularização. Cristo incluiu nas bem-aventuranças dos seus seguidores também estas: "Bem-aventurados sereis quando vos ultrajarem e com mentiras disserem de vós todo o mal por minha causa" (Mt 5,11). A Eucaristia, memorial da condenação de Cristo, tem na Igreja um lugar central, também porque a paixão se renova continuamente, sob mil formas, na carne viva do corpo místico. Salmo: 33 (34), 17-18.19-20.21 e 23 (R/.19a) DO CORAÇÃO ATRIBULADO ESTÁ PERTO O SENHOR [17]O Senhor volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. [18]Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. [19]Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. [20]Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. [21]Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar. [23]Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera. Evangelho: João (Jo 7, 1-2.10.25-30) NA FESTA DAS TENDAS Naquele tempo, [1]Jesus andava percorrendo a Galiléia. Evitava andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. [2]Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. [10]Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas, sim, como que às escondidas. [25]Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: "Não é este a quem procuram matar? [26]Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o messias? [27]Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é". [28]Em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo: "Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, [29]mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou." [30]Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora. Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) SÓ O PAI TEM PODER SOBRE JESUS Os perseguidores de Jesus foram estreitando, sempre mais, o cerco a seu redor, com o intento de matá-lo. O Filho de Deus, porém, não ficou abalado, nem mudou seu programa de ação, temendo represálias. Sua ousadia brotava da segurança com que buscava ser fiel ao querer do Pai. Embora ameaçado de morte, Jesus pregou abertamente em Jerusalém, defendendo sua condição de enviado e sua missão. Seus inimigos, nem de longe se davam conta da origem divina do Mestre. Por causa de seus preconceitos, detinham-se apenas na aparência humana de Jesus. Entretanto, além de ser realmente homem, ele era o enviado de junto do Pai, com a missão precisa de trazer salvação à humanidade. Os adversários de Jesus só esperavam o momento propício para concretizar seu intento de matá-lo. Não conseguiam, contudo, pôr em prática seu desígnio maligno, porque a hora de Jesus ainda não havia chegado. Só o Pai tinha poder sobre o Filho. Por conseguinte, a vida de Jesus se consumaria na hora determinada por ele. A cruz dependia do plano de Deus para Jesus. As tramas dos inimigos não tinham nenhuma importância, pois a vida de Jesus seguia um projeto sobre o qual eles não tinham o poder de influir. Nada aconteceria com Jesus, sem o consentimento do Pai. SÃO TURÍBIO DE MONGROVEJO (3) Podia-se dizer que era um privilegiado: nada lhe faltava material ou familiarmente. Preparava-se para ingressar em Direito. Durante este tempo recebeu a nomeação para o Santo Ofício em Granada, indicado por Felipe II para ser arcebispo de Lima, antes de se tornar padre. Realmente, sua vida distinguia-se pela honestidade, limpeza mas jamais poderia suspeitar que Deus o chamava para um grande ministério. Estava com quarenta e um anos de idade e a partir desse momento nasce um dos maiores apóstolos da história da Igreja. Calcula-se que percorreu a pé ou a cavalo, mais de quarenta mil quilômetros visitando os mais longínquos lugarejos de sua diocese, entre neves dos Andes e desertos tórridos do Pacífico, administrando o sacramento da confirmação a noventa mil pessoas. Como principal chefe da Igreja da América, dedicou-se a aplicar a reforma de Trento, enfrentando a vice-reis e o próprio rei. Os dez Concílios diocesanos e os três provinciais que celebrou formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola. Eis uma de suas frases mais freqüentes: O tempo não é nosso e dele haveremos de dar conta". É conhecido como o apóstolo do Peru. Faleceu em uma quinta-feira santa. Após sua morte os agostinianos tocava ao som da harpa os salmos 116 e 31. Foi canonizado em 1726. DIA MUNDIAL DA METEOROLOGIA
A Meteorologia é a ciência que se dedica ao estudo dos processos que ocorrem na atmosfera terrestre, principalmente na camada mais próxima da superfície com aproximadamente 20 km de espessura. É nessa camada que ocorre a maioria das atividades humanas, e, é aí que podem ser sentidos os efeitos que as condições atmosféricas exercem no desenrolar dessas atividades. Dessa constatação surgiu a necessidade de se conhecer melhor os processos que causam a evolução das condições do tempo. 1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brEXULTE O CORAÇÃO DOS QUE BUSCAM A DEUS.Quinta-feira, 22 de março de 2007 4ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face. (Sl 104, 3-4) Esqueçamos que o ciclo da água e o ciclo da vida são um só. (Jacques Cousteau) Hoje: Dia Mundial da Água Oração: Nós vos pedimos, ó Deus de bondade, que, corrigidos pela penitência e renovados pelas boas obras, possamos perseverar nos vossos mandamentos e chegar purificados às festas pascais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Êxodo (Ex 32, 7-14) MOISÉS E O POVO Naqueles dias, [7]o Senhor falou a Moisés: "Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. [8]Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: 'Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!"' [9]E o Senhor disse ainda a Moisés: "Vejo que este é um povo de cabeça dura. [10]Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação". [11]Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: "Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? [12]Não permitas, te peço, que os egípcios digam: 'Foi com má intenção que ele os tirou, para fazê-los perecer nas montanhas e exterminá-los da face da terra'. Aplaque-se a tua ira e perdoa a iniqüidade do teu povo. [13]Lembra-te de teus servos Abraão, lsaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: 'Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre"'. [14]E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer ao seu povo. Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) APLAQUE-SE A TUA IRA E PERDOA A INIQÜIDADE DO TEU POVO O verdadeiro pecado do povo não é tanto a idolatria quanto a ruptura da aliança, que se fundava na promessa recíproca de fidelidade. Por isso Deus diz a Moisés: "o teu povo e não "o meu povo". A peroração de Moisés tem o seu ponto forte exatamente na fidelidade de Javé à palavra dada a Abraão, Isaac, Israel, pela qual o povo continua a ser o seu povo Moisés, que preferiu ser solidário com seu povo e sofrer a mesma sorte, é figura de Cristo, solidário conosco (S. Paulo, em forte expressão, diz que "se fez pecado") a ponto de sofrer nossa mesma sorte para nos resgatar das culpas. A Igreja continua a obra de mediação de Cristo pelos pecadores, sentindo-se solidário com eles: "Não olhes os nossos pecados, mas a fé de tua Igreja". Não é a santidade, mas a fé na promessa de Deus que garante a eficácia de sua mediação. Este senso de solidariedade deve animar toda a nossa oração de intercessão por nossos irmãos. Salmo: 105(106), 19-20, 21-22.23 (R/4a) LEMBRAI-VOS DE NÓS, Ó SENHOR, SEGUNDO O AMOR PARA COM VOSSO POVO [19]Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; [20]eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno. [21]Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; [22]no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. [23]Até pensava em acabar com sua raça, não se tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os. destruísse. Evangelho: João (Jo 5, 31-47) O TESTEMUNHO DE JESUS Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: [31]"Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. [32]Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. [33]Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. [34]Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa Salvação. [35]João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. [36]Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. [37]E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, [38]e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. [39]Vós examinais as escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as escrituras dão testemunho de mim, [40]mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! [41]Eu não recebo a glória que vem dos homens. [42]Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. [43]Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. [44]Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? [45]Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. [46]Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. [47]Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?" Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) VIM EM NOME DO MEU PAI No confronto com os seus adversários, Jesus explicitou sua relação com o Pai. O tempo mostraria que suas palavras foram insuficientes para convencê-los. A revelação de Jesus exigia mentes e corações abertos, capazes de acolher a novidade que lhes era comunicada. Entretanto, a dureza de coração de seus inimigos levava-os a um ódio sempre crescente contra ele. Por conseguinte, o esforço de Jesus tinha um efeito contrário ao que ele desejava. Ao invés de gerar acolhida, provocava rejeição. O testemunho em favor de Jesus provinha do Pai. Logo, suas palavras e sua ação estavam bem respaldadas. Não dependiam desta ou daquela instituição, nem de pessoa alguma. As obras realizadas por Jesus também depunham em seu favor. Por seu próprio conteúdo, revelavam a identidade dele, pois visavam proporcionar vida abundante para toda a humanidade. Também as Escrituras, quando lidas de maneira conveniente, davam testemunho dele. Elas apontavam para Jesus, cujo ministério situava-se no contexto da revelação de Deus. Jesus detectou a raiz da rejeição a seu respeito, num certo espírito mundano que corroia o coração dos adversários, os quais buscavam a glória de si mesmos, não a do Pai. Se estivessem mais em comunhão com Deus, e menos preocupados em defender seus esquemas, sem dúvida chegariam a perceber quem era Jesus. SANTA LEIA (3) Santa Leia soube ouvir a Deus: seu amor por Ele era muito amor do que ao apego ao casamento, mesmo que seguro e rico. Quando enviuvou um jovem nobre quis desposá-la, mas ela preferiu unir-se à comunidade que estava sendo formada por santa Marcela - outra viúva - um dos primeiros mosteiros que surgiram sob a orientação de são Jerônimo. Trocou a mansão em que vivia por uma cela, os suntuosos jantares por simples refeições, os lindos vestidos por túnicas feitas de saco, o rosto maquilado e as jóias por um cotidiano sem vaidades e orações. Levou uma vida exemplar, humilde e praticou inúmeros atos de caridade com discrição temendo chamar a atenção das pessoas. Passou seus dias em grande alegria. Quando faleceu, são Jerônimo escreveu um discurso em sue louvor. DIA MUNDIAL DA ÁGUA (4) A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data. Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21. No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada. Use a água racionalmente, a fonte não pode secar! 1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.br4 http://www.ambientebrasil.com.brALEGRA-TE, JERUSALÉM! CANTA LOUVORES AO TEU DEUS!Domingo, 18 de março de 2007 4ª da quaresma (Ano "C"), 4ª semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações (Is 66, 10-11) Oração: Ó Deus, que por vosso Filho realizai de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. I Leitura: Josué (Js 5, 9a.10-12) O POVO CELEBRA A PÁSCOA DEPOIS DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA
