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    LEMBRAI-VOS DE VOSSA MISERICÓRDIA E DE VOSSO AMOR QUE SÃO ETERNOS.

    Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

    I Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa

    Lembrai-vos de vossa misericórdia e de vosso amor, pois são eternos. Nossos inimigos não triunfem sobre nós; libertai-nos, ó Deus, de toda angústia! (Sl 24, 6.3.22)

    Aumentar o espírito comunitário é o segredo e a alma do Dízimo Mensal. (Pe. Walter José Brito Pinto)

    Oração: Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo

    I Leitura: Jonas (Jn 3, 1-10)

    CONVERSÃO DE NÍNIVE E PERDÃO DIVINO

    [1]A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: [2]"Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar".

    [3]Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. [4]Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: "Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída". [5]Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. [6]A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza.

    [7]Em seguida, fez proclamar, em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: "Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. [8]Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. [9]Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer".

    [10]Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal, que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    OS NINIVITAS SE AFASTAVAM DO MAU CAMINHO

    Se nos pusermos do lado de Jonas, deveremos recordar que Nínive, isto é, o mundo, os outros, os não-cristãos, estão dentro dos confins do amor de Deus; que Deus não quer condená-los, mas salvá-los; que Deus "vela paternalmente sobre todos, quis que todos os homens constituíssem uma só família e se tratassem mutuamente como irmãos" (GS 24). O livro de Jonas exorta o povo de Deus a não se dobrar sobre si mesmo, não se fecha'; pensando ser a comunidade dos salvos, talvez perseguida pelos demais.

    Os cristãos foram escolhidos por Deus, não para um privilégio, e sim para um serviço. Fomos escolhidos por ele para testemunhar uma salvação oferecida a todos. No contexto da Quaresma, esta leitura é convite a colocarmo-nos do lado dos ninivitas. O Senhor está no meio de nós e nos concede quarenta dias para fazermos penitência. Os habitantes de Nínive acolheram a palavra de Deus e converteram-se. Só poderemos proclamar o convite à conversão se pudermos dar testemunho de que ela tem significado para nós.

    Salmo: 50(51), 3-4.12-13.18-19 (R/.19b)

    Ó SENHOR, NÃO DESPREZEIS UM CORAÇÃO ARREPENDIDO!

    [1]Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! [4]Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

    [12]Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. [13]Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

    [18]Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. [19]Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

    Evangelho: Lucas (Lc 11, 29-32)

    NENHUM SINAL SERÁ DADO A ESTA GERAÇÃO A NÃO SER O SINAL DE JONAS

    Naquele tempo, [29]quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. [30]Com efeito, assim como Jonas foi um sinal rainha do sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. [31]No dia do julgamento, a condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. [32]No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas". Palavra da Salvação!


    NOTA: Essa passagem bíblica também está presente nos seguintes livros Mt 12, 38-42; Mc 8, 12 e Jo 6, 30-31 (O Sinal de Jonas;. A passagem "A rainha do sul (...) que veio ouvir a sabedoria de Salomão" está bem detalhada em 1Rs 10, 1-10). Esta leitura é também apresentada na segunda feira da XXVIII semana do Tempo Comum (15 de outubro de 2007)

    Comentário do Evangelho (2)

    JESUS, MAIOR QUE JONAS

    O povo pede a Jesus um sinal. Tal pedido manifesta uma predisposição a não crer nele e a pôr sob suspeita seus ensinamentos, bem como seu poder de realizar milagres. Como a fé é um pressuposto da correta avaliação do ministério de Jesus, só lhe restava refutar qualquer pretensão de exigir provas espetaculares de sua condição messiânica. Neste contexto, a oferta do sinal de Jonas pode parecer um tanto estranha, e dar a impressão de ser uma concessão.

    Que relação existia entre a experiência de Jonas e a de Jesus? Jonas era um desconhecido que, chegando a Nínive, capital do reino assírio, pôs-se a conclamar o povo à conversão. Era estrangeiro e desprovido de qualquer credencial para a missão profética. Falava em nome de um Deus que não correspondia ao deus cultuado pela população local. Não podia garantir que dessem crédito às suas palavras. Entretanto, os habitantes de Nínive "proclamaram um jejum e se vestiram de sacos, desde os grandes até os pequenos". Até mesmo o rei local fez penitência, cobrindo-se de saco e sentando-se sobre cinzas.

    Por que a geração perversa do tempo de Jesus não haveria de dar ouvido às palavras do Filho de Deus, recusando-se a se converter? Sendo este mais que Jonas, urgia que dessem ouvidos ao seu apelo e se predispusessem à conversão. Caso contrário, incorreriam em condenação. A salvação supunha que se convertessem sem demora, como os ninivitas.

    SÃO ROMANO (3)

    O monge Romano era discípulo de um dos primeiros mosteiros do Ocidente, o de Ainay, próximo a Lyon, na França, no século IV, quando nascia a vida monástica abaixo da linha do Equador. Ele foi também um dos primeiros monges ocidentais. Romano achava as regras do mosteiro muito brandas. Então, com apenas uma Bíblia, o que para ele era o indispensável para viver, sumiu nos arredores da cidade. Só foi localizado anos depois por Lupicino, que se tornou seu aluno e seguidor. A eles se juntaram muitos outros que desejavam ser eremitas, fundando um mosteiro em Condat e outro em Beaume, desta vez com a disciplina que Romano achava correta.

    Conta-se que, durante uma viagem de Romano ao túmulo de São Maurício, em Genebra, ele e um discípulo que o acompanhava e que também foi canonizado, São Pelade, hospedaram-se numa choupana onde havia dois leprosos. Romano os abraçou, solidarizou-se com eles e, na manhã seguinte, os dois estavam curados. Diz a lenda que este foi apenas o começo de uma viagem cheia de prodígios e milagres. Voltando dessa peregrinação, São Romano voltou à solidão e assim morreu aos 73 anos de idade.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Jaldemir Vitório, ©Paulinas

    3 www.asj.org.br

    TENDE PIEDADE DE NÓS, SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS!

    Segunda, 26 de fevereiro de 2007

    I Semana da Quaresma e do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa

    Como os olhos dos servos estão voltados para as mãos de seu senhor, assim os nossos, para o Senhor nosso Deus, até que se compadeça de nós. Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós! (Sl 122, 2-3)

    "Em todas as tribulações, olhemos o crucifixo, e não teremos mais coragem de nos queixar." (P.Mortier)

    Oração: Convertei-nos, ó Deus, nosso salvador, e, para que a celebração da Quaresma nos seja útil, iluminai-nos com a doutrina celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo

    I Leitura: Levítico (Lv 19, 1-2.11-18)

    SEDE SANTOS, PORQUE EU, O SENHOR VOSSO DEUS, SOU SANTO

    [1]O Senhor falou a Moisés, dizendo: [2]"FaIa a toda a comunidade dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.

    [11]Não furteis, não digais mentiras, nem vos enganeis uns aos outros. [12]Não jureis falso por meu nome, profanando o nome do Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor.

    [13]Não explores o teu próximo nem pratiques extorsão contra ele. Não retenhas contigo a diária do assalariado até o dia seguinte. [14]Não amaldiçoes o surdo, nem ponhas tropeço diante do cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. [15]Não cometas injustiças no exercício da justiça; não favoreças o pobre nem prestigies o poderoso. Julga teu próximo conforme a justiça. [16]Não sejas um maldizente entre o teu povo. Não conspires, caluniando-o, contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor.

    [17]Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele. [18]Não procures vingança, nem guardes rancor aos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor". Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    JULGA TEU PRÓXIMO CONFORME A JUSTIÇA

    Deus é santo. Está para além do mundo e da história, separado do mundo, incompreensível com o mundo, incompreensível ao mundo. Interessa-se, porém, pelos homens, pelas relações dos homens entre si, suas relações comunitárias. E por ser santo, comunica-se ao homem por amor, por ele se interessa para arrancá-lo de sua incapacidade, libertá-lo da escravidão de si mesmo e das coisas, levá-lo à sua "santidade".

    A lei que Deus dá aos homens não é imposição caprichosa, é o dom de um Deus que quer os homens semelhantes a ele, participantes de sua santidade. Pelo fato de os cristãos haverem sido "santificados" pelo batismo não se há de crer que não possa mais haver algum conflito entre eles, nem nos deve escandalizar a verificação da presença de contestações e de males na Igreja.

    O fato de serem crentes, membros da mesma Igreja, não suprime as contradições humanas, não elimina os contrastes, não resolve as contestações. A Igreja, contudo, ajuda a viver as contradições no amo'; reúne à mesma mesa pessoas divididas pelas idéias, ensina a recorrer à penitência quando não se é capaz de controlar os próprios sentimentos.

    Salmo: 18(19), 8.9.10.15 (+.Jo 6, 63)

    Ó SENHOR, VOSSAS PALAVRAS SÃO ESPÍRITO E VIDA!

    [8]A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

    [9]Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

    [10]É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

    [15]Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu Rochedo e Redentor!

    Evangelho: Mateus (Mt 25, 31-46)

    O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [31]"Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. [32]Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. [33]E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.

    [34]Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! [35]Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; [36]eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar'.

    [37]Então os justos lhe perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? [38]Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? [39]Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' [40]Então o rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!' [41]Depois o rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. [42]Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; [43]eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'.

    [44]E responderão também eles: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro; ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' [45]Então o rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!' [46]Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna". Palavra da Salvação!

    NOTA: Este trecho bíblico do Evangelho é também visto no XXXIV Domingo do Tempo Comum "A" (Jesus Cristo, Rei do Universo)

    Comentário o Evangelho (2)

    SALVOS PELA CARIDADE

    A descrição do juízo final é um alerta premente para a comunidade cristã, empenhada em dar testemunho de sua fé. Sublinhando o que acontece no final da caminhada terrena, o ponto visado é o presente da comunidade. Em última análise, é no agora de sua vida que vai se definindo a sorte futura de seus membros. O Mestre ensina que existe uma maneira correta e outra incorreta de buscar a salvação. Urge não se enganar!

    A maneira correta consiste em demonstrar um amor entranhado ao próximo, principalmente aos famintos, aos sedentos, aos estrangeiros, aos despojados de suas vestes, aos doentes e aos prisioneiros. Esta lista deve ser completada com todas as demais categorias de empobrecidos, marginalizados e aviltados em sua dignidade. Salva-se quem se dispõe a solidarizar-se com eles, vindo ao encontro de suas necessidades, tornando-se encarnação de Deus em suas vidas, de forma a revelar-lhes o quanto são amados pelo Pai.

    A maneira incorreta consiste em contentar-se com os bons propósitos, com palavreados vazios, com moralismos inconsistentes, com dogmatismos intransigentes e fanáticos. Quem se aferra a tais atitudes, desviando-se dos necessitados ou não tendo tempo para eles, será surpreendido com as severas palavras de condenação do Filho do Homem, revestido da dignidade de juiz universal. É mister buscar a caridade fraterna, único meio de atingir a comunhão com o Pai.

    SANTO ALEXANDRE (3)

    Hoje lembramos a vida de Santo Alexandre que governou a Igreja em Alexandria. Alexandre Santo bispo esteve na zelando pelo rebanho do Cristo, e principalmente cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria que começou a espalhar uma mentira afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto por natureza do Pai, seria, portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina nem eterna.

    Várias correções o bispo Alexandre fez a Ário, mas irreversível não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação de sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte com o imperador Constantino e principalmente o papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: " Filho Unigênito do Pai... consubstancial ao Pai".

