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AS DIMENSÕES DO HUMANO E A PRÁTICA DA FÉAS DIMENSÕES DO HUMANO E A PRÁTICA DA FÉ
CERTEZA ABSOLUTACERTEZA ABSOLUTA De uma coisa nós temos certeza absoluta, não estamos parados no tempo nem aqui é o nosso lugar definitivo, mesmo que queiramos. Nenhum ser natural existe e si e por si mesmo, essa é outra máxima que constatamos em nós por causa de nossa dependência mútua. Estamos no tempo, mas não somos do tempo, podemos até ser com o tempo, porém, devido à nossa realidade passageira, sabemos que ele é escasso e por isso não podemos perder tempo. A vida que palpita em nós, nos impulsiona a crê e aceitar que nossa origem é divina, por isso mesmo, é para essa origem que nos dirigimos a cada instante que passa; a cada palpitar do coração; a cada sensação vivida na intimidade de nossas almas. A única coisa que não passa em nosso meio são os valores eternos, porque eles nos perpetuam à medida que os cultivamos; assim sendo, a verdade, o amor, a bondade, etc. nos fazem viver a realidade em que estamos de maneira tão transparente que transpomos os limites de nossa contingência. Isto se dá porque esses valores vêem de Deus e nos une a Ele que nos faz, por seu Filho Jesus Cristo, participantes de sua natureza divina. Discorrendo sobre o plano de Deus para a nossa salvação, são Paulo escreve: “Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação”.
“Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus”.
“Há bem pouco tempo, sendo vós alheios a Deus e inimigos pelos vossos pensamentos e obras más, eis que agora ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai. Para isto, é necessário que permaneçais fundados e firmes na fé, inabaláveis na esperança do Evangelho que ouvistes, que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro”. (Col 1,12-23). Caríssimos, não podemos esquecer que Deus é Amor; e quando vivemos o seu amor e praticamos o bem que Ele nos dá a praticar (cf. Ef 2,8-10), revelamos com o nosso proceder a presença do Seu Reino no meio de nós; “porque é em Deus que nós vivemos, nos movemos e somos” (At 17,28); sabemos, porém, que o nosso mundo não correspondeu e nem está correspondendo a esse amor de Deus por nós; por isso, o Senhor enviou o seu Filho para nos tirar da celeuma que causamos a nós mesmos, com o nosso modo de ser, de pensar e agir muito distante do seu propósito eterno; porque, de fato, nossa humanidade está vivendo como se Deus não existisse, como tudo se resumisse à loucura que atualmente presenciamos na face da terra. Portanto, nós que vivemos a fé em Cristo Jesus e cultivamos a esperança na vida eterna, temos que manter viva essa nossa fé católica, porque como disse o Senhor: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo”. (Mt 24,11-13). Ora, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Heb 11,1). De fato, não vemos ainda, mas é Deus mesmo quem nos dá experimentar a Ressurreição do seu Filho como nossa ressurreição, fazendo-nos conhecer que somente a sua Vontade prevalece para sempre e que toda maldade tem um fim escatológico, ou seja, “o tanque de fogo e enxofre, a segunda morte”. (cf. Apo 21,8). Quanto à salvação eterna dos justos, escreve São João no Apocalipse: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. (Apo 21,1-5). “Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,20). “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor 13,13). Paz e Bem! Frei Fernando,OFMConv. AINDA BEM…
AINDA BEM...
A vida em sua formosura...É ternura de Deus para conosco...É beleza infinda...Porque só Deus conhece a vida como ela é...Porém, nos dá a viver esse Seu Mistério...para que participemos do Infinito de Sua Liberdade...
Porém, aqui nesse nosso mundo...os homens, infelizmente, ainda não entenderam...as intenções do nosso divino autor...Por esse motivo a vida para eles não vale nada...Trocam-na por paixões depravadas...Trocam-na por migalhas de emoções...Sentimentos banais e más intenções...E por isso vivemos em uma sociedade de marginais...Onde impera a mentira e a violência...Como se fôssemos seres irracionais...
É triste constatar tudo isso...É triste ver os homens em precipício...desperdiçando tantos dons excepcionais...É triste ver criaturas tão lindas...perdidas nas esquinas da vida...mergulhadas em terríveis vícios...Sem contar outros atitudes infernais...
E o que dizer da natureza que está sendo vilipendiada?Essa destruição resulta da ganância exacerbada...que dilacera dia e noite, noite e dia...Nossas matas...Nossos rios...pelo simples desvario...de criaturas que foram criadas somente para amar...mas, por causa da cegueira espiritual...não percebem o mal que fazem...