Naqueles dias, [9]o Senhor disse a Josué: "Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito". [10]Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. [11]No dia seguinte à Páscoa comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. [12]O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã. Palavra do Senhor! Salmo: 33(34), 2-3.4-5.6-7 (R/.9a) PROVAI E VEDE QUÃO SUAVE É O SENHOR! Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. II Leitura: II Carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 5, 17-21) POR CRISTO, DEUS NO RECONCILIOU CONSIGO MESMO Irmãos, [17]se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. [18]E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. [19]Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. [20]Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. [21]Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. Palavra do Senhor! Evangelho: Lucas (Lc 15, 1-3.11-32) ESTE TEU IRMÃO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER Naquele tempo, [1]os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. [2]Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus. "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles". [3]Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11"Um homem tinha dois filhos. [12]O filho mais novo disse ao pai: `Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. [13]Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. [14]Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. [15]Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. [16]O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. [17]Então caiu em si e disse: `Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. [18]Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: `Pai, pequei contra Deus e contra ti; [19]já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. [20]Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. [21]O filho, então, lhe disse: `Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. [22]Mas o pai disse aos empregados: [23]'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. [24]Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. [25]O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. [26]Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. [27]O criado respondeu: `É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. [28]Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. [29]Ele, porém, respondeu ao pai: `Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. [30]Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. [31]Então o pai lhe disse: `Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. [32]Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'". Palavra da Salvação! UM PAI ESPERA A VOLTA DO FILHO (1) Não e fácil nos aceitarmos como pecadores. Em geral tentamos recusá-lo, e alguns acreditam que o conseguem; mas, de repente, sentimos, em nossa vida e na do mundo que nos cerca, uma profunda culpabilidade; guerras e exploração, ódio racial e fome, incapacidade de sermos nós mesmos, de amar o outro desinteressadamente, de perdoar o cônjuge ou o filho. Uma história de fragilidade, de miséria, de pecado. Pecados pessoais e pecados de um povo. À luz da fé, o pecado do homem surge sobretudo como uma recusa de amor, um afastamento da corrente do amor de que Deus é a fonte. Mas Deus se manifesta infinitamente maior do que a recusa que lhe opomos; vai ao encontro do homem mesmo em seu pecado; perdoando, vence o ódio e dá início à história da misericórdia. Veio buscar o que estava perdido Jesus dá início a uma nova e singular história de perdão; Deus, que perdoa o homem com a encarnação do Filho. O Batista anuncia sua vinda, convidando à conversão em previsão do severo juízo que está para cair sobre toda a humanidade. Mas quando Jesus vem, declara não ter vindo para condenar o mundo, e sim para salvá-lo" (JO 12,47); declara ter vindo não para os que se crêem justos, mas para os pecadores que se arrependem (2ª leitura). Procura-os como o pastor vai atrás da ovelha desgarrada, ou a mulher procura a dracma perdida. Os privilegiados da misericórdia, os preferidos de Jesus, são os pobres, as mulheres abandonadas, os estrangeiros, isto é, os marcados por uma interdição e repelidos pela sociedade. Para Jesus, o filho pródigo é sempre esperado. Essa atitude provoca o espanto e a indignação dos fariseus e de certos justos" incapazes de ultrapassar a justiça, semelhantes ao filho mais velho (evangelho), invejando a bondade do pai para com o irmão mais moço. Toda a vida de Cristo, especialmente sua morte na cruz, foi expressão de uma misericórdia sem limites. A história do perdão, começada com Jesus, continua na Igreja que é "sacramento de salvação". O perdão divino continua a exercer-se nela por iniciativa e vontade de Deus e pelo poder que lhe deu Cristo: perdoar é assim ajudar a humanidade ~ encontrar-se com Deus. O irmão não queria entrar Não basta ter permanecido sempre na casa do pai para participar do banquete; é preciso saber perdoar. Não basta nada ter feito de reprovável; é necessário também esperar e desejar a vinda daquele que se afastara de casa. Não basta ter observado as leis da Igreja e do Estado, ter trabalhado sempre por um mundo mais justo; não basta tampouco que os países ricos peçam justamente) perdão às populações subdesenvolvidas, por as terem, talvez inconscientemente, explorado. Devemos ser capazes de perdoar a quem caiu. Nós, ao contrário, expulsamos de casa a filha que se comportou mal, guardamos rancor contra o filho que se casou contra a nossa vontade, alimentamos nossa aversão pelo esposo que gasta no bar o que ganha etc. Consideramo-nos justos, queremos sê-lo, mas talvez invejemos os que erram e nos aborreçamos por ficar sempre em casa. E quando percebemos que o Pai está do lado daquele que caiu, que o tem sempre no coração, que o espera e, quando volta, prepara-lhe uma festa, parece-nos que isto é demais; onde está a justiça do Pai? Então ficamos com raiva e não queremos participar do banquete, do qual, aliás, já nos havíamos excluído. A Igreja não é a comunidade dos que não erram, dos que não caem, mas dos pecadores que querem voltar ao Pai, sem pretensões; a comunidade dos que compreendem o outro e, se este cai, o ajudam a retomar o caminho juntos. Assembléia eucarística, lugar do perdão Uma concepção demasiadamente parcial do encontro homem-Deus nos levou a restringir indevidamente o lugar do perdão cristão unicamente ao sacramento da penitência. Entretanto, toda vez que há uma comunidade reunida e uma troca de perdão entre nós, homens, isto é sacramento do perdão de Deus no confronto de todos nós. De fato, não podemos dirigir-nos ao Pai a fim de que nos perdoe, enquanto mantemos entre nós animosidade, inveja, ódio. A assembléia eucarística, particularmente, é lugar do perdão do Pai. Eucaristia é ação de graças ao Pai na oferta do sacrifício do Filho. Mas essa oferta se tornaria inútil se não fosse, ao mesmo tempo, oferta, em sacrifício, de toda a comunidade inserida no único sacrifício do Cristo. É, porém, exigência fundamental e condição absoluta o perdão mútuo entre os irmãos (cf Mt 5,23-24). Todo rancor, mau humor, crítica, fraude devem ser eliminados. Entre esposo e esposa, comerciante e freguês, companheiros de trabalho, pároco e coadjutor. Não se pode ir ao encontro do Pai comum se não se está disposto a isto. PARA REFLETIR DURANTE A TERCEIRA SEMANA DA QUARESMA 1. "Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito." Refletir sobre esta passagem e rever a sua vida a partir desta quarta semana da quaresma: como ela tem progredido depois que você aderiu ao projeto de cura e libertação pessoal? O Tempo da Quaresma busca no cristão um momento forte de mudanças. Seja perseverante, não abra mão do seu progresso pois "se alguém está em Cristo é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo... deixai-vos reconciliar com Deus". 2. A sua comunicação de cristão para com Deus dar-se também através da oração. Pense nessas duas passagens do Salmo 34: 1ª: "Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia" (6-7); 2ª: "Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou" (5). Portanto, a sua oração tem sentido para Deus; seja perseverante. Continue orando ao Senhor! 3. Todas as vezes que um pai (uma mãe) age com compaixão para com o seu filho (ou filha) tal atitude resulta numa ação divina, de fato. Se o seu filho enveredou por caminhos indevidos, certamente influenciado pelo mundo lá fora, sua missão de pai é a de recuperar o seu filho perdido, custe o que custar. Como você tem agido perante a imaturidade do seu "filho mais novo", que depois de ter adquirido a "liberdade" tornou-se escravo (bebidas, drogas, falsos amigos)? Se você não foi um bom exemplo, não tem problemas: "Este HOMEM acolhe os pecadores e faz refeição com eles". Cuide bem para que a sua nova geração seja melhor sintonizada com as coisas de Deus! Sua missão de pai não finda após a maioridade do seu filho! 4. E se você é o filho amado pelo Senhor e o seu pai desempenha o papel de escravo do mundo: crença no deus dinheiro e outros vícios? Como você tem evangelizado o "coroa" para, lá na frente, pela misericórdia do Senhor, ter aquele gostinho de dizer: "este irmão estava morto e tornou a viver". 5. Reze sempre para que os "mais jovens" do seu meio que não são amados, os extraviados, os drogados, encontrem em você um verdadeiro irmão (pai), ou melhor, seja um facilitador para que eles encontrem em você o caminho para a salvação. Se sempre agir como uma ilha, achando que lá fora o problema do mundo não lhe diz respeito, está na hora de repensar a sua missão. O mundo lá fora está mais violento porque os "cristãos" estão se tornando mais egoístas pois o ter tem roubado o espaço do ser. Paz e Bem! 1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1995 SÓ VÓS, SENHOR, É QUE SOIS DEUS!Sexta-feira, 16 de março de 2007 3ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Senhor, não há entre os deuses nenhum que se vos compare, porque sois grande e fazeis maravilhas: só vós, Senhor, sois Deus (Sl 85, 8.10) Oração: Infundi, ó Deus, vossa graça em nossos corações, para que, fugindo aos excessos humanos, possamos, com vosso auxílio, abraçar os vossos preceitos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Oséias (Os 14, 2-10) A NECESSIDADE URGENTE DA CONVERSÃO DO POVO Assim fala o Senhor Deus: [2]"Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. [3]Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: 'Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. [4]A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais deuses nossos a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia'. [5]Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. [6]Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. [7]Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. [8]Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. [9]Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. [10]Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles', andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) NÃO CHAMAREMOS MAIS "DEUSES NOSSOS" A PRODUTOS DE NOSSAS MÃOS O profeta Oséias apresenta a culpa não mais como violação de tradições antepassadas e sacrais, mas como a recusa de encontrar a Deus nos acontecimentos cotidianos, quem não ver a Deus na história. Até conversão assume particular significação: não abluções rituais..., porém, interiorização, com que o homem faz calar o próprio orgulho para aceitar o desígnio de Deus manifestado nos acontecimentos, para permitir a correta aplicação dos recursos humanos, a partir do centro e da fonte, Deus que tudo vivifica. Só este aspecto, a conversão é a atitude fundamental do cristão solidário com o mundo. Cumpre reconhecer que a conversão de Israel não é muito desinteressada. Ele volta a Deus em nome de uma apaixonada busca de felicidade e abundância. É uma mentalidade que pode desaguar na moral da retribuição e do mérito. É possível, no entanto, olhar também para a recompensa prometida às boas ações. Dizer que uma ação é recompensada significa afirmar que o presente tem sempre uma dimensão histórica; nunca é isolado, mas forma parte de um devir guiado pela iniciativa de Deus. Salmo: 80 (81), 6c-8a. 8bc-9. 10-11ab. 14 e 17 (R/. cf. 11 e 9a) OUVE, MEU POVO, PORQUE EU SOU O TEU DEUS! [6c]Eis que ouço uma voz que não conheço: 7"Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. [8ª]Na angústia a mim clamaste, e te salvei." [8b]De uma nuvem trovejante te falei, [8c]e junto às águas de Meriba te provei. [9]Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar. [10]Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! [11ª]Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, [11]bque da terra do Egito te arranquei". [14]Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos, [17]eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria". Evangelho: Marcos (Mc 12, 28b-34) O AMOR DE DEUS E O AMOR DOS HOMENS Naquele tempo, [28]bum escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" [29]Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. [30]Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! [31]O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes". [32]O mestre da lei disse a Jesus: "Muito bem, mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. [33]Amá-lo de todo o coração, de toda a mente e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios". [34]Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência e disse: "Tu não estás longe do reino de Deus". E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. Palavra da Salvação!