    CANONIZAÇÃO DE FREI GALVÃO

    Frei Galvão será canonizado no dia 11 de maio, em São PauloNo Consistório no final desta manhã no Palácio Apostólico do Vaticano, durante a Hora Sexta, o Papa Bento XVI autorizou a canonização de Frei Antônio de Sant'Ana Galvão e marcou a cerimônia para o dia 11 de maio em São Paulo, durante a visita que realizará ao Brasil.

    Junto com Frei Galvão foram autorizadas as canonizações de: Jorge Preca, sacerdote maltês, fundador da Sociedade da Doutrina Cristã; Simão da Lipnica, sacerdote da Ordem dos Frades Menores; Carlos de Santo André, sacerdote holandês da Congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Maria Eugênia de Jesus, francesa, fundadora do Instituto das Irmãs das Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria. A cerimônia de canonização destes últimos será no dia 3 de junho de 2007 em Roma.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996

    3 www.asj.org.br

    QUANDO ME CHAMARES HEI DE ATENDER-TE E NA TRIBULAÇÃO ESTAREI CONTIGO.

    Domingo, 25 de fevereiro de 2007

    I da quaresma (Ano "C"), 1ª semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica roxa

    Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90, 15-16)

    Oração: Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    I Leitura: Deuteronômio (Dt 26, 4-10)

    PROFISSÃO DE FÉ DO POVO ELEITO

    Assim Moisés falou ao povo: [4]"O sacerdote receberá de tuas mãos a cesta e a colocará diante do altar do Senhor teu Deus. [5]Dirás, então, na presença do Senhor teu Deus: 'Meu pai era um arameu errante, que desceu ao Egito com um punhado de gente e ali viveu como estrangeiro. Ali se tornou um povo grande, forte e numeroso. [6]Os egípcios nos maltrataram e oprimiram, impondo-nos uma dura escravidão.

    [7]Clamamos, então, ao Senhor, o Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa opressão, a nossa miséria e a nossa angústia. [8]E o Senhor nos tirou do Egito com mão poderosa e braço estendido, no meio de grande pavor, com sinais e prodígios. [9]E conduziu-nos a este lugar e nos deu esta terra, onde corre leite e mel. [10]Por isso, agora trago os primeiros frutos da terra que tu me deste, Senhor'. Depois de colocados os frutos diante do Senhor teu Deus, tu te inclinarás em adoração diante dele". Palavra do Senhor!

    Salmo: 90(91), 1-2.10-11.12-13.14-15(R/.cf. 15b)

    EM MINHAS DORES, Ó SENHOR, PERMANECEI JUNTO DE MIM!

    Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: "Sois meu refugio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente".

    Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem.

    Haverão de te levar em suas mãos, para o teu pé não se ferir nalguma pedra. Passarás por sobre cobras e serpentes, pisarás sobre leões e outras feras.

    "Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, e a seu lado eu estarei em suas dores."

    II Leitura: I Carta de Paulo aos Romanos (Rm 10, 8-13)

    PROFISSÃO DE FÉ DOS QUE CRÊEM EM CRISTO

    Irmãos: [8]O que diz a Escritura? "A palavra está perto de ti, em tua boca e em teu coração". Essa palavra é a palavra da fé, que nós pregamos. [9]Se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. [10]É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. [11]"Pois a Escritura diz: "Todo aquele que nele crer não ficará confundido". [12]Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. [13]De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. Palavra do Senhor!

    Evangelho: Lucas (Lc 4, 1-13)

    JESUS NO DESERTO, ERA GUIADO PELO ESPÍRITO E FOI TENTADO

    Naquele tempo, [1]Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. [2]Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e depois disso, sentiu fome. [3]O diabo disse, então, a Jesus: "Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão". [4]Jesus respondeu: "A Escritura diz: 'Não só de pão vive o homem [5]O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os remos do mundo [6]e lhe disse: "Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. [7]Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu". [8]Jesus respondeu: "A Escritura diz: 'Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele serviras.

    [9]Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: "Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! [10]Porque a Escritura diz: 'Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!' [11]E mais ainda: 'Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra'". [12]Jesus, porém, respondeu: "A Escritura diz: 'Não tentarás o Senhor teu Deus"'. [13]Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno. Palavra da Salvação!

    LIBERTAÇÃO: DOM E COMPROMISSO

    Certos momentos na história de um povo constituem a sua epopéia; são os acontecimentos da "libertação", do seu nascimento como povo quando tomou consciência dos laços que o unem e do destino a que é chamado.

    O povo de Israel viveu essa experiência na história e a reviveu na memória poética e ritual (1ª leitura), encontrando nos acontecimentos do Êxodo o ponto de referência para a sua consciência de ser o povo escolhido em vista de uma missão. Sentiu sua libertação como uma obra prodigiosa de Deus e não como fruto de iniciativa humana: conseqüentemente, toda a sua religião se baseia nessa libertação e no seu desenrolar-se dentro de um desígnio de salvação.

    Para os cristãos, o acontecimento é a Páscoa de Jesus, que começa a fazer parte da história de todo homem, uma vez que ele aceita deixar-se libertar e entrar no povo dos remidos. As comunidades que se reúnem em nome (2ª leitura) de Jesus professam a "palavra da fé" nele, ressuscitado pelo poder do Pai, como os israelitas celebravam a páscoa reconhecendo os prodígios de Deus para com eles.

    Superando toda tentação de satanás (evangelho) com a força do seu amor à palavra de Deus, Cristo mostra que a libertação é, antes de tudo, interior; o homem deve superar o egoísmo, a busca ansiosa dos bens materiais, a sede de posse e de domínio sobre os outros, a ilusão do sucesso imediato, para possuir a si mesmo e atingir assim a plena liberdade daquele que se entrega ao seu libertador.

    A comunidade dos remidos, a Igreja, por sua vez, luta pela libertação da humanidade das forças do mal: miséria, ignorância, ódio e violência, hedonismo e febre do consumo, egoísmo e falta de amor. Cumprindo esta tarefa no espírito e com a força de Cristo, a Igreja prepara para o seu Senhor um povo aberto ao anúncio do evangelho e ao caminho para a perfeita liberdade.

    Quaresma, preparação para a Páscoa

    "Entre todos os dias do ano, que a devoção cristã honra de vários modos, não há nenhum que supere a festa de Páscoa, porque esta toma sagradas todas as outras solenidades. Ora, se considerarmos o que o universo recebeu da cruz do Senhor, reconheceremos que, para celebrar o dia de Páscoa, é justo preparar-nos com um jejum de quarenta dias, para podermos participar dignamente dos divinos mistérios.

    Não só os bispos, sacerdotes e diáconos devem purificar-se de suas faltas, mas todo o corpo da Igreja e todos os fiéis; porque o templo de Deus, que tem por base o seu próprio fundador, deve ser belo em todas as suas pedras e luminoso em cada uma de suas partes..." (São Leão Magno).

    Quaresma, tempo de ascese

    "A ascese cristã nunca foi fim em si mesma; é apenas um meio, um método a serviço da vida, e como tal procurará adaptar-se às novas necessidades. Outrora, a ascese dos Padres do deserto impunha jejuns e privações intensas e extenuantes; hoje a luta é outra. O homem não tem necessidade de sofrimento suplementar; cilício, cadeias de ferro, flagelações, corre-riam o risco de extenuá-lo inutilmente. A mortificação da nossa época consistirá na libertação da necessidade de entorpecentes, pressa, ruídos, estimulantes, drogas, álcool sob todas as formas.

    A ascese consistirá acima de tudo no repouso imposto a si mesmo, na disciplina da tranqüilidade e do silêncio, onde o homem encontra a possibilidade de concentrar-se para a oração e a contemplação, mesmo em meio a todos os ruídos do mundo, no metrô, entre a multidão, nos cruzamentos de uma cidade. Consistirá principalmente na capacidade de compreender a presença dos outros, dos amigos, em cada encontro. O jejum, ao contrário da maceração imposta, será a renúncia alegre do supérfluo, a sua repartição com os pobres, um equilíbrio espontâneo, tranqüilo" (Paulo Evdokimow).

    Quaresma, tempo de fraternidade

    "Mas, direis, que divisão vês entre nós? Aqui, nenhuma, mas quando termina a nossa assembléia, um critica o outro; esse injuria publicamente o irmão; aquele se enche de inveja, de avareza ou de cobiça; aquele outro se entrega à violência; outro ainda à sensualidade, à impostura, à fraude. Se nossas almas pudessem ser postas a nu, veríeis então a exatidão de tudo isso... Desconfiando uns dos outros, nos tememos mutuamente, falamos ao ouvido do vizinho e se vemos aproximar-se um terceiro, calamo-nos e mudamos de assunto... Respeitai, respeitai esta mesa da qual todos nós comungamos; respeitai o Cristo imolado por nós, respeitai o sacrifício que é oferecido" (São João Crisóstomo).

    SUA MISSÃO PARA A PRIMEIRA SEMANA DA QUARESMA

    1. Se você crê verdadeiramente no Senhor, seja firme na sua profissão de fé, um alento para os tempos difíceis da sua vida: tribulações, opressões, sofrimentos, doenças, injustiças. O cerne da sua fé pode estar em Rm 10, 9-10.

    2. Jesus foi tentado, sofreu injustamente e até morreu na cruz mas, confiante no Pai, libertou-se de tudo; a ressurreição foi a grande vitória, a grande libertação. Liberte-se pela fé no Senhor Jesus. Ele é o caminho, a verdade e a certeza da vitória; 3. Quaresma é tempo de conversão e de libertação. Comece a preparar-se para a Páscoa desde já; prepare a sua família, seus amigos, sua comunidade. Ofereça-lhes a Palavra do Senhor como seu gesto de evangelizador, sinal do seu verdadeiro amor pelo irmão. Evangelizar-se e evangelizar, eis a nossa missão!

    4. Libertar-se de um grande mal contemporâneo: o egoísmo. Eis outro grande desfio! Nós o vemos no trânsito, no trabalho e até em nossa casa. Vivemos brigando por nada, pelo transitório; o "ter" não nunca foi mais importante do que o "ser". Não podemos continuar errando porque estamos vivendo o contratestemunho da atualidade. Como podemos amar a Deus se odiamos e brigamos com o próximo, por nada? Precisamos rever o entendimento da Palavra. "Se queres ouvir a Deus, presta bem atenção. Ele gosta de falar baixinho" (Vladimir Ghjika). Parece que escutar não é a nossa melhor atitude!

    5. O amor ao próximo suscita também a caridade: ajudar ao próximo é outro desafio! O mundo está cada vez mais violento porque agimos como "ilhas" e perdemos o senso de comunidade, de fraternidade. Comece a quebrar este paradigma a partir desta semana. Fazer o bem, sempre, é uma verdadeira terapia pessoal: é muito bom para a cabeça, para o coração, para o corpo, para a alma, para Deus. Fazer o bem promove a cura do outro e de si próprio!

    TENDE PIEDADE SENHOR, PORQUE SOMOS PECADORES, DAI-NOS VOSSA GRAÇA, VOSSO PERDÃO.

    Sábado, 24 de fevereiro de 2007

    Depois das Cinzas, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica roxa

    "Atendei-nos, Senhor, na vossa grande misericórdia; olhai-nos, ó Deus, com toda a vossa bondade." (Sl 68,17)

    "Quem não evita os pequenos de defeitos pouco a pouco cai nos grandes." (Tomás de Kempis)

    Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a vossa mão poderosa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo

    I Leitura: Isaías (Is 58, 9b-14)

    SERÁS CHAMADO RESTAURADOR DE CAMINHOS

    Assim fala o Senhor: [9b]"se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; [10]se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. [11]O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão.