O que fazer, então?Porque ao que parece não há mais solução...para que haja salvação nesse nosso habitat natural...Visto que,os homens lhe causam tanta mal e desperdício...que não sabemos como contê-los...nesse intento perverso e destruidor...
Pensando bem, realmente estamos perdidos...porque deixamos as Leis de Deus de lado...para cultivarmos o pecado como única herança...Logo...não há mais bonança...que possa nos salvar...
Senhor, socorre-nos em teu amor...Porque, infelizmente, a vida não é mais vida...Ela parece mais uma coisa esquecida...Que foi posta de lado por causa da ganância...e de todo pecado que se comete cá em nosso meio...como seres em agonia terminal...por fazerem tanto mal a si mesmos...e a toda a criação...
Não quero ser pessimista...Não quero lançar oráculos escatológicos...Mas tenho que ser realista...Esse nosso mundo está em vias de dar o último suspiro...
E o que dizer de tudo isso?Ainda bem, caso contrário,não sobraria ninguém de nós para a Nova Criação...que está prestes a emergir...com fruto do resto dos justos...que ainda está aqui...
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv. A CHAVE DA ORAÇÃOA CHAVE DA ORAÇÃO A oração é um dos pilares da vida cristã; ela é um dom de Deus posto em nossa alma que nos dá acesso a todas as suas graças e bênçãos sempre que a vivemos em conformidade com sua vontade eterna. Assim sendo, a oração nos faz incidir nas mais diversas situações da vida de tal forma, que vemos o seu resultado quase que ou mesmo de imediato, dependendo da situação que estamos vivendo. A chave que abre o coração humano para o exercício legítimo da oração é o dom do perdão; pois assim nos ensinou Jesus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”. (Mt 6,14-15). Logo, quem perdoa o faz seguindo a determinação do Senhor. Por isso, oração é condição de vida e é por meio dessa condição que comungamos com o querer de Deus e o realizamos plenamente como plano de nossa salvação, isto porque a oração nos faz alçar vôos para além das fronteiras de nossa natureza. Rezar, pois, é, antes de tudo, manter a vigilância e a piedade interior na prática da fé visando à perfeição e a santidade que Deus nos oferece. Por isso, “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto”. (Is 55,6). “Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face”. (Sl 104, 3-4). Por fim, nos ensina São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,4-7). Destarte, “reza sempre a Deus com o coração puro”, como escreveu São Francisco de Assis (RB 10,10); porque quem reza assim, permanece na presença do Senhor, contempla pela fé a Sua Divina Face e goza de todas as suas graças. A HUMILDADE
“Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus”. (Fil 2,1-5). A virtude da humildade nos ensina qual é o nosso verdadeiro lugar na vida, pois ela é virtude santificante que nos leva a cultivar a Vontade de Deus em nosso viver. Os humildes não procuram os primeiros lugares nem interesses próprios, mas estão sempre abertos às inspirações divinas para que se realize o Plano da Salvação. O humilde enxerga nos outros, o que ele experimenta da parte do Senhor em si mesmo e se alegra com isso. Sente-se bem porque vê o bem que os outros estão vivendo e fazendo. E quando percebe o mal, recolhe-se em oração e não divulga o mal percebido, mas intercede ao Senhor para que esse mal seja extinto. Em toda pessoa humilde se constata a ação do Espírito Santo com mais evidência. Creio que seja por isso que São Paulo escreveu: “Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo e não satisfareis os desejos da carne.” (Gl 5,16). Por isso, “Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes (Pr 3,34). Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno.” (1Ped 4,5b-6). Paz e Bem! Frei Fernando,OFMConv. SIMPLESCIDADE E CONVIVÊNCIAA UNIVERSIDADE E O MICRO-VESTIDO Pe. Zezinho, scj Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores. Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa. Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação. Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade. Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma. Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse: - Assim, sim! Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban. Referência: Qualquer coisa de novo - Pe. Zezinho DESPERTA, TU QUE DORMES (Ef 5,14)São Bento (480-547), monge «Desperta, tu que dormes» (Ef 5, 14) Levantemo-nos pois; a Escritura não cessa de nos despertar dizendo: «Já é hora de despertardes do sono» (Rom 13, 11). Abramos os olhos à luz divina. Escutemos com um ouvido atento a voz possante de Deus que cada dia nos apressa dizendo: «Não torneis duros os vossos corações» (Sl 94, 8). E ainda: «Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas» (Ap 2, 7). E que diz Ele? «Vinde, Meus filhos, ouvi-Me, Eu vos ensinarei o temor do Senhor» (Sl 33, 12). «Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam» (Jo 12, 35). Procurando o seu trabalhador entre a multidão de pessoas a quem lança este apelo, o Senhor diz ainda: «Qual o homem que ama a vida e deseja largos dias para que possa gozar da prosperidade?» (Sl 33, 13). Se, ao ouvires isto, responderes: Eu, Deus diz-te: Queres ter a verdadeira vida, a vida eterna? Então «guarda a tua língua do mal e os teus lábios das palavras enganosas; afasta-te do mal e faz o bem, procura a paz e conserva-a» (Sl 33, 14-15). Quando tiverdes feito isso, pousarei os olhos em vós e darei ouvido às vossas orações e «antes mesmo de me terdes chamado, dir-vos-ei: Eis-me aqui» (Is 58, 9). Que pode ser mais doce, irmãos bem-amados, que esta voz do Senhor que nos convida? Eis que, na sua ternura, o Senhor nos indica o caminho da vida. Cingidos com a fé e a prática das boas acções, e guiados pelo evangelho, vamos então pelos caminhos que Ele nos traça para sermos admitidos a ver Aquele que nos chamou ao Seu reino (1Tes 2, 12). Se queremos habitar na morada do Seu reino, avancemos pelas boas ações, senão nunca lá chegaremos. Paz e Bem! ©Evangelizo.org 2001-2009 PENSAMENTOS, PALAVRAS E ATOSAs palavras são todas iguais e compostas das mesmas letras. O que as difere, no entanto, são o conteúdo e a fonte que o inspirou; assim, elas precisam de um motivo nobre para que, de fato, não sejam apenas palavras, mas, verdade. Pois, somos os únicos seres na face da terra que temos consciência de nossos atos e os praticamos deliberadamente conforme nossas decisões. “Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento”. (Tiag 2,12-13). A Palavra da Verdade vem ao nosso coração como um profundo alento, renovando todo nosso interior e nos fazendo compreender qual é o destino eterno que nos espera. Porque aqui com o nosso viver, escrevemos o livro de nossa vida e ao chegar diante de Deus faremos a leitura de suas páginas conforme foram vividas; se, porém, algumas páginas foram mal escritas, é necessário que as reescrevamos, por meio do arrependimento e do perdão sacramental antes do dia do nosso julgamento (Cf. Heb 9,27), para que a sua leitura seja agradável ao Senhor. “Então cada um receberá de Deus o louvor que merece”. (1Cor 4,5d). Paz e Bem! Frei Fenando,OFMConv. SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS...
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram". (Hb 11,6). De uma coisa fiquemos certos, todos nós humanos temos fé, somos portadores do dom de acreditar. Ora, esse dom é inerente ao ser humano, ninguém que existe neste mundo é isento de crer, todos já nascem com esse dom especial. Uns creem e crescem naquilo que acreditam; outros não acreditam em nada e crescem nesse seu “ateísmo” formal. Porém, verdade seja dita, somos o que acreditamos porque fomos criados para crer. Assim sendo, nos tornamos vítimas ou cooperadores daquilo em que pusemos a fé do nosso coração. Se damos créditos ao amor nos tornamos amor em plenitude; se ao contrário, abrimos espaços para o ódio, nos tornamos vítimas da violência e desperdiçamos nosso modo de ser alimentando vinganças, medos e mortes atrozes que neutralizam nosso existir. Então o que é crer realmente? Crer é ser aquilo que somos aos olhos de Deus e aos olhos de Deus nós somos seus filhos eternos, santos, justos e misericordiosos. Vejamos o que São João nos ensina a esse respeito: “Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,2-3). Portanto, quando digo: creio em Deus, o digo não por dizer ou como algo isolado, ou como uma afirmação somente; mais o digo precisamente como expressão da comunhão que tenho com o Senhor que me deu em seu amor liberdade para crer, pois, O carrego em minha alma de batizado como Mistério santificante, que revelo a cada instante pelas virtudes vividas para o bem de todos; desse modo, a fé que professo com os lábios é fruto do Espírito Santo que habita em minha alma e que me faz viver professando uma fé genuína, realizadora da Vontade de Deus em todos os sentidos; infinitamente longe, de todo fanatismo ou embuste subjetivista; de todo individualismo ou sectarismo infernal. Destarte, “a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. Por ela vivemos na presença de Deus Altíssimo e é Ele mesmo quem a alimenta em nós. EIS O RESUMO DA NOSSA FÉ CATÓLICA: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
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