NOTA: Esta leitura é apresentada também na 9ª Semana do Tempo Comum (ciclos par e impar) que, em 2007, coincide com a quinta-feira de Corpus Christi (07/06/2007) que tem leituras próprias. Ela é normalmente apresentada também no 31º Domingo do Tempo, ano "B" Comentário do Evangelho (2) ONDE CENTRAR NOSSA VIDA A pergunta pelo primeiro dos mandamentos comporta uma preocupação: onde a vida humana deve centrar-se? A resposta a este problema é fundamental para a vida do discípulo. Mas não basta responder teoricamente. É mister que discípulo tome consciência onde efetivamente sua vida está centrada. O engano, aqui, pode ser fatal! A resposta de Jesus ao mestre da Lei aponta para os dois eixos vertebradores da vida do discípulo: Deus e o próximo. Considerando bem, ambos os eixos se exigem mutuamente, a ponto de um levar ao outro, e a ausência de um provocar a ausência do outro. Quem está centrado em Deus, está necessariamente aberto ao amor e à solidariedade, está sempre pronto para lutar pela justiça, não suportando ver o próximo ser vilipendiado. Sobretudo, torna-se um lutador incansável pela causa do Reino, ansiando por vê-lo acontecer em sua própria vida e na de seus semelhantes. Por outro lado, tem sua vida centrada no próximo quem é capaz de superar o egoísmo e romper as amarras das paixões, quem se esforça para se libertar da tirania do pecado, tornando-se livre para Deus. Em outras palavras, quem tem Deus no coração. Todos os demais eixos são espúrios e devem ser rejeitados pelo discípulo do Reino. Basta considerar o modo de proceder de quem não ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. São pessoas desumanizadas e desumanizadoras. SÃO GABRIEL LALEMANT (3) Nasceu no seio de uma distinta família e ocultava uma alma generosa e ardente, sob um aspecto frágil. Entrou na Companhia de Jesus em 1630 e pediu para ser enviado às missões da Nova Franca, antigo nome do Canadá. Pediu permissão de seus superiores para empregar toda sua vida a serviço dos indígenas, mas foi ordenado padre e enviado para ensinar no colégio de Moulins e depois no de Bugres. Em 1646 pode realizar seu maior desejo e em 20 de setembro chegou a Quebec. Seu tio, o qual era padre e superior de toda a missão, conhecendo a natureza frágil e sensível do sobrinho, reteve-o na cidade por dois anos até conceder-lhe um companheiro, o Pe. João Brébeuf, enviando-os a aldeia de Santo Inácio, Hurânia. Assim que chegou aplicou-se a aprender a difícil língua e fez tamanho progresso que não duvidaram que Deus quisesse realmente servir-se dele naquele lugar; Após um ano (1649) os iroqueses martirizam por horas a fio o pe. Brébeuf e depois, ainda mais cruelmente, o pe. Gabriel Lalemant, as 6 h da tarde, prolongando-se por toda a noite até a manhã seguinte nas mias cruéis torturas. Em meio as terríveis dores, Gabriel levantava seus olhos para os céus pedindo força e perseverança. Quando os carrascos viram-no a rogar aos céus, arrancaram-lhe os olhos e colocaram carvões ardentes nas órbitas vazias. Por volta das 9 h da manhã, um selvagem cansado de vê-lo sofrer, esmagou-lhe a cabeça com um golpe de machado, abriu-lhe o peito, tirou-lhe o coração e bebeu o seu sangue: uma forma bárbara de "apropriar-se" da coragem da vítima. Pe. Gabriel foi um dos oito jesuítas a ser morto pelos iroqueses. 1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brEU SOU A SALVAÇÃO DO POVO, DIZ O SENHOR!Quinta-feira, 15 de março de 2007
3ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor: quando, em qualquer aflição, clamarem por mim, eu os ouvirei e serei seu Deus para sempre. A fé: uma vida, uma confiança compartilhada e proclamada. (Frei Raimundo Cintra) Hoje: Dia Mundial dos Direitos do Consumidor Oração: À medida que se aproxima a festa da salvação, nós vos pedimos, ó Deus, que nos preparemos com maior empenho para celebrar o mistério da Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Jeremias (Jr 7, 23-28) ESTA É A NAÇÃO QUE NÃO ESCUTOU A VOZ DO SENHOR Assim fala o Senhor: [23]"Dei esta ordem ao povo dizendo: Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes. [24]Mas eles não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para frente, [25]desde o dia em que seus pais saíram do Egito até o dia de hoje. A todos enviei meus servos, os profetas, e enviei-os cada dia, começando bem cedo; [26]mas não ouviram e não prestaram atenção; procedendo ainda pior que seus pais. [27]Se falares todas essas coisas, eles não te escutarão, e, se os chamares, não te darão resposta. [28]Dirás, então: Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção. Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) ESTA É A NAÇÃO QUE NÃO ESCUTOU A VOZ DO SENHOR, SEU DEUS Ao formalismo do tempo de Sião pode corresponder; no culto cristão, o formalismo da Palavra. Ao escutá-la, portanto, cumpre ter disposição interior para aceitá-la como expressão da vontade de Deus e norma de ações. A palavra de Deus não pode encontrar esta resposta se não for lida no acontecimento que se cumpre, se não revelar a presença de Deus no mundo atual. Caso contrário, permanece abstrata e ineficaz. De fato a Palavra de Deus, mesmo inspirada, e sobretudo a palavra da pregação, não são absolutas, porquanto são apenas a interpretação e o comentário de uma Palavra mais profunda que é a manifestação de Deus através do acontecimento. (Os relatos da ressurreição de Jesus são palavras de Deus, como são palavras de Deus, embora em outro nível, as alocuções dos sacerdotes na Páscoa; mas a verdadeira Palavra de Deus é a ressurreição de Cristo, o acontecimento entrelaçado na vida dos homens mediante o qual Deus falou).
A Palavra de Deus, por conseguinte é mais profunda do que tudo o que dela se diz. A obediência à palavra é, por isso, comunhão com Deus, presente em nossa vida e em nossos atos, verificada à luz objetiva das palavras ditas sobre a Palavra.
Salmo: 94(95), 1-2.6-7.8-9 (R/.8) OXALÁ OUVÍSSEIS HOJE A VOZ DO SENHOR: NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES [1]Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! [2]A seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! [6]Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! [7]Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor; e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. [8]Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras". Evangelho: Lucas (Lc 11, 14-23)
TODO REINO DIVIDIDO CONTRA SI MESMO SERÁ DESTRUÍDO Naquele tempo, [14]Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. [15]Mas alguns disseram: É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". [16]Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. [17]Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. [18]Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. [19]Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juizes. [20]Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.
[21]Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. [22]Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. [23]Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa". Palavra da Salvação! NOTA: Recomendamos as seguintes leituras paralelas: Mt 12, 22-30.43-48 e Mc 3, 20-27 (Jesus e Belzebu). Comentário do Evangelho (2) O REINO ESTÁ ENTRE NÓS A presença do Reino de Deus na história da humanidade revelava-se no poder de Jesus de expulsar os demônios, libertando todo ser humano desse poder opressor. Essa libertação significava a retomada do senhorio de Deus na vida de quem era dominado pelo maligno, possibilitando-lhe, novamente, a vivência do amor e da solidariedade. Jesus personificava o Reino de Deus na medida em que estava todo centrado no Pai, cujas obras buscava realizar. Em suas ações, revelava-se “o dedo de Deus” na vida de tantas pessoas privadas de sua dignidade. Contudo, isto não era evidente! Só quem estava sintonizado com Jesus tinha condições de perceber Deus agindo por meio dele. Caso contrário, corria-se o risco de interpretá-lo mal e fazê-lo objeto de falsas acusações. Foi o que aconteceu quando o acusaram de agir com o poder de Belzebu, o chefe dos demônios. Ou quando exigiam dele sinais sempre mais mirabolantes, como prova da autenticidade do seu messianismo. O fato de ser incompreendido não impedia Jesus de seguir adiante. Movia-o somente a consciência de dever ser fiel ao Pai. Por isso, não cessava de dar testemunho do amor que Deus derramava sobre a humanidade. SANTA LUIZA DE MARILLAC (3) Luísa foi afortunada pela amizade de são Vicente de Paulo, de quem aprendeu a simplicidade, vida interior e caridade. O encontro com São Vicente, deu-se em 1624. Filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrières e conselheiro do Parlamento, teve uma infância tranqüila. Ao morrer o pai, foi tirada do colégio onde estudava e entregue a uma jovem solteira para que lhe completasse a educação e esta a encaminho ao trabalho. Luisa sofreu bastante mas animada pelo desejo de consagrar-se inteiramente a Deus. Mas os parentes fizeram-na casar-se com o secretário de Maria de Médici, com o qual teve um filho, Miguel. Esse casamento foi-lhe uma grande cruz a ser suportada, pois não eram compatíveis e a doença prolongada de seu esposo com dificuldades financeiras sérias, os fizeram quase se separar. Porém os freqüentes contatos com são Francisco de Sales, outro grande santo, iniciado em Paris em 1618, ajudaram-na a superar e posteriormente são Vicente de Paulo convidou-a a ingressar como leiga, nas Filhas da Caridade.