    [12]Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. [13]Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, [14]então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai". Falou a boca do Senhor. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    SE ESCOLHERES DE CORAÇÃO ABERTO O INDIGENTE, NASCERÁ DAS TREVAS A TUA LUZ

    A leitura de Isaias mostra-nos a meta a que tende o caminho que compreendemos: "O Senhor dar-te-á eterno repouso..." Quer introduzir-nos no sábado eterno. Celebrando o sábado, o homem reconhece e festeja a presença de Deus no mundo e no tempo. Por seis dias entrega-se às obras da criação; no sétimo dá-se totalmente à obra maior: à adoração e ao louvor. Desta sorte o homem se descobre livre, senhor de todo o criado.

    Vive uma antecipação da eternidade, uma experiência de paraíso. O Domingo cristão diz tudo isso de modo ainda mais evidente que o sábado hebraico, porque recorda a ressurreição de Cristo, princípio da nova criação, da paz e do repouso de Deus. Cumpre, porém, lembrar que reconhecer e festejar a salvação vinda de Deus só se torna eficaz para aqueles que fazem próprios os sentimentos de Deus, seguem os seus caminhos, dão-se a si mesmos, para que no mundo se realize cada dia mais a passagem para a festa eterna.

    Salmo: 85(86), 1-2. 3-4. 5-6 (R/. 11a)

    ENSINAI-ME OS VOSSOS CAMINHOS E NA VOSSA VERDADE ANDAREI

    [1]Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! [2]Protegei-me, que sou vosso amigo, e salva vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!

    [3]Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! 4Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minha alma.

    [5]Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. [6]Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

    Evangelho: Lucas (Lc 5, 27-32)

    EU NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS, MAS OS PECADORES

    Naquele tempo, [27]Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: "Segue-me". [28]Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. [29]Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles.

    [30]Os fariseus e seus mestres da lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: "Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?" [31]Jesus respondeu: "Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. [32]Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão". Palavra da Salvação!

    NOTA: Essa passagem bíblica também está presente nos seguintes livros Mc 9, 9 e Mc 2, 13-17 (Vocação de Levi); Mt 9, 9-13 e Mc 2, 13-17 (Refeição com os Pecadores na casa de Levi)

    Comentário o Evangelho (2)

    CONVIDADOS À CONVERSÃO

    A proximidade de Jesus com os cobradores de impostos e os pecadores era mal vista pelos fariseus e mestres da Lei. Por malevolência, faziam juízos apressados a respeito dele, de forma a levá-lo a perder a credibilidade, tanto diante dos discípulos quanto diante das multidões que o procuravam. Não existe melhor meio de "queimar" alguém, do que levantar suspeitas sobre sua vida moral. No fundo, este era o ponto visado pelos adversários de Jesus: quem se mistura com os pecadores, assim pensavam, só pode ser do mesmo calibre deles.

    Entretanto, conviver com os pecadores e excluídos fazia parte da pedagogia de Jesus, a fim de levá-los a converter-se ao Reino. A solidariedade com os pecadores não se estendia aos pecados que cometiam. Era preciso também alertá-los para que banissem de suas vidas tudo quanto os afastava de Deus.

    Jesus acreditava, com todas as forças de seu coração, na possibilidade de conversão do coração humano. Por isso, empregava todos os meios disponíveis para atrair os pecadores para Deus, mesmo correndo o risco de ser vítima da maledicência de seus adversários. Menosprezando as críticas alheias, importava mostrar aos pecadores a possibilidade de uma vida fundada na misericórdia e na justiça. O caminho escolhido por Jesus foi o da solidariedade, que revela como cada um de nós é tratado por Deus.

    SÃO SÉRGIO (3)

    Celebramos neste dia a santidade de vida do monge Sérgio que chegou ao martírio devido seu grande amor a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Sérgio vivia no deserto enquanto os cristãos estavam sendo perseguidos e entregando a vida em sacrifício de louvor. Certa vez o Santo monge e intercessor foi movido pelo Espírito Santo para ir à Cesaréia, onde lá ele encontrou no centro da praça a imagem de Júpiter, que era considerado como o maior dos deuses entre os pagãos.

    Diante da imagem os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo. Encorajado por Deus São Sérgio se levantou para denunciar as mentiras e anunciar no poder do Espírito Santo o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de Evangelização São Sérgio foi preso e no século IV partiu para a glória. Era o dia 24 de fevereiro. O corpo do mártir foi recolhido pelos cristãos e sepultado na casa de uma senhora piedosa. De lá foi transportado para a Espanha.

    1 Extraído do MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996

    3 www.asj.org.br

    SENHOR, OUVI A MINHA ORAÇÃO, ATENDEI A MINHA SÚPLICA!

    Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

    Depois das Cinzas, Comemoração Facultativa de S. Policarpo, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor roxa

    "O Senhor me ouviu e teve compaixão. O Senhor se tornou o meu amparo." (Sl 29,11)

    "É preciso captar a vida, no que tem de mais profundo: ser para Deus." (W.V.Martins)

    Hoje: Dia Nacional do Rotary

    Oração: Ó Deus, assisti com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo

    I Leitura: Isaias (Is 58, 1-9a)

    O JEJUM QUE PREFIRO É ROMPER TODO TIPO DE SUJEIÇÃO

    Assim fala o Senhor Deus: [1]"Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. [2]Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: [3]'Por que não te regozijaste, quando jejuávamos, e o ignoraste, quando nos humilhávamos?'

    É porque no dia do vosso jejum tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. [4]É porque ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. [5]Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se 'talvez de curvar a cabeça como junco, e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor?

    [6]Acaso o jejum que prefiro não é outro: - quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? [7]Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. [8]Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. [9ª]Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: 'Eis-me aqui"'. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    ACASO É ESTE O JEJUM QUE APRECIO?

    Jejum, penitência e oração são totalmente destituídos de valor e de sentido se não forem vivificados pela caridade e acompanhados das obras de justiça. Assim, o jejum verdadeiramente agradável a Deus consiste em libertar-se do egoísmo e prestar alívio e ajuda ao próximo. A Igreja, abolindo quase inteiramente o preceito do jejum exterior; entendeu empenhar-se com maior força em favor dos pobres e humildes. Durante a Quaresma, o premente convite à prática da caridade está em estreita relação com o convite ao jejum.

    A Quaresma ajuda-nos a descobrir as necessidades do próximo e lembra-nos que podemos encontrar a maneira de ir-lhe ao encontro, renunciando a algo de pessoal. O jejum cumprido por amor de Deus e dos homens é sinal do desejo de conversão; neste sentido, conserva ainda hoje o seu valor.

    Salmo: 50(51), 3-4.5-6a.18-19 (R/.19b)

    Ó SENHOR, NÃO DESPREZEIS UM CORAÇÃO ARREPENDIDO!

    [3]Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! [4]Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

    [5]Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. [6ª]Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

    [18]Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. [19]Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

    Evangelho do dia: Mateus (Mt 9, 14-15)

    DIAS VIRÃO EM QUE O ESPOSO LHES SERÁ TIRADO, E ENTÃO JEJUARÃO

    Naquele tempo, [14]os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?" [15]Disse-lhes Jesus: "Por acaso os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão". Palavra da Salvação!

    NOTA: Esta passagem bíblica também tem paralelo no contexto dos seguintes evangelhos sinóticos: Mc 2, 13-17; Lc 5, 27-32 (Chama Mateus); Mc 2, 18-22 e Lc 5, 33-39 (Discussão sobre o jejum)

    Comentário o Evangelho (2)

    O ESPOSO ESTÁ PARA PARTIR

    Os discípulos de João, atrelados aos dos fariseus, ficavam incomodados com o comportamento dos discípulos de Jesus no tocante à prática do jejum. Ao supervalorizar este ato de piedade, imaginavam estar dando mostras de santidade e de seriedade de vida. Não acontecendo o mesmo com o grupo de Jesus, concluíam faltar-lhes profundidade. Quiçá os considerassem levianos e desregrados.

    Estas considerações não chegaram a influenciar a pedagogia de Jesus, no trato com os discípulos. Servindo-se da metáfora da festa de casamento, estabeleceu uma clara distinção entre o tempo de alegrar-se e o tempo de jejuar. O primeiro corresponderia ao tempo de sua presença, qual um noivo, junto dos que escolhera para estar consigo. Seria o tempo de festejar, comemorar, desfrutar de uma presença tão querida. O segundo diz respeito ao tempo de sua ausência, a ser consumada por meio da morte de cruz. Figurativamente, seria o tempo da ausência do noivo, no qual todos se preparam para sua chegada, e se privam de alimentos, em vista do banquete que será oferecido.

    Portanto, os discípulos não jejuavam simplesmente pelo fato de terem ainda Jesus junto de si. O tempo em que o esposo lhes seria tirado estava se aproximando. Aí, sim, o jejum seria uma exigência, em vista de preparar-se para acolher a segunda vinda do Senhor.

    SÃO POLICARPO (3)

    Temos hoje a memória obrigatória de São Policarpo, que com Clemente Romano, Inácio de Antioquia, Papias, pertence ao grupo dos assim chamados "Padres Apostólicos", porque, em sua vida e em seus escritos, testemunhou a fé recebida diretamente dos apóstolos. Estes Padres Apostólicos foram o elo entre a Igreja primitiva e a Igreja do mundo greco-romano, na passagem do primeiro para o segundo século.

    Policarpo foi colocado como bispo de Esmirna pelo próprio São João apóstolo e, pela retidão de seu caráter, pelo alto saber, pelo amor à Igreja e zelo pela ortodoxia da fé, era considerado e estimado em todo o Oriente.

    O mais que sabemos sobre Policarpo refere-se ao seu martírio, descrito numa carta autêntica que os fiéis de Esmirna enviaram a seus irmãos de Filomélio, na Frígia. Na época de seu martírio, Policarpo era respeitável ancião de oitenta e seis anos. Contra o procedimento temerário de alguns cristãos que se apresentavam ao martírio, o velho bispo preferiu manter-se oculto por algum tempo e assim animar suas ovelhas. Mas acabou sendo delatado e preso como chefe dos cristãos.

    O governador da província exortou-o a que jurasse pela fortuna de César e que insultasse a Cristo, ao que o venerável ancião respondeu: "Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido dele. Como poderei rejeitar aquele a quem prestei culto e reconheço como meu Salvador?"

    Foi condenado à morte pelo fogo. O povo pagão, instigado por diversos grupos, encarregou-se de erguer o mais depressa possível a fogueira que consumiu o corpo do bispo, no estádio da cidade. Policarpo recusou ser amarrado e subiu sozinho à fogueira, pronunciando esta prece: "Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos".

    1 MISSAL DOMINICAL ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO DO DIA, Ano B. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996

    3 O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, pg.90 ©Vozes, 1997

    "PEDRO, TU ÉS PEDRA E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA".

    Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

    Cátedra de São Pedro (Apóstolo), Ofício Festivo, 4ª Semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica branca

    O Senhor disse a Simão Pedro: Roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos. (Lc. 22,32)

    Se queres ouvir a Deus, presta bem atenção. Ele gosta de falar baixinho. (Vladimir Ghika)

    Oração: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    Leitura: I Carta de Pedro (1Pd 5, 1-4)

    PRESBÍTERO COMO ELES, TESTEMUNHA DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO

    Caríssimos, [1]exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: [2]Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; [3]não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. [4]Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    CONSELHOS AOS DIRIGENTES DA IGREJA

    O código de deveres domésticos estende-se agora de maneira explícita aos deveres mútuos de dirigentes e membros da Igreja. Os anciãos da comunidade são alvo da primeira exortação e suas funções na Igreja são esclarecidas: seu ministério deve ser exercido de bom grado; seus motivos devem ser nobres, não mercenários; seu exercício de liderança seve ser de apoio, não de poder autoritário. Neste conselho característico, a primeira carta de Pedro reflete a tradição comum no Novo Testamento sobre a qualidade de liderança que é valorizada na Igreja: os Evangelhos nos dão o conselho de Jesus para ser servos uns dos outros (Mc 10, 42-45); os deveres do epíscopo em 1Tm 3, 3 advertem contra a cobiça como motivo para o ministério;

    Ef 4, 11-16 também nos ensina que os dirigentes são chamados a missões especiais, mas que não negam a igualdade cristã do batismo. É evidente que a Igreja primitiva era sensível às dificuldades que o poder autoritário causaria a sua catequese batismal de liberdade, dignidade e igualdade de todos os cristãos (Gl 3, 28). A liderança não era e não é um múnus fácil na Igreja e, por isso, é feita menção especial às preocupações do pastor supremo pelo rebanho. O serviço fiel receberá uma recompensa especial (v. 4, cf. 2Tm 4, 1; Mt 19,28; 24, 25-47)

    Alternativamente, é lembrado aos membros da Igreja que tenham respeito pelas funções e autoridade de seus pastores (v.6) a fim de não impossibilitar o ministério de liderança. Embora todos sejamos livres e iguais em Cristo, sabe a nós mostrar que, como povo livre, servimos a Deus com uma vida ordeira e responsável (cf. Rm 6, 16-18). Assim, nossa liberdade nos leva à humanidade e a laços estreitos com a Igreja. O chamado à humildade e à obediência deve ser visto em ligação com os conselhos dados na carta toda: como os cristãos devem ser bons cidadãos do Estado, bons membros da família e membros responsáveis da Igreja cristã. Nessa exortação, há certo apelo à propaganda de uma vida justa e ordeira, dando a entender que os cristãos são membros muito bons e abnegados de qualquer parte da sociedade.

    Salmo: 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (+1)

    O SENHOR É O PASTOR QUE ME CONDUZ, NÃO ME FALTA COISA ALGUMA

    [1]O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma. [2]Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, [3]e restaura as minhas forças.

    Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. [4]Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal temerei. Estais comigo com bastão e cajado, eles me dão a segurança!

    [5]Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e meu cálice transborda.

    [6]Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

    Evangelho do dia: Marcos (Mt 16, 13-19)

    TU ÉS PEDRO E EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS

    Naquele tempo [13]Jesus veio à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: "Quem dizem os homens ser e Filho do homem?" [14]Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". [15]Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" [16]Simão Pedro respondeu: "Tu és o messias, o Filho do Deus vivo".

    [17]Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. [18]Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. [19]Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus". Palavra da Salvação!

    NOTA: Essa passagem bíblica também está presente nos seguintes sinóticos Mc 8, 27-30; Lc 9, 18-27(Confissão de Pedro)

    Comentário o Evangelho (2)

    FÉ E MISSÃO

    A missão de liderança confiada a Pedro exigiu dele uma explicitação de sua fé. Antes de assumir o papel de guia da comunidade, foi preciso deixar claro seu pensamento a respeito de Jesus, de forma a prevenir futuros desvios.

    Se tivesse Jesus na conta de um messias puramente humano, correria o risco de transformar a comunidade numa espécie de grupo guerrilheiro, disposto a impor o Reino de Deus a ferro e fogo. A violência seria o caminho escolhido para fazer o Reino acontecer.

    Se o considerasse um dos antigos profetas reencarnados, transformaria a Boa Nova do Reino numa proclamação apocalíptica do fim do mundo, impondo medo e terror. De fato, pensava-se que, no final dos tempos, muitos profetas do passado haveriam de reaparecer.

    Se a fé de Pedro fosse imprecisa, não sabendo bem a quem havia confiado a sua vida, correria o risco de proclamar uma mensagem insossa, e levar a comunidade a ser como um sal que perdeu seu sabor, ou uma luz posta no lugar indevido.

    Só depois que Pedro professou sua fé em Jesus, como o "Messias, o Filho do Deus vivo", foi-lhe confiada a tarefa de ser "pedra" sobre a qual seria construída a comunidade dos discípulos: a sua Igreja. Entre muitos percalços, esse apóstolo deu provas de sua adesão a Jesus, selando o seu testemunho com a própria vida, demonstração suprema de sua fé. Portanto, sua missão foi levada até o fim.

    CÁTEDRA DE SÃO PEDRO (3)

    Costumamos empregar expressões como poder do "trono", herdeiro do "trono", privilégios da "coroa" etc., indicando com as insígnias concretas a dignidade do próprio cargo. Essa mesma metonímia é familiar em assuntos eclesiásticos. "Santa Sé" nada mais é que Sancta Sedes, a santa cátedra, pois a palavra "sé" e simplesmente sedes. Os romanos, porém, tinham outra palavra tirada do grego, significando o assento ocupado por um professor ou qualquer outro que falasse com autoridade.

    Tal palavra era cathedra, e o seu emprego, neste sentido, não só pode ser rastreado até os primeiros séculos cristãos, mas sobrevive até hoje, notavelmente na expressão "uma decisão ex cathedra", que significa o pronunciamento no qual o papa fala como doutor da Igreja Universal.

    A questão que se levanta é se a comemoração da "cátedra de S. Pedro" seria a veneração prestada a um objeto material tido como lembrança e relíquia, ou se antes teria como objetivo glorificar o encargo pontifical conferido a S. Pedro e seus sucessores no momento de sua sagração.

    Ao se falar sobre a festa da cátedra de S. Pedro em 18 de janeiro, dissemos que originalmente havia apenas uma festa da cátedra e que essa era celebrada a 22 de fevereiro, sem referência alguma a Antioquia, mas com referência presumível ao inicio do episcopado de S. Pedro em Roma. O que sabemos de certo é que o calendário filocaliano, que traz a lista das celebrações litúrgicas em Roma no ano 354 ou mesmo talvez 336, em 22 de fevereiro registra natale Petri de cathedra, isto é, "festa da Cátedra de Pedro", pois nesse tempo o termo natale passara a designar não apenas o dia do nascimento, mas qualquer tipo de aniversário.

    Podemos assim estar inteiramente seguros de que em meados do século IV, muito pouco tempo depois da morte do Imperador Constantino, a Igreja romana honrava S. Pedro como uma festa ligada, de algum modo, à sua investidura no múnus pastoral. E sumamente improvável que esta comemoração tivesse de fato algo a ver com Antioquia. Nem mesmo no calendário de S. Vilibrordo (c. AD. 704), vários séculos mais tarde, encontramos a referência Cathedra Petri in Antiochia, e essa é, no gênero, a referência mais antiga que chegou até nós. Por outro lado, consta que no "Hieronymianum" de Auxerre, do século VI, o registro Cathedra Petri in Roma já estava ligado a 18 de janeiro. Entretanto, as liturgias galicanas em sua maior parte adere a 22 de fevereiro, sem qualquer menção a Antioquia.

    Um aspecto embaraçante do problema é o fato de que, embora nossa festa fosse desde muito antigamente celebrada em Roma, em época posterior, segundo parece, sumia completamente do calendário romano. Não aparece também nos Sacramentários Gelasiano ou Gregoriano em sua forma original, nem no primitivo Antifonário Romano. Nunca foi adotada na África ou no Oriente, e não podemos identificá-la no Monte Cassino ou em Nápoles. É provável que na própria Roma, antes do século VI, a celebração das Parentálias e da Charistia tivesse desaparecido por completo, embora na Gália se prolongasse.

    Nesse caso, é possível que, tendo já alcançado seu objetivo e estando agora a interferir nas estações quaresmais reorganizadas, a festa da Cátedra tenha sido supressa em Roma para favorecer o novo esquema quaresmal. Na Gália, porém, foi mantida. Em alguns lugares foi transferida para 18 de janeiro, mas em muitos calendários conservou sua posição inicial, ou seja, 22 de fevereiro. Para explicar a duplicação, alguém aventou a hipótese de que, se a primeira celebração comemorava o início do episcopado romano de S. Pedro, a segunda devia referir-se a Antioquia, pois, segundo as Constituições Clementinas, a estreita ligação de S. Pedro com Antioquia era amplamente reconhecida nos séculos IV e V. Finalmente, ambas as festas foram muito bem aceitas por toda parte na Gália, e parece que, da Gália, Roma acabou retomando-as a ambas, do mesmo modo como também da Gália recebeu o dia das Rogações e muitos outros costumes litúrgicos.

    Campanha da Fraternidade 2007

    Amazônia: Tema da campanha em 2007

    Curiosidades sobre a Pan Amazônia (4)

    * 5% da Superfície da Terra (7,01 milhões de Km2);

    * 59% do território brasileiro;

    * 40% da América do Sul;

    * 20% da disponibilidade mundial de água doce não congelada

    * 80% da água disponível no Brasil;

    * 34% das reservas mundiais de florestas e uma gigantesca reserva de minérios;

    * 30% de todas as espécies de fauna e flora do mundo

    * O mais extenso rio do mundo (Amazonas-Solimões-Ucayalli)

    * O rio Amazonas joga no Oceano Atlântico entre 200 e 220 mil m3 de água por segundo (15,5% de toda a água doce que entra diariamente nos oceanos).

    TEXTO-BASE da CF 2007 (CNBB)

    1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998

    3 Textos obtidos nas seguintes fontes: VIDA DOS SANTOS DE BUTLER II, © Vozes, 1985

    4 A Amazônia Legal do Brasil é composta pelos seguintes Estados: Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Maranhão (59% do território nacional)

    "ELEVO O CÁLICE DA MINHA SALVAÇÃO, INVOCANDO O NOME SANTO DO SENHOR".

    Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

    São Cirilo (monge), São Metódio (bispo), ofício de memória, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor branca

    "Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor."

    "A justiça só floresce num terreno trabalhado antes pela caridade." (Rodhain)

    Oração: Ó Deus, pelos dois irmãos Cirilo e Metódio, levastes a luz do evangelho aos povos eslavos; dai-nos acolher no coração a vossa palavra e fazei de nós um podo unido na verdadeira fé e no fiel testemunho do evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Gênesis (Gn 8, 6-13.20-22)

    NOÉ CONSTRUIU UM ALTAR E DEU GRAÇAS AO SENHOR

    [6]Passados quarenta dias, Noé abriu a janela, que tinha feito na arca, e soltou um corvo, [7]que ficou revoando, até que secassem as águas sobre a terra. [8]Soltou, também, uma pomba para ver se as águas tinham baixado sobre a face da terra. [9]Mas a pomba, não achando onde pousar, voltou para junto dele na arca; porque as águas ainda cobriam a superfície de toda a terra. Noé estendeu a mão para fora, apanhou a pomba e recolheu-a na arca.

    [10]Esperou, então, mais sete dias e soltou de novo a pomba. [11]Pela tardinha, ela voltou, e eis que trazia no bico um ramo de oliveira com as folhas verdes. Assim, Noé compreendeu que as águas tinham cessado de cobrir a terra. [12]Esperou ainda sete dias, e soltou a pomba, que não voltou mais. [13]Foi no ano seiscentos e um da vida de Noé, no primeiro dia do primeiro mês, que as águas se retiraram da terra. Noé abriu o teto da arca, olhou e viu que toda a superfície da terra estava seca.