Em 1625, ou seja, após sete anos, o marido veio a falecer e Miguel, seu filho, entrou para o seminário. Desta forma Luísa pode receber as primeiras jovens que formaram o primeiro núcleo das Damas da Caridade. O centro foi o embrião das Filhas da Caridade (foi sua primeira superiora) aprovada formalmente em 1655. Faleceu pouco antes de São Vicente de Paulo que declarou: " Só Deus conhece a força dessa alma!" - pelo seu amor e assistência aos pobres, doentes e abandonados Foi canonizada somente em 1934 por João XXIII que declarou santa Luisa de Marillac como patrona das Assistentes Sociais. 1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.br ORIENTAI MEUS PASSOS, SENHOR, SEGUNDO A VOSSA PALAVRA!Quarta-feira, 14 de março de 2007 3ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Orientai meus passos, Senhor, segundo a vossa palavra, e que o mal não domine sobre mim! (Sl 118, 133) A poesia é a música do sentimento; o canto, a música da palavra. (P. Mantegazza) Hoje: Dia Nacional da Poesia e dia do Vendedor de Livros. Santos: Lubino (ou Leobino, bispo), Eutíquio (ou Eustácio, mártir), Matilde (viúva da Saxônia), Tiago de Nápoles (arcebispo e beato), Afrodísio, Apolônia de Bolonha (Serva de Deus, franciscana da terceira ordem), Leão (bispo), Pedro (mártir africano), Odo (bem aventurado) e Vicente (polonês, bispo da Cracóvia) Oração: Ó Deus de bondade, concedei que, formados pela observância da quaresma e nutridos por vossa palavra, saibamos mortificar-nos para vos servir com fervor, sempre unânimes na oração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Leitura: Deuteronômio (Dt 4, 1.5-9) É NA PRÁTICA DA LEI QUE O POVO MOSTRARÁ SUA FIDELIDADE Moisés falou ao povo, dizendo: [1]"Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida que o Senhor Deus de vossos pais vos dará. [5]Eis que vos ensinei leis e decretos conforme o Senhor meu Deus me ordenou, para que os pratiqueis na terra em que ides entrar e da qual tomareis posse. [6]Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que ouvindo todas as leis, digam: 'Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!' [7]Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos quanto o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? [8]E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, quanto esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? [9]Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida; antes, ensina-o a teus filhos e netos". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) CUMPRI E PRATICAI AS LEIS E OS DECRETOS A lei que o povo de Deus deve observar funda-se na aliança, que dele faz um povo único na face da terra, com identidade e missão específica: "neles está vossa sabedoria e inteligência" (versículo 6). Assim para a Igreja, novo povo de Deus: sua existência está ligada ao novo pacto assinado por Cristo com o próprio sangue; sua missão de salvação universal em Cristo constitui sua razão de ser, sua identidade. Enquanto desenvolve sua missão no contexto histórico em que está inserida, não deve a Igreja confundir-se com o mundo, porém agir nele como o fermento na massa, conservando sua identidade. "Sacramento universal de salvação", ela anuncia fielmente a palavra do Evangelho que recebeu; "germe, e inicio" da grande reunião dos povos, dá graças na assembléia ao Deus-que-nos-é-vizinho, Pai de Cristo Jesus. Salmo: 147(147B), 12-13.15-16.19-20 (+12a) GLORIFICA O SENHOR, JERUSALÉM! [12]Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou. [15]Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. [16]Ele faz cair a neve como lá e espalha a geada como cinza. [19]Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. [20]Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. Evangelho: Mateus (Mt 5, 17-19) JESUS NÃO VEIO PARA ABOLIR A LEI Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [17]"Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas". Não vim para abolir; mas para dar-lhes pleno cumprimento. [18]Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir; nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra. [19]Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) O MANDAMENTO INVIOLÁVEL A severidade com que Jesus tratou a questão da violação dos mandamentos – "mesmo dos menores" – deve ser entendida no contexto de sua pregação e de seu próprio testemunho de vida. Estaria equivocado quem tentasse entendê-la com a mentalidade dos fariseus legalistas da época. O apego deles aos mandamentos estava longe da prática de Jesus. Os fariseus apegavam-se à letra da Lei, o Messias Jesus, no entanto, ia além, buscando viver o espírito escondido nas entrelinhas dessa mesma Lei.Jesus estava pouco interessado em minúcias, em questões irrelevantes com as quais os fariseus se debatiam. Sua preocupação centrava-se na prática do amor misericordioso, de modo especial em relação aos pobres e marginalizados; na busca constante de fidelidade ao Pai, cuja vontade era um imperativo inquestionável; na relativização das prescrições religiosas, quando estava em jogo a defesa da vida; na liberdade profética diante de tudo quanto se apresentava como empecilho para a realização do Reino. Portanto, seu horizonte era mais vasto e mais radical que o de seus adversários. Esta é a dinâmica na qual a vida do discípulo deve se inserir, tornando-se para ele como que um mandamento inviolável. E por acreditar que este é o caminho correto de acesso a Deus, o discípulo tanto o pratica como o ensina. O legalismo farisaico é, pois, substituído pela fidelidade incondicional ao Pai. SÃO TIAGO CUSMANO (3) Órfão de mãe com apenas 3 anos de idade e de pai, o qual era engenheiro, aos 24 anos, completou sua formação no colégio jesuíta de Palermo. Aos 21 anos de idade foi laureado em Medicina a qual exerceu em Palermo e em São Giuseppe, cidade próxima, até 1859 (25 anos de idade) quando em 8 de dezembro de 1860, em apenas um ano - por já ter formação superior - tornou-se padre, em 22 de dezembro. Seu trabalho foi o de missionário e fundador de obras assistenciais. Fundou a congregação dos "Missionários dos Pobres e a Congregação das Servas dos Pobres, pelas miseráveis condições em que vivia a Sicília. Imensa era sua compaixão pelos mais pobres e pelas crianças. Fez outras muitas obras, entre elas a congregação de damas e nobres empenhados em patrocinar a causa dos pobres. Após sua morte foi sepultado no orfanato feminino de Terre Rose e suas fundações permanecem até os dias de hoje." 1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brEU VOS CHAMO, MEU DEUS, PORQUE ME ATENDEIS!Terça-feira, 13 de março de 2007 3ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Eu vos chamo, meu Deus, porque me atendeis; inclinais vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me.! (Sl 83,3) Se falta a luz de Deus no pensar e no agir, se a oração não encontra tempo, é fácil escorregar e cair. (Pe. Antônio Sérgio de Magalhães) Santos: Ansovino de Camerino (bispo), Cristina da Pérsia (virgem, mártir), Eldrado de Novalese (abade), Eufrásia de Constantinopla (virgem), Geraldo de Mayo (abade), Macedônio, Patrícia e Modesta (mártires da Nicomédia), Nicéforo de Constantinopla (bispo, mártir), Pulquério de Liath-Mochoemoc (abade), Ramiro e Companheiros (monges, mártires de Leão, na Espanha), Rodrigo e Salomão (mártires de Córdova), Sabino do Egito (mártir), Teusita, Hórrio, Teodora, Ninfodora, Marcos e Arábia (mártires de Nicéia, na Bitínia), Agnelo de Pisa (franciscano, bem-aventurado), Pedro II de Cava (abade, bem-aventurado). Oração: Ó Deus, que a vossa graça não nos abandone, mas nos faça dedicados ao vosso serviço e aumente sempre em nós os vossos dons. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Daniel (Dn 3, 25.34-43) O POVO DE ISRAEL SE LEMBRA DA FIDELIDADE DE DEUS Naqueles dias, [25]Azarias parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: [34]"Oh! não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança [35]nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por lsaac, teu servo, e por Israel, teu santo, [36]aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar; [37]Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; [38]neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; [39]mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros [40]e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças que nós te sigamos até ao fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança. [41]De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-lhe, temer-te, buscar tua face; [42]não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; [43]liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) DE ALMA CONTRITA E EM ESPÍRITO DE HUMILDADE, SEJAMOS ACOLHIDOS Deus educou progressivamente seu povo para passar dos sacrifícios cruentos e materiais ao sacrifício de oblação espiritual que envolve o oferente. Depois da reação dos profetas, mesmo estéril, o tempo do exílio favorece uma expressão mais marcada dos sentimentos de humildade e de pobreza e a consciência de que o sentimento pessoal constitui o essencial do sacrifício. O sacrifício do Sérvio sofredor torna-se o tipo do sacrifício futuro; a oração do perseguido vale tanto quanto os sacrifícios de cabritos e cordeiros. Cristo insere-se nesta visão. Sua obediência, sua pobreza e total disponibilidade constituem a matéria de seu sacrifício. Por sua vez o sacrifício cristão se insere no sacrifício de Cristo: uma vida de obediência e de amor que adquire seu valor litúrgico por sua associação a Cristo. Um culto que não fosse a expressão de semelhantes "sacrifício espiritual" perderia radicalmente seu sentido Salmo: 24(25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R/.6a) RECORDAI, SENHOR, A VOSSA COMPAIXÃO! [4b]Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, [4c]e fazei-me conhecer a vossa estrada! 5aVossa verdade me oriente e me conduza, 5bporque sois o Deus da minha salvação. [6]Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e vossa compaixão que são eternas! [7B]De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia [7c]e sois bondade sem limites, ó Senhor! [8]O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. [9]Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. Evangelho: Mateus (Mt 18, 21-35) O PERDÃO DEVE BROTAR DO FUNDO DO CORAÇÃO Naquele tempo, [21]Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" [22]Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete." [23]Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. [24]Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. [25]Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a divida. [26]O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. [27]Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. [28]Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. [29]O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. [30]Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. [31]Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. [32]Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. [33]Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' [34]O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. [35]É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão". Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) DAR E RECEBER PERDÃO Só é capaz de perdoar o próximo quem, de fato, faz a experiência de sentir-se perdoado por Deus. Pelo contrário, quem se mostra inflexível e incapaz de perdoar, dá mostras de não reconhecer o quanto foi perdoado por Deus. A insensibilidade em relação ao dom recebido de Deus torna impossível a concessão de perdão ao próximo. A simples consciência da imensidade do perdão recebido de Deus deveria ser suficiente para motivar as pessoas a perdoar. A parábola do servo cruel está centrada neste tema. Quando se tratou de ser perdoado pelo rei que lhe havia emprestado uma quantia enorme de dinheiro, e não tinha com que pagar, o servo suplicou-lhe clemência e tempo. Comovido, o rei deixou-o partir, perdoando-lhe toda a dívida. Logo em seguida, porém, ao encontrar um companheiro que lhe devia uma quantia irrisória, foi incapaz de sensibilizar-se quando este lhe pediu tempo e clemência para quitar seu débito. E mandou aprisioná-lo. O rei ficou indignado. Parecia-lhe evidente que, assim como o servo havia sido objeto de compaixão, tendo recebido o perdão de sua dívida, o mesmo deveria ter feito com seu companheiro. Por conseguinte, a falta de compaixão para com o próximo impede que se faça a experiência da compaixão de Deus. Deus perdoa a quem está disposto a perdoar. SÃO NICÉFORO (3) Íntegro, dedicado à caridade e bom teólogo, embora não fosse sacerdote e sim secretário do Imperador durante o Império Bizantino e em 806, nomeado Patriarca de Constantinopla, sua elevação espiritual fora sempre notada pela sua dignidade e religiosidade, mostrando-se inflexível às intromissões dogmáticas dos imperadores, os quais tentavam subordinar a Igreja à soberania real, causando grandes discussões teológicas. Nessa época se prenunciava a separação da Igreja Oriental da comunhão com Roma. Por ter sido inflexível, não trair sua consciência diante de sua fidelidade à Igreja, foi desterrado em 815 até o ano de 829. 1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brMINHA ALMA ANSEIA, ATÉ DESFALECER, PELOS ÁTRIOS DO SENHORSegunda-feira, 12 de março de 2007 3ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Minha alma anseia, até desfalecer, pelos átrios do Senhor; meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl 83,3) Hoje: Dia do Bibliotecário Oração: Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, purificai e protegei a vossa Igreja, governando-a constantemente, pois sem vosso auxílio ela não pode salvar-nos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: II Reis (2Rs 5, 1-15a) MAAMÃ, GENERAL DO REIO DA SÍRIA, LEPROSO Naqueles dias, [1]Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. [2]Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou a serviço da mulher de Naamã.[3]Disse ela à sua senhora: "Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!" [4]Naamã foi então informar o seu senhor: "Uma moça do país de Israel disse isto e isto". [5]Disse-lhe o rei Aram: "Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel". Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. [6]E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: "Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra". [7]O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: "Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim". [8]Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: "Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel". [9]Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou a porta da casa de Eliseu. [10]Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: "Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo". [11]Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: "Eu pensava que ele sairia para me receber e que de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. [12]Será que os rios de Damasco, o Abana e o Fartar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?" Deu meia-volta e partiu indignado. [13]Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: "Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: 'Lava-te e ficarás limpo"'. [14]Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. [15ª]Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: "Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda terra, senão o que há em Israel!" Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) NENHUM LEPROSO EM ISRAEL FOI CURADO SENÃO NAAMÃ Naamã tinha que superar dois grandes obstáculos em seu itinerário de fé: o amor próprio e a mentalidade mágica. Seu caminho da palavra do profeta ao rito que o curou e à fé explícita, deveria ser o de todo candidato aos sacramentos. O sacramento não opera eficazmente se não for celebrado em um diálogo entre Deus que se revela e o homem que obedece; evidentemente, a Igreja deve respeitar o tempo necessário ao homem para que possa situar-se e amadurecer. A exagerada insistência de outrora, sobre o opus operatium desviou bastante a atenção do opus operantis, como se a eficácia da ação divina suprisse as deficientes disposições de quem recebia o sacramento. Toma-se hoje maior consciência de que o sacramento deve vir no término de um prazo mais ou menos longo, durante, o qual a Igreja exerce o seu ministério profético, com a Proclamação da palavra de Deus e a Leitura dos acontecimentos, e o indivíduo harmoniza sua fé e avalia as condições reais da conversão. Salmo: 41(42), 2.3; 42(43), 3.4 (R/.41[42],3) MINHA ALMA TEM SEDE DE DEUS, DO DEUS VIVO: QUANDO VEREI A FACE DE DEUS? [41,2]Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando verei a face de Deus? Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh'alma por vós, ó meu Deus! [3]A minh'alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus? [42,3]Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada! [4]Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus! Evangelho: Lucas (Lc 4, 24-30) NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIA Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: [24]"Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. [25]De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. [26]No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. [27]E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio". [28]Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. [29]Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. [30]Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) A DUREZA DE CORAÇÃO A reação dos habitantes de Nazaré, diante da pregação de Jesus, foi de aberta rejeição. Foi tal o desprezo pelas palavras do Mestre, que eles decidiram eliminá-lo lançando-o de um precipício. É possível imaginar a decepção de Jesus, diante da rejeição de seus conterrâneos. Ele tentou compreender a situação, rememorando as experiências de profetas do passado que, rejeitados por seu povo, foram bem acolhidos pelos estrangeiros. Assim aconteceu com Elias: num tempo de seca e fome, beneficiou uma mulher estrangeira, da terra dos sidônios. O mesmo sucedeu com Eliseu: curou da lepra um general sírio, ao passo que, em Israel, essa doença vitimava muitas pessoas. A conclusão de Jesus foi clara: já que o povo de sua cidade insistia em não lhe dar atenção, ele sentiu-se obrigado a ir em busca de quem estivesse disposto a acolhê-lo. Aos duros de coração, no entanto, só restava o castigo. Longe de nós seguirmos o exemplo do povo de Nazaré. Jesus quer encontrar, em nós, abertura para acolhê-lo e disponibilidade para converter-nos. Ninguém é obrigado a aceitar este convite. Entretanto, fechar-se para Jesus significa recusar a proposta de salvação que ele, em nome do Pai, veio nos trazer. SÃO LUIS ORIONE (3) Por quantos títulos este nobre santo era conhecido: "Apóstolo da caridade", "Pai dos pobres", "Benfeitor insigne da humanidade", "Fundador da Pequena Obra da Divina Providência". A mãe era analfabeta: pobre, porém boníssima e cristã. Sua mãe teve grande influência sobre os três filhos com sua piedade e sabedoria. Luís sentia chamado a vida sacerdote aos 10 anos de idade, mas via-se obrigado a ajudar ao pai como calceteiro de estradas. Aos 13 anos de idade foi recebido na Ordem franciscana mas logo teve que voltar para casa, por estar doente. Completou o ginásio no Oratório Salesiano, onde teve a graça de ter como confessor, são João Bosco. Em 1889, aos 17 anos de idade entrou no seminário de Tortosa. Após três anos seu pai veio a falecer e para que pudesse custear seus estudos foi-lhe dado o cargo de guardião da catedral. Mesmo ainda seminarista, fundou no bairro são Bernardino um colégio para vocações sacerdotais para pessoas pobres. Com 21 anos, ainda subdiácono, recebeu do bispo licença para pregar na Diocese. Ordenou-se sacerdote em 3 de abril de 1895, aos 23 anos de idade e sua atividade dirigiu-se a duas direções: escolas e colônias agrícolas. Muito querido por todos era bastante incentivado pelo Papa Pio X. Trabalhou nas obras de reconstrução pelos terremotos de Messina em 1908 e de Márcicas em 1915. Em 1916 iniciou a obra do Pequeno Cotolengo e fundou suas congregações religiosas, masculinas e femininas que ainda vivo viu se expandir continuamente. Em 1934-37, visitou suas obras no Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. Atacado de angina pectoris foi obrigado a se retirar para casa de San Remo onde veio a morrer quase repentinamente. Seu corpo conserva-se até hoje incorrupto e encontra-se em Tortosa. 1 Extraído do COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. III, ©Loyola, 1999 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brO SENHOR É MISERICÓDIA E CLEMÊNCIASábado, 10 de março de 2007 2ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa O Senhor é misericórdia e clemência, indulgente e cheio de amor. O Senhor é bom para com todos, misericordioso para todas as suas criaturas. (Sl 30, 2.5) Tenha confiança na graça de Deus que sustenta aos humildes e derruba os poderosos. (Tomás de Kempis) Oração: Ó Deus, que pelos exercícios da Quaresma já nos dais na terra participar dos bens do céu, que possamos chegar à luz em que habitais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Miquéias (Mq 7, 14-15.18-20) DEUS NÃO QUER A MORTE DO PECADOR MAS A SUA CONVERSÃO [14]Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados. [15]E, como nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. [18]Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniqüidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. [19]Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniqüidade e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. [20]Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos. Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) LANÇARÁ AO FUNDO DO MAR TODOS OS NOSSOS PECADOS Pela misericórdia, o passado do homem pecador não mais existe; ele pode recomeçar tudo. Pode alguém sentir-se chocado com este contínuo falar de misericórdia e de perdão. Parece-lhe pouco sério refugiar-se de continuo junto de um Deus que passa por cima de nossa falta de esforço. Dir-se-ia um jeito demasiado fácil de libertar-se da consciência. Quem, porém, raciocina deste modo esquece que a misericórdia de Deus está ligada à exigência da conversão e que o perdão é verdadeira redenção, libertação, renovação, nova criação. Deus não fecha os olhos com complacente paternalismo, mas abre novo crédito de confiança a nossas responsabilidades e dá a garantia de vencer o mal com o bem. Renova assim no pecador a alegria de viver Salmo: 102(103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R/.8a) O SENHOR É INDULGENTE E FAVORÁVEL [1]Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! [2]Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! [3]Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda sua enfermidade; 4da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão; [9]Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. [10]Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. [11]Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; [12]quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Evangelho: Lucas (Lc 15, 1-3.11-32) TEU IRMÃO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER Naquele tempo, [1]os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. [2]Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles". [3]Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11"Um homem tinha dois filhos. [12]O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. [13]Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. [15]Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. [16]O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. [17]Então caiu em si e disse: 'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome'. [18]Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti; [19]já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. [20]Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. [21]O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei conta Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. [22]Mas o pai disse aos empregados: 'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. [24]Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. [25]O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. [26]Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. [27]O criado respondeu: 'E teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. [28]Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. [29]Ele, porém, respondeu ao pai: 'Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. [30]Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. [31]Então o pai lhe disse: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. [32]Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado"'. Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) ACOLHENDO O PECADOR A consciência do pecado vem acompanhada do sentimento de vergonha em relação a Deus. A revolta contra o seu amor misericordioso parece não se justificar. Junto com a vergonha vem o sentimento de ingratidão. E o pecador reconhece ser uma loucura o ter-se afastado do Pai. Sua reação costumeira: duvidar de que possa ser perdoado. Em outros termos, duvidar que Deus esteja disposto a perdoar, devido à magnitude do pecado cometido. O Evangelho aconselha, firmemente, o pecador a voltar para o Pai, cujo rosto, revelado por Jesus, é um incentivo a essa volta confiante. Deus quer ter junto de si todos os seus filhos. E está sempre disposto a esquecer o passado, pois confia que, no futuro, tudo será melhor. Não coloca limites para o perdão, nem faz distinção entre faltas perdoáveis e faltas imperdoáveis. Tudo pode ser perdoado, quando o pecador se predispõe a voltar. Alegra-se, sobremaneira, com a volta de um filho pecador, pois é como se este estivesse ressuscitando, depois de experimentar a morte. Não considera o pecador como pessoa de segunda categoria, só porque se desviou do bom caminho. Vale a pena confiar no amor misericordioso de Deus Pai. SÃO JOÃO OGILVIE (3) Em 1593 converteu-se à religião católica, entrou no Colégio escocês de Douai e, em 1695, foi para Lavaina onde teve como mestre o famoso Cornélio Lápido. Prosseguiu seus estudos em Ratisbona em 1598 e um ano depois foi admitido como noviço no Colégio dos Jesuítas em Brunnmoróvia. Estudou em diversos lugares e ordenou-se sacerdote em Paris. Em 1610, aos 31 anos de idade, pedia muitas vezes para trabalhar na Escócia, sua pátria a qual não via há 22 anos e meio, foi atendido. A situação dos escoceses estava péssima: era considerado como crime assistir a missas e quem as assistisse corria o risco de perder a vida, seus bens e herdeiros, confiscados pelo Estado. João partiu para Edimburgo e ali exerceu um apostolado clandestino até dia 3 de outubro de 1614 quando, no dia seguinte foi preso em Glasgow por ordens do arcebispo protestante João Spattiswood. Ficou durante 4 meses preso num regime desumano, sem poder realizar nem um movimento, preso por correntes. Foi torturado várias vezes, para que apostatasse. Cinco vezes foi chamado diante do juiz em Glasgow e Ediumburgo. Na ultima sessão, em 10 de março de 1615, foi enforcado no centro de Glasgow e canonizado em 1976. 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997 3 www.asj.org.brÉ FELIZ QUEM A DEUS SE CONFIA!Quinta-feira, 8 de março de 2007 2ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Provai-me, ó Deus, e conhecei meus pensamentos: vede se anda pela vereda do mal e conduzi-me no caminho da eternidade (Sl 138, 23-24) Mulher, vida de Deus. Vida que se comunica. Vida que gera vida. (Wilson João Sperandio) Hoje: Dia Internacional da Mulher Oração: Ó Deus, que amais e restaurais a inocência, orientai para vós os corações dos vossos filhos e filhas, para que, renovados pelo vosso Espírito, sejamos firmes na fé e eficientes nas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. I Leitura: Jeremias (Jr 17, 5-10) MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM [5]Isto diz o Senhor: "Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor"; [6]como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar-se na secura do ermo, em região salobra e desabitada. [7]Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; [8]é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca da umidade, e por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. [9]Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? [10]Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura BENDITO O HOMEM QUE PÕE SUA CONFIANÇA NO SENHOR Em quem se deve esperar? No homem, afirmam muitos de nossos contemporâneos, que sonham libertar o mundo das tutelas religiosas para confiá-lo totalmente às mãos do homem. Sua confiança no homem é comovedora, mas segundo a linguagem do profeta eles seriam malditos, iludidos. Acabam por ser homens sem esperança porque lhes falta a confiança na ressurreição. Além disso, constatando a maldade humana, concluem amargamente que o homem não merece confiança. Só existe uma possibilidade de esperar no homem: esperar no homem Jesus Cristo. Nele Deus nos dá a possibilidade de tornar tudo novo e de crer no futuro. Nele a vida humana torna-se possível e vale a pena ser vivida. É possível, então, esperar também nos outros homens, porque sua graça pode transformá-los e torná-los co-responsáveis, mediante um engajamento fiel no mundo, pela construção de um futuro melhor. Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6 (R/.Sl 39 [40], 5a) É feliz quem a Deus se confia! [1]Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; [2]mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. [3]Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. [4]Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersa pelo vento. [5]Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. Evangelho: Lucas (Lc 16, 19-31) O HOMEM RICO E O POBRE LÁZARO Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: [19]"Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. [20]Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. [21]Ele queria matar a fome com as sobras que caiam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. [22]Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. [23]Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. [24]Então gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas'. [25]Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. [26]E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós'. [27]O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa de, meu pai, [28]porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento'. [29]Mas Abraão respondeu: 'Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!' [30] O rico insistiu: 'Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter'. [31]Mas Abraão lhe disse: 'Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos'". Palavra da Salvação! NOTA: Leituras paralelas nos Evangelhos Sinóticos: Mc 10, 32-34; Lc 18, 31-34 (Terceiro anúncio da paixão) e Mc 10, 35-45 (Contra a ambição). Comentário do Evangelho (1) O RICO E LÁZARO A parábola evangélica é um alerta premente contra o perigo da riqueza e as conseqüências desastrosas para quem não sabe se servir dela como meio para obter a salvação eterna. A riqueza pode levar à condenação. O rico simboliza aquela pessoa cuja vida limita-se à busca de prazeres: da comida, da bebida, do vestir-se bem, do locupletar-se com bens materiais. Por isso, não demonstra a mínima preocupação com Deus, nem muito menos com seus semelhantes, de modo especial, os pobres e marginalizados. Interessa-lhes, apenas, quem lhes pode proporcionar prazer, e seus companheiros de orgias. Nada, porém, que possa significar amor e ruptura dos esquemas egoístas. A riqueza estreitava os horizontes do rico da parábola, impedindo-o de ver para além de seu pequeno mundo. O sofrimento do pobre Lázaro, à sua porta, era-lhe desconhecido. Sua fome contrastava com a opulência dos banquetes que o rico oferecia. Seu corpo coberto de feridas, dando-lhe um aspecto asqueroso, chocava-se com a bela aparência dos convivas do rico, bem vestidos e adornados. O desfecho da parábola parece lógico: a insensibilidade do rico farreador valeu-lhe a condenação eterna de sofrimentos, pois deixara escapar a única chance de construir sua felicidade eterna, fazendo-se solidário com o sofrimento do próximo. SÃO JOÃO DE DEUS (2) Aos 8 anos de idade fugiu de casa. Seu verdadeiro nome era João Ciudad, mas como ninguém sabia seu verdadeiro nome, passaram-no a chamar de João de Deus. Tornou-se pastor e aos 27 anos de idade entrou para o serviço militar, participando de muitas guerras, praticando vários saques e delitos durante as batalhas e acabou gastando todo o dinheiro que tinha. Aos 40 anos de idade começaram a surgir os primeiros sinais de remorso: desejava servir a Deus mas não sabia como. Uniu-se a uma família de nobres portugueses decadentes acompanhando-os na viagem para a África e ajudando-os no que podia. Retornando à Europa abriu uma próspera loja de livros e quadros na Espanha, na cidade de Granada. Viveu uma vida pacata até ouvir a um sermão de são João D´Ávila. Ofereceu todos os seus bens aos pobres e passou a viver como um pedinte, o que fazia muitos crerem que ele tinha enlouquecido e acabou sendo internado em um sanatório sofrendo os terríveis tratamentos da época. Quando saiu do hospital passou a vender madeira para arrecadar dinheiro e dar alimento aos pobres. Auxiliado pelo arcebispo de Granada construiu uma casa para auxiliar os miseráveis e em pouco tempo passou a ajudar o povo mais e mais. Quando morreu, João de Deus tinha cumprido uma missão marcante: como um homem comum souber despertar a muitos para a vida da caridade, para a vida espiritual. 