    [20]Então Noé construiu um altar ao Senhor e, tomando animais e aves de todas as espécies puras, ofereceu holocaustos sobre o altar. [21]O Senhor aspirou o agradável odor e disse consigo mesmo: "Nunca mais tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, pois as inclinações do seu coração são más desde a juventude. Não tornarei, também, a ferir todos os seres vivos, como fiz. [22]Enquanto a terra durar, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite, jamais hão de acabar". Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    NOÉ OLHOU E VIU QUE TODA A SUPERFÍCIE DA TERRA ESTAVA SECA

    A originalidade desta passagem está na promessa de Deus de não mais castigar de modo semelhante a humanidade e de restabelecer as leis normais da criação. O pecado do homem não impedirá a criação de evoluir para atingir o fim que Deus lhe havia designado. A proposta da aliança (9,9), por parte de Deus, permanece para sempre. O pessimismo radical fica banido. Baseado na fidelidade de Deus como em rocha inabalável, o homem pode e deve entregar-se à reconstrução de sua própria casa e também do mundo.

    E um dia o próprio homem será restaurado, com a vinda do Filho de Deus: então será evidente que toda a criação se tornará solidária com esta recriação e voltada para a transfiguração do homem que a habita.

    115(116B), 12-13. 14-15. 18-19 (R/. 17a)

    OFERTO AO SENHOR UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido; nos átrios da casa do Senhor, em teu meio, ó cidade de Sião!

    Evangelho: Marcos (Mc 8, 22-26)

    O CEGO FICOU CURADO

    Naquele tempo, [22]Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. [23]Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele, e perguntou: "Estás vendo alguma coisa?" [24]O homem levantou os olhos e disse: "Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam". [25]Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez. [26]Jesus mandou o homem ir para casa e lhe disse: "Não entres no povoado!" Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho (2)

    VISÃO RECOBRADA

    A cura do cego teve uma função simbólica na formação dos discípulos. Jesus estava para lhes revelar coisas muito importantes, que exigiriam grande lucidez para serem compreendidas e assimiladas. A cegueira espiritual poderia levá-los a não entender as palavras do Mestre, ou a deturpá-las. A experiência do cego correspondia à experiência que os discípulos também deveriam fazer.

    Jesus acolheu a súplica dos que conduziam o cego, pedindo-lhe que o tocasse. Este foi levado para um lugar afastado. Ao cabo de um verdadeiro ritual, Jesus restituiu-lhe a visão, de forma que o homem começou a ver bem todas as coisas, mesmo de longe.

    Aos discípulos faltava esta visão perfeita, pois eram ainda incapazes de captar a exata impostação do convite de Jesus para segui-lo. A compreensão que tinham do messianismo não se adequava àquela de Jesus. Esperavam que o Mestre se manifestasse como messias rei, cheio de glória e de poder. Nem de longe podiam imaginar o quanto o projeto de Jesus se distanciava deste modelo messiânico.

    Os olhos dos discípulos deveriam ser abertos por Jesus assim como o foram os olhos do cego. Continuar a caminhar como cegos seria uma imprudência. Suas vidas corriam o risco de terminar numa frustrante decepção.

    SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO (3)

    Nasceram na Macedônia, Grécia. Metódio, nascido em 815, ainda muito jovem, foi nomeado governador da província da Macedônia inferior, onde se estabeleciam os eslavos. Cirilo, nascido em 826, ainda rapaz de 14 anos, foi acolhido pelo chanceler imperial e levado a Constantinopla, capital do Império Bizantino, para completar seus estudos. Depois de formado, lecionou filosofia e desenvolveu missão diplomática junto aos árabes.

    A missão apostólica dos dois irmãos começou em 861. O príncipe da Moravia enviou uma embaixada a Constantinopla solicitando missionários para a conversão dos povos eslavos. Cirilo e Metódio tinham aprendido a língua eslava com imigrantes, durante a mocidade. Foram eles os designados para tal missão.

    Os dois tiveram grande sensibilidade para com os valores culturais do povo: traduziram para a língua eslava a Sagrada Escritura e os textos litúrgicos, assim como adaptaram os ritos à cultura eslava. Assim o povo podia cantar, rezar e ler em sua própria língua, como também expressar-se com ritos mais significativos e próprios (realizando a reforma litúrgica, o Concílio Vaticano II fez o que eles fizeram naquela época para os povos eslavos).

    Os dois viajaram para Roma. O papa apoiou o trabalho deles e os incentivou. Autorizou o uso da língua eslava na liturgia com o povo. Os livros em eslavo, traduzidos pelos missionários, foram abençoados pelo papa e colocados oficialmente sobre o altar da basílica de Santa Maria Maior.

    O Papa João Paulo II proclamou-os patronos da Europa junto com São Bento.

    1 Extraído do COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. III, p-297, ©Edições Loyola, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, I.M.C., Vozes, 1997

     

     

     

    "QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!"

    Terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

    6ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica verde

    "Que o Senhor abençoe, com a paz , o seu povo!"

    "Não podemos ser pais ou mães de alguém senão pregados na cruz." (Chiara Lubich)

    Leitura: Gênesis (Gn 6, 5-8; 7, 1-5.10)

    O SENHOR VIU QUE HAVIA CRESCIDO A MALDADE DO HOMEM

    [5]O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra, e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. [6]Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, [7]e disse: 'Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!" [8]Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor.

    [7,1]O Senhor disse a Noé: "Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. [2]De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros, um casal, macho e fêmea. [3]Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. [4]Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra, quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz". [5]Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. [10]E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    VOU EXTERMINAR DA FACE DA TERRA O HOMEM QUE CRIEI

    Desvinculado de Deus e desligado do outro num clima de violência, ameaça e insegurança, o homem se sente perdido, sem proteção. Desesperado, procura a salvação no ambiente do rito e da magia, até confundir completamente o divino com o humano (Gn 6,1-4) e corromper o sentido da vida (Gn 6,5). É a atitude que acabará por ameaçar a própria sobrevivência da humanidade, e que provoca o dilúvio (Gn 6,7). O homem, com uma atitude livre, pode pôr em perigo a ordem e sobrevivência de sua raça.

    Esta é a visão que a Bíblia nos oferece sobre a invasão do mal no mundo. Este mal entra por meio de uma semente muito pequena, mas dilata-se e cresce até chegar à imensidade dos males que a todos podem atingir; e que são outros tantos apelos de Deus à consciência de cada um de nós: não podemos assumir diante deles uma atitude de passiva resignação, mas somos chamados a agir contra eles ativamente.

    Salmo: 28(29), 1a e 2. 3ac-4 e 9b-10 (R/. 11b)

    QUE O SENHOR ABENÇOE, COM A PAZ, O SEU POVO!

    Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento!

    Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

    Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: "Glória!" É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

    Evangelho: Marcos (Mc 8, 14-21)

    TOMAI CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS

    Naquele tempo, [14]os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. [15]Então Jesus os advertiu: "Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". [16]Os discípulos diziam entre si: "É porque não temos pão".

    [17]Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: "Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? [18]Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais [19]de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Doze". [20]Jesus perguntou: "E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Sete". [21]Jesus disse: "E vós ainda não compreendeis?" Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho (2)

    CUIDADO COM A HIPOCRISIA

    Jesus procurava precaver seus discípulos contra certas posturas farisaicas, indignas de um discípulo do Reino. Algumas correntes do farisaísmo haviam tomado rumos que Jesus desaprovava. Eles eram vitimas do vedetismo, fazendo suas ações para terem o reconhecimento popular. Padeciam também da hipocrisia, pois seu exterior não correspondia ao seu interior. Por isso, eram falsos quando davam demonstração de piedade. Tinham um apego exagerado às Escrituras, que eram interpretadas a seu bel-prazer, mesmo falseando-lhes o sentido. Nutriam profundo desprezo por quem não era "perfeito" como eles, e acabavam formando um grupo hermético de pretensos puros e santos. Os discípulos de Jesus também corriam o risco de serem contaminados por este mau espírito, o fermento dos fariseus. Era preciso estar atento.

    Outra mentalidade contra a qual era preciso precaver-se foi designada como o fermento de Herodes. Esse rei era conhecido por sua megalomania, crueldade, impiedade, tirania e arrogância. Todas estas são atitudes indignas dos discípulos do Reino, embora estes possam ser tentados a se deixar arrastar por elas.

    A conduta do discípulo deve estar permeada pelo fermento de Jesus. É olhando para o Mestre que os discípulos saberão como ser fiéis à própria fé.

    SANTA CATARINA DE RICCI (3)

    Com apenas doze anos ingressou na Ordem Dominicana. Ainda bem jovem, foi nomeada mestra das noviças, e pouco depois, vice-prioresa de seu convento. Aos trinta anos exerceu vitalicamente a função de prioresa. Era grande mística, freqüentemente era arrebatada em êxtase a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Felipe Néri, São Carlos Borromeu, e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bispos e cardeais.

    1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    "SE FIZERES O MAL, O PECADO ESTARÁ À PORTA, ESPREITANDO-TE!"

    Segunda, 12 de fevereiro de 2007

    6ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica verde

    "Se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te!"

    "O futuro é conseqüência do presente." (Samuel Johnson)

    Leitura: Gênesis (Gn 4, 1-15.25)

    CAIM MATOU O SEU IRMÃO ABEL

    [1]Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, dizendo: "Gerei um homem com a ajuda do Senhor". [2]E deu também à luz Abel, irmão de Caim. Abel foi pastor de ovelhas e Caim, agricultor. [3]Aconteceu, tempos depois, que Caim ofereceu frutos da terra como sacrifício ao Senhor, [4]e Abel ofereceu primogênitos do seu rebanho, com sua gordura. O Senhor olhou para Abel e sua oferenda, 5mas para Caim e sua oferenda não olhou. Caim encheu-se de cólera e seu rosto tornou-se abatido. [6]Então o Senhor perguntou a Caim: "Por que estás cheio de cólera e andas com o rosto abatido? [7]É verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo"

    [8]Caim disse a seu irmão Abel: "Vamos ao campo". Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. [9]E o Senhor perguntou a Caim: "Onde está o teu irmão Abel?" Ele respondeu: "Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?" [10]O Senhor lhe disse: "Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando por mim, da terra. [11]Agora, pois, serás amaldiçoado pela terra que abriu a boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão! [12]Quando tu a cultivares, ela te negará seus frutos. E serás um fugitivo, vagando sobre a terra". [13]Caim disse ao Senhor: "Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar.

    [14]Se, hoje, me expulsas desta terra, devo esconder-me de ti, tornando-me um fugitivo a vaguear sobre a terra; qualquer um que me encontrar, me matará". [15]E o Senhor lhe disse: "Não! Mas aquele que matar Caim, será punido sete vezes!" O Senhor pôs, então, um sinal em Caim, para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. [25]Adão conheceu de novo sua mulher. Ela deu à luz um filho, a quem chamou Set, dizendo: "O Senhor deu-me um outro descendente no lugar de Abel, que Caim matou". Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    CAIM ATIROU-SE SOBRE O SEU IRMÃO ABEL MATOU-O

    O relato dos primeiros capítulos do Gênesis representa um todo com o que segue nos capítulos 4-11, e não pode ser separado destes. Trata-se apenas de uma conseqüência. Neles o autor denuncia não somente os males existentes na vida familiar do homem, mas também os que dominam a vida social. Tais males são resultado e manifestação do mal que está na raiz e que é a ruptura do homem com Deus.

    Existe uma violência extrema na convivência humana, motivo pelo qual Caim mata Abel. Desvinculado de Deus e fechado em si mesmo, o homem não percebe mais o sentido do outro na sua vida. Caim que mata o irmão é aquele que mata o "outro"

    Salmo: 49(50), 1 e 8. 16bc-17. 20-21

    IMOLA A DEUS UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR!

    Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

    "Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

    Assentado, difamavas teu irmão, e ao filho de tua mãe injuriavas. Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.

    Evangelho: Marcos (Mc 8, 11-13)

    POR QUE ESTA GENTE PEDE UM SINAL!

    Naquele tempo, [11]os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. [12]Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: "Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal". [13]E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem. Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho (2)

    O PEDIDO RECUSADO

    Jesus recusou-se, terminantemente, a fazer exibição de seu poder taumatúrgico, para satisfazer a curiosidade alheia ou para provar, a quem se recusava aceitá-lo, sua condição messiânica. Os fariseus tentaram, sem sucesso, arrancar um milagre de Jesus nestas condições. Jesus, porém, não caiu nesta armadilha.

    São vários os motivos da recusa de Jesus. Os milagres não tinham, por si mesmos, o poder de convencer ninguém e levá-lo à fé. Fazer um milagre diante dos fariseus seria perda de tempo e poderia levá-los a odiar Jesus ainda mais. Os milagres pressupunham a fé. E os fariseus representavam uma categoria de pessoas refratárias a Jesus e incapazes de perceber o verdadeiro significado de seu gesto. Os milagres tinham como objetivo levar a salvação do Reino a quem era enfermo ou tinha a vida ameaçada. Esse não era o caso dos fariseus que não estavam dispostos a abrir mão de seus preconceitos contra Jesus.

    Recusando atender o pedido dos fariseus, Jesus manifestou firmeza diante da tentação de um messianismo espetacular e exibicionista, que mantém as pessoas cativas de seu egoísmo, ao invés de sensibilizá-las para o amor e a misericórdia. O mesmo se diga da tentação de um messianismo humanamente gratificante, pelo sucesso e pelos aplausos. Jesus estava certo de que isto não correspondia ao querer do Pai.

    SANTA EULÁLIA DE BARCELONA (3)

    Tempos áureos de perseguição dos cristãos, Eulália procurou o governador (Daciano) sabendo que ele estava ali para exterminar com a comunidade cristã. Era ainda uma adolescente, 14 anos de idade. Disse-lhe: "Eu sou Eulália, serva do meu Senhor Jesus Cristo. O Rei dos Reis e Senhor de todos os dominadores. Nele coloquei toda minha confiança. Dele espero conseguir a vida eterna que prometeu aos seus justos". Bastante exaltado o governador mandou prendê-la e torturá-la com ferros em brasa, e depois lançá-la em uma fogueira.

    Mas as chamas se apagam milagrosamente. Daciano então manda que a crucifiquem, e assim é elevada em uma cruz. Três dias após seus amigos resgataram seus restos mortais. Sua oração preferida era o Credo, uma das principais orações da Igreja, e composta pelos primeiros apóstolos e é utilizado em exorcismos. No início do Século V foi construída uma magnífica basílica em Mérida, em sua honra.

    1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    "ENSINAI-NOS A CONTAR OS NOSSOS DIAS, E DAI AO NOSSO CORAÇÃO SABEDORIA".

    Sábado, 10 de fevereiro de 2007

    Santa Escolástica (virgem), Ofício de Memória, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica branca

    "Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria!"

    "A saúde, como a fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela." (Saint-Evremont)

    Hoje: Dia do Atleta Profissional

    Oração: Celebrando a festa de Santa Escolástica, nós vos pedimos, ó Deus, a graça de imitá-la, servindo-vos com caridade perfeita e alegrando-nos com os sinais do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    Leitura: Gênesis (Gn 3, 9-24)

    AS CONSEQÜÊNCIAS DO MAL

    [9]O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: "Onde estás?" [10]E ele respondeu: "Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi". [11]Disse-lhe o Senhor Deus: "E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?" [12]Adão disse: "A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi". [13]Disse o Senhor Deus à mulher: "Por que fizeste isso?" E a mulher respondeu: "A serpente enganou-me e eu comi".

    [14]Então o Senhor Deus disse à serpente: "Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! [15]Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar". [16]À mulher ele disse: "Multiplicarei os sofrimentos da tua gravidez: entre dores darás à luz os filhos; teus desejos te arrastarão para o teu marido, e ele te dominará".

    [17]E disse em seguida a Adão: "Porque ouviste a voz da tua mulher e comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer, amaldiçoado será o solo por tua causa! Com sofrimento tirarás dele o alimento todos os dias da tua vida. [18]Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás as ervas da terra; [19]comerás o pão com o suor do teu rosto até voltares à terra de que foste tirado, porque és pó e ao pó hás de voltar". [20]E Adão chamou à sua mulher "Eva", porque ela é a mãe de todos os viventes. [21]Então o Senhor Deus fez para Adão e sua mulher túnicas de pele e os vestiu. [22]Disse, depois, o Senhor Deus: "Eis que o homem se tornou como um de nós, capaz de conhecer o bem e o mal. Não aconteça, agora, que ele estenda a mão também à árvore da vida para comer dela e viver para sempre!"

    [23]E o Senhor Deus o expulsou do jardim de Éden, para que ele cultivasse a terra donde fora tirado. [24]Expulsou o homem, e colocou a oriente do jardim de Éden os querubins, e a espada lampejante de chamas, para guardar o caminho da árvore da vida. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    E O SENHOR DEUS O EXPULSOU DO JARDIM DO ÉDEN

    O autor, apresentando a visão crítica da realidade, afirma que a situação em que o projeto do homem e a humanidade inteira se encontram é uma situação de castigo.

    "O castigado é responsável pelo castigo: não poderá jamais liberar-se dele fingindo ignorar sua parte de responsabilidade nos males que sofre. Por outro lado, a situação de castigo nunca é normal e definitiva, mas provisória e passageira. A anormalidade permanecerá, enquanto o castigo não for cumprido e a culpa expiada. O bem do culpado, a ser obtido depois de ultimado o castigo, pode ser atingido unicamente através da aceitação ativa e responsável do próprio castigo.

    Na raiz do castigo está a culpa do castigado, que provoca uma ruptura de relações entre pessoas, relações que precisam ser restabelecida... Dizendo que os males que sofremos são um castigo de Deus, a Bíblia estabelece a relação do homem com Deus como ponto fundamental para a harmonia de todo o resto. Não é possível restabelecer a ordem perturbada da vida sem levar em conta o lugar que Deus deve ocupar na vida dos homens" (C. Mesters). E o primeiro passo foi o próprio Deus quem deu.

    Salmo 89(90), 2.3-4.5-6.12-13 (R/.1)

    Ó SENHOR, VÓS FOSTES SEMPRE UM REFÚGIO PARA NÓS

    Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre. e para sempre vós sois Deus.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: "Voltai ao pó, filhos de Adão!" Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

    Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

    Evangelho: Marcos (Mc 8, 1-10)

    COMERAM E FICARAM SATISFEITOS

    [1]Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse:[2]"Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. [3]Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe". [4]Os discípulos disseram: "Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?" [5]Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?" Eles responderam: "Sete".

    [6]Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. [7]Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. [8]Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. [9]Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. [10]Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho (2)

    SACIANDO AS MULTIDÕES

    A sensibilidade de Jesus em relação a seus ouvintes e seguidores era notória. Vivia continuamente preocupado com eles e cuidava para que não sucumbissem pelo cansaço ou pela fome. Seu coração de pastor falava mais alto, nas situações delicadas. A multiplicação dos pães foi uma clara manifestação da misericórdia de Jesus. Misericórdia que deve existir, também, no coração de quem se faz seu discípulo.

    Jesus podia ter considerado encerrada sua missão, depois de ter beneficiado as multidões com inúmeros milagres e expressões de bondade. Que cada qual voltasse para sua casa e retomasse suas atividades! As circunstâncias, porém, não permitiam, porque muitos poderiam morrer pelo caminho.

    O pastor não podia submeter seu rebanho a tal provação. A misericórdia de Jesus exigia dele encontrar uma saída. Então, sugeriu aos discípulos um gesto de partilha. Alguém colocou à disposição de todos sete pães e alguns peixinhos. Este gesto de desprendimento e espírito comunitário foi o ponto de partida para Jesus poder alimentar a todos, até ficarem saciados.

    A misericórdia de Jesus deu frutos imediatos. Assim se explica o despojamento e a solidariedade com que o desconhecido partilhou seus parcos alimentos, levando a multidão a não desfalecer pela fome. A superação do egoísmo já foi um verdadeiro milagre.

    SANTA ESCOLÁSTICA (3)

    Santa Escolástica era irmã de São Bento, colaborando com este seu irmão na fundação de um ramo de beneditinas (comunidade religiosa). Sentiu-se sempre ligada ao santo irmão pelo ideal de consagração a Deus e por uma comum vocação de fundadores. Bento, de monges, Escolástica, de irmãs, que passaram a ter o nome de beneditinas, ou por ter São Bento codificado os estatutos da Ordem, ou por ter sido ele o seu grande inspirador. Consagrada a Deus desde sua infância costumava visitar o irmão uma vez por ano no mosteiro.

    E assim por sua vez São bento procedia e costumava visitar a irmãzinha. Passavam o dia em santos colóquios e louvores ao Senhor. À noite tomavam juntos a refeição. Certa vez Santa Escolástica, vendo o aproximar-se da noite rogou-lhe: " Não me deixes esta noite, suplico-te! - para que possamos falar a noite toda sobre as alegrias da vida celestial!"

    E São bento lhe respondeu: "De forma alguma, mina irmã, de forma alguma posso permanecer fora do mosteiro!" Quando a religiosa ouviu a negativa do irmão, juntou as mãos sobre a mesa e apoiou a cabeça para rogar a Deus que não o deixasse ir. Naquele momento trovões prenunciaram uma grande tempestade que nem São Bento e os freis que com eles estavam poderiam sair. São Bento então começou a dizer: "Que Deus perdoe você, minha irmã. Que é que você fez?" E ela respondeu: "Pedi ao a você e você não me ouviu; Então pedi ao Senhor e Ele me ouviu".

    E assim passaram a noite, conforme Escolástica desejou: em santos colóquios com todos os freis. Três dias após, estando em oração, São Bento viu a alma de sua irmã subindo ao céu em forma de pomba. Teve tanta certeza de sua partida para a eternidade que pediu que fossem buscar seu corpo para enterrá-lo no próprio túmulo. Não foi por pouco a insistência dessa sua irmã: era uma despedida em que Deus realizava sua santa vontade!

    Arquidiocese de Aparecida lança texto-base da CF 2007 A arquidiocese de Aparecida (SP) promoverá no dia 14 de fevereiro (quarta-feira) o lançamento do texto-base da Campanha da Fraternidade 2007, cujo tema é "Fraternidade e Amazônia" e o lema "Vida e missão neste chão". O evento, que será realizado no auditório do Colégio Albert Einstein em Guaratinguetá, que fica na Avenida JK de Oliveira, 957, terá início às 19h com a coletiva de imprensa. Logo em seguida, o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, fará a abertura oficial.