1 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas 2 www.asj.org.brNÃO ME ABANDONEIS JAMAIS, SENHOR, MEU DEUS, NÃO FIQUEIS LONGE DE MIM!Quarta-feira, 7 de março de 2007 2ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação. (Sl 37, 22-23) "Um dos dramas do mundo atual é que os homens não têm tempo de fazer amigos." (François Fénelon) Hoje: Dia do Fuzileiro Naval Oração: Ó Deus, conservai constantemente vossa família na prática das boas obras e, assim como nos confortais agora com vossos auxílios, conduzi-nos aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo I Leitura: Jeremias (Jr 18, 18-20) JEREMIAS BUSCA SEGURANÇA EM DEUS Naqueles dias, [18]disseram eles: "Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras". [19]Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. [20]Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença, para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira. Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) VINDE, ATAQUEMO-LO A história é cheia de exemplos de inocentes que sofrem e de justos perseguidos ou obrigados a calar por homens que se sentem perturbados em suas conseqüências. Nestes continua a história de Cristo, traído pelos seus, perseguido pelos poderosos, condenado à morte de cruz. A oração de Jesus, semelhante à de Jeremias pelo sentido que exprime e pela compaixão, tão semelhante à sorte que coube a Jeremias, não leva mais o grito da humanidade incapaz de compreender a dor, mas torna-se motivo de conforto para os homens provados pelo sofrimento e angústia da morte, porque Cristo nos salvou por sua morte. A cruz, depois de Jesus Cristo, torna-se símbolo de vida; não perde a dureza, mas já não é destituída de significado. Salmo: 30 (31), 5-6.14.15-16 (R/.17b) SALVAI-ME PELA VOSSA COMPAIXÃO, Ó SENHOR DEUS [5]Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! [6]Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! [14]Ao redor, todas as coisas me apavoram; ouço muitos cochichando contra mim; todos juntos se reúnem, conspirando e pensando como vão tirar-me a vida. [15]A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! [16]Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Evangelho: Mateus (Mt 20, 17-28) ELES O CONDENARÃO À MORTE Naquele tempo, [17]enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: [18]"Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte, [19]e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará". [20]A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. [21]Jesus perguntou: "O que tu queres?" Ela respondeu: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda". [22]Jesus, então, respondeu-lhes: "Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos". [23]Então Jesus lhes disse: "De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou". [24]Quando os outros discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. [25]Jesus, porém, chamou-os e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. [26]Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; [27]quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos".Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) O EXEMPLO DO FILHO DO HOMEM Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam atrelados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto. Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade. No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina "Filho do Homem". Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se. SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE (3) Os registros do martírio dessas duas santas são um dos documentos mais emocionantes o cristianismo. Perpétua, cujo primeiro nome era Víbia, vinha de família nobre e rica. Tinha 22 anos, acabara de dar a luz ao seu primeiro filho e já ficara viúva. Felicidade, ao contrário, era uma escrava, grávida de oito meses. Embora as diferenças de status, ambas se preparavam juntas para o batismo no catecumenato quando foram presas junto a outros: a Sáturo, diácono e mestre, Saturninus, Secundulus e Revocatus. Lançados na prisão, esperando o processo, o choque foi brutal para Perpétua que sempre vivera no luxo. Puseram-nos em uma grande escuridão, passando dias terríveis pela estreiteza do local e profunda preocupação com seu filhinho. Dois diáconos conseguiram um melhor tratamento para eles, mediante dinheiro: foram levados ao andar superior que era mais amplo e permitiram que Perpétua ficasse com o seu filhinho. Estava bastante frágil a criança e ela lhe dava o peito. Mas continuava preocupada com os pais e se consumia vendo o sofrimento deles porque amavam-na muito. Após poucos dias do nascimento do filho de Felicidade, (dois dias antes do sacrifício) iniciou-se o interrogatório. Todos professaram sua fé e foram lançados às feras. Morrendo despedaçados por leopardos, ursos e javalis. Apenas Perpétua e Felicidade foram derrubadas por uma vaca e degoladas pelos soldados. Há um livro denominado "O Martírio de Perpétua e Felicidade" tão famoso que era lido durante as liturgias. 1 MISSAL COTIDIANO, ©Loyola, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas 3 www.asj.org.brILUMINAI MEUS OLHOS, SENHOR, GUARDAI-ME DO SONO DA MORTE.Terça-feira, 6 de março de 2007 2ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa Iluminai meus olhos, Senhor, guardai-me do sono da morte. Que meu inimigo não possa dizer: triunfei sobre ele. (Sl 12, 4-5) Oração: Guardai, Senhor Deus, a vossa Igreja com a vossa constante proteção e, como a fraqueza humana desfalece sem vosso auxílio, livrai-nos constantemente do mal e conduzi-nos pelos caminhos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo Leitura: Isaías (Is 1, 10.16-20) APRENDEI A FAZER O BEM! [10]Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. [16]Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! [17]Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. [18]Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã. [19]Se consentirdes em obedecer, comereis as coisas boas da terra. [20]Mas se recusardes e vos rebelardes, pela espada sereis devorados, porque a boca do Senhor falou! Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) APRENDEI A FAZER O BEM O pecado é fratura, divisão, dilaceramento. Ele pode insinuar-se até em nossa vida de fé e separar a fé da vida. Chega-se a este ponto quando se cede à tentação, continuamente presente na humanidade, de reduzir a fé prevalentemente à sua manifestação, à chamada prática cristã. Reduz-se assim a fé a uma etiqueta superficial, pratica-se uma religião sem fé, intolerável aos olhos de Deus. A reforma litúrgica, empenhada em tornar mais ativa e consciente a participação dos cristãos nas celebrações litúrgicas, torna mais difícil o exercício de um culto considerado como tributo a pagar. A liturgia hoje nos força a ser mais sinceros e autênticos em nossas atitudes religiosas. Salmo: 49(50), 8-9.16bc-17.21 e 23 (R/.23b) A TODOS QUE PROCEDEM RETAMENTE, EU MOSTRAREI A SALVAÇÃO QUE VEM DE DEUS "Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. Como ousas a repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios! Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? E disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos. Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus". Evangelho: Mateus (Mt 23, 1-12) UM SÓ É VOSSO MESTRE E TODOS VÓS SÃO IRMÃOS Naquele tempo, [1]Jesus falou às multidões e aos seus discípulos e lhes disse: [2]"Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. [3]Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. [4]Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. [5]Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. [6]Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. [9]Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é vosso Guia, Cristo. [11]Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. [12]Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado". Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) CUIDADO COM O EXIBICIONISMO Jesus cuidou para que seus discípulos não imitassem os maus costumes dos fariseus. Abusando da boa-fé das pessoas simples, eles as oprimiam. Quando consultados, faziam interpretações rigorosas e exigentes da Lei. No entanto, tudo era diferente quando chegava a vez deles cumprirem essa mesma Lei. Seu agir pautava-se por um dualismo intransigente: severidade para os outros e permissividade para si mesmos. Os fariseus distinguiam-se pelo exibicionismo. Suas roupas eram adornadas por franjas exageradas. Traziam, amarrados na fronte e nos braços, pequenos estojos contendo textos da Lei. Para que todos se dessem conta disto, usavam tiras de couro bem largas para atar esses estojos. Quando chegavam nas sinagogas, faziam questão de ocupar um lugar de destaque. Na rua, gostavam de ser saudados pelos passantes. Na época, essa saudação constava de um ritual bem complicado. Além disso, não abriam mão de serem chamados de "rabinos", para que sua importância ficasse bem evidente. Jesus procurou banir tal comportamento do meio de seus discípulos, ensinando-lhes o caminho do serviço e da humildade. Nada de querer parecer melhor que os outros, querendo assim assumir um lugar que pertence unicamente a Deus e acabando por se tornar um terrível opressor. O discípulo deve ser movido por outros sentimentos! Realmente, não tem solidão mais perigosa que a do homem perdido na multidão. (Thomas Merton) SANTA ROSA DE VITERBO (3) Esta querida santinha figura-se entre uma da mais jovens de toda a história da Igreja. Rosa dedicou-se a pregação a partir de 8 anos de idade: nessa época a imoralidade e rivalidades entre o Papa e o Imperador Frederico II em todo o no norte da Itália a fizesse, mesmo criança lançar-se ao apostolado público contra os abusos do Imperador e atacando suas heresias. Ia para as cidades vizinhas, atraindo sempre grandes multidões. É condenada ao exílio junto à sua família. Morto o Imperador, volta a Viterbo triunfante. Desejava muito entrar para o convento para era tão pobre que por falta de dote não o conseguiu. E em profundas orações e penitências, morreu esgotada, aos 17 anos de idade. Deus queria premiá-la com o céu. 