    Na seqüência, haverá apresentação do grupo teatral " Um Ideal" da diocese de São José dos Campos. Depois, o Padre Vanzella, assessor da CF do Regional Sul 1 da CNBB, falará sobre os objetivos da campanha desse ano. A abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2007 em todo o Brasil acontecerá no dia 21 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas.

    1 Extraído do COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. III, p-297, ©Edições Loyola, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br

    "VÓS LHE DESTES PODER SOBRE TUDO, VOSSAS OBRAS AOS PÉS LHE PUSESTES'.

    Terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

    São Paulo Miki e Companheiros (mártires), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica Vermelha

    "Vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes."

    "A mais fiel de todas as companheiras da alma é a esperança." (Pe. Antônio Vieira)

    Oração: Ó Deus, força dos santos, que em Nagasaki chamastes à verdadeira vida São Paulo Miki e seus companheiros pelo martírio da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo

    Leitura: Gênesis (Gn 1, 202, 4a)

    HOMEM E MULHER, IMAGEM E SEMELHANÇA DELE

    [20]Deus disse: "Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu". [21]Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. [22]E Deus os abençoou, dizendo: "Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra". [23]Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. [24]Deus disse: "Produza a terra seres vivos, segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies". E assim se fez. [25]Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.

    [26]Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra". [27]E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. [28]E Deus os abençoou e lhes disse: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra".

    [29]E Deus disse: "Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. [30]E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento". E assim se fez. [31]E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

    [2,1]E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. [2]No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. [3]Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. [4ª]Esta é a história do céu e da terra, quando foram criados. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    FAÇAMOS O HOMEM À NOSSA IMAGEM E SEGUNDA A NOSSA SEMELHANÇA

    A página bíblica da criação do homem contém uma mensagem de suprema importância para toda a humanidade. "Crentes e não-crentes estão quase de acordo em achar que tudo o que existe sobre a terra deve ser considerado em referência ao homem, que é como seu centro e seu vértice" (Gs 12).

    Mas que é o homem? A responder a esta pergunta: o homem foi criado "à imagem de Deus" (Gs 12); o homem participa da atividade criadora de Deus: Deus e o homem não são rivais, mas são "co-criadores"; tudo é feito pelos homens "juntos": eles são "sociedade", e como tais são imagem verdadeira do Deus "comunidade de pessoas". A "sociabilidade" e a "comunhão" ultrapassam, portanto, a sociedade conjugal e a família, e tendem a uma "comunhão" bem maior, da humanidade da Igreja.

    Salmo: 8, 4-5.6-7.8-9 (R/.2a)

    Ó SENHOR NOSSO DEUS, COMO É GRANDE VOSSO NOME POR TODO O UNIVERSO!

    [4]Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dados de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, [5]perguntamos: "Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?"

    [6]Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; [7]vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.

    [8]As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; [9]passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

    Evangelho do Dia: Marcos (Mc 7, 1-13)

    VÓS ABANDONAIS O MANDAMENTO DE DEUS PARA SEGUIR A TRADIÇÃO DOS HOMENS

    Naquele tempo, [1]os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. [2]Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. [3]Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos.

    [4]Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. [5]Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus: "Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" [6]Jesus respondeu: "Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: 'Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. [7]De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos'.

    [8]Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens". [9]E dizia-lhes: "Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. [10]Com efeito, Moisés ordenou: 'Honra teu pai e tua mãe'. E ainda: 'Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer. [11]Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: 'O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, consagrado a Deus'. [12]E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. [13]Assim vós esvaziais a palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas". Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho (2)

    UMA TRADIÇÃO CADUCA

    A intenção dos mestres da Lei e dos fariseus, vindos de Jerusalém, era descobrir se, na formação dada por Jesus a seus discípulos, ele os incitava à não-observância da Lei. A fama do Mestre havia chegado à capital onde se supunha que a prática da religião fosse irrepreensível. Pelo que se dizia dele, parecia que seu ensinamento não se enquadrasse nos padrões religiosos da época, e suas orientações rompiam com o sistema religioso estabelecido.

    Quem se tinha aproximado do Mestre com o intuito de desmascará-lo, acabou sendo desmascarado por ele. Tudo começou com a crítica feita aos discípulos: "Por que se sentam à mesa sem antes terem lavado cuidadosamente as mãos?". Era um costume fundado numa série de preconceitos. Um deles é que o contato exterior com as coisas pode tornar impuro o coração humano. Outro era o medo de ter tido contato com algum pagão e, por isso, ter contraído alguma impureza. A impureza interior explicava-se, pois, por um gesto puramente exterior.

    Jesus pôs-se a demonstrar como a tradição considerada exemplar era, em última análise, caduca, e podia ser inescrupulosamente manipulada. Exemplo disso era a forma desumana como muitos mestres da Lei e fariseus "piedosos" tratavam seus pais, distorcendo a Lei, a ponto de interpretá-la a seu favor. A impiedade era, assim, acobertada por uma falsa piedade.

    O Mestre Jesus procurava evitar que seus discípulos fossem contaminados por esta mentalidade.

    SÃO PAULO MIKI E COMPANHEIROS (3)

    A pregação do Evangelho feita por São Francisco Xavier no Japão nos anos 1549-1551 deu, 30 anos depois, seus frutos mais preciosos na pessoa dos 26 mártires, representados, sobretudo, pela figura empolgante de São Paulo Miki. O motivo da inserção deles no Calendário Litúrgico é para dar ênfase à universalidade da Igreja; ela é universal geograficamente, porque onde é lançada a Palavra de Deus, aí brota a fé e, portanto, cristãos dispostos ao martírio; universal nos tipos de pessoas que aderem à fé e dão seu testemunho no sangue: leigos ou sacerdotes, crianças ou velhos, casados ou solteiros, japoneses ou de outra raça qualquer.

    Paulo Miki nasceu em Kioto, capital da arte e da cultura no país do sol levante. Batizado ainda criança, assimilou com tal fervor a doutrina e espiritualidade cristã a ponto de desejar tornar-se sacerdote e missionário. E assim aconteceu, tendo ingressado na Companhia de Jesus.

    Ordenado sacerdote, passou logo à atividade missionária, procurando a conversão de seus compatriotas. Conhecedor da língua, cultura e costumes budistas, pôde penetrar em todos os ambientes sociais, realizando apostolado muito eficiente e obtendo numerosas conversões.

    Foi ótimo pregador e conferencista. Sempre acolhedor e bondoso a ponto de ter sido dito dele que mostrava seu zelo mais com os sentimentos afetuosos do que com as palavras.

    Com o deflagrar da perseguição, Paulo Miki foi capturado em Osaka, com dois companheiros de apostolado. A reação dos católicos japoneses foi surpreendente: em vez de se mostrarem atemorizados pela ameaça da morte, proclamavam publicamente a fé, acompanhavam os cristãos presos, e ofereciam-se espontaneamente ao martírio.

    Aqui apresentamos um relato do martírio destas pessoas, conforme foi narrado por um contemporâneo.

    "Pregados na cruz, que espetáculo maravilhoso foi ver a constância de todos a que os exortava ora o Padre Pásio, ora o Padre Rodriguez. O padre comissário mantinha-se sempre quase imóvel com os olhos fitos no céu. Irmão Martinho, dando graças à divina bondade, cantava salmos com o versículo: 'Em tuas mãos, Senhor'. Também o Irmão Francisco Blanco agradecia a Deus com voz clara. Irmão Gonçalo dizia muito alto a oração dominical e a saudação angélica.

    Paulo Miki, nosso irmão, vendo-se colocado no mais honroso e elevado púlpito que jamais tivera, começou por declarar aos circunstantes ser japonês e jesuíta e morrer por ter anunciado o Evangelho; e dava graças a Deus por tão excelente beneficio. Em seguida, pronunciou estas palavras: 'Tendo chegado a este momento, julgo que nem um de vós acredita que desejo faltar à verdade. Declaro-vos, pois, que não há outro caminho de salvação fora daquele que os cristãos seguem. Este caminho me ensina a perdoar aos inimigos e a todos que me ofenderam, por isto de boa mente perdôo ao rei e a todos os responsáveis por minha morte e suplico-lhes queiram ser iniciados pelo batismo cristão'.

    Volvendo, em seguida, os olhos para os companheiros, começou a animá-los neste combate extremo. No rosto de todos, podia-se ver certa alegria, mas no de Luis (onze anos) era extraordinária; um cristão gritou-lhe que, em breve, estaria no paraíso. Então fez sinal afirmativo com os dedos, atraindo para si os olhares de todos os presentes.

    Antônio (treze anos), ao lado de Luis, os olhos voltados para o céu depois de invocados os santíssimos nomes de Jesus e Maria, cantou o Salmo 'Louvai, meninos, o Senhor', que aprenderam no curso de catecismo em Nagasaki. Como previsão do martírio, ensinava-se às crianças a recitação de alguns Salmos. Outros, exortavam os circunstantes a uma vida digna de cristãos; com estes e outros atos provaram sua disposição de morrer". O martírio se deu no dia 5 de fevereiro de 1595.

    1 MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, ©Vozes, 1997, pp.66-67

    RECEBEMOS, Ó DEUS, A VOSSA MISERICÓRDIA NO MEIO DE VOSSO TEMPLO!

    Sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

    Apresentação do Senhor, Ofício Festivo, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica branca

    Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Sl 47, 10-11)

    "Aqueles a quem Deus dá a capacidade de suportar a total abstinência saibam que terão sua recompensa." (São Bento)

    Hoje: Dia do Religioso e Dia do Agente Fiscal

    Oração: Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    Nota: Na missa realiza-se a Benção das Velas e Procissão

    Leitura: Malaquias (Ml 3, 1-4)

    SENHOR, A QUEM BUSCAIS, VIRÁ AO SEU TEMPLO

    Assim diz o Senhor: [1]Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; [2]e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; [3]e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. [4]Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura (1)

    EU VOS ENVIAREI O PROFETA ELIAS

    O dia do Senhor é a vinda de Cristo, que reconcilia os homens com o Pai como Elias restituiu o Senhor ao povo e este ao Senhor: Não é fácil descobrir o dia do Senhor, reconhecer-lhe a visita, se o coração não está reconciliado com Deus. O pecado faz perder a cabeça, porque sacrifica a amizade com Deus. O Senhor vem com seu juízo todos os dias. O seu dia sua presença é uma realização espiritual, interior, perpétua. Não podemos viver como quem não é incessantemente julgado por uma luz interior.

    "Enquanto o amor humano tende a apossar-se do bem que encontra no seu objeto, o amor divino cria o bem na criatura amada" (Tomás de Aquino). Este amor pode ser produzido por Deus num coração completamente aberto a ele e seu, em absoluta disponibilidade. Quanto a nós, temos os nossos Elias, os nossos Batistas, os nossos sinais: precedem, preparam com advertências, com admoestações dos homens e de coisas, de palavras e acontecimentos. São anjos enviados por Deus, sinais de sua solicitude para nos atrair a ele.

    Salmo: 23 (24), 7.8.9.10 (R/.10b)

    O REI DA GLÓRIA É O SENHOR ONIPOTENTE!

    "Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar!"

    Dizei-nos: "Quem é este rei da glória?" "É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!"

    "Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar!"

    Dizei-nos: "Quem é este rei da glória?" "O rei da glória é o Senhor onipotente, o rei da glória é o Senhor Deus do universo".

    Evangelho do Dia: Lucas (Lc 2, 22-40)

    APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO

    [22]Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. [23]Conforme está escrito na lei do Senhor: 'Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor". [24]Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na lei do Senhor. [25]Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele [26]e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o messias que vem do Senhor.

    [27]Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a lei ordenava, [28]Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: [29]"Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; [30]porque meus olhos viram a tua salvação, [31]que preparaste diante de todos os povos: [32]luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel".

    [33]O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. [34]Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: "Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. [35]Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma".

    [36]Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. [37]Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. [38]Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. [39]Depois de cumprirem tudo, conforme a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. [40]O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. Palavra da Salvação!

    Comentário o Evangelho (2)

    MEUS OLHOS VIRAM A SALVAÇÃO

    Fiéis às tradições religiosas do povo, Maria e José cumpriram o rito de apresentação do filho primogênito. Este gesto simples revestiu-se de simbolismo. Quem tinha sido levado ao templo, mais que filho de Maria e José, era o Filho de Deus.

    A liturgia de apresentação evidenciou os dois grandes eixos da existência de Jesus: sua humanidade e sua divindade. Fora apresentado o homem Jesus, com todas as suas características socioculturais e familiares, em sua fragilidade de recém-nascido, na pobreza de seus pais, inferiorizado, em termos religiosos, por ser galileu. No menino Jesus, expressou-se a humanidade, de forma irrestrita. Ele não fora poupado em nada, ao aceitar encarnar-se na história humana.

    Entretanto, ao consagrá-lo a Deus e fazendo-o, daí em diante, pertencer-lhe totalmente, a liturgia evidenciava a divindade de Jesus. Aquele menino indefeso pertencia inteiramente a Deus, em quem sua existência estava enraizada. Era o Filho de Deus. Por isso, no templo, estava em sua própria casa. Suas palavras e ações seriam a manifestação do amor de Deus. Por meio dele, seria possível chegar até Deus. Uma vez que podia ser contemplada em sua pessoa, sua divindade fazia-se palpável na história humana. Assim se explica por que Simeão viu a salvação de Deus.

    APRESENTAÇÃO DO SENHOR (3_

    Embora esta festa de 2 de fevereiro caia fora do tempo de Natal, é parte integrante do relato de Natal. É uma faísca do Natal, é uma epifania do quadragésimo dia.

    É uma festa antiqüíssima de origem oriental. A Igreja de Jerusalém já a celebrava no século IV. Era celebrada aos quarenta dias da festa da epifania, em 14 de fevereiro. A peregrina Eteria, que conta isto em seu famoso diário, acrescenta o interessante comentário de que se "celebrava com a maior alegria, como se fosse páscoa"'. De Jerusalém, a festa se propagou para outras igrejas do Oriente e do Ocidente. No século VII, se não antes, havia sido introduzida em Roma. A procissão com velas se associou a esta festa. A Igreja romana celebrava a festa quarenta dias depois do natal.

    A bênção das velas antes da missa e a procissão com as velas acesas são características chocantes da celebração atual. O missal romano manteve estes costumes, oferecendo duas formas alternativas de procissão. é adequado que, neste dia, ao escutar o cântico de Simeão no evangelho (Lc 2,22-40), aclamemos a Cristo como "luz para iluminar às nações e para dar glória a teu povo, Israel".

    Significado da festa

    A festa da Apresentação celebra uma chegada e um encontro; a chegada do Salvador esperado, núcleo da vida religiosa do povo, e as boas-vindas concedida a ele por dois representantes dignos da raça eleita, Simeão e Ana. Por sua proveta idade, estes dois personagens simbolizam os séculos de espera e de fervoroso anseio dos homens e mulheres devotos da antiga aliança. Na realidade, representam a esperança e o anseio da raça humana.

    A procissão representa a peregrinação da própria vida. O povo peregrino de Deus caminha penosamente através deste mundo do tempo, guiado pela luz de Cristo e sustentado pela esperanças de encontrar finalmente ao Senhor da glória em seu reino eterno. O sacerdote diz na benção das velas: "Que quem as levas para enaltecer tua glória caminhemos no caminho de bondade e vamos à luz que brilha para sempre".

    A vela que levamos em nossas mão lembra a vela de nosso batismo. E o sacerdote diz: " guardem a chama da fé viva em seus corações. Que quando o Senhor vier saiam a seu encontro com todos os santos no reino celestial". Este será o encontro final, a apresentação , quando a luz da fé se converter na luz da glória. Então será a consumação de nosso mais profundo desejo, a graça que pedimos na pós-comunhão da missa.

    Por estes sacramentos que recebemos, enche-nos com tua graça, Senhor, tu que encheste plenamente a esperança de Simeão; e assim como não o deixaste morrer sem ter segurando Cristo nos braços, concede a nós, que caminhamos ao encontro do Senhor, merecer o prêmio da vida eterna.

    1 MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

    2 O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998

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    www.acidigital.com

    BUSCAMOS A CIDADE ETERNA, A JERUSALEM CELESTE

    Quinta-feira, 1º de fevereiro de 2007

    4ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica verde

    "Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!"

    "A verdadeira arte da memória é a arte da atenção." (Samuel Johnson)

    Leitura: Hebreus (Hb 12, 18-19.21-24)

    A COMUNIDADE CRISTÃ PERTENCE AO REINO DEFINITIVO

    Irmãos, [18]vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: "fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa", que os ouvintes suplicaram não continuasse. [21]Eles ficaram tão espantados com esse espetáculo, que Moisés disse: "Estou apavorado e com medo". [22]Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembléia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; [24]de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão do sangue mais eloqüente que o de Abel. Palavra do Senhor!

    Comentando a I Leitura1

    VÓS VOS APROXIMASTES DO MONTE SIÃO E DA CIDADE DO DEUS VIVO

    Do Sinai, monte da primeira aliança, e de Sião, monte onde se erguia o templo, somos conduzidos ao monte da nova Jerusalém no céu. De uma experiência "terrificante" de Deus, como foi a assembléia do deserto, a um encontro com ele numa reunião festiva de homens livres, primogênitos da nova criação. Nossa assembléia, mesmo a mais pobre e simples, é uma comunhão misteriosa com os anjos e santos de todos os tempos, e, sobretudo, com o Cristo, mediador da nova aliança. Ela é o lugar normal da nossa experiência do Deus vivo, porque nela está presente Cristo sacerdote que apresenta ao Pai os sinais gloriosos (o sangue) de sua obediência e de seu amor.

    "Na liturgia terrena, participamos e antegozamos da celeste, celebrada na santa cidade de Jerusalém, para a qual caminhamos como peregrinos e onde o Cristo está sentado à direita de Deus como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, junto com todas as fileiras das milícias celestes, cantamos ao Senhor o hino de glória; recordando com veneração os santos, esperamos obter algum lugar entre eles, e aguardamos, como salvador, nosso Senhor Jesus Cristo, nossa vida, até que ele venha; então apareceremos com ele na glória".

    Salmo: 47 (48), 2-3a.3b-4.9.10-11 (R/.cf.10)

    RECORDAMOS, Ó SENHOR, VOSSA BONDADE EM MEIO AO VOSSO TEMPLO

    [2]Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; [3ª]seu monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo.

    [3b]Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande rei! [4]Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.

    [9]Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!

    [10]Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; [11]com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra.

    Evangelho do Dia: Marcos (Mc 6, 7-13)

    A FIDELIDADE AO EVANGELHO EXIGE RENÚNCIA E POBREZA

    Naquele tempo, [7]Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. [8]Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. [9]Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.

    [10]E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. [11]Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" [12]Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. [13]Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação!

    Comentário do Evangelho(2)

    ESTAR SEMPRE A CAMINHO

    Para Jesus, o exercício da missão apostólica deveria ser dinâmico. O objetivo consistia em anunciar a todos, sem exceção, a Boa Nova da salvação e fazer chegar até eles os benefícios do Reino.

    As instruções de Jesus por ocasião do envio missionário tentavam garantir a agilização da missão. Nada de munir-se de apetrechos, visando assegurar a subsistência e um certo bem-estar. Era desnecessário prover-se de comida e dinheiro, ou carregar uma mochila. Duas mudas de roupa seriam supérfluas. Bastava o que traziam no corpo.

    Só duas coisas eram permitidas: levar um bastão e calçar sandálias. Por quê? O bastão serviria para proteger-se dos animais ferozes que poderiam encontrar ao longo do caminho. As sandálias eram necessárias porque, se caminhassem descalços, logo estariam com os pés feridos e, por conseqüência, não poderiam seguir adiante e levar a cabo a missão.

    A simplicidade apostólica levaria aos apóstolos a darem contínuo testemunho de confiança na providência divina, em cujas mãos se colocavam. Poderiam estar certos de que, em suas andanças, sempre experimentariam a bondade do Senhor do Reino, expressa na hospitalidade generosa de seus ouvintes.

    Neste contexto, até mesmo a rejeição serviria de estímulo para não se acomodarem, obrigando os apóstolos a sempre seguirem em frente.

    SANTA VERIDIANA (3)

    Santa Veridiana de Castelfiorentino (Castelo de Florença) nasceu em 1182. É, portanto, contemporânea de São Francisco de Assis que, segundo a tradição, a visitou em 1221 admitindo-a na Ordem Terceira. Era descendente da nobre família Attavanti, então em decadência, mas que gozava ainda de um grande prestígio. Um parente muito rico quis que Veridiana fosse administradora de seus bens. Ela, porém, só podia exercer esse cargo se lhe proporcionassem maior possibilidade de praticar a caridade. Por vezes, a Providência Divina ajudou-a com milagres. Conta-se que certo dia seu tio, após haver acumulado grande quantidade de víveres, os vendeu por alto preço.

    Quando o comprador chegou o celeiro estava sem nada. Veridiana tudo havia dado aos pobres. No dia seguinte, miraculosamente, o celeiro foi encontrado de novo repleto. Veridiana em peregrinação ao túmulo de São Tiago de Compostela. Compostela e Roma eram as grandes metas dos peregrinos após a perda da Terra Santa. De volta a Castelfiorentino sentiu maior desejo de solidão e penitência. Seus conterrâneos para a manterem próxima deles, edificaram-lhe uma cela, perto de oratório de Santo António, onde a santa ficou a habitar durante 34 anos.

    Por uma janelinha assistia à missa, falava com as visitas e recebia o escasso alimento de modo a não morrer de fome. Conta-se que sua santa morte, a 01 de Fevereiro de 1242, foi anunciada pelo repicar improviso e simultâneo dos sinos de Castelfiorentino sem que ninguém os tivesse tocado. O culto de Santa Veridiana representada com os hábitos da congregação Vallombrosana, foi aprovado por Clemente VII no ano de 1533 e ainda é muito popular na Toscana.

    Festa da Apresentação do Senhor

    (02/02/2007)

    Anotações importantes para as equipes de liturgia (CNBB):

    1. As velas podem ser bentas com procissão ou entrada solene, conforme está no Missal. À entrada da igreja ou do presbitério, conta-se a antífona da entrada, seguindo-se logo ao Glória, a Coleta, etc.

    2. No início, todos trazem nas mãos as velas apagadas, que acendem ao se entoar a antífona "Luz para iluminar as nações".

    3. Na procissão, o celebrante pode usar a casula ou a capa.

    4. A Bênção e a Missa constituem uma só celebração e têm o mesmo celebrante.

    5. Nas Completas, começa amanhã (dia 2) a antífona mariana Ave Regina Caelorum

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    1 Extraído do COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. III, p-297, ©Edições Loyola, 1997

    2 O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997

    3 www.asj.org.br