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas 3 www.asj.org.brTENDE COMPAIXÃO DE NÓS, Ó DEUS, LIBERTAI- NOS E SAILVAI-NOS.Segunda-feira, 5 de março de 2007 2ª Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa "Tende compaixão de mim, ó Deus, e libertai-me! Meus pés estão firmes no caminho reto, nas assembléias bendirei ao Senhor." (Sl 25,11) "Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo." (Eça de Queiroz) Hoje: Dia do Filatelista Brasileiro Oração: Deus, que para remédio e salvação nossa nos ordenais a prática da mortificação, concedei que possamos evitar todo pecado e cumprir de coração os mandamentos do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo I Leitura: Daniel (Dn 9, 4b-10) A TI, SENHOR, CABE A MISERICÓRDIA E PERDÃO [4b]"Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; [5]temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; [6]não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos ante passados e a todo o povo do país. [7]A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. [8]A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; [9]mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, [10]e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) PECAMOS, TEMOS PRATICADO A INJUSTIÇA E A IMPIEDADE A Escritura, história do amor de Deus, é também uma história do pecada. Como Israel, o homem moderno descobre grande incapacidade coletiva de amar e reconhece que o pecado reina no mundo. Todos fomos contagiados por ele e contribuímos para isso. Também os males físicos que nos afligem têm alguma conexão com o nosso pecado. Quando menos porque, em vez de nos unirmos para "sujeitar a terra" ao bem de todos, por causa do pecado que está em nós, subjugamo-nos, exploramos e fazemos o mal uns aos outros. Entretanto, a misericórdia de Deus, a graça, a vida que Jesus nos traz, são mais fortes do que o pecado. As forças de verdade e de graça postas por Deus no homem, e continuamente comunicadas por meio da Igreja, fazem o bem mais forte e mais contagioso que o mal. Reconhecendo-nos pecadores, tenhamos confiança na misericórdia do Pai, que nos ama mesmo quando estamos fora do caminho. Salmo: 78(79), 8.9.11 e 13 (R/.Sl 102[103],10a) O SENHOR NÃO NOS TRATA COMO EXIGEM NOSSAS FALTAS 8Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. 9Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados! 11Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer! 13Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos. Evangelho: Lucas (Lc 6, 36-38) COM A MESMA MEDIDA COM QUE MEDIRES OS OUTROS VÓS TAMBÉM SEREIS MEDIDOS Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36"Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos". Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) PERDOAR E SER PERDOADO A reconciliação foi um tema fundamental do ministério de Jesus. Tudo quanto fazia visava restaurar os laços de amizade dos seres humanos entre si e com Deus. Ele foi, por excelência, um construtor de reconciliação. Portanto, um bem-aventurado! No seu ensinamento, o Mestre mostrou a transcendência do perdão que rompe os limites do puro relacionamento humano para levar ao relacionamento das pessoas com Deus. No ato de perdoar, o discípulo do Reino decide seu destino eterno. A ordem de Jesus – "Perdoai, e sereis perdoados!" – não expressa a reciprocidade do perdão no nível puramente humano, como se ele dissesse: na medida em quem vocês perdoarem o próximo, serão perdoados por ele. Pelo contrário, o perdão oferecido ao próximo tem, como contrapartida, o perdão recebido de Deus. Quem abre o coração e oferece o perdão a seu semelhante, restabelecendo o relacionamento fraterno encontrará no Pai um coração aberto para perdoá-lo e acolhê-lo.Conclui-se da ordem de Jesus que, quem não perdoa, não receberá o perdão do Pai, pois a falta de comunhão com o semelhante é indício de ruptura com o Pai. Assim, o discípulo do Reino busca construir um relacionamento sólido com o Pai, por meio da comunhão com o seu semelhante. É ilusório querer trilhar um caminho diferente SÃO JOSÉ DA CRUZ (3) São José da Cruz ingressou na Ordem de São Pedro de Alcântara por sentir que por esses ordem chegaria muito mais próximo ao Céu. Fugiu das dignidades eclesiásticas e levou uma vida eremítica para se exercitar unicamente na penitência e na oração, tal o fundador de sua congregação. Era profundamente austro, comia pouco e uma só vez ao sai, dormi apoucas horas, levantando-se a meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia. Em 1647 foi enviado para fundar um convento em Ávila, em Piemonte. Juntou pedras com suas próprias mãos, usou cal e madeira e com um enxadão fez os alicerces. Não tinha ninguém para ajudá-lo. O povo começou a achar que ele era louco mas logo perceberam que estavam errado e começaram a prestar-lhe ajuda, de forma que um grande convento foi edificado em poucos tempo. Em 1702 foi nomeado vigário provincial da Reforma de São Pedro de Alcântara na Itália e a ordem, abençoada por Deus, desceu de Norte a Sul, adquirindo um bem espiritual tão grande que chegou ao Vaticano. João José da Cruz viveu até 85 anos de idade e na última etapa de sua vida foi favorecido com o dom de fazer milagres. De todo Piemonte vinham ao Convento de Ávila numerosas caravanas que se tivessem fé e merecimentos eram curadas. O santo foi beatificado em 17989 e canonizado em 1839,no centenário de sua morte. 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas 3 www.asj.org.brA LEI DO SENHOR É PERFEITA, CONVERSÃO PARA A ALMA.Sábado, 3 de março de 2007 I Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa "A Lei do Senhor é perfeita, conversão para a alma. O testemunho do Senhor é verdadeiro, sabedoria para os simples." (Sl 18, 8) "Os êxitos gritam para o cristão: continua; como os fracassos lhe dizem: recompensa." (P. Sertillanges) Hoje: Dia Mundial de Orações da Mulher Oração: Convertei para vós, ó Pai, nossos corações, a fim de que, buscando sempre o único necessário e praticando as obras de caridade, nos dediquemos ao vosso culto. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo I Leitura: Deuteronômio (Dt 26, 16-19) PERMANECER FIEL AO AMOR DE DEUS Moisés dirigiu a palavra ao povo de Israel e lhe disse: [16]"Hoje, o Senhor teu Deus te manda cumprir esses preceitos e decretos. Guarda-os e observa-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. [17]Tu escolheste hoje o Senhor para ser o teu Deus, para seguires os seus caminhos, e guardares seus preceitos, mandamentos e decretos, e para obedeceres à sua voz. [18]E o Senhor te escolheu, hoje, para que sejas para ele um povo particular, como te prometeu, a fim de observares todos os seus mandamentos. [19]Assim ele te fará ilustre entre todas as nações que criou, e te tornará superior em honra e glória, a fim de que sejas o povo santo do Senhor teu Deus, como ele disse". Palavra do Senhor! Comentando a I Leitura (1) PARA QUE SEJAS O POVO SANTO DO SENHOR TEU DEUS Deus toma sempre a iniciativa da aliança, por isso não pode o homem assumir a atitude farisaica de quem gaba merecimentos diante dele ou se põe num plano de igualdade com ele. Deus, além do mais, levará o seu plano a bom êxito, apesar da infidelidade de Israel, ou das infidelidades do povo da nova aliança. Entretanto, Deus respeita e solicita a adesão do homem; não salva o homem sem o homem, sem total fidelidade à condição humana. Salva-o, assim, através daquilo que é o mais próprio da condição humana sobre a terra: a morte. Salva-o mediante a morte de Cristo. A aliança é, antes de tudo, eleição de Deus, que nos escolheu por amor. No entanto, e também eleição do povo, que não reconhece outro Deus além do seu Senhor; nem outra lei que a sua palavra. Em Cristo, Deus-e-homem, manifesta-se a gratuidade da escolha de Deus e realiza-se a livre resposta do homem. Cristo, presente na Eucaristia, faz-nos participar em sua fidelidade ao Pai, e pede à Igreja que tenha a mesma fidelidade, para mostrar ao mundo o semblante de Deus, o Deus da aliança, presente nas vicissitudes humanas. Salmo: 118 (119), 1-2.4-5.7-8 (R/.1b) FELIZ É QUEM NA LEI DO SENHOR DEUS VAI PROGREDINDO! [1]Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! [2]Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus! [4]Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. [5]Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei! [7]Quero louvar-vos com sincero coração, pois aprendi as vossas justas decisões. 8Quero guardar vossa vontade e vossa lei; Senhor, não me deixeis desamparado! Evangelho: Mateus (Mt 5, 43-48) SÊDE PERFEITOS COMO O VOSSO PAI CELESTE É PERFEITO Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [43]"vós ouvistes o que foi dito: ´Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!" [44]Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! [45]Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e in justos. [46]Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? [47]E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinários? Os pagãos não fazem a mesma coisa? [48]Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito". Palavra da Salvação! Comentário do Evangelho (2) O PAI, MODELO DA PERFEIÇÃO A ordem de Jesus pode, à primeira vista, parecer exorbitante e inexeqüível. Quem será tão pretensioso a ponto de querer igualar-se, em perfeição, ao Pai? Não foi essa a tentação de Adão e Eva, no paraíso, quando ousaram querer ser como deuses, conhecedores de toda a ciência do bem e do mal? Conhecemos o resultado de tal ousadia. Urge entender, de maneira conveniente, o preceito de Jesus, para não tachá-lo de injusto. A ordem do Mestre desponta na vida do discípulo como um ideal, embora sabendo que jamais será alcançado. Com isso sentir-se-á impulsionado a progredir, sem se dar por satisfeito com as metas já alcançadas. Existe sempre a possibilidade de ir além e descobrir novas formas de manifestar o amor ao semelhante, de fazer-se servidor dos mais necessitados, de buscar construir comunhão e reconciliação entre todos os seres humanos, sem acepção de pessoas. Agindo assim, o discípulo torna-se sacramento da perfeição divina na história humana. Seu modo de proceder funcionará como um alerta para quem ainda não se deu conta de quem é o Pai e do que ele exige de nós. O discípulo deve recusar-se, peremptoriamente, a modelar o seu agir pelos esquemas mundanos, calcados no egoísmo. É o Pai que, no esplendor de sua perfeição, aparece como modelo a ser imitado. SANTO INOCÊNCIO DE BERSO (3) Filho de camponeses, Pedro e Francisca Scalninóni, recebeu no batismo o nome de João. Com apenas 3 meses de idade seu pai faleceu. Freqüentou o colégio em Levere, foi aceito por Dom Verzéri no seminário diocesano de Bréscia em 2 de Junho de 1876 aos 32 anos de idade e foi ordenado padre. Foi enviado a Cevo como coadjutor de um santo pároco. Totalmente desapegado ás coisas materiais, caridoso, confessor incansável, assistente dos enfermos e humildade em suas pregações, exerceu o cargo de vice-diretor do seminário em Bréscia, mas não contente com este trabalho retornou a Verzo. Após ter superado a muitas dificuldades, entrou para a Ordem dos Capuchinhos, vestindo o hábito em 1874 (aos 30 anos de idade) recebendo o nome de Frei Inocêncio de Berzo. Mesmo assim não conseguia descobrir bem sua missão. Esteve em Albino, depois no convento da Anunciação como vice-mestre dos noviços. Em 1880 (36 anos de idade) foi designado para fazer as revistas dos franciscanos em Milão. Foi para Crema , retornou novamente ao convento da Anunciação onde seu espírito finalmente encontrou seu espaço: desejava ser santo a todo custo. Passou a ocultar-se, a sacrificar-se, a penitenciar-se, esquecer-se, anular-se, com horas prolongadas de oração, executando os cargos mais humildes do ministério e depois a pedir esmolas para o convento. 1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997 2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas 3 www.asj.org.br |
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